Notas iniciais
Melanie Carter
Entramos em um clássico carro negro. Dean ia dirigindo e Sam estava ao seu lado. Eu, Kate e Sammy íamos atrás. Eu estava sentada no meio das duas devido ao fato da Kate não se dar muito com Sammy. Ela ia em silêncio. Olhava pela janela, perdida em um universo totalmente paralelo, e o que me causava agonia era que eu sentia que ela queria chorar. Eu senti as lágrimas brotando em meus olhos, porém controlei a vontade de chorar, sabendo que como sendo a mais velha dentre as duas, eu deveria mostrar a elas segurança.
Ryan era meu irmão, mas ele e Sammy passavam tanto tempo juntos que parecia que um dependia do outro para viver. E eu já estava acostumada a isso, de ter os dois de baixo de meu teto, rindo ou brigando. Sem sombra de dúvida eu sentiria muita falta de todos aqueles lindos momentos.
O silêncio foi quebrado quando Dean colocou uma música do AC/DC. Kate deu um pulo e pediu para Dean aumentar todo o volume. Ele sorriu de lado, claramente aprovando o gesto de minha irmã. Já Sam, seu irmão contorceu seu belo rosto em uma careta desconfortável. Sammy revirou os olhos e trancou mais a cara. Kate começou a cantarolar e Dean a acompanhou. Seguimos viagem até chegarmos em casa. Sammy foi a primeira a abrir a porta do carro, logo em seguida fechando-a com toda a força que tinha, e isso fez com que uma pequena confusão iniciasse.
– Não tem geladeira na sua casa, não? – Dean questionou irritado.
Sammy se quer olhou para ele e logo saiu andando. Pela rota que tomava, iria para sua casa que ficava a um quarteirão do nosso. Nos surpreendemos quando Sam gritou para ela:
– Hey, Sammy, a onde você vai?
Ela nem olhou para trás, seguindo seu rumo implacavelmente.
– Essa garota tem problemas. – Dean e Kate comentaram em uníssono.
Ambos sorriram, mas a seriedade tornara a voltar quando Sam nos deixou para ir atrás da ruiva rebelde. O homem grande parou perto de minha amiga e a segurou de leve no cotovelo direito.
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Por Sam Winchester:
Meu complexo de super-herói instruiu minhas pernas a seguir a garota de cabeleira vermelha. Só me toquei de que havia corrido um bom caminho quando parei ofegante ao seu lado, segurando levemente em seu braço direito.
– Sammy, a onde você vai? — Perguntei, preocupado.
Ela não me respondeu. Em compensação puxou seu braço de meu aperto e seguiu andando, e parecia que nada a faria parar. Dei passadas largas até parar bem na sua frente. Sammy tentou desviar, porém eu a segurei pelos ombros, impedindo sua caminhada.
– O que você quer? – Questionou ela, com a voz sobrecarregada de gelidez e ódio. Sei que qualquer pessoa se sentiria ofendido por seu tom, mas eu sabia que eu não era a razão de todo aquele sentimento ruim dentro dela.
– Ajudar você! – Respondi, cuidadoso.
– Não quero sua ajuda. Agora saia da minha frente. — Ordenou. Os olhos azuis nublados, quase ficando negros.
– Não vou sair. Volte comigo. — Eu insisti.
– Não vou voltar pra nenhum lugar com você. Sai da minha frente agora! — Ela esbravejou, sem paciência alguma. Estava muito irritada comigo.
– Ou o quê? – Desafiei.
Fui surpreendido por um chute certeiro bem no meio das minhas pernas. A dor era a pior de todas as dores, e eu não consegui me manter firme sobre meus pés, que vacilaram levando-me ao chão. Sammy não se preocupou comigo e seguiu seu caminho, pisando firme. Minha visão turva melhorou um pouco, e minha respiração ofegante endireitou-se. Dean correu até mim e preocupado perguntou o que havia acontecido. Eu não respondi porque ainda estava sem fala. Meu irmão reclamou de algo e só depois me ajudou a levantar. Eu respirei fundo, tentando andar sem que a dor em meus "países baixos" fossem muito incomodas. Olhando para frente, eu ainda conseguia ver a silhueta da rebelde garota caminhar, e eu me senti frustrado por ter que correr atrás dela mais uma vez. Obviamente Dean não aprovou a ideia, e por ele a ruiva morreria, quer dizer, ela aprenderia uma lição, contudo eu achei melhor simplesmente tentar convencê-la a vir comigo. Dessa vez fui esperto o bastante para me manter distante e ver qual era sua casa. Assim que ela entrou, eu fui logo atrás, e sem qualquer reserva, arrombei a porta de sua casa. Ela que subia as escadas, desceu velozmente até ficar diante de mim.
