30 ways to say I love you
20 Wrecking ball
Notas iniciais
Castle saiu da casa de Kate sem rumo. Não sabia para onde queria ir. Na verdade, o que ele realmente queria era sumir. Ou fazer sumir a dor que sentia em seu peito. Ele a amava como nunca tinha amado nenhuma outra mulher em sua vida. Por que Kate tinha que fazer aquilo?
Ele sabia que ela era difícil, sempre soube desde o começo. Foi exatamente por isso que se encantou com ela: sua força, dureza e sagacidade, além da beleza incomparável. Kate era tudo para ele. Quatro anos seguindo aquela mulher, levando-a cafés somente para ver seu sorriso. Quatro anos sofrendo com todas as vezes em que ela o tinha afastado. Quatro anos esperançoso que um dia ela admitiria que também sentia o mesmo.
Castle sentou-se no balanço de uma praça onde, um ano antes, ela tinha lhe dito que havia um muro dentro de si, um muro que tinha que ser quebrado antes que ela pudesse se envolver. Tudo que ele desejou naquele momento era ajudá-la, quebrar esse muro e todos os obstáculos que impediam Kate de ser verdadeiramente feliz. Ele a queria bem, e lutava para isso.
O amor que sentia estava bem guardado em seu coração, esperando o momento em que ela viria pegá-lo. Ele tinha certeza que isso iria acontecer um dia. Tinha tido certeza até aquele momento, em que finalmente teve coragem de dizer. Se declarou, expôs seus sentimentos. Disse que a amava.
Castle lembrou-se de todos os perigos que Kate já havia sofrido, e como seu coração quase se desfazia em cada um deles. Ele escondeu a verdade dela, não queria que ela remexesse naquele caso porque não podia suportar a ideia de perdê-la.
Mas ela não entendeu… Ela não o perdoaria. Ela não o amava. Era tudo uma ilusão.
Kate havia quebrado o seu coração.
Castle sentia uma dor que nunca havia experimentado. Não era só a dor da rejeição. Era a dor de vê-la duvidando dele, a dor de ver seus olhos decepcionados ao saber que ele lhe escondera evidências, a dor de ouvi-la dizer que a vida era dela e ele não tinha o direito de decidir nada.
Ficou balançando por mais uns minutos. “Eu nunca mais quero amar na vida” – ele disse, como um juramento. No fundo, sabia que não era questão de querer ou não. Ela o havia magoado, ela o havia destruído. Mas Castle sabia que, mesmo que quisesse, seu coração não se abriria para mais ninguém. Ele já tinha sido fechado por ela e para ela. Só ela…
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Castle estava em pé, encostado na parede do quarto, olhando fixo ao cenário à sua frente, quando sentiu as mãos de Kate abraçando sua cintura.
Kate: Admirando a vista?
Castle: Admirando e pensando…
Kate: Em que?
Castle: Naquele dia em que você quebrou meu coração.
Ele se virou para ela, encarando-a.
Kate: Me desculpa, Rick. Eu nunca quis magoá-lo. Mas eu sempre fui meio difícil, você sabe…
Castle: Meio?
Ele a abraçou, beijando-a no pescoço.
Kate: Por que você estava pensando nisso agora, depois de tanto tempo?
Castle: Porque me lembrei que naquele dia jurei nunca mais amar novamente. Eu sabia que você era a única que poderia trazer amor de volta ao meu coração.
Kate: E eu consegui?
Castle: Naquele mesmo dia. – ele disse sorrindo. – Quando você bateu na minha porta, me pedindo desculpas e me beijando, a partir daquele momento você foi colando cada pedaço de volta. Eu sabia que você o encheria de amor de novo.
Castle a virou, abraçando-a pela cintura, e apontando para a frente.
Castle: Eu só não imaginava que seria tanto amor assim.
Os dois sorriram, olhando para a mesma direção. Os gêmeos de dois meses, que dormiam tranquilamente em seus berços, enchiam o coração, o quarto e a vida inteira dos dois de amor.
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