2 Winchesters, 1 Anjo E 3 Poderosas - Re-Escrita
3 A Descoberta Dos Poderes
Notas iniciais
Por Dean Winchester
Que porra é essa que tá rolando aqui? — Eu perguntei, por que não estava entendendo nada do que o Castiel e a Sammy falavam. A garota parecia uma ameaça para todos nós, e agora que ela a havia verbalizado, todos nós ficamos com extremo receio. Após alguns minutos de silêncio, eu resolvi me manifestar novamente. Anda Castiel, me explica logo. Exigi. Era meu direito.
O anjo parecia apreensivo, e quando isso acontecia geralmente ele sumia, porém dessa vez ele permaneceu na cozinha, onde dirigiu sua atenção para Sam.
Fique com elas enquanto eu vou conversar com o Dean, depois ele te diz tudo, ok? Castiel pediu. Meu irmão concordou. O ser celeste recorreu a mim, pondo o dedo indicador sobre minha cabeça. Num piscar de olhos aparecemos em um armazém que parecia estar abandonado a anos.
Pelas caras que Castiel fazia, ele não queria dividir o que sabia comigo, então fui logo direto ao ponto.
Vamos, abra o jogo comigo.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Por Castiel.
Meus instintos exigiam que eu me mantivesse calado, guardando aquele segredo que meus superiores não me permitiam contar a ninguém, sobretudo minha preocupação estava grande, principalmente quando referenciava aquela garota ruiva, que estava em um momento puro de desestabilização psicológica e precisava às pressas de ajuda.
Bom... Comecei meio inseguro. Elas não são simples garotas.
Como assim? Dean perguntou, visivelmente confuso.
Elas tem super poderes, Dean. Revelei.
Super poderes? Tipo a mulher maravilha?
Era incrível como o Winchester, num momento sério como este ainda ousava fazer piadinhas. Pergunto-me se algum dia ele levará as coisas a sério pelo menos uma vez na vida.
Não, Dean. Elas tem poderes da mente. Psíquicos, para ser mais claro.
Poderes da mente?
Dean repetiu o que falei.
Sim. Confirmei.
Todas três? Questionou. Agora seu tom denotava preocupação.
Sim.
Deixa eu ver se eu entendi. Começou, enfiando a mão em seus cabelos, os deixando mais bagunçados do que já eram. — Então quer dizer que os poderes delas já se manifestaram?
Não. Por enquanto só o da Sammy.
Isso não faz sentido. Não aceitou. — Porque elas?
Quando eram pequenas, os pais as levaram em um culto. Só que eles não sabiam que esse culto era maligno. Levaram-nas para um tipo de benção. Um demônio, que agora não vem ao caso, sangrou nelas, fazendo com que tivessem esses poderes. Expliquei.
Continuo sem entender. Murmurou o Winchester ainda meio atônito.
Dean, ele tinha planos para elas. Mas como foi morto antes disso, os poderes delas ficaram escondidos, ou melhor, adormecidos dentro delas.
E porque só os poderes da Sammy se manifestaram? Agora ele parecia estar compreendendo, mesmo que pouco a pouco.
Por que ela tá com raiva. Ela ainda não controla direito, mas já sabe como usá-los. Os poderes das outras logo, logo irão aparecer. É uma questão de tempo.
Mas a Melanie é a mais velha delas e a Sammy é a mais nova. Não dá pra entende a lógica disso, Castiel. Pareceu exasperado.
Foi como eu disse, Dean. Logo eles irão aparecer.
E você sabe que poderes são?
Os poderes da Melanie e da Kate não dá pra saber, porque eles ainda não apareceram. Mas o da Sammy, pelo que eu vi, ela levita coisas e consegue matar as pessoas com a força do pensamento. E ainda tem mais. É como se fossem legados. Irão aparecendo conforme elas forem evoluindo.
Bizarro esse lance! Dean comentou, parecendo surpreso. Eu não entendi o que ele quis dizer. Vendo minha confusão, ele refez sua fala. Eu quis dizer que isso é estranho, Cass. Agora vamos voltar.
