30 ways to say I love you
14 Really don't care
Notas iniciais
O caso era mais complicado do que se pensava, e qual não foi a surpresa de Kate e Castle quando Will Sorenson entrou pela porta com um outro agente do FBI.
Castle: O que esse cara ta fazendo aqui? – o ciúme de Castle era visível.
Kate: Castle, sem escândalo heim?
Will (chegando): Kate, quanto tempo.
Kate: Olá Will. É, faz um tempo.
Os dois não se viam há uns 3 anos.
Will: Você está muito bem.
Kate: Obrigada.
Castle: Quem é vivo sempre aparece, não?
Will: O escritor ainda anda por aqui?
Castle: Meu nome é Castle.
Will: Eu sei. Li os “Nikki Heats”.
Kate: Ah, você leu? – Kate perguntou, meio sem graça.
Will: Li, mas devo dizer que te acho muito melhor do que ela, Kate.
Castle: É claro que ela é melhor e...
Castle ia se exaltar, mas Kate o impediu.
Kate: Por que não vamos ver o caso?
Eles se juntaram a Ryan e Esposito para discutirem sobre o que mais os meninos haviam descoberto sobre o caso de exploração sexual. Agora, com o FBI ali, eles deviam passar todas as informações aos agentes e trabalharem juntos. Castle estava odiando, claro.
Um tempo depois...
Espo e Ryan sairiam para uma busca em uma boate e chamaram Castle.
Castle: Eu não posso deixá-la e...
Kate lançou-lhe um olhar, interrompendo-o. Ninguém sabia que estavam juntos.
Kate: Desde quando você recusa visita a uma boate, Castle?
Ele entendeu que deveria ir, mas tudo bem, ele confiava nela.
Mais tarde, na sala do café...
Kate pegava uma xícara quando Will entrou.
Will: Você fica incrivelmente mais linda a cada ano.
Kate: Will...
Will: Tem saído com alguém?
Kate não sabia o que fazer. Se disse que sim, Will sacaria que ela tinha algo com Castle. Na verdade, mesmo que ela disse talvez, ele sacaria. Will era esperto demais.
Kate: Não. E você?
Will: Resolvi dar um tempo depois de um relacionamento complicado.
Kate: Entendo.
Will: O que não quer dizer que não posso te convidar para jantar amanhã.
Kate: Will, eu... nós estamos em um caso. Vamos nos ater a isso, ok?
Will: Sempre profissional, não é detetive?
Os dois saíram da sala do café e voltaram ao trabalho.
Naquela noite, Castle e os meninos conseguiram o que queriam na boate, mas chegaram tarde e ele dormiu em sua casa mesmo.
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No outro dia...
Kate chegou cedo na delegacia. Eles estavam com um suspeito em potencial, mas precisavam de um exame de DNA, que Lanie já estava providenciando.
Kate foi preparar o próprio café, e se confundiu com a máquina, afinal, Castle sempre fazia aquilo para ela.
Will: Deixa que eu faço para você – Will disse chegando, todo prestativo.
Kate: Ah, obrigada.
Will: Faz quanto tempo que o escritor está aqui? Uns dez anos?
Kate: Quatro, Will. – ele sabia muito bem.
Will: Não posso julgá-lo, você é mesmo inspiradora.
Kate não conteve o sorriso.
Kate: Guarde seu charme, Will.
Will: Qual é Kate, você podia me dar mais uma chance...
Kate: E por que eu faria isso?
Will: Eu acho que a gente combina.
Kate: É Will, nós somos parecidos. Mas yin precisa de yang.
Will: O que?
Kate: Deixa pra lá.
Kate ia saindo, mas ele segurou-a pelo braço.
Will: Você não sente nem um pouco de saudade?
Kate: Will...
Ele se aproximou e tentou beijá-la, e ela desviou a tempo. Mas ao mesmo tempo que fez isso, deu de cara com Castle, que acabara de abrir a porta.
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Castle fechou a porta e saiu pelo corredor. Kate correu atrás dele.
Kate: Castle!
Castle: Desculpa interromper.
Kate: Não é nada disso que você está pensando.
Castle: Você não pode nos assumir mas pode ficar aos beijos com outro na delegacia, não é Detetive Beckett?
Kate: Eu não estava aos beijos com ele! E você sabe muito bem por que a gente não pode assumir.
Castle: Aparentemente porque você não se importa.
Kate: Castle! – ela estava achando um absurdo, era claro que Castle sabia que ela gostava dele!
Os dois iam conversando pelo corredor em tom baixo.
Castle: Eu vi o jeito que ele te olha, Kate. E você está um grude com ele desde ontem. Foi por isso que você me mandou naquela boate, não foi?
Kate: Claro que não, nós estamos juntos porque estamos trabalhando no mesmo caso.
Castle: Aham.
Kate: Castle, não seja injusto, você trabalha com sua ex mulher!
Castle: É, mas eu não fico aos beijos com ela.
Kate: Eu também não estava aos beijos com...
Esposito se aproximou e Kate parou de falar.
Esposito: Beckett, Lanie ligou, o DNA bateu. Posso avisar seu ex?
Kate não tirava os olhos de Castle, que ficou mais possesso ainda com esse “ex”.
Esposito: Kate?
Kate: Pode, Espo. Avisa o pessoal do FBI. Nós vamos pegá-lo agora.
