Notas iniciais
E aí, todo mundo preparado para a última semana do hiatus? Esse foi meu primeiro hiatus, acho até que lidei bem rs. Eu comecei a ver Castle exatamente no fim da sexta temporada. Enquanto vocês sofriam e minha TL do twitter estava cheia de fotos da Kate vestida de noiva aos prantos, eu ainda via a segunda temporada e pensava: que cabelão lindo que ela vai ter! De maio a julho eu devorei a série. Quando acabou, senti um vazio imenso. Posso dizer que sofri menos que vocês, pois meu sofrimento só começou em julho rs. Aí escrevi um tipo de continuação da SF. Depois fiz uma one-shot dos gêmeos. E agora to aqui, nesse desafio com vocês (que já está chegando ao fim snif). Sofrimentos à parte, hoje a Kate vai sofrer. Esse capítulo é uma ideia que tive há um tempo, mas nunca escrevi. Então eu “espremi” e fiz caber nessa one. Ela é tensa, mas é fofa também. Espero que gostem :) Beijo!! Right now – One Direction Lights go down And the night is calling to me, yeah I hear voices singing songs in the street And I know that we won't be going home Right now I wish you were here with me 'Cause right now Everything is new to me You know I can't fight the feeling And every night I feel it Right now I wish you were here with me. As luzes se apagam E a noite está chamando para mim, sim Eu ouço vozes cantando músicas na rua E eu sei que não vamos estar indo para casa Agora Eu queria que você estivesse aqui comigo Porque agora Tudo é novo para mim Você sabe que eu não posso lutar contra o sentimento E toda noite eu sinto que Agora Eu queria que você estivesse aqui comigo.

Lanie: Mas espera, ele ainda é seu médico?

Lanie disse num tom de espanto.

Kate: Claro que não, Lanie! Primeiro porque ele nunca foi meu médico. E segundo que, mesmo que tivesse sido, eu teria cortado essa relação.

Lanie: Então o que aconteceu, afinal de contas?

Kate deu um suspiro e começou a explicar.

Kate: Minha cirurgia foi delicada, você sabe. Então todo ano eu tenho que fazer alguns exames cardíacos, só pra ver se está indo tudo bem. Meu médico é o Dr. Sullivan, que fez a minha cirurgia. Mas semana passada, quando eu cheguei no hospital, ele tinha ido viajar para um congresso e o Josh o estava substituindo. Foram só alguns exames, Lanie. Nada de mais.

Lanie: E por que Castle só está bravo agora?

Kate: Porque eu não contei.

Lanie: Kate!

Kate: Ele ia enlouquecer! E eu não vi motivo, foi um contato profissional.

Lanie: E como é que ele ficou sabendo?

Kate: Porque ligaram pra casa dizendo que os exames que o “Dr. Davidson” tinha feito estavam prontos.

Lanie: E ele ficou bravo.

Kate: Bravo? Lanie, ele não fala comigo desde ontem! Nem quis me acompanhar nesse caso.

Kate fez uma carinha triste e Lanie a consolou.

Lanie: Calma, vai passar. Discussões são normais. Principalmente no casamento.

Kate: Nós estamos casados há 4 meses, Lanie! Não é muito cedo para brigar?

Lanie: Se nós considerarmos que vocês brigam desde o dia em que se conheceram, acho que não.

Lanie tentou arrancar um sorriso da amiga mas não conseguiu. Kate estava mesmo abalada.

Kate: Eu tenho que ir. Os meninos estão me esperando. Era só isso que você tinha que me mostrar? – ela disse pegando alguns resultados que Lanie tinha conseguido da autópsia.

Lanie: Era. Kate, fica calma. Castle te ama, você sabe.

Kate: É, eu sei. Mas é ele quem duvida que eu o amo agora.

Kate saiu desanimada e distraída. Não percebeu que alguém a seguia. Quando sentiu braços encostando nela, caiu desmaiada.

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No mesmo dia, à tarde…

Ryan: Castle, onde é que a Beckett está?

Castle: Não sei, ela não trabalha com você?

Ryan percebeu que tinha alguma coisa errada, Castle não era sério daquele jeito.

Ryan: Trabalha, mas ela é casada com você.

Castle: Ela saiu cedo.

Ryan: Cedo quanto?

Castle: Cedo, ora. Umas sete horas. Por que?

Ryan: Porque ela não chegou aqui.

Castle: Ela deve ter passado pra falar com Lanie.

Castle conhecia as mulheres. No mínimo Kate estaria contando tudo à melhor amiga.

Ryan: Esposito está verificando isso agora.

