10 coisas que eu odeio em você

17 Capítulo 16 - Brincando com fogo


Notas iniciais
Minna! Gomenasai. Fiz um capítulo maiorzinho hoje para compensar meu atraso. Estive com um bloqueio criativo enorme. Nesse capítulo tem algo que faz jus a censura +18, então se não gostam de ler essas coisas parem no momento em que ele entra na casa dela. Boa leitura!

Se eu meio que me arrependi de ter convidado o Dragneel para minha casa mais tarde? A resposta era sim, porém estava feito. Não iria voltar atrás. Então respirei fundo e segui para o ensaio. Eu achava que com a quantidade de tempo que passávamos juntos Dragneel já teria enjoado de mim, ou eu dele. Mas isso simplesmente não acontecia.

Cheguei uns vinte minutos mais cedo e encontrei Gray cabisbaixo sentado no pátio. Eu resolvi falar com ele. Eu não sei porque, mas sentia uma certa afinidade com o moreno. Talvez pelo seu jeito desleixado de ser, aquele tipo de indiferença que o fazia não julgar ninguém, além de ser engraçado e extremamente bonito. Em outras circunstancias até poderia gostar dele de outro modo, entretanto sou o tipo de pessoa que gosta de problemas como se pode ver, além disso, ele e Juvia eram perfeitos um para o outro, jamais atrapalharia isso. Me aproximei e sentei ao seu lado.

– Gray, você não precisa mentir para mim. Eu sei que você está assim por causa da Juvia.

— O que? Eu? Não...

— Tá bom, vamos supor que não. Apenas ouça o que tenho a dizer.

— Vá em frente Heartfilia. Nunca pensei que você se importaria com a minha vida amorosa. Melhor que o Natsu aconselhando você deve ser, pelo menos.

— Olha, eu sei que a gente nunca se falou tanto, mas eu, além de ter olhos, sou uma pessoa que vive a base de romance. Eu assisto romance, eu leio romance, eu escrevo romance, e minha esperança é que um dia eu viva um digno de ser contado. Por esses motivos eu não consigo deixar de perceber quando tem algo rolando nesse sentido. Eu te vi na cantina hoje, sua cara quando ela disse que iria ver o Lyon mais tarde foi a mesma que eu fiz quando você disse que o Natsu estava dando em cima da Lisanna... – deixei escapar sem querer e logo vi o erro que havia cometido.

— Peraí, você gosta do Natsu?

— Você gosta da Juvia?

— Eu não conto se você não contar – falei torcendo para ele concordar, eu estaria em sérios problemas se isso chegasse aos ouvidos de certo rosado.

— Então estamos combinados – concordou apressadamente.

— Continuando... Você ficou magoado. Mas Gray, onde você estava com a cabeça quando confundiu o nome dela? Ainda mais com aquela Kinana? Que eu sei, que você sabe, que todo mundo sabe que não presta?

— Eu... Desculpa. É que sei lá, eu não acho que a Juvia goste de mim, e bem, nesse dia a Kinana tinha feito uma proposta indecente, vamos dizer assim. E acabei ficando com isso na cabeça, você não viu, mas eu fui embora do MacLaren’s pra casa com ela na sexta.

— Porra, Gray. Não fode comigo, a menina te chamava de Gray-sama para baixo e para cima, e você acha que ela não gosta de você? – perdão Juvia, mas é para o seu bem, tive que falar — ela não chama ninguém mais desse jeito. Só que você não percebeu a tempo, ou percebeu e não quis ir em frente. Por quê?

— Eu tenho medo de relacionamento sério. Lucy, eu nunca namorei e tenho medo de desapontá-la, eu não sei se sei ser o namorado dela. Além do mais, isso nem vem ao caso, já que ela está saindo com o Lyon nesse momento – falou sério.

— Vocês não precisam namorar direto, podem levar um tempo para isso. Hoje no final da aula ela esperou que você dissesse algo só que você não teve coragem. A culpa de ele estar com ela e não você é exclusivamente da sua covardia.

— Lucy, não precisa humilhar – reclamou.

— Eu só estou dizendo a verdade, quero ver meus amigos felizes. Eu vou te ajudar a conquistar a Juvia. Para começar, você vai pedir desculpas por confundi-la e depois vai criar coragem para abrir seu coração para ela – eu falei como se fosse a deusa da sabedoria, quando se tratava do relacionamento dos outros eu sabia muito bem como ajudar.

— Mas e se ela preferir aquele albino idiota? – perguntou fazendo um bico.

— Ah, Gray, você fica tão fofinho assim – falei apertando as bochechas dele – vai dar tudo certo. E se não der, eu te acompanho quando for encher a cara no bar.

— Você é ótima, Lucy – respondeu o moreno rindo – obrigada pelo conselho.

— Posso saber o que está acontecendo aqui?

