200 quilos de amor
14 (Bônus) Isa...?
Notas iniciais
Beijos boa leitura o/
( Pov Edward)
Abri os olhos e pisquei algumas vezes. O quarto estava parcialmente iluminado pela luz da manhã. Eu havia pegado no sono após fazer amor com Anabella... Não que houvesse sido ruim ou entediante para me causar sono, pelo contrário. Fora tão bom que toda a tensão e estresse acumulados no meu corpo se esvairam e pude relaxar como não relaxava há séculos.
Olhei para a garota adormecida ao meu lado. Bella estava com um semblante incrivelmente lindo e sereno. Um leve sorriso brincava em seus lábios e sua respiração era tranquila e vagarosa. Ela era linda... E era minha.
Eu mal podia acreditar que a tivera nos braços depois de tanto desejá-la. Estar com Bella havia sido um tanto diferente do que eu havia imaginado. Pela forma com que muitas vezes ela tentara me seduzir pensei que toda aquela meiguice era uma faxada para esconder sua verdadeira natureza safada. Mas, ao descobrir sua virgindade e desfrutar sua inesperiência todos os pensamentos horriveis que tinha sobre ela desapareceram completamente. Bella era pura tanto por dentro quanto por fora e eu me senti um canalha por duvidar disso.
–Prometo que a farei feliz, Bella – Sussurrei acariciando seu lindo rosto. Ela se remexeu e ronronou como uma gatinha deixando-me ainda mais encantado.
Sorri e parei de mexer nela antes que a acordasse. Sentei-me na cama com cuidado e olhei o relógio no criado mudo ao lado de Bella, eram seis horas da manhã e eu estava bastante atrasado já que tinha uma reunião às 8 com o pessoal da gravadora. Notei que o meu bloco de notas perto do relógio estava aberto. Eu não havia mexido nele então só poderia ter sido Bella. Então movido pela curiosidade me levantei e caminhei até o outro lado da cama na ponta dos pés para não acordá-la e peguei o bloco de notas para dar uma espiada, era errado, mas a curiosidade estava me matando.
Não havia nada de significante, apenas rabiscos de carinhas felizes, flores e um “Senhora Cullen”, eu não sabia se achava fofo ou esquisito, sorri e balancei a cabeça. Estava prestes a colocar o bloco de volta no lugar quando um dos rabiscos me chamou bastante a atenção. Era um simbolo estranho que não combinava em nada com os demais, mas eu podia jurar que o conhecia perfeitamente bem. Foi então que senti uma pontada no estômago e um gelo me subir pela espinha... Não era possível.
Imediatamente larguei o bloco lá, vesti minha calça e corri para meu escritório pedindo aos céus para não ser o que eu estava imaginando. Quando cheguei lá abri uma das gavetas da estante e peguei a partitura de Isabella que eu guardara quando ela fora embora. Engoli em seco e abri a pasta... Meus olhos mal podiam acreditar no que viam... O simbolo desenhado por Anabella em meu bloco de notas era o mesmo que Isabella desenhara por toda a sua partitura.
Ofegante sentei-me na cadeira, completamente perplexo. Seria possível? Então uma série de lembranças começaram a jorrar na minha cabeça. Pequenos detalhes que eu havia deixado passar desapercebido, mas que naquele momento faziam todo o sentido. Primeiro o aparecimento repentino de Anabella, sua amizade com Alice, a emoção ao encontrar-se com pingo, seu abraço de urso, seu jeito de me olhar, a forma como gritou comigo quando repreendi o garoto que a seguira com uma câmera me perguntando qual o problema em amar alguém de longe, sua recusa em mudar de apartamento, a conversa estranha sobre cirurgia plástica.. E por fim seu desenho completamente igual aos da partitura... Agora tudo fazia sentido. Como eu não havia notado antes? Até os nomes eram iguais.
Coloquei-me de pé e comecei a andar de um lado para outro pelo escritório. Eu precisava afirmar minhas suspeitas, mas não podia perguntar isso diretamente a ela. Provavelmente Bella se assustaria e fugiria. Eu precisava de um plano e sabia exatamente o que fazer... Aquilo doeria muito mais em mim do que nela, mas era necessário.
Guardei a partitura de volta na estante voltei para quarto. Parando no batente da porta encarei a linda mulher adormecida na minha cama sentindo meu peito ser invadido por uma série de emoções tão fortes que minha garganta sufocou.
–Isa... – Sussurrei emocionado – É você?
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