30 ways to say I love you
6 Pra sonhar
Notas iniciais
Castle: Bom dia!
Castle disse animado, ao primeiro movimento que Kate fez. Ela abriu os olhos e sorriu.
Castle: Você chegou tarde ontem.
Kate: É... o interrogatório demorou um pouco.
Ela se aninhou nos braços dele, puxando as cobertas.
Kate: Que frio...
Castle: Eu sei de uma coisa pra esquentar...
Kate sorriu e se virou, beijando-o.
Kate: Desculpa por ontem à noite.
Castle: Só se você me recompensar.
Na noite anterior, os dois haviam acabado de se deitar, e estavam aos beijos quando o celular dela tocou. Kate já não trabalhava tanto à noite, mas às vezes era inevitável. Tinha sido o caso da noite anterior, na qual ela teve que pular da cama e deixar Castle sozinho.
Kate: Você acha que dá tempo?
Castle: Com sorte, temos mais ou menos uma hora.
Kate pulou para cima dele.
Kate: Uma hora dá pra fazer bastaaante coisa.
Os dois começaram os beijos e carícias, quando ouviram vozes no corredor.
“Eu chego primeiro”
“Não! Eu vou chegar primeiro”
Castle jogou o pescoço para trás, desanimado. Kate saiu de cima dele, rindo da situação.
Kate: Culpa sua.
Castle: Minha?
Kate: Quem mandou me fazer filhos tão espertos?
Castle: Essa eletricidade eles puxaram de você.
Os gêmeos de 3 anos chegaram correndo, ao mesmo tempo. Johanna pulou em cima de Castle, enquanto Alexander sentou no colo da mãe.
Kate: Bom dia, meus amores.
Os dois responderam e deram beijos no pai e na mãe, mas Johanna continuava sentada na barriga de Castle. Ela não esquecia as coisas tão fácil.
Johanna: Papai, hoje nós vamos ao zoológico, não é?
Kate: Princesa, hoje o papai não pode. Ele vai trabalhar.
Alexander: O papai vai escrever livros? Ele não pode fazer isso amanhã?
Kate e Castle riram. Castle costumava escrever enquanto eles estavam na escola. Depois que eles chegavam, a atenção era integral a eles. Kate cumpria horário na delegacia durante o dia, para aproveitar a noite com a família.
Castle: Hoje eu não vou escrever, vou lançar um livro, e isso quer dizer que eu tenho que passar o dia em uma livraria.
Kate: Na verdade em duas – Kate disse fazendo uma carinha triste. Ela também não queria perder Castle justo no fim de semana.
Johanna: Mas e o zoológico? Você disse que nós íamos no sábado porque não é dia de escola. E hoje não é dia de escola.
Castle: Podemos deixar para amanhã?
Johanna fez um bico emburrada. Castle a puxou para um beijo, e ela riu, perdoando-o.
Alexander: Então o que nós vamos fazer hoje?
Castle: Aí é com a mamãe.
Castle puxou o filho para si, fazendo cócegas. Os dois caíram por cima dele, cada um segurando um braço, deixando-o imóvel. Kate adorava ver aquela cena.
Kate: Bem, depois que o papai sair, nós vamos na casa do vovó Jim.
Os gêmeos vibraram com a ideia. Eles adoravam o avô. Na verdade, os gêmeos Beckett-Castle adoravam todo mundo: vovó Martha, vovô Jack, Alexis, tia Lanie, tio Javi, o filho deles, agora com dois anos, tio Kevin, Sarah, sua filha, que era um ano mais velha que eles, e por aí ia. A lista era grande, pois as crianças eram extremamente sociáveis – uma característica totalmente Castle, dizia Kate.
Os quatro desceram para um café da manhã em família, e depois foram para a sala aproveitar um tempo juntos. Logo após o almoço, Castle foi para a primeira livraria, onde passou a tarde toda. À noite, ainda autografaria em outro shopping, e não tinha previsão de que hora chegar.
