10 Dias Para Conquistar Lord Ciel!
9 Sétimo dia: love...?
Notas iniciais
Oito da manhã. O líder dos Phantomhive acabara de acordar. Ao seu lado, uma bandeja com chá de Assam e um pedaço do bolo de milho com pêra e amoras, tudo parecia delicioso. Mas... Aonde estaria Sebastian?
– Ele não dormiu comigo ontem? — Ciel coçou os olhos e bocejou, se sentando na cama. Olhou para o espelho rapidamente, vendo uma marca de chupão em seu pescoço. — Desgraçado.
– SEBASTIAN!!! — O garoto gritou, e o mordomo logo apareceu em sua frente, com um sorriso no canto dos lábios.
– My lord? — Sebastian se sentou de frente para seu mestre, pegando a bandeja e retirando um pedaço da fatia de bolo. — Diga "Ah".
Ciel assim o fez. Abriu a boca e Sebastian levou o garfo com o bolo à boca do garoto. Sebastian era realmente um ótimo cozinheiro.
Acabara de comer o bolo e tomar o chá, iria agora escovar os dentes e tomar banho. Antes do mordomo se levantar, segurou-o pela ponta do fraque:
– Sebastian... Por que não me acordou? Por que... Não estava ao meu lado?
– O bocchan sentiu minha falta? — O mordomo levantou o queixo do garoto docemente, fazendo-o corar. Empurrou o menor para a cama, o obrigando a deitar e ficando por cima dele. Sebastian mordiscou o lóbulo da orelha de Ciel, que apertou seus ombros, soltando um gemido.
Ah, droga! Por que Ciel tinha que ser tão tentador?! – Era pensamentos como este que Sebastian tinha na maioria do dia, principalmente, neste momento.
Sebastian finalmente o beijou, um beijo intenso que durara alguns minutos. O mordomo explorava cada canto da boca de seu mestre, o beijo parou apenas para que o pequeno pudesse respirar. Um pequeno fio de saliva ligava ambas as bocas, oque -novamente- tentava o mordomo.
– Tens que tomar seu banho, bocchan. Vamos? — Os olhos vermelhos do akuma brilharam, e Ciel, aproveitando-se da situação, deu um rápido chupão no lábio inferior do mordomo.
Ciel sorriu, esticando os braços e sendo pego no colo:
– Vamos.
Sebastian levou seu mestre até a banheira — digamos assi, gigante. — com água morna, que ja estava pronta. Tinha algumas bolhas, era infantil, mas... E se Ciel gostasse?
O garoto entrou na banheira, aonde pôde se sentar e ainda obtivera espaço para mais uma pessoa. O mordomo passava-lhe a esponja calmamente, para aproveitar os toques no corpo do menor. Finalmente, chegara à virilha do rapaz, que mordia o lábio inferior para conter gemidos.
Sebastian estava decidido. Possuiria o garoto ali mesmo, e até arrancaria uma declaração do menor! Iria entrar na água, quando fora surpreendido po um beijo do garoto. Ciel tocava sua língua à do mordomo, era inexperiente sem ser guiado pelo mais velho. Quando iam encerrar o beijo, Ciel o puxou para dentro d'água, fazendo o mordomo cair por cima de si.
– Bocchan... Você quer, não quer? — Sebastian sorria de um modo malicioso, afrouxando a gravata e pronto para retirar o fraque. Ciel assentiu com a cabeça.
O mordomo agora trajava apenas a calça e a camisa social, que estava mais colada ao corpo devido à água, revelando o peitoral do mais velho. Ciel novamente mordeu o lábio inferior, começando a desabotoar a camisa de Sebastian.
Sebastian fez o menor sentar em seu colo, apertando os mamilos do garoto de leve, para não machucá-lo -muito-.
– Sebastian... Tem algo contra minha coxa, oque diabos... — Ciel olhou para baixo, corando violentamente. Ok, era grande e não estava preparado pra isso.