Eu assenti. Nos teletransportamos de volta à casa das meninas, onde encontramos apenas Sam na sala. Eu tratei de comunicar minha decisão.
Sabemos que a Sammy está num momento delicado e que precisa de ajuda. Talvez vocês não compreendam a situação agora, porém vão entender futuramente. Alguém precisa falar com ela sobre esse assunto, mas tem que ser alguém próximo, alguém que saiba sondá-la sem coagi-la, ok? Decidam-se quem fará isso.
Qual é o assunto, Castiel? perguntou o Sam.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Pela autora
Dean começou a explicar tudo ao irmão, que atentamente ouvia a tudo sem pestanejar. Ao contrário de Dean, Sam não ousou fazer piadas sobre a situação porque sabia que se Castiel havia aparecido, era porque o negócio era seríssimo. Ficou confuso sobre algumas coisas, obviamente, mas não manifestou o sentimento, guardou tudo para si próprio. Os três homens combinaram que ainda não conversariam com as meninas sobre aquele assunto, que esperariam circunstâncias melhores, entretanto, não sabia que perto dali, Melanie escutava tudo.
Assustada, a garota saiu correndo em disparada ao encontro da irmã e da cunhada. Contou-lhes sobre o que tinha ouvido, mencionando os poderes sobrenaturais que os rapazes achavam que elas tinham. Sammy, num momento de aceitação repentino resolveu contar a verdade, abrindo o jogo sobre suas habilidades nada convencionais. A princípio, Melanie e Kate ficaram assustadas porque não acreditavam, após algum tempo, aceitaram o fato. Numa tentativa de espantar a tensão do ambiente, Kate, piadista como sempre, resolveu soltar a seguinte frase:
Então, Sammy... Isso significa que você é uma aberração.
Era para ter sido e soado engraçado, porém Sammy não partilhou do humor. Seu corpo fora tomado por ondas de calor que impulsionavam sua raiva e ódio a crescer cada vez mais. Irritada, a ruiva não percebeu quando um de seus poderes começou a se manifestar, fazendo com que ela começasse a levitar alguns objetos que estavam a sua volta. Tudo que era de vidro começou a ser destruído, e as luzes piscavam desenfreadamente. Assustada, Melanie correu até o andar inferior em busca de ajuda. Contou aos meninos o que estava acontecendo, que já sabia sobre os poderes e que estava com medo de Sammy fazer algo contra Kate.
Ao chegarem no quarto de Kate, os quatro se depararam com uma cena espantosa. Sammy estava a centímetros do chão, levitando, com as mãos elevadas na frente do corpo direcionadas para Kate, que estava sendo prensada duramente contra a parede por algum tipo de força invisível. Ninguém ali entendia aquela assustadora situação, apenas um. O anjo.
Castiel, com toda sua calma seguiu por trás da garota ruiva, tocando-a no ombro. No mesmo instante a jovem caiu desacordada em seu colo. Kate, ao ser solta, caiu de joelhos, onde logo foi ajudada por Sam. Sem saber o que pensar, Melanie entrou em desespero e começou a chorar. Por instinto, Dean a abraçou, sobretudo a loira perdeu o controle de seu corpo quando começou a escutar coisas dentro de sua cabeça. Gritos, explosões, choro, dor. Extremamente perturbada, caiu de joelhos, sentindo algo escorrer por seu nariz. Os sons e ruídos se intensificaram a ponto de fazê-la entrar em estado de inconsciência. Dean até que tentou ajudar, porém tudo que fez foi apenas segurar a garota para que ela não batesse com a cabeça no chão, dado ao seu desmaio repentino. Castiel olhou seriamente para o Winchester mais velho:
Um dos poderes da Melanie se manifestou. Limpe o sangue do nariz dela e a coloque em sua cama. Vamos ver o que acontece quando ela acordar. Mandou o anjo. Dean assentiu.
Como se carregasse a coisa mais preciosa do mundo nos braços, Castiel levou Sammy até o quarto de Ryan, onde a depositou com todo cuidado na cama. Dean fez o mesmo com Melanie. Sobraram no cômodo apenas Sam e Kate, que além de pasma, estava puta de raiva.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Por Sam Winchester
Tá tudo bem com você? Eu perguntei realmente preocupado, dada a situação de Kate, que ainda parecia meio atordoada.