— N-natsu? – perguntei. O tom dele não era dos melhores – a gente só estava conversando.

— Ah, desculpa ter atrapalhado – falou já se virando e indo para o salão.

— Aquele idiota! Pode deixar que eu explico para ele, Lucy – o moreno me tranquilizou e foi atrás do rosado.

A única coisa que eu pude fazer diante disso foi rir, Natsu estava com ciúme do Gray. Pelo amor de Kami! E meus planos para juntar Juvia e o moreno já estavam prontos. Agora só faltavam dois. Talvez três se eu descobrisse atrás de quem aquele loiro alto estava. Segui para o salão e vi Gray e Natsu conversando em um canto. As meninas chegaram logo depois.

— Lucy! Você não sabe o que aconteceu! – a ruiva chegou anunciando. O tom indicava que lá vinha bomba.

— O que? A Terceira Guerra Mundial começou?

— Pior, muito pior. A Minerva está mudando para nossa escola! – a azuladinha completou.

— Então pelo visto vai começar sim a Terceira Guerra Mundial – falei chocada. Ela e Erza no mesmo recinto não acabaria bem, apenas uma delas sairia com vida.

— Eu não tô cabendo em mim de tanta raiva. O que ela veio cheirar aqui?

— Olha, eu acho que ela veio cheirar aquele moço de cabelo azul que usa um perfume muito do bom – eu debochei e logo vi a cara da Erza — mas ela corre risco de vida se tiver essas intenções.

— Quero todo mundo passando a coreografia até onde a gente parou na semana passada. Espero que vocês não errem – Aquarius-sama interrompeu a conversa. E então enquanto estávamos dançando o rosado disse a última coisa que eu achei que iria ouvir:

— É, e-eu queria pedir desculpa por minha atitude hoje na cantina. Não foi certo com você.

— Nani? Você pedindo desculpa por dar em cima de uma menina?

— Eu não vou repetir, loira. E eu ainda acho que a parte mais importante disso foi que você ficou com ciúme – obviamente que ele disso isso.

— Eu te perdoo, Natsu. Mas isso não vai aliviar a vingança pro seu lado – e foi então que eu finalmente me toquei que o Gray devia ter aconselhado o mesmo a fazer isso. Tenho que me lembrar de bater/agradecer ele depois.

— Eu não estava pedindo por isso – falou com um sorriso malicioso.

— Idiota!

O restante do ensaio prosseguiu em silêncio. Assim que terminamos, seguimos juntos para minha casa. Ele obviamente ia entrar comigo e eu estava ficando nervosa, quando tive a brilhante ideia de dizer:

— Natsu, preciso de meia hora. Volta aqui depois desse tempo, ok? – estava com o rosto quente, provavelmente corada.

— Tudo bem – disse ele compreensivo. Eu sabia como aquilo soava e na verdade era melhor que ele pensasse daquela maneira. Iria facilitar meu plano. Após meia hora já estava tudo arrumado e o garoto tocava a campainha.

— Tudo bem, Lucy. Você consegue fazer isso – falei para mim mesma e abri a porta me escondendo atrás dela .

— Luce? – ele perguntou ao que não me viu.

— Coloque – falei estendendo uma venda para ele.

— Hmm – ele sorriu colocando a venda. Eu saí de trás da porta e fui guiando ele apoiando as mãos levemente em suas costas, indo em direção ao meu quarto. Chegando a beirada da minha cama eu o virei e ordenei que ele deitasse na cama sem a camisa.

— Luce?? – falou meio confuso porque eu estava amarrando seus pulsos na cabeceira da cama com uma faixa, nada muito apertado.

— Quietinho, Natsu.

Ele não viu, mas eu estava usando um roupão e por baixo uma lingerie provocante daquelas que a gente acha que nunca vai ter coragem de usar. Eu não iria ter se não o tivesse vendado antes. Adquiri coragem sabe Kami de onde e tirei o roupão me sentando sobre ele.

Comecei a beijá-lo suavemente nos lábios e ele correspondeu. Comecei a descer meus lábios em direção a seu pescoço e mordisquei levemente sua orelha e ele deixou escapar um pequeno gemido e prossegui da mesma forma até chegar ao seu abdômen. Observei por um tempo aquele corpo definido que havia se arrepiado ao meu toque e continuei o beijando até chegar ao cós da sua calça. Abri o botão e a retirei por completo, revelando uma cueca boxer preta e um volume considerável.

— Lucy? – ele perguntou quando eu voltei a sentar sobre ele.

— Sim?

— Me deixa ver pelo menos – reclamou.

— N-não posso – respondi completamente corada.

— Você me maltrata – falou simplesmente. Era verdade.

— Eu disse que você iria pagar, não disse?

