30 ways to say I love you
21 A sua maneira
Notas iniciais
Maddie: Essa foi a coisa mais estúpida que eu já ouvi nos últimos anos.
Kate: Maddie!
Maddie: Voltar com o Josh, Kate? Sério?
Kate: Ele é um cara legal.
Maddie: Super. – Maddie disse irônica, enquanto entregava um pedaço de bolo para a amiga. – O que você acha desse?
Kate (comendo): Doce demais.
Maddie: Também achei. (pegando outro) E esse?
Kate: Odeio glacê.
Maddie (pegando outro): Gostei desse, o que acha?
Kate: Humm, esse é bom… tem nozes?
A vendedora fez que sim.
Maddie: Vai ser esse. Agora vamos aos doces.
Kate: Sério? Você vai me engordar uns 5 kilos nessa “prova de bolo”.
Maddie: Quieta, Kate. É meu casamento!
Kate sorriu para a amiga.
Maddie: Eu estou tão feliz! Ele é o amor da minha vida, Kate!
Maddie havia viajado para a Paris seis meses antes para um curso de culinária. Quando se encontrou com o chef francês, foi amor à primeira vista. Ele voltou para NY com ela, abriu uma filial de seu restaurante e agora iriam se casar. Maddie estava nas nuvens, perdidamente apaixonada e feliz.
Kate: Como é que você soube que ele era o cara certo?
Maddie: Eu soube no primeiro momento! Quando os olhos dele cruzaram com os meus, meu Deus, Kate, era como se ele me puxasse para dentro daquele castanho sem fim.
Kate sorriu. Maddie tinha virado poeta!
Maddie: E quando nós nos beijamos pela primeira vez eu soube. É aquele beijo que você espera a vida toda, sabe?
Kate pensou em Castle e no beijo que ele havia lhe dado uma semana antes. Kate vinha se dizendo que tinha sido apenas um disfarce, afinal, era a única forma de despistar aquele segurança. Nem ela nem Castle haviam tocado no assunto. Por que ela estava pensando nisso agora, provando bolos de casamento?
Maddie: Você gostou?
Kate: Do que? – Kate disse assustada, pensando se Maddie poderia adivinhar seus pensamentos.
Maddie: Do bem-casado, você gostou?
Kate: Ah, sim, acho que sim.
Maddie: Acha? Você já comeu uns três! (olhando para a vendedora) Pode colocar esse na lista. (voltando-se para Kate, com um doce de chocolate nas mãos) Então como é que foi isso de voltar com Josh?
Kate: Ah, nós nos encontramos um dia, por acaso, num supermercado. Começamos a conversar, trocamos telefone. Foi isso.
Maddie: Que sem graça.
Kate: Você esperava o que? Uma cena de cinema?
Maddie: Tipo quando você prendeu Castle?
Kate: Por que você tem essa fixação com ele?
Maddie: Porque eu vi o jeito que ele te olha! E o ciúme que você tem dele.
Kate: Eu? Eu não tenho ciúme dele!
Kate passou a mão na bandeja de doces e pegou uns três.
Maddie: Vocês são perfeitos um para o outro.
Kate: É mesmo? (comendo) Será que a mulher dele acha isso?
Maddie: Quem? A editora?
Kate: Você a conhece?
Maddie: Eles costumavam frequentar o restaurante.
Kate revirou os olhos.
Maddie (tirando os doces da mão dela): Ciúme, eu disse. Mas eles terminaram, não?
Kate: Eu não tenho ciúme dele! Eu estou com Josh, e nós estamos muito bem.
Maddie: Espero ser convidada para o casamento.
Kate: Casamento? Que casamento?
Maddie: Meu amor, se você ainda não pensou em casamento, vocês não estão tão bem assim.
Kate: Maddie, eu não sou apressada como você. Seis meses?
Maddie: Kate, quando você encontrar o homem que ama, você vai pensar em passar o resto da sua vida com ele no primeiro segundo em que se beijarem. Acredita em mim.
Kate: E desde quando você é a mais experiente, ham?
Maddie: Você beijou primeiro que eu, Katie. Mas eu vou casar primeiro – ela disse metida, mostrando o anel de noivado. Kate riu. Maddie parecia a mesma menina do colegial.
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No dia do casamento…
Kate: Ah meu Deus, você está tão linda!
Maddie: Obrigada! Você gostou? – disse mostrando a festa.
Kate: Está tudo perfeito!
Maddie: E cadê o seu “namorado”?
Kate a olhou de canto. Maddie tinha implicância com Josh desde que Kate tinha namorado com ele por uns meses durante a faculdade.
Kate: Ele não veio, está trabalhando.
Maddie: Que coincidência, Castle também veio sozinho.
Kate: Cas… Castle? O que Castle está fazendo aqui?
Maddie: Eu o convidei!
Kate: Desde quando você tem amizade com ele?
