Notas iniciais
Gabi, muitíssimo obrigada por recomendar a fic :) Já tenho quatro recomendações e é uma melhor que a outra, vocês me deixam muito feliz! Bom, a música de hoje é meio abstrata. Não consegui decifrá-la muito bem, então eu viajei hahaha! Acabei criando uma história meio angst com humor e fofices, enfim, uma bagunça. Espero que gostem ;) Obs: Eu disse que os gêmeos só voltavam no último mas eles fazem uma participação especial nesse. Por enquanto – Cassia Eller Mudaram as estações nada mudou Mas eu sei que alguma coisa aconteceu Tá tudo assim, tão diferente Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar Que tudo era pra sempre sem saber que o pra sempre sempre acaba Mas nada vai conseguir mudar o que ficou Quando penso em alguém só penso em você E aí, então, estamos bem. Mesmo com tantos motivos Pra deixar tudo como está Nem desistir nem tentar Agora tanto faz Estamos indo De volta pra casa.

Kate: Você tem o melhor cheiro do mundo. O melhor!

Silêncio.

Kate: O melhor, o melhor, o melhor.

Kate dizia enquanto beijava Johanna e passava o óleo de amêndoas. A menina mexia os bracinhos tentando alcançar uma mecha do cabelo da mãe.

Castle parou na porta do quarto sorrindo, observando a cena. Com uma mão, Kate levantou as perninhas da filha enquanto a limpava com a outra mão. Com agilidade, pegou a fralda e fechou perfeitamente.

Castle: Eu ainda me surpreendo como você se sai bem.

Kate: Não é tão difícil quando se tem dois bebês e dá para treinar o dia todo. – ela disse rindo, e Castle lançou um olhar para o berço onde Alexander dormia.

Kate colocou uma roupa na filha e a levantou no ar, admirando-a. Johanna olhava para os pais com seus grandes olhos azuis.

Castle: Ela é tão linda!

Kate: Toda perfeita...

Castle: Eu nunca vou deixar nenhum garoto chegar perto de você, nunca!

Kate: Como é que é? – Kate disse agarrando a menina a si.

Castle: O que? Não quero que minha princesinha caia nas garras de nenhum mal intencionado.

Kate: Ah claro, assim como Alexis nunca caiu.

Castle: Exatamente por isso. Fui liberal demais com Alexis. Mas com ela, ahh com ela eu não vou ser não!

Kate: Meu Deus, quando é que nasceu todo esse ciúme?

Castle pegou Johanna do colo de Kate, mas a menina começou a chorar.

Castle: Desde quando ela gosta mais de você do que de mim? – ele perguntou emburrado.

Kate: Desde que você fala esses absurdos perto dela.

Castle a olhou contrariado. Kate pegou a filha de volta.

Kate: Desde que eu tenho leite, Castle!

Castle respirou aiviado. Kate sentou na cama e começou a amamentar a filha.

Castle: Eu passei na delegacia hoje.

Kate lançou-lhe um olhar rápido, mas voltou a olhar para a filha.

Castle: Não precisa ficar com ciúme.

Kate: Eu não estou com ciúme.

Castle a encarou.

Kate: Talvez um pouco.

Castle: Eu sei que você sente falta.

Kate: Eu nem sei o que sinto, Cas. Sim, eu sinto falta do meu trabalho. Mas também não consigo me imaginar longe dos dois. Eu não quero abandoná-los.

Castle: Babe, você não vai abandoná-los. Você só vai passar algumas horas do dia longe deles. Vai ser difícil no começo, mas você vai se acostumar. E você vai poder ficar tranquila porque eles estarão comigo. E com minha mãe, claro.

Kate sorriu. Nenhum deles ficava sozinho com os bebês, era impossível. Castle só saía de casa quando necessário, mas mesmo assim, Martha estava sempre com Kate.

Castle: Mudou tudo, não foi?