– Mas o quê? – Ela estava confusa com meu gesto, ainda sim furiosa.
– Não vou deixar você sozinha aqui. — Declarei. Ela fechou os olhos de maneira exasperada.
– Cara, já disse que não preciso de você. Sai daqui agora. — Ela apontou a saída. Ela só não sabia que eu poderia ser muito mais insistente e paciente quando eu me auto desafiava. E foi o que eu fiz.
– Não vou sair. Ou você vai comigo ou eu fico aqui com você. — Meu tom mostrou a ela que eu não estava brincando.
Ela levou as duas mãos aos cabelos, os puxando fortemente.
– Cara, sai da minha casa. Eu nem te conheço. — Seu tom impaciente delatou que ela estava à beira de um ataque de nervos.
– Eu sei o que está passando. Já senti isso. — Comecei. De fato eu sabia como era perder alguém que amamos, vê-lo morrer sem poder fazer nada para ajudar.
– Você não sabe de nada. Não me conhece. Sai agora! — Ela estava imbatível, mas eu era paciente. Sammy caminhou até porta e escancarou na esperança que eu desistisse e caísse fora de sua casa. Por outro lado, eu andei até ela e com força fechei a droga da porta. Nos encaramos com fogo nos olhos. Olhos furiosos.
– Não vou sair sem você. Por favor, venha comigo. É mais seguro. — Usei meu melhor tom terno.
– Seguro? – Seu riso sarcástico me deixou um pouco triste. Sarcasmo e ironia eram os piores elementos usados em uma conversa.
– É. — Ignorei seu tom amargo. — A cidade tá cheia de vampiros, eles podem atacar você.
– Eu não tô nem aí. — Ela deu de ombros e parecia mesmo despreocupada.
– Mas eu estou. Não vou deixar gente inocente morrer. Olha... — Atraí sua atenção para que ela me olhasse diretamente nos olhos. — Eu sei que não vai acreditar, mas eu já passei por isso. Uma coisa também matou minha namorada. — Confessei, abrindo meu intimo pela primeira vez para uma desconhecida.
– Ah. Não vem com esse papo furado que não vai rolar. – Ela claramente não acreditava em mim, ou melhor, a dor que ela sentia a impedia de acreditar.
– É sério. Vou contar a história pra você. — Iniciei minha história sobre meu namoro com Jéssica e a forma como a vi morrer, sem deixar escapar nenhum detalhe. Ela ouviu atentamente, e eu vislumbrei pelo brilho emocionado de seus olhos que agora finalmente ela acreditava em mim. Ao fim dá história, eu questionei a ela: – Acha que menti sobre isso? — Ela não respondeu imediatamente. Primeiro jogou os cabelos para trás, demonstrando cansaço. Eu esperei paciente, até que ela negou com a cabeça afirmando acreditar na minha história. Aquilo me deixou aliviado. – Vamos, por favor. — Pedi, lançando a ela meu melhor olhar perdido de filhote de cachorro.
– Tá bom. Só me deixa pegar algumas roupas. — Quase dei um soquinho no ar para comemorar, mas me contive. Ela tinha uma personalidade difícil e eu não estava pronto para um novo round de briga.
Em silêncio ela subiu, demorou cerca de 15 minutos e depois regressou a sala, trazendo consigo duas malas, que eu julguei serem de roupas. Sem qualquer palavras nós seguimos até a casa de Kate.