Maddie: Desde que ele frequenta meu restaurante. Eu te disse outro dia, lembra? Ele, a mãe e a filha são uns amores! Só aquela editora que era uma chata, mas eles terminaram, você sabe?
Claro que Kate sabia. Maddie fazia aquilo só para provocá-la.
Maddie: Pena que Martha e Alexis não puderam vir. Ah, olha ele lá – ela disse acenando, e Castle foi em direção a elas.
Castle: Você está linda – ele disse abraçando Maddie.
Maddie: Obrigada, querido. Fiquem à vontade – ela saiu, piscando para Kate, que fez um sinal reprovando.
Kate: Desde quando você é amigo dela, ham?
Castle: Primeiramente, você está bonita, detetive Beckett. Segundo, desde aquele caso em que eu a conheci. Frequento o restaurante dela.
Kate: Sei…
Por um momento Kate ficou se perguntando se Maddie contava coisas dos velhos tempos para Castle. Por que se ela fizesse isso, Kate ia matá-la, ah ia!
Castle: Cadê o motoqueiro?
Kate: O nome dele é Josh, Castle. E ele não veio, está de plantão.
Castle: Que pena – ele disse falsamente.
Um garçom passou oferecendo champagne. Castle pegou uma taça, mas Kate recusou.
Castle: Sério? Você vai recusar um legítimo champagne francês?
Kate: Já bebi algumas taças de vinho. Estou dirigindo, não quero exagerar e…
Kate nem terminou a frase quando ouviu um “Richard Castle” ao longe. Os dois se viraram ao mesmo tempo. Uma mulher alta, loira, extremamente bonita vinha em direção a ele.
Castle: Marie?
Marie: Richard! – ela disse, passando direto por Kate e abraçando o escritor.
Kate notou que ela tinha um sotaque francês.
Castle: Quando tempo!
Marie: Senti saudades.
Kate observava a cena, pensando em que momento Castle iria apresentá-la.
Marie: Você está um gato!
Castle: Marie, pare com isso. Você é que é linda! – quando disse isso, lembrou-se de Kate. – Ah, essa é Katherine Beckett.
Só isso? Katherine Beckett? E aquela parte “detetive da NYPD, musa, inspiração e blá blá blá?” – Kate pensava enquanto estendia a mão.
Castle: Marie é modelo fotográfica. Ela está no ultimo catálogo da Dior.
Kate: É mesmo? – Kate disse num falso interesse.
Marie sorriu orgulhosa, enquanto Kate virou para o lado e pegou uma taça de champagne do garçom que passava.
Castle: Eu e Marie nos conhecemos numa temporada em que estive em Paris divulgando os livros de Derrick Storm. – ele se apressou em explicar.
Marie: Nunca me esqueci daquele verão...
Ela o fitou sensualmente, e ele virou uma taça de champagne. Kate percebia tudo.
Marie: Mas então, o que você faz aqui?
Castle: Sou amigo da noiva, e você?
Marie: Prima do noivo. Que mundo pequeno, não?
Kate: Minúsculo – Kate disse pegando a segunda taça de champagne.
Castle a olhou. Aquilo soave como ciúme?
Marie: Hey Richard, vamos dançar? Eu adoro essa música!
Castle: É, eu…
Castle tentou responder, mas Marie já o puxava para a pista de dança.
Kate observou a cena. Aquilo era tão Richard Castle. Será que ele não se cansava dessas modelos sem graça?
Kate: Blah, como elas são magras. – Kate pensou, enquanto virava a terceira taça de champagne – Nossa, isso é bom mesmo! Ei, mocinho – ela disse puxando o jovem garçom pela camisa – será que dá pra me trazer uma garrafa inteira?
Garçom: A senhora quer que eu traga a garrafa aqui na mesa?
Kate: É, se der já traz logo duas.
O garçom a olhou meio de canto mas obedeceu.
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Tempos depois…
Castle: Pensei que não me livraria dela nunca! – Castle disse chegando perto da mesa – Kate?
Kate passava os dedos nos bordados da toalha da mesa, enquanto segurava uma taça de champagne quase cheia.
Castle: Kate? Você está bem?
Kate: Hey Castle! – ela levantou os olhos para ele – Você experimentou esse champagne? Está uma delícia! – ela apontou a taça para ele, e metade da bebida caiu .
Castle: É, acho que você exagerou um pouco, não? – ele puxou uma cadeira e se sentou ao lado dela.
Kate: Não. Não. (pausadamente) Não.
Ela parou e fitou-o. Ele ficou esperando que ela dissesse algo, mas o silêncio persistia.
Castle: Kate?
Kate: Acho que eu vou embora.
Ela se levantou mas tropeçou ao primeiro passo. Ele se apressou a segurá-la.
Castle: Vamos, eu te levo.
Kate: Eu não preciso de babá, Castle.