Kate: Sim... Está tudo diferente. Mas diferente de um jeito bom – ela disse sorrindo, beijando a filha, que segurava com sua pequena mãozinha um de seus dedos.

Castle: Às vezes eu olho pra gente, pra nossa vida, e penso... quanta coisa a gente já passou. Quantas vezes pensamos que tudo terminaria ali...

Kate: Ainda bem que nada é para sempre.

Castle: Só a gente. – ele sorriu para ela.

Kate: É, só a gente – ela sorriu de volta, beijando-o.

Kate: Mas então, você disse que ia à editora... por que passou pela delegacia, que é do outro lado da cidade?

Castle: Passei pra ver os rapazes. Sinto falta deles.

Kate: É, eu também.

Castle: E Kate, você não vai acreditar no que eles estão investigando.

Kate: Não, eu não quero saber.

Castle: Por que não?

Kate: Porque eu vou ficar curiosa, e vou querer saber mais e mais e mais.

Alexander acordou chorando, e Castle foi até o berço pegá-lo.

Castle: Vamos trocar essa fralda molhada? – ele disse já trocando o filho, que parou de chorar assim que Castle o pegou.

Castle: Kate, olha isso. Esse menino vai ser um sucesso com as mulheres.

Kate: Ah claro, porque a sua filha não pode namorar, mas seu filho pode ser galinha.

Castle: Exato.

Kate o encarou.

Castle: Quer dizer, eu só vou ensiná-lo os princípios básicos da sedução.

Kate revirou os olhos.

Castle: Filhão, você quer ouvir uma história? Uma história legal sobre a máfia? Hoje o papai foi lá na delegacia onde a mamãe trabalha. Aí o tio Ryan e o tio Esposito estavam investigando a máfia italiana. Ela é famosa, sabia?

Kate: Sério que você vai inventar isso para me fazer te ouvir?

Castle: É verdade, filhão. Papai não é de inventar as coisas. Quer dizer, só nos livros. E sabe o que o tio Ryan e o tio Esposito descobriram?

Kate ficou esperando e ele parou de falar.

Kate: Fala logo, Castle!

Castle: Que a máfia está envolvida em um assassinato na área deles.

Kate: Que novidade.

Castle: E pela primeira vez, eles estão prestes a conseguir provar.

Kate se virou completamente e o encarou. Agora ela queria saber tudo.

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No outro dia de manhã...

Castle andava de um lado para o outro na sala, contando os minutos para dar 8h e ligar para a delegacia.

Kate: Você não vai sossegar enquanto não descobrir, não é? – ela disse chegando.

Castle: Ah, não... eu ... só estou curioso.

Kate: Sei...

Castle: Só vou ligar para os meninos e saber como andam as coisas.

Kate: Sabe o que eu acho? Que você não está “só curioso”. Eu acho que você está querendo ir lá e descobrir tudo o que há por trás dessa história de máfia.

Castle: Imagina que eu ia te deixar aqui com nossos bebês recém-nascidos.

Kate: E não vai mesmo.

Castle voltou os olhos para o celular.

Kate: A não ser que eu permita.

Castle a olhou.

Castle: O que você quer dizer com isso?

Kate: Eu quero dizer que deixo você acompanhar os meninos na investigação.

Castle abriu um sorriso igual criança quando ganha o tão sonhado presente.

Kate: Com uma condição.

Castle: Qualquer coisa.

Kate: Você não vai pra rua com eles.

Castle: Mas...

Kate: Você não sai da delegacia, Castle. É pegar ou largar.

Ele sorriu e pegou, claro.

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Na delegacia...

Gates: Castle? O que você está fazendo aqui?

Castle: Olá capitã. Belo casaco.

Gates o olhou de canto.

Castle: É, bem, eu... só passei para falar um oi.

Gates: De novo? – afinal, Castle tinha ido no dia anterior.

