200 quilos de amor
13 Capitulo 12 - Sentimentos revirados
Notas iniciais
Primeiro capitulo de volta de hiatus espero que gostem. Bjs e boa leitura o/
O show havia sido um sucesso. Eu mau podia acreditar que tinha cantado ao lado de um artista tão incrível quanto o Adam. No inicio senti um pouquinho de timidez, encarar meu primeiro show super lotado era um desafio e tanto, mas a platéia me deixou super a vontade, me receberam com carinho, cantaram minhas musicas junto comigo e inclusiver algumas pessoas levaram cartazes escritos coisas carinhosas para mim.
Depois do show eu ‘estourei’ nas paradas de sucesso. Meu Cd fora o mais vendido de todos os tempos, me apresentei em vários programas de TV, rádio, talk shows... Era um verdadeiro sonho. Anabella era uma estrela, até mesmo fã clubes eu tinha.
Entretanto, na vida nem tudo são flores. Nem eu, nem Edward, nem a produção sabiamos explicar de onde vinha os ataques contra mim. De uma hora para outra os meus pôsters espalhados pela rua começaram a ser pichados com frases como “você é uma fraude” e coisas do tipo. Nossa principal suspeita era a Tanya e por isso ficamos de olho nela, mas nem mesmo os ataques eram capazes de ofuscar o sucesso da minha carreira e o que mais me mantinha satisfeita era saber que Edward estava orgulhoso de mim.
Numa noite, depois de uma apresentação num programa de auditório, Edward me levou para jantar e depois fomos para a casa dele. Era uma coisa normal, eu o visitava sempre e ele me visitava também, mas naquela noite em especial havia algo diferente no jeito que ele estava agindo comigo... A forma como segurou minha mão e me olhou nos olhos ao me convidar. Obriguei minha mente boba a não criar esperanças, mas meu coração estúpido como era não conseguiu resistir e assim que chegamos lá, fomos para a sala e passamos a conversar enquanto bebericavámos um vinho não consegui parar de sorrir como uma perfeita idiota.
Percebi que enquanto conversávamos Edward me olhava de cima abaixo, especialmente e discretamente para as minhas pernas cruzadas. Senti minhas buchechas enrubescerem e um leve tremor subir pelo meu corpo, os olhos dele eram intensos, lindos e me encaravam de um jeito que ele jamais havia me olhado.
Quando ele notou que eu havia percebido suas encaradas, desviou os olhos, se remexeu no lugar e bebeu o restante do vinho de uma só vez. À essa altura meu rosto queimava de tanta vergonha.
–Acho que estou um pouco bêbada – Falei sorrindo – Sentindo uma tonturinha leve.
–É? – Ele sorriu e se inclinou para perto de mim pegando a taça da minha mão, nossos rostos ficaram bem próximos... Arfei – Então acho que chega de vinho por hoje – Ele voltou para o lugar com um sorrisinho maroto nos lábios.
–Eu só bebi uma taça – Falei fazendo biquinho.
–Pois é, algumas pessoas são muito sensíveis ao alcool e você é uma delas – Ele piscou e eu dei uma risadinha – Você estava incrível hoje, a apresentação foi um espetáculo.
–Obrigada.
–Estou muito orgulhoso de você, Bella.
–Isso significa muito para mim, Edward.
Ficamos nos olhando por um tempo infinito e então suavemente ele chegou mais perto de mim, sem nunca desviar os olhos. Sua mão longa e bem cuidada acariciou meu rosto e depois colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha. A sensação era divina, meu corpo inteiro estava arrepiado e eu tremia ligeiramente, meu coração batia acelerado e eu respirava ofegante.
–Você é tão linda – Ele sussurrou — Linda demais.
–Ed...Edward – Balbuciei, incapaz de dizer qualquer coisa. Estava hipnotizada pela nossa proximidade, pelo seu olhar preso ao meu.
–Bella...
Ele sussurrou meu nome com carinho e então numa lentidão torturante tombou a cabeça de lado e foi se aproximando do meu rosto, os labios rosados entreabertos, passei a tremer ainda mais forte... Droga, eu não queria morrer antes de sentí-lo, antes de finalmente beijar o amor da minha vida e então munida de uma coragem que arranquei do fundo da minha alma, segurei seu rosto e o puxei para mim colando nossos labios. Com apenas aquele contato senti como se tivesse sendo eletrocutada, eram tantos sentimentos fervendo dentro de mim que fiquei até desnorteada. Edward intensificou nosso beijo enfiando a lingua na minha boca e tocando a minha. Beijar Edward era como tocar o céu... Era divino, esplêndido. Era o sonho da minha vida se tornando realidade.
