1° Temporada - A Nova Moradora
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Notas iniciais
Estava na mesma campina do meu pós morte, na realidade, observava uma Bella mais nova conversando com aquela senhora.
— Oi, quem é você? – o eu mais novo perguntou para a senhora.
— Sua parente minha querida, bem distante, mas fui incumbida de te passar nosso legado. – afagou meus cabelos.
— O que é legado? – perguntei tombando a cabeça docemente.
— Sua herança, sua missão. – pegou as mãos do eu mais novo, mas sentia o afago em minhas próprias mãos agora. – Você será poderosa, sua intuição sempre te levará a tomar as melhores decisões, mesmo que não pareça.
— O que terei que fazer? – fazia um biquinho de confusão.
— Um dia, você irá se transformar, não posso dizer agora no que, seu futuro nesse quesito é um tanto nublado. Mas você será a guardiã da paz dos espíritos, do controle daqueles que querem fazer o mal. Você minha querida, terá o dom de unir algumas raças que se detestam. – o meu eu infantil assentiu e sorriu docemente, sendo retribuído pela senhora.
Memórias, lembranças, dicas, tudo, tudo que não me lembrava foi invadindo minha mente, cada coisa. Cada porquê.
Acordei e estava flutuando, uma luz azulada tremulava ao meu redor, respirei calmamente e pousei no chão. Sentia o poder fluir ainda mais forte. Elijah dormia no sofá, sua respiração calma e tranquila me trouxe um pouco a minha própria tranquilidade. Voltei para a cama, mas não consegui dormir, quando o dia estava quase amanhecendo, lembrei dos sentimentos que a Cau me fizera esquecer, todos os detalhes do meu relacionamento com Edward. Não fiquei abalada, só conseguia sentir raiva, e ela era forte. Senti meu corpo esquentar e sabia que deveria me acalmar, não conseguiria sozinha.
— Elijah. – chamei.
— Sim, Isabella. – Elijah se levantou e parou ao meu lado rapidamente. – já tinha começado a flutuar a poucos centímetros do chão.
— Eu preciso me acalmar, mas não sei como. – afagou meu rosto e puxou-me para a cama.
— O que está havendo? – perguntou-me.
— Me lembrei do que a Cau me fez esquecer. – um traço de tristeza passou pelo olhar de Elijah. – Mas só consigo sentir raiva, muita raiva. E comecei a flutuar novamente. – Incredulidade estampava seu rosto.
— Novamente? – afagava minha mão e estava fazendo movimentos circulares, conseguindo tomar controle sobre minhas reações, estava me acalmando, mas por outro lado. Queria mais do seu toque.
— Sim, acordei flutuando quando me lembrei da campina que apareceu no meu pós morte. Parece que tenho uma missão e tenho poder correndo em mim. – Elijah pensou em me interromper, mas balancei a cabeça negativamente. – Além do poder de vampiro e até mesmo eu sei que vampiros não flutuam, tem magia nas minhas veias, minha morte foi o despertar.
— Ligarei para a Mel, acharemos uma explicação e se for necessário, iremos te treinar. – assenti.
— Estou com medo. – sussurrei.
— Não tenha. – disse se aproximando e me beijou.
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