Claro. Porque não estaria? Respondeu ela meio incerta, tentando não demonstrar fraqueza. Me surpreendi com aquilo, um pouco, mas resolvi voltar ao meu impasse. Para uma garota que havia acabado de perder o irmão, e descoberto que tinha poderes estranhos ela era bem forte, hein.
Andei até si, e a ajudei a levantar. Seus olhos encontraram por um instante com os meus, fazendo assim com que um pequeno calafrio percorresse meu corpo. Kate era linda, isso eu jamais poderia negar. No entanto, eu sabia que não deveria estar reparando tanto assim em sua pessoa. Por isso, desviei o olhar e a soltei. Possivelmente envergonhada, Kate corou e sentou-se sobre sua cama.
Cadê a Melanie? Perguntou, tentando mudar de assunto, mas ainda sim preocupada com a irmã.
Ela teve um desmaio, mas já tá tudo bem. Dean a levou para o quarto e...
Tá brincando comigo, né? A garota me cortou. — O Dean e a Mel num quarto. Rum... Sei não. Kate parecia compartilhar de algo que apenas fazia sentido para ela.
Porque tá dizendo isso? Eu questionei.
Não é óbvio? Rebateu ela. Pela minha cara ham? ela percebeu que eu não estava sacando nada ali. Ainda cedo, o Dean perguntou se a Melanie tinha namorado. E a Melanie tá caidinha por ele. Sabe... Amo minha irmã, e não quero que se machuque, por isso quero o Dean bem longe dela.
Porque?
Seu irmão é como eu. Pelo pouco tempo que passamos juntos eu percebi que somos iguais. Eu não gosto de compromissos sérios. Meu negócio é sexo casual. Seu irmão também é assim, eu sinto.
É. Pelo modo como falou, ela era mesmo parecida com o Dean. Não gostei da parte do Meu lance é sexo casual. Bem... Eu estava pensando em investir, mas era melhor não. Eu conhecia Dean o bastante para saber que pessoas do seu tipo não mudavam nunca, e quando acontecia era raro. Talvez um dia ela mudasse e eu... bem... Melhor esquecer isso.
Cadê a vadia? Kate perguntou, despertando-me do meu transe.
Hum? Perguntei. Patético, mas eu realmente estava voando.
A vadia... a Sammy... Explicou, irritada.
Ah. Suspirei. — Ela tá no quarto do seu irmão. Castiel tá com ela. Eu vou deixar você sozinha. Precisa descansar.
Não! Ela praticamente gritou. Sam, espera um pouco. Parei, lançando minha atenção para ela.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Por Kate Carter
Não! Sam, espera um pouco. Eu quase implorei.
Ele olhou para mim visivelmente confuso. Eu tinha planos para ele, e queria começar a pô-los em prática, e já que todos estavam devidamente acompanhados, esse parecia o momento certo para eu começar a atiçar Sam.
Sam, você tem namorada?
Subitamente ele começou a ficar ofegante, parecendo nervoso.
N-Não. Gaguejou. Eu ri por dentro.
Que bom! Comentei sorrindo de lado.
Porque? Perguntou, confuso.
Sei lá. Dei de ombros, fazendo cena. Levantei-me e fui até onde ele estava parado. Sam pensou que eu fosse tocá-lo, por isso prendeu o ar, entretanto eu apenas dei um olé, passando por trás de si, fingindo mexer nos objetos de uma instante que estava bem perto dele. Porque você não tem namorada? Quer dizer... Você é um homem tão sexy, grande e forte. A menos que você seja gay. Provoquei, enquanto tentava não ri, porém acabei falhando.
Não! Eu não sou gay. É que... Que nesse mundo de caçada não dá pra se ter um relacionamento, sabe? Me olhou explicativo. Embora eu visse nervosismo puro em seus olhos, eu também vi verdade em suas palavras.
Resolvi que seria um pouco mais provocativa e sem pudor.