O menor saiu do colo de Sebastian, se afastando um pouco e esticando os braços, esperando o mordomo abraçá-lo.
– O bocchan está com medo? — Um sorriso de escárnio moldou os lábios do mordomo, que logo, foi desfeito por um tapa.
– Eu não tenho medo de nada. Apenas... Não quero agora, estou cansado.
O mais velho bufou, segurando a mão de seu mestre e beijando-lhe a ponta dos dedos. Certo... Se o garoto não estava pronto, iria esperar. Iria esperar o quão fosse preciso. Abraçou-o ternamente, enquanto o garoto deitava a cabeça no ombro de Sebastian.
– Eu te amo, meu Ciel.
Sebastian podia sentir o rosto do garoto esquentar. Mesmo sem ver, sabia que o mesmo estava corado. Ciel era realmente fofo.
– Tá. — Fora a única coisa que Ciel respondeu.
Sebastian estava completamente molhado, e Ciel ja havia terminado o banho. Saiu da "banheira", pegou uma toalha e secou o menor.
Caminhavam de mãos dadas, — O mordomo havia pego a mão do garoto e entrelaçado os dedos, contra a vontade do menor — e finalmente chegaram no quarto do garoto. Sebastian o vestiu rapidamente, também já havia escovado os dentes do menor.
– Irei pegar minhas roupas.
– Eu vou com você. — Ciel virou o rosto, segurando o pulso do maior.
– O bocchan quer tanto assim me ver nú?
– CALE A BOCA!! — Gritou o menor, enquanto Sebastian pegava sua mão e o levava para seu quarto.
De fato, Sebastian era rápido, até mesmo andando! Se o garoto se importava em ser visto de mãos dadas com o mordomo? Sim. Gestos como aquele faziam o conde parecer um tolo apaixonado, que nem Sebastian. Mas... Se não estava apaixonado por Sebastian, por que seu coração parecia querer explodir?
Sebastian se trocou lentamente, para que o garoto pudesse ver cada detalhe de seu corpo. Ciel continha uma hemorragia nasal e mantinha as pernas fechadas, pressionando-as um pouco, enquanto apertava as cobertas da cama do mais velho.
Por que diabos a visão de seu akuma-shitsuji estava deixando-o excitado?!
– Bocchan...Gosta do que vê? — Sebastian riu, terminando de abotoar a camisa.
– Você é um idiota.
– Um idiota que te ama. — E — pra variar -, Sebastian deu-lhe um selinho.
Caminharam até a sala, Ciel queria jogar xadrez, mas...
– NEEEEEEEEEEEEE CIEL-KUN!
– O-Oque foi?
– Não consigo jogar direito! Você pode me ensinar? — Os olhos verdes da pessoa brilharam, enquanto segurava as mãos de Ciel.
– Ahn... Tudo bem. — Ciel revirou os olhos, seria tedioso.
– Arigato! — Misaki pulou animadamente, soltando as mãos de Ciel e rodopiando. (N/A: Aposto que vocês pensaram que era a Elizabeth, né? rçrçrçr)
– Não ensina, conde! Esse panaca sabe e vai querer tirar alguma coisa de você! — Kaoru bufou, tentando proteger seu corpo — semi-nú -.
– Por que diabos você está só de cueca?!
Sebastian tapou os olhos de Ciel. Ciel era dele, e não poderia sequer ver o corpo de outro rapaz!
– Você é meu, ouviu? — Sebastian segurou a cintura do garoto, ja que Kaoru ja havia se vestido.
– Você que não sabe jogar! — Misaki mostrou a língua. — Xadrextrip. O próprio nome ja diz o significado, né?
– Eu achei que você era inocente! Cadê o garoto se declarou pra mim num pátio de um colégio de outra cidade?!
– Cadê o Kaoru que me deu uma coleira, venda e algemas de aniversário?!
– Nessa ele te pegou. — Sebastian continha o riso, enquanto Ciel revirava os olhos.