Castle: Eu estou escrevendo, então só me liguem se for algo realmente sério.

Castle estava muito bravo. Mas quando ia desligar o telefone, ouviu a voz de Esposito ao fundo.

Esposito: Acho que nós temos um problema.

Ryan: Que problema?

Castle: Que problema? — ao telefone

Esposito: Lanie disse que Beckett passou lá, mas já saiu há horas.

Ryan: Então onde é que ela está? – voltando ao telefone – Castle, você não sabe mesmo onde ela possa ter ido?

Castle: Não, ela disse que ia pra aí. – Castle já estava visivelmente preocupado.

Ryan e Esposito se olharam.

Castle: O GPS, vocês já tentaram o GPS?

Ryan: Estou fazendo isso agora mas… parece que está desligado.

Castle: Impossível. Kate nunca desliga o GPS.

Ryan: É, mas parece que ela desligou.

Esposito: Ou desligaram pra ela.

Ryan: O que você ta sugerindo?

Esposito: Não sei cara, isso não ta normal. Beckett nunca atrasa, e nós temos ordens expressas pra não desligar o GPS. Ela não faria isso.

Ryan: Castle, você tem certeza que não faz ideia da onde ela possa ter ido? Castle?

Castle já tinha desligado o telefone.

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Castle: Como assim vocês não sabem onde ela está?

Castle disse exaltado, entrando na delegacia.

Ryan: Da mesma maneira que você não sabe.

Esposito: Lanie, o que ela disse quando estava lá?

Lanie: Eu… eu não sei. Ela não disse nada sobre ir para outro lugar. Ela só pegou os exames da autópsia e saiu. Disse que vocês a estavam esperando.

Lanie olhou para Castle e ele teve certeza de que ela sabia do que tinha acontecido entre o casal.

Esposito: Que hora foi isso?

Lanie: Ela saiu de lá umas oito horas.

Ryan (olhando para Esposito): Você acha que tem algo a ver com eles?

Castle: Eles quem?

Esposito: Não sei, cara. Eles não fariam isso com uma policial.

Castle: Eles quem?

Castle estava exaltado.

Ryan: O pessoal que estamos investigando.

Esposito: Tem a ver com o caso de ontem.

Castle passou a mão na cabeça. Por que ele deixou ela ir sozinha? Por que?

Lanie: Eu acho que não.

Todos a olharam.

Lanie: Por que essa cara de espanto? Sou eu que faço os exames. Ela saiu de lá com os exames, lembram? Não é compatível com nenhum dos seus suspeitos.

Esposito: Por que você não me disse antes?

Lanie: Porque você não me deixa falar!

Esposito: Eu não te deixo falar?

Lanie: Não, Javi, você não deixa.

Ryan: Ei gente, vamos deixar pra discutir a relação em casa.

Castle já tinha tentado ligar para Kate inúmeras vezes, mas o telefone só tocava.

Gates (chegando): O que ta acontecendo aqui?

Ryan e Esposito explicaram a situação, e a capitã ordenou que outros policiais continuasem investigando o caso de assassinato, e designou os parceiros de Beckett para descobrirem o que tinha acontecido com ela.

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Tyson: Você não está adorando isso?

Kate estava amarrada numa cadeira pelos braços e pelas pernas.

Tyson: Quer saber quantas vezes ele já ligou? Ou você já contou mentalmente?

Tyson pegou o celular dela e mostrou o visor. Castle estava ligando de novo. Quando a música parou, Kate viu que tinha 17 ligações perdidas.

Kate: O que você quer comigo?

Tyson: Não é bem com você.

Kate: Você está me usando para atrai-lo aqui, não é?

Tyson deu um sorriso para Kate.

Kate: Então por que não atende a porcaria do telefone?

Tyson: E deixar toda a graça de lado? Não. Deixa ele se preocupar um pouquinho. Aliás, a essa hora todo mundo já deve ter sentido sua falta, não é? Até aqueles seus amiguinhos chatos da 12ª.

Kate: Eles vão me encontrar, e você vai se ferrar e muito. Eu vou acabar com você, Tyson.

Tyson: Não, eles não vão te encontrar. E sabe por que? Porque Castle virá sozinho.

Kate: Você não vai matá-lo, eu não vou deixar.

Tyson: E quem disse que eu quero matar Castle?

Kate o olhou sem entender. O que aquele louco sádico queria?

Tyson se aproximou dela, e passou a mão em seu rosto.

Tyson: Eu vou matar você, meu amor. Na frente dele.

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Já estava anoitecendo e não haviam notícias sobre Kate.

Gates: Sr. Castle, vá para casa.

Castle: Não. Eu vou ficar.