Hum... Sam, você é todo grandão? Perguntei cheia de malicia. Os olhos do homem se arregalaram e parecia que ele tinha visto um fantasma, pois sua face ficou sem um pingo de sangue. Me vangloriei por dentro, batendo palmas para mim mesma.
Eu... ouvi o Dean me... me chamar. Vou lá ver. Boa noite.
Sam saiu tão envergonhado do meu quarto que eu não consegui me conter e caí na gargalhada. Como pode um homem desse tamanho ficar nervoso desse jeito?
Bem. O importante é que eu estava dois passos à frente. Quando eu jogasse minha isca, eu iria fisga-lo. Ah, se ia.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Por Dean Winchester
Melanie agora dormia em sua cama feito um anjo. O susto que eu tinha tomado passou, sobretudo havia outra coisinha me importunando a mente. Eu não deveria estar pensando naquilo. Não naquela hora. Mas a vontade era demasiadamente grande. Eu tinha algo dentro da minha cabeça que dizia: Vai lá, Dean. Beija ela!. Porra, velho. A garota estava inconsciente, e eu pensando aquilo? Que pervertido eu sou! Talvez se eu só...
A moça interrompeu meus pensamentos quando começou a se mexer. Despertando aos poucos, ela abriu os lindos olhos azuis, ainda abstrusos e perdidos na luz do quarto.
O que aconteceu? Perguntou ela, pondo a mão no rosto.
Acho que um de seus poderes se manifestou e você acabou desmaiando. Comentei.
Sério? Questionou duvidosa.
Aham.
Melanie sentou-se, ainda com a mão na cabeça.
Mas o que? Disse ela me lançando um olhar acusatório. Não entendi nada.
O que o que? Perguntei, confuso.
Você... Você tava pensando em me beijar enquanto eu dormia?
Arregalei os olhos. Como ela sabia daquilo?
O que? Fiquei sem reação. Não... Eu só... Me interrompeu.
Não acredito que você ia fazer isso enquanto eu dormia. Cruzou os braços sobre o peito, enraivada.
Eu não ia fazer. Me defendi. — Eu só tava... Me interrompeu novamente.
Pensando?
Como você sabe? Questionei.
Acho que é esse o meu poder. Jogou os cabelos para trás.
Nossa. Agora você agora vai ser uma fuxiqueira. Brinquei usando tom de seriedade. — Vai saber tudo o que os outros estão pensando. Num golpe de agilidade, Melanie ficou de joelhos sobre a cama e me acertou um soco no braço. — Ai, doeu. Reclamei acariciando o lugar que ela bateu.
Era pra doer mesmo. Não me chame de fuxiqueira. Fez birra. Eu quis rir, mas sabia que se fizesse, a garota explodiria com raiva.
Desculpe. Murmurei.
Dean, para com isso! Exigiu se cobrindo com o lençol, como se ela estivesse nua.
O que foi? Rebati confuso. O que eu tinha feito agora?
Pensa que eu não sei o que você tá pensando de mim agora?
Desculpe. Porra. Ela estava ouvindo meus pervertidos pensamentos quanto a sua pessoa. Inferno.
Dean, me deixe sozinha um pouco. Esse negócio de lê pensamento tá me deixando com muita dor de cabeça. Pediu. Eu até poderia acreditar em sua desculpa se não soubesse que ela estava apenas querendo se distanciar de mim.
Ok. Qualquer coisa me chame. Levantei-me meio incerto sobre o que fazer. Se apenas iria embora, ou ia até sua pessoa lhe dá um beijo.
Dean, não vai ter beijo nenhum. Cortou-me indignada.
Menina você não pode sair por ai escutando o pensamento dos outros, não. Chiei.
É isso que vai acontecer enquanto eu não souber controlar. Agora sai.
Caminhei para fora do quarto, e fechei a porta ao sair, com um único pensamento na cabeça. Queria aquela garota para mim, em meus braços, em minha boca, e principalmente na minha cama.
EU TO OUVINDO ISSO, DEAN! Gritou.
