30 ways to say I love you
26 Way back into love
Notas iniciais
Kate: Sério? – Kate disse rindo, e Colin assentiu.
Colin: Seríssimo. E ainda peguei suspensão por 30 dias.
Kate: Que absurdo!
Colin: A polícia tem dessas coisas.
Kate: É...
Colin: Você é uma grande companhia, detetive. Inteligente, divertida... e muito, muito bonita.
Kate sorriu tímida, e não conseguiu deixar de pensar em Castle. “Ela é divertida. E descomplicada. Acho que é disso que minha vida precisa agora”.
Colin: E então, o que te fez deixar a papelada?
Kate: Precisava sair um pouco. Talvez eu não seja tão divertida assim.
Ela disse arqueando a sobrancelha, e ele sorriu.
Colin: Por um momento pensei que você estivesse com Castle.
Castle. Tudo que Kate estava tentando não pensar era em Castle. Ele tinha saído de novo com aquela aeromoça. A que era “divertida e descomplicada”. Tudo que ele precisava agora. Tudo que Kate não era.
Kate: É... bem... Castle é só um... parceiro.
Colin: Entendo.
Colin a fitou por um minuto.
Colin: Só que... parceiros não sentem ciúme um do outro.
Kate o encarou. Será que estava tão visível assim?
Kate: Ah, aquilo não foi ciúme. Eu só fiquei brava porque ele mostrou provas do caso à moça com quem está saindo.
Colin: Bem, eu não estava me referindo à você...
Kate se sentiu corar.
Colin: Ele ficou com ciúmes quando você saiu comigo. Digo, em nosso disfarce para a festa.
Kate não sabia o que responder. Estava na cara que havia uma tensão entre ela e Castle.
Colin percebeu seu silêncio e se apressou.
Colin: Me desculpa por tocar nesse assunto.
Kate: É só que... a situação com Castle é... complicada.
Colin: Tem certeza?
Kate o encarou.
Colin: Ele gosta de você, Kate.
Kate: Ele está com outra. – ela respondeu na lata, sem pensar. Por que ela estava se abrindo com ele?
Colin: Espero que a minha ideia de te levar naquela festa não tenha atrapalhado nada entre vocês.
Kate: Não se preocupe, não existe nada entre a gente.
Kate sorriu e tentou parecer natural, mas seu tom era meio triste. Não havia mesmo nada entre ela e Castle.
Os dois continuaram a conversa por mais uns minutos e se despediram amigavelmente. Kate ia para casa, mas mudou de ideia no meio do caminho.
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Jim: Katie?
Jim se surpreendeu assim que abriu a porta. Kate nunca ia em sua casa a essa hora da noite.
Kate: Oi pai.
Kate entrou e o abraçou forte, e Jim sentiu que havia algo estranho.
Jim: Aconteceu alguma coisa?
Kate: Não, eu.... eu só queria te ver, conversar um pouco.
Jim: Claro. É sempre bom te ver – ele disse sorrindo, pegando na mão da filha. – Você está com fome?
Kate: Um pouco.
Jim: Que tal prepararmos uma massa?
Kate sorriu assentindo, e os dois foram para a cozinha.
Jim: E então, como andam as coisas?
Kate: Bem...
Jim: Tem certeza?
Kate: Eu estou melhorando.
Jim era o único que sabia que Kate fazia terapia.
Jim: Que bom, Katie. É o que mais quero no mundo.
Kate: Pai... você acha que eu sou divertida?
Jim a olhou surpreso.
Kate: Não precisa nem responder...
Jim: Não, é que... por que essa pergunta?
Kate: Por nada. Eu só pensei.
Jim: Katie, você vive para o trabalho. Se pensasse em outras coisas talvez se divertisse mais, ham?
Kate: Meu trabalho é seguro.
Jim: Você sabe que isso soa um tanto irônico, não?
Kate: Eu quis dizer que me sinto segura lá.
Jim: Eu sei. Você se esconde nele.
Kate se lembrou de quando Castle lhe disse que ela se escondia atrás do caso da mãe, e em relacionamentos com homens que ela não amava. E que era por isso que ela não era feliz. Porque tinha medo.
Jim: Bebemos um vinho?
Kate: Sim.
Jim encheu duas taças.
Kate: Pai... quando você soube que amava minha mãe?
Jim a olhou surpreso, mas Kate mexia no fogão e não o encarava. Ele teve certeza que algo estava acontecendo. E se fosse o que ele pensava...
Como ele não respondeu imediatamente, Kate emendou a pergunta.
Kate: Eu quero dizer... amor, amor mesmo. Quando você soube?
Jim: Quando eu quase a perdi.
Kate levantou os olhos para o pai.
Jim: É, essa história você ainda não conhece. Bem, você sabe que eu e sua mãe nos conhecemos na faculdade de Direito.
Kate: Sim, em Columbia. Você eram da mesma turma.
Jim: É. E nós namoramos por 3 anos. Eu sempre fui apaixonado por ela, e ela por mim. Nós nunca brigamos, você sabia disso?
Kate: Mamãe sempre dizia. – Ela sorriu.
Jim: Quando nós nos formamos, eu consegui um bom emprego, bom demais para um recém-formado. Sua mãe estava tentando também, e foi quando seu avô interferiu. Ele a queria no escritório junto com ele, na cidade deles, do outro lado do estado.
Kate: E ele a obrigou a voltar?
Jim: Não deu tempo. Eu a pedi em casamento primeiro.
Kate sorriu.
Jim: Eu não podia suportar a ideia de perdê-la, Katie. Não conseguia imaginar minha vida sem ela. Foi aí, exatamente aí, que eu soube que a amava.
Kate: Por que eu nunca soube disso?
Jim: Porque a gente só conta o lado bom da história.
Kate: Foi tão ruim assim?
Jim: Seu avô ficou um ano sem falar com ela. Ele tinha projetado um futuro para ela, a única filha que cursou Direito e que continuaria seus trabalhos na cidade. Ele a achava muito nova para se casar também.
Kate: E ela era?
Jim: Nós dois éramos. Mas nunca tivemos tanta certeza do que queríamos em nossa vida.
Kate: E como é que meu avô a perdoou?
Kate se lembrava das férias na casa do avô, ele era muito amoroso com ela.
Jim: Foi porque aconteceu uma coisa... uma coisa muito importante...
Kate: O que? – ela estava curiosa.
Jim: Você, Katie. Porque não bastava sermos recém-formados e novos, tínhamos que ter uma filha no primeiro ano de casamento.
Kate riu.
Jim: Você foi sem dúvida a melhor coisa de nossas vidas.
Kate: Pena que ela se foi tão cedo...
Jim: É... Mas nós vivemos. Vivemos intensamente cada dia, cada minuto juntos. Eu não me lembro de ter passado um dia sequer sem dizer que a amava.
Kate: É uma linda história de amor...
Kate já tinha voltado os olhos para o fogão. Sentia um aperto no peito. Uma dor estranha, profunda.
Jim: Um dia você vai viver um amor assim também, Katie.
Kate: Eu.. eu não sei.
Jim: Bem... você só não viverá se não quiser...
Jim saiu para arrumar a mesa, e Kate ficou ali, pensando. Ela não era divertida nem descomplicada. Ela o estava perdendo... Era por isso que doía tanto.
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