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Quando chegaram na casa do avô, os gêmeos correram em sua direção, e quase o derrubaram. Jim riu com a cena. Ela amava aquelas crianças e adorava passar um tempo com elas. Kate entrou logo depois, falando ao telefone com Castle.
Kate (ao telefone): Eu sei amor. Não, eu não vou demorar. Castle, eu sei cuidar dos meus filhos. É, eu sei, nossos, nossos filhos. Claro que eu estou com a minha arma, eu não saio sem ela. E por acaso algum dia eu fui descuidada? Castle, vai assinar seus livros, vai. Tchau.
Dois segundos depois, o telefone tocou de novo.
Kate (ao telefone): Eu sei, eu também te amo. Tchau.
Jim olhou para a filha e riu.
Jim: Preocupado?
Kate: Por que ele acha que eu não sei cuidar das crianças?
Jim deu um beijo na filha. Os dois se sentaram no sofá, enquanto as crianças já estavam pegando os brinquedos que ficavam na casa do avô.
Jim: Eu entendo o Castle.
Kate: É mesmo? – Kate disse enciumada.
Jim: Kate, ele sempre cuidou da Alexis sozinha. E é ele quem fica com os gêmeos durante toda semana. Ou seja, ele é acostumado a ter controle da situação. E ele se preocupa porque te ama, e ama os filhos. E claro, porque você lida com gente perigosa todos os dias.
Kate sorriu. O pai tinha razão. Castle era extremamente preocupado com ela e as crianças, mas isso era bom. Ela sempre se sentira segura com ele, e, apesar da implicância, gostava de ser cuidada.
Alexander e Johanna jogaram vários brinquedos pelo chão da sala. Ele começou a montar um quebra-cabeça, enquanto a menina foi até o avô.
Johanna: Vovô, você não vem brincar com a gente?
Jim: Vou, minha querida, eu vou.
Jim sentou-se no chão com as crianças. Kate ficou observando a cena. Parecia que seu pai tinha rejuvenescido uns 10 anos.
Jim: Ela está cada vez mais parecida com você.
Kate: E com a mamãe – disse Kate sorrindo, lembrando-se de que sempre diziam que ela era a cara da mãe – Sabe pai, eu cheguei a acreditar que nunca mais seríamos felizes de novo.
Jim: É, eu também.
Kate: Eu tenho tanto orgulho de mim mesma por ter conseguido vingá-la. Eu acho que foi a coisa mais importante que eu fiz na vida.
Jim: Eu também tenho orgulho de você por isso, Kate. Mas a coisa mais importante que você fez na vida foi se salvar. Na verdade, se deixar salvar. Deus sabe como eu desejei te ver sorrindo de novo.
Kate sorriu para o pai.
Jim: Eu sempre vou agradecê-lo por isso.
Kate: Você fala como se ele fosse toda a fonte da minha felicidade!
Jim: E não é? A prova está aí – Jim disse, apontando para as crianças, que já tinham virado sua casa de cabeça para baixo.
Kate riu. Como ela poderia negar? Castle era realmente a fonte de todas as coisas boas que tinham acontecido em sua vida. Ela sentiu uma vontade enorme de abraçá-lo. Sentou-se no chão e puxou as crianças para si, que caíram em cima dela, enchendo-a de beijos.
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À noite...
Kate: Vamos, banho.
Alexander: Só mais um pouquinho?
Alexander tinha o incrível olhar pidão do pai, e Kate lembrou-se de Castle dizendo que o filho seria conquistador como ele tinha sido.
Kate: Cinco minutos, ok? Já está tarde.
Johanna: Mas o papai nem chegou ainda...