Gates: Alguém entrará em contato. E quando isso acontecer, o senhor será o primeiro a ser avisado.

Castle: Desculpa, capitã, mas eu prefiro ficar aqui.

Gates: Tudo bem.

Gates saiu. A delegacia estava quase vazia, só estavam os do turno noturno, todos orientados sobre como agirem a qualquer notícia sobre Beckett.

Castle não tirava os olhos da mesa dela. Suas coisas estavam todas ali, mas faltava o principal. Faltava ela naquela cadeira.

Castle: Eu só queria que você estivesse aqui agora, meu amor – ele disse em voz alta.

A noite se arrastou, e ele não saiu dali. Adormeceu e sonhou com ela linda no vestido de noiva, sorrindo e dizendo que nunca tinha sido tão feliz.

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Tyson vigiava Kate constantemente. Ele tinha uma ajudante, que Kate não conseguia ver o rosto, mas que tinha certeza ser aquela cirurgiã plástica.

Ela deve gostar muito dele pra se envolver nisso – Kate pensou. Era incrível como as pessoas faziam loucuras quando amavam. Até as mais sórdidas possíveis.

Tyson saiu da sala por alguns minutos e Kate tentou se soltar. Era impossível. Ele a havia amarrado tão forte que a corda parecia cortá-la.

Kate: Onde está você, meu amor?

Kate desejou que aquilo fosse um livro de Castle, em que Jameson Rook chegaria para resgatar Nikki Heat.

Ela tentou mais uma vez se soltar, mas era em vão. Acabaria se machucando ainda mais.

“Eu só queria que você estivesse aqui comigo”, pensou, enquanto uma lágrima caiu de seu rosto.

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Ryan: Você passou a noite aqui? – ele disse entrando.

Castle: Sim.

Ryan fitou Castle, que estava desolado.

Castle: 24 horas sem nenhuma notícia.

Ryan: Nós vamos encontrá-la. Você sabe que Kate não se deixa abater.

Castle: Eu queria protegê-la. Ela é a minha mulher, Ryan. A mulher que eu amo.

Ryan: Eu sei. E logo você a terá de novo.

Esposito e Gates também chegaram perguntando, mas ainda não haviam notícias.

Esposito: E se nós procurarmos os últimos casos? Talvez seja alguma retaliação e…

Foi interrompido pelo celular de Castle. Todos se olharam, e ele atendeu.

Tyson: Bom dia, Castle.

Ele se arrepiou com aquela voz.

Tyson: Senti saudades e você?

Castle: O que você fez com ela?

Tyson: Ela quem? Ah, aquela policialzinha por quem você se apaixonou?

Castle: O que você quer? Eu faço qualquer coisa.

Tyson: É assim que eu gosto. Eu quero você aqui. Você quer salvá-la? Então venha até mim.

Castle: Eu vou.

Tyson disse onde estava, e Castle se levantou, sendo parado por Gates.

Gates: De jeito nenhum você vai sozinho.

Castle: É a condição. Eu preciso ir e…

Gates: Não, Sr. Castle, não!

Castle: Mas…

Gates: Escuta, ele te quer sozinho, não é? Então nós vamos deixar que ele pense que você vai sozinho. Mas você não vai, entendeu?

Esposito: Eu acho que o que a capitã está querendo dizer é que você chega sozinho, mas nós entramos depois.

Gates: Exatamente. Quem quer que seja que está auxiliando esse louco baixará a guarda depois que você estiver lá dentro.

Castle: Mas eu não posso arriscar a vida dela…

Gates: Nós não vamos fazer isso. Pode confiar.

Todos se prepararam para a operação. Castle chegaria sozinho, mas Ryan e Esposito também estariam lá.

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A cúmplice de Tyson entrou com Castle. O galpão abandonado tinha muitas passagens e salas, e ela o guiou até onde Tyson mantinha Kate. Quando ele entrou…

Tyson: Veio rápido, ham?

Castle correu até Kate, e se ajoelhou no chão diante dela.

Kate: Você não devia ter vindo.

Castle: Eu jamais cogitaria não vir.

Kate: Me perdoa?

Castle: Kate…

Tyson: Chega, chega desse teatro.

Tyson apontou uma arma para a cabeça de Castle e o guiou até uma cadeira, que estava posicionada de frente à Kate, cada um ficando em um canto da sala.

Castle: Eu estou aqui, você pode soltá-la.

Tyson: E quem disse que eu vou soltá-la?

Castle: Você, ao telefone. Nós combinamos.

Tyson: E você acha mesmo que eu sou um homem de palavra, Castle?