Castle: É que eu vim também combinar um jogo com Ryan e Esposito.

Gates: Você não deveria estar trocando fraldas, Castle?

Castle: É, eu...

Gates (interrompendo): Coitada da Beckett. Não tem duas, mas três crianças para cuidar.

Castle a encarou.

Gates: Você que faça alguma bagunça nesse caso que eu acabo com você.

Castle: Capitã, ela te ligou?

Gates: E você acha que ela é maluca de te mandar aqui sem me avisar? Se comporta, heim Castle, se comporta!

Castle sorriu aliviado.

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Mais tarde...

Castle já tinha ligado duas vezes para checar se estava tudo bem com Kate e os bebês. Ela disse que sim, que Martha era um anjo caído do céu, e a ajudava em tudo. Além do mais, os bebês andavam mais calmos agora, com quatro meses, do que nos primeiros dias. Mas ela advertiu que não queria que ele passasse a noite lá, e ele afirmou que voltaria antes do jantar.

Quase no fim do dia...

Ryan: Conseguimos.

Castle: Conseguimos o que?

Espo: O local do encontro entre as duas famílias. Estamos indo pra lá. – Espo disse já saindo.

Castle: Espera, eu vou também.

Espo e Ryan pararam e o olharam.

Castle: O que?

Ryan: Eu pensei que você tivesse ordens de não sair daqui.

Castle: Gates já foi embora.

Ryan: Eu me referia à Beckett.

Castle: Pode ficar tranquilo que a Kate eu contorno depois.

Espo: Aham. Bem, você que sabe. Mas eu te digo uma coisa, Castle. Ela tem uma arma, dois bebês chorando o dia inteiro e deve estar com os hormônios à flor da pele.

Castle: Quanto drama! Não é bem assim. E vamos logo que estamos perdendo tempo.

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Quando chegaram ao local marcado para o encontro dos líderes das famílias rivais, Castle foi advertido a esperar no carro enquanto Ryan e Esposito entrariam no prédio abandonado.

Castle, claro, não obedeceu.

Assim que os policiais entraram, ele saiu do carro e ia na mesma direção, quando ouviu uma voz chamando seu nome.

“Richard Castle?”

Castle se virou. Um homem corpulento, de quase 2 metros de altura, com a pele bem branca, cabelos negros, e olhos mais negros ainda, ia em sua direção. Ele reconheceu pela foto que tinha visto na delegacia. O homem era Giuseppe Mastroiane, o chefe da maior família da máfia italiana.

GM: Você é mesmo o escritor?

Castle: Sim, eu sou. – Castle disse com voz um pouco trêmula.

GM: Eu sou um grande fã! – o chefão se apressou em cumprimentá-lo.

Castle: Obrigado.

GM: Seus livros são tão... inspiradores.

Castle: É mesmo? – Castle sorriu nervoso.

GM: Vamos, venha até meu escritório tomar um uísque.

Castle: É, eu...

GM: Vamos. Minha família vai te adorar.

Mastroianne conduziu Castle ao prédio em frente ao que os policiais haviam entrado, e Castle percebeu o erro tático deles. Não encontrariam nada no prédio abandonado, afinal, a “família” estava reunida no prédio da frente. Castle precisava avisá-los.

GM: Como é que você encontra tanta inspiração? Já matou alguém?

Castle: É, eu.. não, não.

Mastroianne riu.

GM: Claro que não, isso não é certo.

Castle pensou na ironia daquela frase.

GM: É verdade que você seguiu uma policial para escrever os Nikki Heat’s?

Ai meu Deus – Castle pensou, já imaginando Kate viúva com dois bebês para cuidar.

Castle: Sim, eu a segui por um tempo.

GM: Eu gosto dos Nikki Heat’s. Ela era gostosa?

Castle: Quem?

GM: A policial. Ela era gostosa?

Castle sorriu aliviado por ele não saber do casamento.

Castle: Até que era.