Quantas vezes eu havia sonhado com aquele beijo, quantas vezes eu o desejara com todas as forças do meu coração, quantas vezes fantasiara aquela cena e imaginava o gosto da boca dele na minha. Nem mesmo meus sonhos mais intensos podiam ser comparados com aquela sensação, não chegaram nem perto.
Edward continuou me beijando intensa e profundamente, por um momento ele abandonou meus lábios e passou para o meu pescoço distribuindo cálidos beijos ali e me deixando ainda mais arrepiada. Eu acariciava seus cabelos sedosos deleitando-me com a sensação de estar nos braços dele.
Nós dois estavamos perdidos um no outro e eu podia jurar que ele desejava aquilo tanto quanto eu... Senti um pouco de ciumes de mim mesma. Será que isso é possivel? Meu coração estava transbordando de alegria por finalmente tê-lo, mas também estava triste por saber que era Anabella que ele desejava.
–Bella, está tudo bem? – Ele perguntou se afastando de mim.
–Sim – Disse rapidamente puxando-o de volta – Por favor, não se afaste.
Voltei a beijá-lo com todo o desespero que senti desde que nos conhecemos. Empurrei minhas insegurançãs e frustrações para longe e me concentrei apenas em aproveitar o momento com Edward, meu Edward. Eu estava tão imersa no calor do momento que quando dei por mim estávamos no quarto dele, eu deitada sobre a cama e ele por cima de mim beijando minha boca, meu rosto, meu pescoço e deslizando as mãos pelo meu corpo, a sensação era gloriosa. Meu corpo ficou tenso ao me dar conta do que estava prestes a acontecer.
–Edward... – Sussurrei seu nome e ele me olhou.
–Algo errado? – Perguntou preocupado.
–Não... É que... – Sorri sem graça – Eu... Eu nunca...
Ele arqueou a sobrancelha e olhou-me intrigado.
–Você... É virgem?
Corei terrivelmente ao ouvi-lo verbalizar aquilo. Assenti desviando os olhos para o outro lado envergonhada. Edward sorriu e me fez olhar para ele.
–Está tudo bem – Disse e me deu um selinho – Isso não é problema nenhum. Pelo contrário só torna tudo ainda mais especial.
–Jura?
–Claro que sim... Mas, por acaso você tem certeza de que quer isso? Quer mesmo que eu seja seu primeiro?
–Sim – Respondi de imediato – Só pode ser você, Edward.
Ele sorriu e me deu um selinho.
–Então espere um momento.
Ele desceu a cama, atravessou o quarto e foi até o aparelho estéro, ligou-o e colocou uma musica para tocar “Iris” do Goo Goo Dolls começou a tocar e então lentamente voltou. Ajoelhou-se aos pés da cama e despiu a camisa. Meu coração batia tão acelerado naquele momento que pensei que infartaria... Não consegui deixar de admirar o corpo desnudo dele, os musculos perfeitos e bem torneados, minhas mãos coçaram de vontade de tocá-lo.
Quase como se entendendo a minha súplica mental, Edward voltou a deitar-se sobre mim e me beijou com carinho. Espalmei as mãos nas costas dele, acariciando-o de cima a baixo, extasiando-me com seu calor, com seu cheiro. Eu mal podia acreditar que fariamos amor...
Em todos os momentos ele foi gentil. Cada toque em mim era bem pensado, calculado e bem executado. Ele se preocupava tanto com o meu bem estar que parecia nem ligar em satisfazer o próprio desejo. Quando já estavamos nus, sentindo um ao outro ele me fez carinhos intimos, despertando em mim sensações jamais sentidas pelo meu corpo inexperiente. Gemidos baixos e timidos escapavam dos meus labios entreabertos e ele sorria satisfeito ao ouvir cada um deles aumentando ainda mais as carícias. Quando finalmente pude tê-lo dentro de mim desfrutei da mais sublime e completa felicidade que poderia existir no mundo. Houve uma dor incômoda, mas não era nada perto da sensação de saber que ele era meu e eu era dele. Nós nos moviamos em perfeita sincronia, nosso encaixe era perfeito, parecia que havíamos sido feitos um para o outro. Edward sussurrava palavras carinhosas no meu ouvido a todo momento, beijava-me, apertava-me, acariciava-me e fazia com que eu me sentisse mulher, sua mulher. No ápice do prazer ele fechou os olhos com força, mordeu o lábio inferior e gemeu meu nome bem alto levando-me junto com ele. Ficamos imóveis por um momento acalmando a respiração e nos recuperando do prazer intenso que vivenciamos e só então Edward saiu de dentro de mim e deitou-se ao meu lado puxando-me para seus braços.