Batemos na porta e Dean a abriu. Ele e Sammy trocaram um olhar fuzilante. Era óbvio que um não gostava do outro. Antipatia gratuita rolou com eles. Eu tentei não rir daquilo, porém falhei. Sammy me ignorou adentrando na casa, batendo propositalmente contra o ombro do meu irmão. Eu poderia ver faíscas saltando de seus corpos. Quando entrei, Melanie saía de um cômodo que eu deduzir ser a cozinha, segurou nos braços de Sammy e a levou para o segundo andar da casa, acho que para acomodá-la em algum quarto. Restou apenas eu, Dean e Kate na sala. Sem querer, meu olhar cruzou com o da morena, e ela sorriu de um jeito que eu julguei meio sujo. Ela piscou de lado fazendo meu rosto tornar-se imediatamente escarlate. Kate começou a rir, levantou-se e sumiu andar a cima. Dean me olhava daquele jeito malicioso que só ele sabia fazer. Eu revirei os olhos já esperando por um comentário babaca vindo de sua pessoa.
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Por Dean Winchester:
– Sam, seu taradão! Já tá de flerte com a menina, né? – Eu comentei brincando com ele. Era ridículo um cara adulto feito ele corar, mas eu não pude refrear os acessos de riso que queriam sair de mim.
– Para, Dean. Já vai começar com essas coisas sem graças que você fala? – Sam estava muito desconfortável, e eu me aproveitei daquilo.
– Qual é, Sammy? Pode flertar à vontade com a garota. — Pisquei para ele.
– Haha. Muito engraçado, Dean. – Sam falou, irritado. – O que vamos fazer agora? — Tentou mudar de assunto. Eu resolvi lhe dá uma colher de chá.
– Não sei. Acho que vamos sair da cidade amanhã. — Anunciei.
– Hum. Ok. Vamos ficar vigiando as garotas? – Perguntou descontraído.
– Seu safadão. – Eu disse, lhe lançando um olhar malicioso.
Sam fechou a cara e saiu andando para a cozinha. Rá, Sammy. É hora de eu dá o troco por todas as piadas sem graças que você me fez durante este longo tempo.
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Kate Carter
Cara. Aquele Sam era muito gostoso. Todo grandão. Pirei quando o vi. Minha tentativa de flerte saiu um pouco errada, porque eu não esperava vê-lo enrubescer. Eu pensei que ele fosse me olhar com aquela cara de "eu sou fodão e vou foder você", mas não. Ele simplesmente corou, e aquilo me deixou muitíssimo excitada. Eu o quero e farei de tudo para conquistá-lo.
Mudando um pouco o foco dos meus pensamentos, eu lembrei de Dean. Ele era engraçado e bem parecido comigo. Gostávamos das mesmas músicas e aquilo me deixava bastante feliz por ter alguém que curtia as mesmas coisas que eu, já que Melanie não curtia minhas músicas e sempre ficava reclamando. E a Sammy, hein? Ela tava fazendo doce, querendo mexer com o Sam, o meu Sam. — Ok. Ok. Ele ainda não é o meu Sam. Mas será. — Eu sei que ela tá triste e tal pelo Ryan, mas ela tem que superar. Não ficar bancando a garota rebelde.
Resolvi procurar minha irmã, queria conversar um pouco. Porém ela não estava em seu quarto. Segui até o cômodo de Ryan, meu irmão, encontrando-a lá, juntamente com Sammy.
A ruiva estava abraçada com uma blusa do Ryan, sempre mantendo silêncio. Ela não expressava nenhum tipo de sentimento, mostrando-se indiferente a nós. Olhei para Melanie e ela entendeu que eu queria falar com ela.
– Tudo bem se eu deixar você aqui? — Melanie perguntou para Sammy.
A ruiva assentiu.
– Se importa se eu me trancar no quarto do Ryan? Sei lá... Preciso ficar sozinha um pouco com as coisas dele. — Sammy pediu.
Eu, mesmo não gostando dela fiquei apreensiva. Ela não estava em condições de ficar sozinha por motivos óbvios.
– Promete que não vai tentar se matar? – Melanie lhe lançou um olhar interrogativo.
– Não. Eu só quero ficar sozinha, ok? — Sammy suspirou.