GM: Ouvi dizer que você se envolveu com ela, é verdade?

Castle: Envolver não é bem a palavra...

GM: Entendi. Você só deu uns pegas. Essas policiais...

Castle: É, essas policiais!

GM: Têm um fogo! Aposto que deu em cima de você.

Castle: Desde o primeiro momento.

GM: Eu falo, elas são terríveis.

Castle: Você parece entendido.

GM: Me envolvi com uma por uns tempos.

Castle: É mesmo?

Castle estava incrivelmente surpreso com aquela declaração.

GM: Não era tão bonita assim, mas me era útil.

Castle parou um minuto e absorveu a informação. Havia uma policial corrupta que mantinha relação com o maior chefão da máfia. Isso explicava a quantidade de crimes pelos quais ele passava ileso.

GM: Mas então, o que um escritor faz por aqui?

Castle: Ah eu... eu... procurava um amigo. Dos velhos tempos. Da escola. Me disseram que morava por aqui, mas acabei não encontrando a casa.

GM: Não tem problema. Você é meu amigo agora! Meu e da família. Um brinde ao Richard Castle!

Todos gritaram um brinde e beberam.

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Enquanto isso, do lado de fora...

Espo: Onde é que ele se meteu?

Ryan: Não sei, mas isso não ta me cheirando bem.

Espo ouviu um barulho no celular. Era uma mensagem de Castle contando onde estava, com quem estava e o que havia descoberto. Espo mostrou o visor para Ryan.

Ryan: Cara... a Beckett vai nos matar.

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Depois de uma meia hora esperando os reforços e tentando decidir se ligavam ou não para Kate, o celular de Ryan tocou. Kate queria saber onde Castle estava, já que haviam passado horas e nada. Ryan até tentou inventar uma história mas não conseguiu. Contou tudo que estava acontecendo, que estavam tentando descobrir como adentrar o local, já que parecia inacessível, e também descobrir quem seria a tal policial corrupta.

Kate: Eu vou acabar com vocês dois.

Kate chegou brava, enquanto caminhava em direção a Esposito e Ryan.

Ryan: Nós dissemos para ele ficar aqui.

Kate: Em primeiro lugar, não era nem para ele ter vindo.

Espo: Você sabe que ele parece criança.

Ryan: Você conseguiu o celular?

Kate: Ele não me atende. Como é que ele foi parar lá dentro? – ela estava exaltada.

Espo: Nós não sabemos!

Ryan: Ei, espera. Parece estar vindo um carro.

Os três se esconderam, e Espo identificou a mulher que dirigia o carro.

Espo: É ela. A policial, é ela.

Ryan: Tem certeza?

Espo: Absoluta.

Os três esperaram a mulher descer do carro e a abordaram, declarando voz de prisão. Ela foi obrigada a conduzir os três para dentro do prédio, levando-os até as famílias.

Quando adentraram e se identificaram, Kate lançou um olhar pra Castle, que bebia uísque. Ele sentiu que aquele olhar significava um mês de castigo em vários sentidos.

Os reforços subiram e todos da família começaram a ser algemados.

GM: Ei, esse aqui não tem nada a ver com isso. Ele é um amigo.

Kate: É mesmo?

GM: É, ele é escritor famoso. Não vai cometer esse erro, heim detetive.

Kate: Não sou eu que cometo erros aqui, senhor. – ela encarou Castle, que gelou.

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Na delegacia...

Castle: Amor...

Kate: Cala a boca, Castle. Se ouvirem isso, você entra na lista negra deles.

Castle: Ta. – ele obedeceu, embora um pouco tarde demais.

Ryan havia ligado para Gates informando que a operação havia sido um sucesso, mas qual não foi a surpresa dela quando chegou na delegacia e se deparou com Kate.

Gates: Detetive Beckett?

Kate: Capitã.