– Vocês são estranhos. Sebastian, vamos. — Ciel segurou o pulso de Sebastian, o puxando.
– Bocchan... Podemos jogar xadrez? — Sebastian fez um biquinho irrecusável.
– ... Ta. — Ciel concordou, caramba, por que estava sucumbindo as vontades de Sebastian?!
– Opa! Eles vão jogar! Vem Kaoru, circulando, circulando, gato! — Misaki pegou a mão do namorado e saiu pulando para o quarto, deixando uma linda trilha de diamantes e rosas amarelas.
Do nada, Bard surgiu.
– Oque está fazendo? — Ciel perguntou, era uma pergunta.. óbvia.
– Pegando os diamantes, dã. Esse cara é rico?
– Deve ter benção de Afrodite. — Sebastian riu.
Finalmente estavam sozinhos, Sebastian poderia fazer oque quiser com o garoto!
Sentaram-se em lados opostos, Sebastian ficara com as peças negras.
– Sebastian... Em nossa vida, você poderia ser o cavalo. Ou até mesmo a rainha, sabia?
– Oque quer dizer, my lord?
– O cavalo se move em "L", sendo a única peça que pode capturar a rainha. E a rainha, tem movimento livre. É a peça mais especial do jogo...
– Eu sou especial? — O mais velho sorriu, empurrando as peças do tabuleiro e beijando o garoto. Não se importaria de ser a rainha, embora, quisesse ser o príncipe do menor.
– Bocchan...
– Oque?
– Eu te amo.
Resolveram ir para o jardim, fazer um pequeno lanche. Uma torta de chocolate e chá de Keemun, sendo servido de um jeito especial.
Sebastian colocava o líquido em sua boca, obrigando Ciel a beijá-lo para pegar o chá. Geralmente, Ciel bebia rápido para poder aproveitar o contato com o mordomo. Estava no colo do mesmo, com seus braços envolvendo o pescoço do mais velho. Sebastian tinha suas mãos na cintura de Ciel. Em poucos minutos começaria a chover.
O mais velho não se importava. Gostaria que aquele momento fosse único.
Começara a chover. Ainda estavam se beijando. Sebastian retirou o tapa-olho do amado, podendo ver a marca do contrato -estranhamente- brilhar.
Os cabelos molhados, os olhos fechados e a marca do contrato brilhando, juntamente a lua. (N/A: Eu decido se é tarde, noite ou o caralho a quatro, fim.) E somente a lua — e Kaoru, Misaki, Finny, Bard, Meyrin, Pluto, os leitores..- presenciaria aquele ato de amor entre um casal apaixonado.
Tudo estava perfeito... Até Ciel espirrar. Sebastian o pegou no colo e o levou para o quarto, deitando-o na cama.
– Eu te odeio. — Ciel bufou, espirrando em seguida.
– Bocchan.. Por que não para de pegar resfriados e me pega logo?
– ... — Ciel estava sem palavras. QUAL ERA O PROBLEMA DE SEBASTIAN?! Que espécie de cantada era aquela?!
Ciel estava deitado, ardendo em febre e espirrando. Sebastian estava deitado ao seu lado, o abraçando. Kyuh, Ciel estava tão fofinho. Poderia ficar o beijando a noite toda, demônios não ficam doentes. Como seu mestre estava doente, ele estava mais frágil. Mais vulnerável. Mais fofo... Hehê.
– Pare de pensar coisas pervertidas... ATCHIM!
– Como sabe no que eu estou pensando?
– Seus olhos estavam vermelhos.
– Ah, sim... Bocchan... Por agora, durma. Tens que melhorar para amanhã. — Sebastian beijou-lhe a bochecha, e em seguida, os lábios. — Eu te amo.
Ciel fechou os olhos, enterrando sua cabeça no peito de Sebastian. Segurou uma das mãos do mais velho e entrelaçou os dedos.
– Sebastian... Acho que eu te amo.
Notas finais
Ler e não comentar = Ter o cú comido por uma gazela e ir pro inferno.
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