– Tá bem. Qualquer coisa é só me chamar. — Mel beijou o topo da cabeça da ruiva e se afastou. Minha irmã era tão boazinha. Ela era mais velha que eu 4 anos, e era o meu oposto. Ela sempre conquistava as pessoas com seu jeito meigo, bondoso.
Peguei-a pela mão e a levei até o meu quarto. Declarei que estava interessada no Sam e que tentaria conquistá-lo. Ela confidenciou que havia se encantado com o Dean, mas meio que ficou com um pé atrás sobre eles. Não sabia quem eram e como nos acharam. Aquilo apenas me deixava mais excitada. O fato deles serem misteriosos me intrigava um pouquinho.
Conversamos por um longo tempo, até eu sentir sede. Resolvi descer para beber um copo de água, encontrando Dean sentado em um sofá e Sam no outro. Passei por eles e fui até a cozinha. Abrir a geladeira e meio que me assustei quando ouvi uma voz grossa atrás de mim, a questionar:
– Então você gosta de rock? — Era Dean.
– Adoooooooooro. — Respondi.
– Ó. Eu só vim aqui pra avisar que amanhã sairemos da cidade, ok? Avise pra sua irmã e pra aquela outra doida. — Ele pediu.
Eu ri por ele ter chamado Sammy de doida. Ele pensava justamente como meu.
– Vocês não vão descansar? — Questionei.
– Sim. Eu vou dormi um pouco e o Sam vai ficar de guarda. Depois eu acordo e ele descansa. — Comunicou.
– Hum... Tá bem então. Boa noite, cara.
– Boa noite. – Dean devolveu.
Antes que eu saísse da cozinha o ouvi perguntar:
– Kate, você poderia me responder uma coisa?
– Sim. – Voltei-me para ele, curiosa.
– A Melanie... Ela... É... Ela tem... Namorado?
Lhe lancei um olhar malicioso, e sorri quando ele engoliu em seco. Homens. Mal havíamos nos conhecido e ele já estava de olho na minha irmã?
– Você já quer flertar com a minha maninha? — Questionei, brincalhona.
– Não. É que... – Dean começou a gaguejar, depois virou-se e saiu andando. Dei outra gargalhada e subi para meu quarto. Fui até Melanie e avisei que iríamos sair de manhã. Ela avisou Sammy, então eu pude dormir tranquila.
__X__
Sammy Wolker
Eu estava triste demais com a morte de Ryan. Vê-lo morrer em meu lugar foi a pior coisa que já me aconteceu e eu me sentia culpada por isso. Talvez se eu não tivesse brigado com ele e saído que nem uma doida de casa, ele ainda poderia estar vivo. Eu prometi que iria me vingar e é o que eu vou fazer. Ainda me lembro da cara daquele desgraçado que matou meu Ryan.
Confesso que tentei me matar, mas a única coisa que me mantinha ligada a vida era a vingança. Assim que eu me vingasse, eu cortaria os meus pulsos ou me enforcaria, só sei que daria um jeito de acabar comigo mesma.
Eu precisava de Ryan para viver. E eu sentia como se uma parte de mim tivesse morrido com ele. Obviamente eu não estava preparada para sua morte, na verdade nunca estaria, mas perdê-lo era como morrer mil mortes a cada vez que meu coração batia. Era doloroso.
Resolvi descer um pouco para me refrescar. Eu não comia há dias e a única coisa que me mantinha hidratada era água. Desci a escada e percebi que os olhares de Dean e Sam me seguiam. Nem liguei. Fui à cozinha e quando me virei, uma coisa apareceu do nada na minha frente. Minha reação foi dá um passo para trás. Acabei batendo na garrafa de vidro, que por consequência caiu e se espatifou no chão. Dean e Sam correram ao meu encontro. Mas de certa forma eu sentia que não devia ter medo daquilo.
Era um homem. A única coisa que reparei nele foi que vestia um sobretudo claro e seus olhos... Seus olhos eram tão lindos. Um azul que... Quase me perco dentro deles. Ele me encarou de maneira firme e eu parecia retribuir seu olhar instigante. Nosso contato visual fora quebrado quando Dean falou:
– Castiel! Que bom que está aqui. Precisamos da sua ajuda.
O homem continuava olhando para mim. Eu resolvi acabar com aquilo.