–Não sabe o quanto sonhei com isso – Ele disse sorrindo beijando minha cabeça.
–Eu também – Respondi sentido uma lágrima descer pelo meu olho – Você não imagina o quanto...
Lembrei-me do meu antigo eu... A gorda desengonçada e sonhadora que fantasiava estar nos braços de Edward Cullen... Será que ela se sairia bem como Anabella havia se saído? Será que a cena teria sido tão bonita como havia sido? A verdade é que se Isabella ainda existisse, eu jamais poderia ter tido a primeira vez com o amor da minha vida, isso era um fato.
Edward suspirou e me deu mais um beijo na cabeça. Me aconcheguei mais perto dele para sentir seu cheiro e seu calor pelo máximo de tempo que eu podia. Passei então a subir e descer a mão pelo seu peito definido, sentindo os músculos e não demorou muito para que ele adormecesse.
Enquanto Edward dormia profundamente com um lindo sorriso no rosto eu fiquei sentada na cama observando-o. Não conseguia pregar os olhos. Estava feliz demais para conseguir dormir.
–Você é tão lindo – Sussurrei acariciando de leve o rosto dele – Eu te amo tanto meu amor... Tanto que chega a doer.
Ele se remexeu um pouquinho, mas não acordou. Eu sorri contente e suspirei. Distraídamente peguei um bloco de notas e uma caneta que estavam no criado mudo e comecei a rabiscar enquanto a mente voava longe. Quando o sono finalmente chegou, coloquei o bloco de volta no criado , me aconcheguei ao lado de Edward e dormi feliz como nunca havia estado na vida.
Quando acordei pela manhã Edward já não estava mais deitado ao meu lado. Levantei-me e fui correndo para o banheiro, tomei um banho, escovei os dentes com a escova dele, catei minhas roupas espalhadas pelo quarto, vesti e sai à procura dele. Meu coração batia acelerado imaginando se ele estaria preparando um café da manhã romantico para nós ou alguma surpresa... Eu estava ansiosa para vê-lo, beijá-lo e dizer o quanto estava feliz.
Diferentemente do que pensei não o encontrei na cozinha, mas sim na sala sentado no sofá prestanto atenção na TV, assim que me viu ele desligou sem me dar a chance de ver o que ele assistia.
–O que estava vendo? – Falei brincalhona – Algum filme pornô por acaso.
Ele não sorriu. Pelo contrário, estava com uma carranca esquisita. Ficou de pé e me encarou.
–Anabella – Disse sério – Sobre ontem a noite... Eu quero, quero que esqueça tudo que aconteceu. Certo?
Senti uma pontada no peito e um gelo subir pela espinha. Olhei-o espantada.
–Mas... – Falei com a voz embargada, a garganta sufocando.
–Por favor – Ele disse passando a mão nervosamente nos cabelos – Será que você poderia me deixar sozinho?
Eu estava num estado de torpor tão grande que não tive forças para questionar, apenas assenti. Peguei minha bolsa jogada no sofá e corri porta a fora. Entrei no elevador e comecei a chorar compusivamente. Minha mente me dizendo que ele só havia me usado, como devia fazer com muitas outras. De repente ele perdera o interesse por mim já que eu havia dado o que ele queria. Não sei o que me deixou mais quebrada, o fato de ele ser um canalha ou ter me rejeitado daquela forma. Pensei que nunca mais voltaria sentir aquela dor esmagadora dentro do peito, mas eu estava redondamente enganada. A dor havia voltado e dez vezes pior. Eu chorava tanto que mal conseguia ficar de pé. Quando o elevador chegou ao térreo sai correndo do prédio peguei um táxi e fui direto para casa sentido meu mundo desabar por causa de Edward... De novo.
Notas finais
Posso saber o que acharam? Bjs meninas até o próximo.
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