Voltei a beijá-lo, dessa vez de forma mais selvagem, arranhando a lateral de seu corpo e depois desci a mão até seu membro. Comecei a massageá-lo por fora da cueca e já podia senti-lo completamente rijo e pulsante. E foi então que eu me aproximei de seu ouvido e sussurrei:

— Esse foi seu castigo, Dragneel. Você sentiu tudo isso, mas não pôde ver ou tocar. Agora boa sorte se desamarrando daí – aquele era o plano desde o início.

Falei e fui levantando o corpo, mas fui surpreendida por um puxão no braço direito.

— Eu não teria tanta certeza disso – ele provocou enquanto com a outra mão ele retirava a venda.

— M-mas, como? Como você fez isso? – questionei indignada, além de extremamente corada. Puta que pariu, agora fudeu. Literalmente.

— Eu tenho minhas técnicas. Mas agora acho que devo retribuir o favor – disse invertendo as posições e me deixando por baixo. Me olhou de cima a baixo e completou – por Kami, Lucy, você tinha que parecer tão sexy assim?

Eu não respondi, porque não consegui encontrar as palavras certas. Encarei aqueles olhos de cor pouco definida, eles brilhavam um pouco. Parte de mim gritava para que eu interrompesse o que estava para acontecer, mas a outra parte estava perdida demais no sorriso que ele me lançou para ouvir. Então ele começou a me beijar, levou suas mãos as minhas costas e retirou meu sutiã e o jogou no chão. Desceu beijos do meu pescoço até meus seios e ali abocanhou um fazendo movimentos circulares com a língua enquanto massageava o outro. Meu corpo todo se arrepiava ao seu toque.

— Nat-su – gemi seu nome baixinho, o que pareceu deixa-lo ainda mais excitado.

Depois de dedicar o mesmo tratamento ao outro seio. Ele voltou a me beijar nos lábios. Desceu a mão até minha última peça e a removeu com certa delicadeza. A partir desse ponto, todos os seus movimentos se tornaram menos voluptuosos, como se ele estivesse preocupado em não me machucar ou ultrapassar algum limite. Ele então introduziu um dedo em minha intimidade já úmida e depois outro. Começou a fazer movimentos de vai e vem enquanto massageava meu clitóris ainda me beijando, que me causaram sensações nunca antes experimentadas. Quando senti que estava chegando ao meu limite, minhas pernas já bambeavam, ele parou.

— Luce, eu preciso perguntar. Você já fez isso antes? – questionou-me olhando nos meus olhos.

— Não – falei lhe lançando um sorriso tímido e corado, também olhando-o nos olhos – nunca me senti confortável com ninguém antes.

— Você quer que eu pare agora? Vai ser difícil para mim, mas como eu disse, não quero fazer nada que você não queira também.

— Não, tá tudo bem... – respondi demonstrando certa relutância.

— Graças a Kami, três vezes ia ser demais – falou rindo e eu ri também, ele queria tirar a tensão da situação – fico feliz que tenha me escolhido para isso. Prometo que não irei te decepcionar.

— Você não pode prometer isso.

— Eu prometo, Luce. Só quero saber se você tem certeza.

— Tenho – respondi após alguns segundos. Mil coisas passaram por minha cabeça antes de responder, mas não chegaria a uma conclusão pensando, já que estava muito confusa. Decidi seguir a minha vontade, pelo menos daquela vez. Mesmo que ele talvez não sentisse o mesmo que eu. Mesmo que aquilo acabasse por ser um erro.

Ele me beijou carinhosamente e removeu a última camada que nos separava: sua cueca preta. Dragneel então colocou um preservativo que retirou do bolso da calça, o observei enquanto o fazia e não pude evitar pensar se aquilo caberia em mim. Cuidadosamente começou a introduzir seu membro em minha intimidade quente. Não vou mentir, doeu, tanto que finquei as unhas em suas costas e uma pequena lágrima escorreu, a qual ele limpou com uma das mãos. Após me acostumar com a invasão, ele começou a se movimentar lentamente. Foi aumentando o ritmo de forma que a dor foi substituída por prazer, passei a lhe arranhar suavemente as costas.

— Natsu – gemi seu nome baixinho.

E então após alguns minutos assim, ambos chegamos ao nosso ápice. Dormimos por ali mesmo. Ele ainda me abraçava.

Continua...

Notas finais
Finalmente aconteceeeeu. Fiquem felizes pervertidos de plantão ♥ Foi o primeiro hentai (tô morrendo de vergonha de ter postado isso) e que escrevi e gostaria da opinião de vocês para saber se está bom. Foi mais simples por motivos de primeira vez. E aí, muito bom? Muito ruim? O que será que vai acontecer? Lucy irá se arrepender? O Gray vai tomar jeito? O que acharam do aprofundamento da amizade entre Gray e Lucy? Espero que tenham gostado. E obrigada pelos comentários no capítulo anterior, amei! Beijos de açúcar!