30-dias (HIATUS)
9 Cap Extra- Meu desejo para a morte.
Notas iniciais
Isso... Coloca tudo para fora.
Gabriel tentava reconfortá-la, mas ela não parava de colocar (literalmente) tudo para fora, daqui a pouco acabava o turno do médico, para ser substituído por Seu Carlito, mas ele não queria deixar Mônica agora.
Depois de uns minutos ela para instantaneamente de chorar, mas ainda fungava pelo recente choro, queria fazer um pedido á ele.
_Posso te pedir uma coisa?
_Claro!
Respondeu empolgado, adoraria fazer algo por ela e quem sabe deixá-la um pouco feliz, a muito tempo não via um sorriso no rosto da pequena.
_Queria poder sair um pouco desse hospital, o senhor me leva para algum lugar?
Mônica pedia aquilo com uma carinha triste, se sentia aprisionada naquele lugar sem poder fazer nada e nem se divertir, no entanto ela não gostava de lugares muito movimentados, um jardim já estaria ótimo para ela, na verdade... Aquilo traria lembranças do Cebola...
_Não sei se posso fazer isso.
_Por favor... Eu estou morrendo mesmo!
Aquilo acertou em cheio o coração de Gabriel, era errado tirá-la dali naquele estado, mas também compreendia que a menina queria se divertir um pouco, ver mais um pouco do mundo antes da situação piorar, ou não.
_Está bem, aonde quer ir mocinha?
_Eba! Qualquer lugar menos um jardim, por favor!
_Por que menos um jardim?
A verdade era que ela gostava sim desses locais, só não queria lembrar do rapaz que um dia conquistou seu coração, naquele momento queria apenas sentir a paz entrando por suas entranhas.
_Prefiro não falar sobre isso.
_Tudo bem... Conheço um lugar maravilhoso aqui perto.
_Tem flores?
_Poucas.
Do jeito que ela estava até flores o lembrava.
_Tenho que pedir autorização primeiro para te tirar do quarto.
_Não quero que ninguém saiba, só por umas horas, por favor.
_Está bem.
Ele não resistiu, queria poder realizar um desejo dela antes que tudo fosse para o buraco, mas é claro que orava para que ela conseguisse sair dessa.
_Vem, deixa eu te ajudar.
Gabriel a puxava pelos braços para fazê-la levantar da cama ate que ficasse completamente em pé, Mônica firmou os pés no chão para poder ver se conseguia andar, até ali tudo bem.
_Consegue andar?
Ela respondeu com um leve maneio, e logo o médico começou a puxá-la para fora do quarto, olhando os corredores para ter certeza de que não havia ninguém, era de noite e somente ele estava de plantão.
_Tem algum problema se eu te levar nesse horário mesmo?
_Melhor ainda... Não consigo dormir faz dias.
Continuaram andando até chegarem à recepção do prédio – hospital – assim conseguindo estar para fora do local. Gabriel notou o grande transito, e começou a ficar preocupado.
_Tem certeza? Esqueci até de falar para você colocar uma roupa, esse roupão de hospital pode te constranger um pouco.
_Tem problema não, parei de ligar para o que as pessoas dizem faz tempo.
_Anjo... Vamos entrar, você não está em condições.
_Por favor, me leva lá.
_Você não pode, vamos.
O médico tentou trazê-la para dentro, mas com uma força que ela mesma não tinha, se manteve parada e não se moveu nem um milímetro.
_Por favor, Mônica, não quero ser agressivo com você.
Aquela foi o tiro certeiro para a destruição da menina, até Gabriel que estava a apoiando até aquele momento, agora ameaçava? Mônica sentiu uma vontade meio louca naquele momento, e iria realizá-la.
_O que está fazendo?
Ela se soltou com toda força que tinha do médico, e foi em direção ao transito pesado, se jogou na rua, e esperou até que algum veiculo a esmagasse para a morte, as feridas não tardaram em aparecer, se jogar no concreto de uma rua machucava, e muito.
_Mônica!
Ele a chamava com todo desespero possível, mas ela nada ouvia, apenas a busina do caminhão que estava centímetros para pegá-la.
Continua...
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