Corri o mais rápido para longe daquele quarto, desci a escada e joguei-me sobre o sofá, imaginando as mil e uma cenas de quando eu finalmente conseguisse conquista-la.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Por Castiel
Ser um humano normal já era difícil, imagine tendo poderes sobrenaturais. A cabeça daquelas três jovens deveriam estar uma maldita bagunça. Só que em duas delas eu confiava, menos na mais nova. Melanie era a mais centrada de todas, porque tinha os pés no chão. Kate, apesar de ser um pouco meio sem noção, também não fazia nada sem pensar bastante. Já Sammy, essa garota era extremamente insana em todos os sentidos. Alguns anos atrás, quem a visse jamais diria que ela era esta moça de hoje. Sammy era doce, amável, e eu sei disso porque a vigiava de madrugada quando ela dormia. Hoje, sinto dó por tudo que aconteceu. Também, já era de se esperar que uma jovem que perdeu todos que amava se rebelasse dessa forma. Sua áurea estava negra e quando ela falava era possível sentir vingança exalando de si, e mesmo com tudo isso de ruim, ainda havia algo pior. Mesmo que ela se vingasse, coisa que estava em primeiro lugar de suas ambições, ela acabaria com tudo, acabaria com sua vida, porque, para ela não fazia sentido viver sozinha. Seu namorado era única coisa que ela tinha, e agora já não restava mais nada, era apenas ela. Posso até afirmar que a vontade de se vingar era tão forte quanto a vontade de se matar, só que eu jamais permitiria isso. Ia contra os ensinamentos da lei de Deus tirar a própria vida, e eu, como seu anjo protetor evitaria sua morte.
Uma coisa era irônica naquilo tudo. Coisa que só eu podia compreender. Ela dormia tão serenamente parecendo um anjo, embora fosse o oposto. Deus! Como isso pode ser tão complexo até para mim? Eu entenderia algum dia? Eu esperava que sim.
Sammy começou a se mexer, despertando-me de minha conversa interna comigo mesmo. Seus lindos olhos, agora cinzas se abriram e percorreram todo o quarto, parando finalmente em mim. Ela sentou-se na cama, ainda meio grogue e passou uma das mãos em seus longos cabelos ruivos, jogando-os para trás. Suspirou alto e levou de volta o olhar para mim
O que aconteceu, hein? Perguntou com a voz rouca.
Não lembra? Eu rebati.
Minha cabeça não deixa. Quando tento lembrar, começo a sentir fortes pontadas. É estranho porque eu nunca passei por isso.
Você atacou a Kate com seus poderes. Contei.
Eu matei ela? Me olhou rapidamente.
Não. Sua outra amiga desceu correndo e nos avisou.
Droga. Pela sua reação, parecia que estava insatisfeita em não ter conseguido o que queria.
Queria ter matado ela? Questionei. Essa menina realmente precisa de ajuda.
Ela é uma idiota. Fez uma pausa. Seu olhar que antes estava no teto agora caíra sobre mim. Como você sabia dos meus poderes?
Eu lhe devia uma explicação, no entanto ela ainda não estava pronta para saber, por isso resolvi ficar calado e evitar olhá-la.
Anda, Anjo. Responde! Ordenou ela, cheia de impaciência. Tendo me posto contra a parede, não tive outra opção a não ser sumir.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Por Sammy Wolker
Anda, Anjo. Responde! Eu ordenei irritada. Se tinha uma coisa que me deixava louca como o inferno era alguém me deixar no vácuo, e foi exatamente o que aquele cara fez ao simplesmente desaparecer da minha frente. ANJO IDIOTA! Gritei indignada, e logo em seguida a lâmpada do abajur que estava na mesinha de cabeceira da cama explodiu. Não pude evitar me assustar.
Tudo bem que eu sabia que eu tinha esses poderes estranhos, mas em algumas vezes eu sempre me espantava, e não era sempre que eles funcionavam. Uma ideia maluca se formou em minha cabeça. Meus poderes, até agora só funcionavam quando eu era posta em situações de estresse. E se eu tentasse executá-los de cabeça fria, será que funcionaria?