Castle olhou para Kate e os olhos dela eram de aflição. Ela deixou uma lágrima escorrer, e ele pensou o quão fragilizada ela estaria. Kate sempre fora forte, mas ela estava fraca e abalada. Seus pés e braços estavam roxos da corda apertada. Não havia tortura maior para Castle do que vê-la ali daquele jeito.

Castle: Seu problema é comigo, sempre foi. Solte-a agora.

Tyson: Quem você pensa que é para me dar ordens?

Castle: Por favor. Eu faço o que você quiser.

Tyson: Agora sim está melhor. Você faz mesmo o que eu quiser?

Castle: Tudo, qualquer coisa, a qualquer preço.

Tyson: Eu quero que você observe bem o que eu vou fazer com a sua mulherzinha.

Tyson foi até Kate com uma faca e aproximou do seu pescoço. Ela respirava pausadamente.

Castle: Não! – ele gritou, desesperado.

Tyson: Eu até pensei em te matar com um tiro, Kate. Mas seria rápido demais. A faca dá um ar mais… artesanal.

Kate tinha os olhos fixos em Castle, e era visível a dor dos dois.

De repente, Tyson ouviu os gritos de sua parceira.

Tyson: Você trouxe os tiras, Castle?

Castle: Não.

Tyson: Será que não? Você sabe que seria uma besteira imensa, não?

Castle: Eu vim sozinho, foi o combinado.

Tyson: Vamos ver se você é um homem de palavra.

Tyson ameaçou sair, mas antes de chegar à porta voltou.

Tyson: Kate querida, será que você pode segurar isso para mim?

Tyson pegou a faca e fincou na coxa de Kate, que deu um grito.

Castle: Não!!!

Tyson saiu do local e deixou os dois. Kate segurava as lágrimas, e respirava forte para suportar a dor. Castle sentia doer em si.

Castle: Me perdoa, meu amor, me perdoa.

Kate: Você… não… tem culpa.

Kate e Castle ouviram tiros. Minutos depois, Esposito entrou.

Esposito: Vocês estão bem? – mas quando olhou para Kate – OMG.

Castle: Onde está aquele louco?

Esposito respondia enquanto desamarrava Kate.

Esposito: Morto. Ryan está com a cúmplice dele. Kate, eu preciso fazer isso – ele disse calmamente antes de puxar a faca para fora da coxa dela, ao que ela deu outro grito e foi perdendo as forças.

Esposito desamarrou Castle, que correu em direção a ela.

Castle: Vai ficar tudo bem, meu amor.

Castle ajudou-a a se levantar, mas ela deu dois passos e desmaiou.

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Castle entrou no hospital correndo com Kate nos braços. Eles a pegaram e entraram por um corredor, e ele não viu mais nada.

Um tempo depois…

Enfermeira: O senhor é o marido de Katherine Beckett-Castle?

Castle: Sim, sou eu. Como ela está?

Enfermeira: Sedada.

Castle o olhou assustado.

Enfermeira: O corte não foi tão profundo, mas tivemos que dar alguns pontos. Ela acordou agitada, perguntando pelo senhor, e como o procedimento ainda não havia terminado nós a demos um calmante. Ela está bem, deve acordar em pouco tempo.

Castle: Eu posso vê-la?

A enfermeira levou Castle até o quarto onde Kate se encontrava.

Enfermeira: Quando ela acordar, o senhor aperta esse botão aqui que a doutora Blade quer vê-la.

Castle agradeceu e se sentou do lado da cama, passando a mão nos cabelos de Kate.

Castle: Me desculpa, meu amor. Me desculpa.

Ele deixou escorrer algumas lágrimas, e depois ficou somente quieto segurando as mãos dela.

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Cerca de meia hora depois…

Kate abriu os olhos devagar. Castle apertou o botão chamando a enfermeira.

Kate: Rick?

Castle: Oi meu amor.

Kate: Rick, você está bem?

Castle: Sim, eu estou. Me perdoa. Me perdoa por te fazer passar por tudo isso.

Kate: Rick, não é sua culpa. Foi aquele louco.

Castle: Se eu estivesse com você isso não teria acontecido.

Kate: Ele teria encontrado um outro jeito. Mas ele está morto agora, não está?

Castle: Sim.

Kate sorriu para Castle, segurando mais forte a mão dele.

Kate: Rick… posso te pedir uma coisa?

Castle: O que você quiser.

Kate: Não vamos mais brigar… não por coisa à toa.

Castle: Não, não vamos. Nunca mais.

Castle se inclinou e alcançou os lábios dela.

Castle: Eu te amo.

Kate: Eu também te amo.