Gates: O que você faz aqui? – ela disse já lançando um olhar para Castle. Certeza que ele havia culpa naquilo.

Kate: Sir, eu... meio que entrei na operação.

Gates: Você o que??

Kate: É uma longa história.

Gates: Que eu vou querer saber em detalhes.

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Enquanto Ryan e Esposito interrogavam os suspeitos, Kate aguardava em sua mesa a bronca que levaria de Gates. Castle estava na sala do café, para não ser visto com ela.

Um tempo depois...

Gates: Detetive?

Kate se apressou e entrou na sala de Gates.

Gates: Eu posso saber o que te fez sair da licença-maternidade e estar aqui hoje?

Kate: Castle.

Gates: Claro. Sempre ele.

Kate: Capitã, me desculpa, eu não devia tê-lo deixado vir sem mim.

Gates: Você sabe o que essa sua “visita” à delegacia pode te causar?

Kate: Na verdade não, capitã.

Gates: Muitas coisas ruins, Kate. Mas eu não vou fazer isso.

Kate? Capitã Gates nunca a chamava de Kate.

Gates: Vamos fingir que esse dia não aconteceu, ok?

Kate: Obrigada, capitã.

Gates: Você está bem?

Kate: Estou.

Gates a encarou.

Kate: Na verdade eu sinto uma dor terrível nas pernas, acho que desacostumei com o salto. E meus seios doem também.

Gates: Claro que eles doem. Você deveria estar amamentando seus bebês, e não correndo pela rua. É para isso que a licença-maternidade serve.

Gates parecia uma mãe repreendendo a filha. Kate sorriu com aquela proximidade.

Kate: Eu sei, capitã.

Gates: Sabe mesmo?

Kate fez que sim.

Gates: Então volte para casa esses dois meses que te restam. Você pode até ter gostado de voltar à ativa hoje, e não me diga que não gostou porque eu te conheço. Mas quando você tiver que voltar pra valer, vai ver o quanto eles te fazem falta.

Kate: Eu já estou morrendo de saudade...

Gates: Como eles estão? – Gates perguntou com um sorriso, e Kate se apressou em pegar o celular, abrindo uma foto dos gêmeos, toda orgulhosa.

Gates: Lindos.

Kate: É, lindos.

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As duas saíram da sala e encontraram todos da delegacia em volta de Castle, que também mostrava fotos dos gêmeos.

Quando ele viu Kate e Gates, parou, sério.

Gates: Eu espero não te ver aqui tão cedo, Castle.

Castle: Sim, capitã.

Gates saiu e Castle se aproximou de Kate.

Castle: Ela está muito brava?

Kate: Não tanto quanto eu estou.

Castle: Castigo?

Kate: Um mês no mínimo.

Castle: Você sabe que se não fosse por mim eles nunca teriam descoberto que aquela policial era corrupta, né?

Kate: Nunca é uma palavra forte, Castle. Mas sim, você foi importante. Era isso que você queria ouvir?

Castle: Eu queria ouvir “Eu te perdoo, amor, porque eu te amo”.

Kate: Nos seus sonhos, Castle. Vamos pra casa.

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Assim que chegaram em casa, Kate correu para ver os bebês. Martha e Alexis já tinham dado mamadeira e colocado os dois para dormir.

Kate: Eu prometo que não vou abandonar vocês mais, prometo.

Kate estava debruçada nos berços, e Castle fez o mesmo.

Castle: Você tem razão, foi perigoso. Eu não devia me arriscar assim.

Kate: É bom mesmo você pensar assim.

Castle a encarou, ela ainda parecia brava.

Kate: O que seria das nossas vidas sem você?

Ele sorriu e a abraçou.

Castle: Você me perdoa?

Kate: Não.

Castle: Mas você ainda me ama?

Kate: Fazer o que, né?

Castle: Kate...

Ela sorriu e o beijou.

Kate: Como se fosse fácil assim deixar de te amar...