Kate: Acho que vocês só verão o papai amanhã cedo – Kate disse, pensando que hora Castle chegaria. Ela já tinha se acostumado, quando Castle lançava um livro sua agenda ficava mais puxada mesmo, principalmente por causa das sessões de autógrafos, que eram um costume do escritor e que Kate não iria interferir. Na verdade ela nem tinha ciúmes mais – claro que não dizia isso abertamente a ele. Kate já tinha se acostumado que muitas mulheres sonhavam com ele, mas que ela, só ela o tinha para si, todos os dias ao seu lado na cama.
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Um tempo depois...
Kate já tinha colocado os filhos na cama, contado uma história e, ao final, apagado a luz. Os dois adormeceram e ela ficou ainda alguns minutos na porta observando. Castle apareceu na ponta da escada e sorriu com a cena. Ela o viu e sorriu de volta, enquanto ele caminhava até ela.
Castle: Dormiram? – disse baixo, olhando pela porta entreaberta.
Kate: Sim. Estavam loucos para que você chegasse. E eu também...
Kate disse dengosa, beijando-o. Ele a pegou pela mão, e foram em direção ao quarto.
Kate: Cansado?
Castle: Não tanto quanto você gostaria – ele disse safado, abraçando-a por trás.
Kate: Chegou animado, ham?
Castle: Três dias, Kate. Três dias!
Kate riu. Ela não tinha culpa, afinal, não era fácil quando se tinham filhos. Ainda mais com duas crianças que pareciam serem ligadas na tomada.
Os dois pararam na porta do quarto, e Kate o beijou, apaixonada.
Kate: Eu te amo.
Castle: Eu também te amo. Sempre.
Os dois se beijaram de novo e quando iam entrar no quarto...
Alexander: Eu falei que ele tinha chegado!
Castle olhou para Kate, que segurou o riso.
Castle: Ah não, de novo não!
Alexander correu pelo corredor e pulou no colo do pai.
Alexander: Papai, nós estávamos esperando por você.
Johanna ainda vinha pelo corredor, meio ensonada, arrastando um urso inseparável. Kate a pegou no colo.
Alexander: Você vai nos contar uma história, não vai?
Kate: Ei, mocinho, eu já contei uma história e você já devia estar dormindo, ham?
Alexander: As histórias do papai são mais legais.
Kate: O que?
Kate se sentiu insultada. Ela tinha lido um dos livros que ficavam no quarto das crianças, o que tinha de errado nisso? Não eram os mesmos livros que Castle lia?
Johanna: Papai, você conta aquela em que a casa da princesa pega fogo e ela estava na banheira e o príncipe foi salvá-la?
Kate lançou um olhar para Castle. Era isso mesmo? Ele contava as histórias deles para as crianças?
Castle: Claro, minha princesa. Mamãe adora essa história.
Kate: Nós vamos conversar sobre isso depois, ouviu?
E eles voltaram para o quarto das crianças, afinal, elas estavam elétricas de novo.
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Castle: Ufa.
Kate: Eles estavam acordados desde as 8h, dá pra acreditar?
Castle: Arrependida?
Kate: Nunca, nem por um segundo. E você?
Castle: Jamais. Nunca fui tão feliz.
Os dois pararam no meio do corredor e se beijaram.
Castle: Onde é que estávamos mesmo?
Kate: Eu perguntei se você estava cansado – ela disse sedutora.
Castle: Pra você? Nunca! Pensei em você o dia todo.
Kate: É mesmo? Mesmo estando rodeado de mulheres querendo a sua atenção?
Castle: Não é nenhuma delas que vai me levar para a cama...
Castle disse beijando-a, mas ela se afastou.
Kate: Nem eu.
Castle: Não? – ele já disse num tom assustado.
Kate fez que não, e lançou um sorriso.
Kate: Eu vou te levar pra outro lugar...
Ela pegou na mão dele e foram em direção ao banheiro. Castle sorriu surpreso. A banheira estava preparada, rodeada de sais e velas.
Castle: Isso é que eu chamo de final feliz.
Kate: Final não, meu amor. O começo – tirando a roupa dele – É só o começo...
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