Os dois sorriram um para o outro.

Kate: Nós já podemos ir?

Castle: Não, uma médica vem te ver primeiro. Dra. Blade, eu acho.

Kate: Dra. Blade?

Castle: É, você a conhece?

Kate: Sim, ela é minha…

Dra. Blade (abrindo a porta): Kate?

Kate: Olá doutora.

Dra. Blade: Você está bem? Como está sua perna?

Kate: Doendo, mas acho que bem.

Dra. Blade: Cada uma em que você se mete, heim detetive? – a médica disse divertida, e Kate sorriu.

Castle: Nem me fale!

Dra. Blade: Ah esse é…

Kate: Castle, meu marido.

Dra. Blade: Claro, quem não o conhece, ham?

Castle estendeu a mão para a médica, cumprimentando-a.

Dra. Blade: Kate, você sabe por que eu estou aqui?

Kate: Na verdade, não.

Dra. Blade: Quando você deu entrada na emergência, pegaram o seu prontuário. Você andou fazendo alguns exames aqui semana passada, certo?

Kate: Sim.

Dra. Blade: Esses exames estão prontos, estão todos anexos ao seu prontuário, porque você ainda não os retirou. E o médico plantonista deu uma olhada neles e encontrou algo interessante…

Kate: O que?

Kate estava preocupada, e Castle também, mas a médica sorriu.

Dra. Blade: Você está grávida, Kate.

Castle abriu um sorriso instantaneamente, mas Kate ainda tentava assimilar.

Kate: Grávida?

Dra. Blade: Sim, grávida.

Kate olhou para Castle, que sorria, visivelmente feliz. Ela sorriu para ele também.

Kate: Eu… eu vou ter um bebê? – ela perguntou, num misto de surpresa, felicidade e medo.

Dra. Blade: Bem, quanto a isso…

Kate e Castle olharam para a médica.

Dra. Blade: Na verdade você vai ter dois.

Kate: Dois bebês? – ela perguntou assustada.

Castle: São gêmeos? Eu não acredito!

Kate: Mas eu… eu não sei cuidar de um bebê…

Dra. Blade: Não é tão difícil quanto parece.

Castle: Tirando o fato de que é tudo em dobro.

A médica sorriu para Castle, que estava rindo, feliz da vida.

Kate: Do… dois?

Castle: É, meu amor, são gêmeos! Não é o máximo? Kate? Kate?

Kate caiu desmaiada.

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Dra. Blade: Kate? Você está me ouvindo?

Kate abriu os olhos e balançou a cabeça.

Kate: Onde eu estou?

Dra. Blade: No hospital, Kate. Você chegou ferida, foi medicada…

Kate pensou um minuto.

Kate: Eu ainda vou ter dois bebês?

Ela olhou para Castle, que abriu um sorriso.

Dra. Blade: Vai minha querida, você vai ter dois bebês. Mas não precisa se assustar.

Kate: Mas são dois…

Dra. Blade: Sim, são dois. Mas você vai ter ajuda, não vai? – ela perguntou olhando para Castle.

Castle: Toda a ajuda do mundo!

Kate olhou para ele e sorriu, segurando sua mão.

Dra. Blade: E você pode não saber agora, mas vai aprender. Ninguém sabe ser mãe até se tornar uma.

Kate: Eu vou ser mãe… — ela disse pensativa.

Dra. Blade: Você quer vê-los?

Kate olhou para a médica, e depois para Castle.

Dra. Blade: Eu fiz uma ultrassonografia para confirmar a gravidez enquanto você estava sedada. Você quer vê-los?

Kate: Cla… claro.

A médica tirou uma fotografia da ultrassonografia e entregou nas mãos de Kate.

Dra. Blade: Aqui está um – disse, mostrando – e aqui está o outro.

Kate abriu a boca mas não conseguiu dizer nada. Castle a olhava sorrindo.

Kate: Eles são…

Castle: Pequenininhos?

Kate: Lindos! Eles são lindos!

Castle: Tirando o fato de que parecem duas ervilhas – ele disse divertido, olhando para a médica, que riu.

Kate: Não fala assim dos meus filhos, Castle!

Castle: Nossos filhos, Kate. Nossos.

Kate olhou para ele, com lágrimas nos olhos.

Kate: É… são nossos…

Castle: Nossos filhos – ele disse mais uma vez sorrindo, antes de beijá-la.

Os dois ficaram mais um tempo olhando a foto. Dra. Blade já tinha acompanhado centenas de casais num momento como esse, mas igual aqueles dois ela nunca tinha visto. Eles já estavam perdidamente apaixonados pelos bebês.

Notas finais