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– Bom, voltando com a entrevista...
– Ora, por favor! Ambos sabemos que isso é um interrogatório forçado, e não uma entrevista!
– Só prometa que não vai fugir de novo para que isso não dure mais, ok?
– Não prometo nada para o Governo. Além do mais, como vocês puderam atirar em mim, uma pobre idosa? Eu mereço ser respeitada!
– Você não mereçe nada. Continue, ou iremos fazer coisas piores que atirar.
– Ok! Ok! Então.. Onde estavamos?... Ah, sim! No dia em que conheci Loui. Certo...
"Acabei não tendo coragem de bater nele ou o levar para o Governo, então apenas peguei minha bolsa de volta, sem saber que ele poderia ter me matado, e achei que havia o deixado assustado a ponto de querer me devolver, mas hoje vejo que ele é que não tinha coragem de me bater. Voltei para casa naquela noite e, como sempre, minha mãe estava trabalhando em seu segundo emprego, então não estava em casa. Fique fazendo uma janta, para que quando ela chegasse, pudesse comer e peguei minha filha, de um ano no colo e fiquei cuidando dela. Ela estava bem doente, sabe? As vacinas estavam todas sendo levadas para as zonas de Guerra, então ela havia contraido muitas doenças. Eu fui mãe jovem, e me orgulho disso, pois mesmo sendo uma mãe na escola, que vivia com a mãe e que o pai da criança havia desaparecido, eu não havia perdido as esperanças. Havia esperanças de que minha filha Tessia tivesse um futuro. Mas ela nem chegou a poder ir a escola..."
– Senhorita Grey? Anh... Senhorita?
– ...Sim?
– Está tudo bem? Faz uns dez minutos que parou de falar e esta olhando pro chão.
– Eu estava pensando... Você não entenderia...
– Infelizmente, agora tem que falar o que estava pensado, já que comentou e está sendo gravado...
– Senhor Anderson... Sabe o que é ter um filho?
– Ahn... Não.
– Você nunca está preparada o suficiente para a chegada da criança, por mais que já pense que está. Apartir do momento em que se vê a criança, se esquece de tudo o que já havia sido lhe dito para fazer. Muitos cientistas passam a vida inteira tentando descobri o sentido da vida. Quando minha menininha nasceu, eu descobri o sentido da minha vida.... Criar aquela criança o mais Perfeito possível... Mas mais importante do que saber o que é ter um filho é saber o que é perder um... Sabe o que é perder um filho, Senhor Anderson?
– Não sei. Mas tive um irmão a ir à Guerra.
– Não é a mesma coisa, Senhor Anderson. Pense nessas possibilidades... Ficar surdo, perder a visão, ser torturado, ter queimaduras de 3 grau, perder um braço, ver todo o seu esforço financeiro ser destruído, ver seu país ser destuido na Guerra, passar a vida no hospital, vendo pessoas morrendo a sua volta e nem poder falar com elas ou ajuda-las... Pensou?
– Sim...
– Não se comparam com a ideia de se perder um filho...
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