Castle: De babá não, mas de motorista sim.
Kate foi discutindo com Castle até chegarem ao carro. Ela tirou a chave da bolsa e tentava abri-lo, em vão.
Kate: Qual é o problema com a fechadura desse carro?
Castle: O problema não é com a fechadura, Kate… é com você. – ele disse pegando a chave – Vamos, você vai aqui – Disse conduzindo-a ao outro banco. Kate nem respondeu mais.
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Kate: Pode tirar as mãos de mim, Castle, eu sei andar sozinha – ela disse empurrando-o, ainda no corredor. Kate chegou até a porta do apartamento, onde parou e olhou para ele.
Kate: Estou com um pequeno problema com chaves hoje.
Castle abriu a porta e os dois entraram.
Kate: Pronto Castle, eu já estou em casa.
Castle: Não vou embora até te colocar na cama.
Kate: Haha, nos seus sonhos, né Castle?
Castle: Por incrível que pareça, foi um comentário inocente.
Kate deu alguns passos até o quarto e se desequilibrou, mas Castle se adiantou e segurou-a. Ela levantou os olhos e o encarou.
Kate: Você tem olhos lindos, Castle – ela disse, fixa no olhar dele.
Ela desceu seu olhar para a boca dele, e depois subiu aos olhos de novo.
Kate: Eles são de um azul profunnnndo…
Castle sorriu, e Kate se aproximou, tocando seus lábios nos lábios dele suavemente, caindo adormecida em seu ombro logo em seguida.
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Castle: Quem diria, heim detetive?
Castle colocou Kate na cama. Ela havia apagado totalmente.
Castle: Acho que agora já posso ir.
Ele deu dois passos e voltou os olhos para ela.
Castle: Isso deve estar incomodando, não? – disse apontando para os grampos que prendiam seu cabelo num coque.
Castle foi até ela e tirou um a um, soltando os cabelos de Kate, que caíram em ondas pelo travesseiro. Castle deslizou seus dedos pelos fios, e quando se deu conta, acariciava seus cabelos com ternura.
Pensou em se levantar de novo, mas Kate estava tão linda que ele se sentiu tentado a ficar próximo a ela mais um pouco.
Castle: É só um pouquinho – ele disse, ajeitando-se na cama.
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Castle abriu os olhos aos primeiros raios de sol que adentraram o quarto. Ele não só estava ainda na cama dela como tinha Kate aconchegada em seus braços.
“Se ela acordar agora eu estou frito” – pensou, enquanto estudava uma maneira de levantar sem que ela percebesse, mas a única coisa que passava pela sua cabeça era como era boa a sensação de tê-la em seus braços.
“Parece um sonho…” – ele pensou sorrindo. Ela parecia confortável em seus braços. “Quem dera você estivesse aqui por vontade própria, Katherine Beckett.”
Após alguns minutos, decidiu tentar sair com cuidado e conseguiu, colocando um travesseiro em seu lugar, que Kate abraçou rapidamente.
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Um tempo depois…
Kate abriu os olhos. Por que tudo estava rodando?
Kate: Ai que dor de cabeça – pensou enquanto se levantava da cama. Foi ao banheiro, lavou o rosto, e quando chegou na sala…
Kate: Castle?
Castle: Bom dia, detetive.
Kate: Ei, não fala tão alto! – ela levou as mãos na cabeça. – Por que você está aqui?
Castle: Digamos que você não tinha condições de chegar aqui sozinha ontem à noite.
Kate: Eu acho que me lembro… você me trouxe no meu carro…
Castle: Isso.
Kate: E por que ficou aqui?
Castle: Porque estava preocupado.
Kate: Não precisa, eu estou bem. Acho…
Castle: Eu fiz um café bem forte, está ali no balcão.
Kate foi em direção do balcão e pegou uma xícara, bebendo de uma vez.
Castle: Bom, acho que agora eu posso mesmo ir. – ele que não era doido de ficar ali. Se Kate já era brava normal, imagina numa ressaca daquelas!
Kate: Sim, você pode.
Ele foi em direção à porta, e Kate o acompanhou.
Kate: Obrigada por me trazer pra casa.
Castle: Não há de que.
Castle ia saindo, mas se voltou para ela, bem próximo a seu rosto.
Castle: Seus olhos também são lindos. – ele disse fitando os olhos ora verdes, ora castanhos. Os dois se perderam nesse olhar por tempo indeterminado.
Castle: Tchau, detetive. Se cuida.
Kate: Tchau – ela disse fechando a porta, pensativa – Será que eu fiz alguma besteira? Por ele me olhou daquele jeito? Os olhos dele sempre foram bonitos assim?
Kate pegou mais uma xícara de café, e depois uma segunda, e uma terceira, tentando se livrar da imensa vontade que sentia de ser tragada por aqueles olhos de um azul tão profundo.
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