Olhando em volta, eu vi um copo de vidro em cima da mesa de estudos onde Ryan trabalhava pela noite. Ele seria meu alvo. Com a força da mente, eu tentei fazer com que o copo quebrasse ou se movesse, e cara, eu não minto quando digo que me esforcei bastante até o meu cérebro doer para que aquilo desse certo, porém não deu. O copo permaneceu intacto em seu lugar. Eu resolvi me concentrar, tentando esvaziar a mente e pensando somente no copo. Nada de novo.
PODERES IDIOTAS, NÃO SERVEM QUANDO EU QUERO! Praguejei irritada, com a raiva invadindo meu corpo.
Eu esperava tudo, menos ouvir barulhos ensurdecedores de coisas quebrando. Ao olhar em volta, vi não somente o copo em pedaços, e sim todos os outros objetos de vidro totalmente estraçalhados por todo lado.
Orgulhosa de mim mesma, eu sorri sozinha. Já estava começando a entender estes poderes, eu só precisava controla-los, então eu poderia vigar a morte de Ryan. Como o dia havia sido muito cansativo e estressante, resolvi que deveria descansar um pouco. Eu precisava está 100% para ir naquela caçada e matar todos aqueles malditos vampiros que tiraram o meu maior tesouro de mim. E eu os faria morrer da pior forma possível.
Fechei os olhos, esperando que o sono viesse rápido.
[ ~~ Alguns minutos depois ~~ ]
SONHO ON
Volte aqui, Estrelinha. Não corra para longe de mim. Eu ouvia Ryan gritar por trás de mim. Eu sorria abertamente enquanto tentava não ser pega por ele. Meus cabelos voavam para meu rosto, e o vestido longo floral atrapalhava minha carreira. Eu olhei para trás vendo meu namorado sorrindo genuinamente enquanto estendia os braços para frente. Seus olhos estavam brilhantes e alegres e ele só parecia um menininho de 7 anos. O dia estava quente e ensolarado e nós corríamos pelo jardim, super contentes. Eu cortei o caminho e entrei em sua casa. Ao passar pela porta, ela fechou-se com toda força e tudo rapidamente escureceu.
Um clima sombrio instaurou-se dentro da casa. Eu já não podia ver nem ouvir Ryan, apenas a minha respiração. Eu tentei voltar para a porta, mas ela estava trancada. Tensa, eu comecei a minha caminhada pela casa.
Ryan? Chamei. Melanie? Ninguém respondeu. Kate?
Barulhos no andar superior me deixaram em alerta. Eu subi o lance de escadas, mas ainda assim não ouvia nada. Ao chegar no corredor que ficava entre a porta do quarto de Ryan e Melanie, algo me puxou por entre as paredes, e eu a atravessei indo parar no quarto de Melanie. Ela dormia. Então algo estranho começou a acontecer. Eu podia ouvir os meus gritos enquanto os vampiros sugavam a vitalidade do meu namorado. A roupa que eu usava já não era mais um vestido floral, e sim uma roupa totalmente preta. A janela do quarto de Melanie fora aberta e dois homens entraram por ela. Ela assustou-se e até tentou gritar, mas um dos homens foi mais rápido ao atacá-la, pondo um pano em sua boca. Melanie tentou relutar, mas parecia que suas forças pouco a pouco se esvaiam, e finalmente ela ficou inerte. O homem parecia ter uma força descomunal porque pôs Melanie sobre seus ombros e pulo a janela com ela sem fazer qualquer mínimo barulho. O outro, antes seguir seu parceiro, olhou para trás e avaliou o lugar que estava. Eu estremeci e logo algo quente como lava se alastrou por dentro de mim. Merda. Era o desgraçado que matou o Ryan.
SONHO OFF
Porra! Levantei rapidamente da cama. Estava molhada de suor e meu peito subia e descia num ritmo desenfreado. Sonhar com Ryan não era algo bom. Não agora, porque me desestabilizava. E sonhar com aquele maldito vampiro era mil vezes pior. Eu precisava fazer alguma coisa, cara. E tinha que ser logo. Eu tinha que ter minha vingança concluída.
Como dormir era uma coisa que eu não faria mais naquela noite, eu resolvi descer para beber água, e começar a traçar um plano de ação, e eu tinha que fazer tudo direitinho porque qualquer deslize poderia ser fatal.
Fale com o autor