– Que foi? Nunca viu, não? Sua mãe não te ensinou que encarar as pessoas é falta de educação? — Meu lado rebelde estava a todo vapor, mostrando sua ignorância.
Ele olhou para baixo e desculpou-se.
Nossa, a voz dele era tão... Tão... Sexy.
Mas o que diabos estava acontecendo comigo?
Ele olhou para o Dean e falou:
– Precisamos tirar elas daqui. Eu descobri o ninho deles e eles estão pretendendo atacar amanhã.
– Ótimo. – Pronunciei e todos me olharam.
– Como assim “ótimo”? – Interveio Dean, franzindo o cenho.
– Vamos enfrentar eles, ora. – Falei como se aquilo parecesse a coisa mais óbvia do mundo.
– Você não vai a lugar nenhum. – Dean cortou-me.
– Ah, é? E quem foi que disse que eu preciso da sua autorização, hein? – desafiei.
Dean ia dizer alguma coisa, mas fora interrompido por Sam:
– Você não pode ir lá. É perigoso. Você pode morrer.
– E quem disse que eu to ligando pra droga da minha vida? Eu já perdi os meus pais e agora perdi a pessoa mais importante e valiosa que eu tinha. Acha que eu ainda tenho motivos para viver? — Rebati rapidamente. Meu peito subindo e descendo em um ritmo acelerado devido a raiva que começava a tomar meu corpo.
– Todos nós temos um motivo para viver. – Disse o tal Castiel. – Cada pessoa tem um papel importante na terra. Deus escreve certo...
Eu o interrompi:
– Se disser certo por linhas tortas mato você. E nem me venha com esse papo furado de Deus não que eu to passando longe disso.
Castiel mais uma vez abaixou a cabeça e falou:
– Você só precisar ter fé.
Me revoltei com aquilo. O que aconteceu a seguir fora apenas uma explosão de ódio.
– TER FÉ? EU PRECISO TER FÉ? FÉ EM QUEM? ME DIZ... VOCÊ DISSE QUE DEUS ESCREVE CERTO POR LINHAS TORTAS. MEU QUERIDO, SE REALMENTE É ASSIM, ELE TÁ FAZENDO UM BORRÃO DA MINHA PÁGINA. ELE ESTRAGOU A MINHA VIDA. PRIMEIRO MEU PAI MORREU, DEPOIS MINHA MÃE E AGORA O MEU NAMORADO. NA BOA, NÃO VEM ME FALAR EM FÉ NÃO. SEU DEUS FEZ ISSO COM A GENTE. – Abri os braços exemplificando o que tinha acontecido na cidade. — ELE NOS CONDENOU A MORTE E, EU, QUER VOCÊS QUEIRAM, QUER NÃO, VOU ENFRENTAR AQUELES DESGRAÇADOS QUE MATARAM O RYAN. EU VOU ME VINGAR E EU QUERO SABER QUEM VAI SER O IDIOTA QUE VAI ME IMPEDIR. – Cuspi tudo de certa forma extravasou um pouco a ira que eu sentia.
Melanie e Kate logo apareceram na cozinha, assustadas.
– Mas o que está acontecendo aqui? E quem é você? – Perguntou Melanie apontando para Castiel.
Ele mesmo se apresentou:
– Eu me chamo Castiel e sou um anjo do Senhor.
– Haha. Essa é boa, um anjo do senhor. – Ironizei.
– Como assim? – Perguntou Kate, incrédula.
– Ele é um anjo caído. – Sam explicou.
– Fala sério. Se você é um “anjo do Senhor” mesmo... – Disse, fazendo menção às aspas. — Cadê as suas asas? – O desafiei.
– Menina, mais respeito comigo. Eu te conheço e sei que não era assim.
– Se me conhece sabe muito bem o que posso fazer se vocês tentarem me impedir de ir nessa caçada. – Ameacei, encarando Castiel.
– Você não ousaria. – Rebateu ele, sério.
– Tentem me impedir e todo mundo aqui morre. – Encerrei aquela conversa deixando todos com cara de interrogação. Corri para o quarto do meu amado, sabendo que aquele era o único lugar capaz de me dar paz.
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