Esposito saiu e Castle se virou em direção ao elevador.
Kate: Castle, é só um trabalho.
Castle: Você disse tudo: um trabalho. Não precisava ficar de conversinha na sala do café.
Castle entrou no elevador.
Kate: Rick, me desculpa?
Castle: Não.
Kate ficou parada vendo o elevador fechar. Depois, Esposito a chamou de novo, e ela teve que voltar ao caso.
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Quando Castle chegou no estacionamento, deu de cara com Will. Ele não falou nada, passou direto pelo agente.
Will: Ela não teve culpa. Fui eu que tentei beijá-la.
Castle parou e se virou, sério.
Castle: Você sabe?
Will: Não sabia, mas ficou óbvio pelo jeito que ela correu atrás de você.
Castle não disse nada, deu as costas e foi em direção ao carro.
Will: Só espero que você não seja idiota o suficiente para perdê-la como eu fui.
Castle entrou no carro e saiu.
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A tarde de Kate foi totalmente preenchida pelo caso. Ela e Will não tinham conversado sobre nada além de trabalho. O principal suspeito havia sido trazido à delegacia, e depois de horas de interrogatório negando tudo, resolveu fazer um acordo. Kate estava agora sentada à sua mesa, terminando uns papéis, mas com a cabeça longe.
Will: Você poderia ter me dito que estava com ele. – Will chegou falando, e se sentou na cadeira de Castle.
Kate (levantando os olhos para ele): Ninguém sabe. Ou sabia.
Tinha um ar triste na voz dela. Em quatro anos, ela nunca tinha visto Castle tão bravo.
Will: Por que esconder?
Kate: Porque se soubessem ele não poderia continuar aqui. – ela voltou os olhos para os papéis novamente.
Will: Uau.
Kate: O que?
Will: Não basta o cara ser seu namorado, ele tem que ficar o dia todo aqui com você?
Kate não respondeu.
Will: Você devia assumir logo que o ama, Kate. Facilitaria as coisas.
Kate parou de escrever e ficou em silêncio.
Will: Mas isso é difícil demais para Katherine Beckett, não?
Kate levantou os olhos para Will. Ele a conhecia melhor do que ela imaginava.
Will: Espero que eu não tenha atrapalhado algo. De verdade.
Ela sorriu para ele, conformada.
Will: Se cuida, Kate.
Kate: Você também, Will.
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Kate estava sentada no sofá pensando nele. Já tinha se acostumado com sua presença, já não passava mais uma noite sozinha. Será que ele não a perdoaria mesmo? Kate mal tinha conseguido se explicar, mas sabia que ele tinha uma certa razão: ela podia ter evitado se aproximar tanto. Se fosse Castle com alguma ex, ela também morreria de ciúme. Se pudesse voltar no tempo, teria dito a Will que estavam juntos. Na verdade, teria assumido para todos. Ela não se importava se o perdesse como parceiro, mas o queria ali, beijando-a no meio do filme, inventando coisas na cozinha, envolvendo-a em seus braços para que lessem juntos, e se amando. Estavam juntos há dois meses e parecia uma vida. Kate estava deprimida, e pensou ter ouvido a campainha tocar. Voltou aos seus pensamentos, e ouviu o barulho de novo. Levantou-se para atender.
Castle: Oi – ele disse olhando-a nos olhos.
Kate: Oi – ela sentiu suas pernas amolecerem.
Castle: Posso entrar?
Kate: Claro.
Ele entrou em silêncio, e parou no meio da sala. Ela foi até ele.
Kate: Castle, quanto ao que aconteceu com o Will, eu posso...
Castle: Eu não vim aqui falar sobre o Will – ele a interrompeu, e ela o deixou continuar.
Castle: Eu vim te perguntar se você quer passar o fim de semana comigo nos Hamptons.
Kate: Você... Eu...
Kate estava confusa.
Kate: Pensei que você estivesse bravo comigo.
Castle: E estou. Mas isso não quer dizer que eu deixei de te amar.
Kate sorriu para ele, que ainda estava sério.
Kate: Você tinha razão, eu não devia ter me aproximado tanto.
Ele não disse nada, só ficou olhando-a.
Kate: Você me perdoa?
Castle: Depende.
Kate: Depende do que?
Castle: Se você conseguir me convencer...
Kate: Eu tenho certeza que consigo – ela disse sorrindo, se aproximando dele.
Castle: Eu sou muito difícil de se convencer, detetive.
Kate: Eu não tenho pressa. – ela disse beijando o pescoço dele.
Castle: Você ainda não respondeu a minha pergunta. Quer passar esse fim de semana comigo?
Kate: Não.
Castle: Não?
Kate: Não. Eu não quero passar “esse” fim de semana com você. Eu quero passar “todos” os fins de semana com você. Seja nos Hamptons, na delegacia, na sua casa, na minha cama...
Ele sorriu e a beijou.
Kate: Você acha que devemos contar a todos? E arriscar? – Kate tinha quase certeza que Gates ou algum chefão da NYPD impediria Castle de continuar na delegacia se soubessem do namoro.
Castle: Não, eu não preciso disso. Eu sei que você é minha, e isso me basta.
Kate sorriu e o beijou.
Castle: Mas você ainda tem que me convencer...
Kate (abrindo os botões da camisa dele): Com todo o prazer...
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