Notas iniciais
Vanelope

Idade: 24 anos

Altura: 1,77

Espécie: Elfa

Guarda: Obsidiana

Características: Aparenta ter dupla personalidade, mas é por causa da boneca que a dá conselhos. Esquisita e sempre na floresta, parecia mais com Absinto mas deixou Okiku responder seu teste de guarda.

Frase: Maluca, eu?

Mascote principal: Okiku, o Bunraku.
Ela tem 24 anos, é uma elfa nascida em Eldarya e não bate muito bem da cabeça por conversar com uma boneca de pano aparentemente endemoniada antes de fazer qualquer coisa. Ela chama a boneca de Okiku, e insiste que a boneca é macho.

Sua melhor amiga é a humana Taiga.

Vanelope atrai muitos animais, já que conversa com eles como se fossem gente eles também se sentem á vontade com a elfa. Tem piromancia, mas não sabe usar de maneira destrutiva.

Taiga

Idade: 20 anos

Altura: 1,50

Espécie: Humana

Guarda: Obsidiana

Características: Irritada, tsundere, dedicada, bruta. Fica fofa quando está em contato apenas com a natureza e sua mascote.

Frase: Gatinhos se tornam tigres para proteger aqueles que amam.

Mascote principal: Saphyre, a Dalafa.

Domina a terra, só sabe usar de maneira destrutiva.Se importa com o que os outros pensam a seu respeito. Insegura. A calma que a Vanelope tem ela não possui, assim como a maioria de suas características são opostas.

— O cristal está fraco. - A raposa de nove caudas rosnou. Encarava a pedra perdendo o brilho; Era a fonte de vida de seu planeta, da qual deveria proteger a todo o custo. Mas o que poderia fazer se a pedra 'morresse'?

O homem com um chifre na testa carregava dois livros abertos, sussurrou algo em uma língua estranha até que o cristal parecesse estável.

— O QUE FOI QUE VOCÊ FEZ? - A raposa Miiko falou mais alto; Já havia ouvido falar naquele som, mas jurava que fazia parte apenas de um conto de fadas para pequenas crianças poderem dormir. Mas havia acalmado o Cristal.

— Estabilizei o cristal. - Keroshane, o homem com um chifre, disse. Calmo e sereno, mesmo que soubesse que isso irritaria sua superior.

— ELE VAI DEPENDER DE SUA ESTABILIDADE EM QUATRO CORPOS HUMANOS? HUMANOS SÃO INÚTEIS, KERO. - Miiko voltou o brilho azul poderoso de sua mão para Keroshane. O homem tremeu, mas estava aliviado de ter salvo o cristal assim mesmo.

Distante e além das galáxias que o homem conhece. Há planetas muito além do espaço e do tempo em que vivemos; É infinito.

"Infinito, e talvez belo." Pensou a garota. Encarava as estrelas, deitada na grama. Um cãozinho lambia seus dedos. Algumas vozes a chamavam, "Taiga volte para dentro, é hora da janta" a voz feminina clamava. Se sentou na grama á luz do luar, via carros passando na rua com os faróis brilhantemente acesos e luzes chamativas vindas das janelas pelas grades do portão.Aquela claridade atrapalhava a visão das estrelas, mas era estranhamente belo que não estivesse irritando-a.

Quando fechou seus olhos, sentiu uma vertigem. Como se estivesse caindo no nada. Quando finalmente sentiu o chão, não era mais grama, e doía seu corpo; Mas havia caído de onde?

Olhou ao redor, estava escuro. Não entendia nada. Talvez a luz vinda do canto a guiasse para respostas, mas tudo o que avistou a partir dali foi uma escada colossal em aspiral. Começou a subir, sem rumo.

— Quem é você? – Uma voz masculina se direcionou á Taiga assim que esta terminou de subir as escadas. Sentiu seus pés se desprenderem do chão, o homem estava segurando-a no ar com apenas uma mão. — T-Taiga. – A garota sussurrou a única palavra de que se lembrava, confusa. Mas não tinha entendido a linguagem que que o ser a havia feito a pergunta. — Onde eu estou? – Ela arriscou tentar saber.Mas ela não havia entendido o que o outro ser havia lhe dito, então ele provavelmente também não entenderia.

O homem não respondeu nada. A levou suspensa no ar daquela maneira até a câmara do cristal, encarando Miiko e Keroshane discutindo. — Entrou uma invasora.Ela fala estranho. – Valkyon bufou, encarando aquela coisinha em sua mão que se debatia tentando ir para o chão.

Miiko e Keroshane trocaram olhares. Miiko tinha uma cara de "Resolva isto", o que fez Keroshane folear seus livros enquanto Valkyon esperava. Kero saiu correndo como se tivesse ido buscar algo, enquanto Miiko encarava a humana. Taiga não sabia o que estava acontecendo e nem onde estava, totalmente confusa e perdida. “ O que será que tinha de diferente no meu café? “.

Keroshane voltou minutos depois cansado da corrida, havia abandonado os livros sei-lá-onde e voltado com um amuleto de pedrinhas douradas nas mãos.

— Valkyon, solte-a! Não a machuque. Desça com essa pessoinha e espere que eu termine de falar com Miiko, não pode nos interromper assim. –Keroshane sorriu, assistindo o brutamontes levar a menina bruscamente para o chão, onde ele colocou as pedras ao redor de seu pescoço e fez com que Valkyon a levasse novamente para fora daquela sala, abaixo das escadas. —A presença dela quem estabilizou a força do cristal. – Kero afirmou, pensando nas vestes da humana;Eram estranhas, nem parecia couro animal ou seda. Era grosso e azul levemente riscado de branco , nunca havia visto o 'jeans'.

— Mas ainda está bem fraco. – Miiko retrucou em tom superior — É por que ela é só um quarto da força do cristal. – Keroshane se defendeu. — Igual ás histórinhas antes de dormir? – Miiko deu um pulinho infantil, sarcasticamente.

“ Como assim, ela não era uma invasora? Teria que cuidar daquela coisa ? “

Taiga olhava confusa para Valkyon, apalpou seu estômago assim que este reproduziu um som alto. Lembrou-se então que deveria ter ido jantar quando a voz feminina a chamou. — Eu bati a cabeça? –

—Está com fome.- Um elfo de cabelo azul disse, encostado na parede encarando-a com o moreno, sério e se desencostando da parede para buscar comida. Taiga deu um salto, havia entendido o que o elfo disse. Olhou consecutivamente para Ezarel partindo e para as pedras que brilhavam em seu pescoço quando soltava sons com a boca, concluindo que aquilo a faria entender e ser entendida pelos outros.

— Não me lembro de nada ! Quem sou eu ? – Taiga exclamou, não conseguia encontrar repertório em sua mente que a dissesse se amuletos mágicos eram ou não possíveis.

— Do o que se lembra, exatamente? – Valkyon disse, apalpando a cabeça da menina e forçando-a a olhar para cima. Se fosse uma invasora Kero teria mandando-a matá-la lá em cima mesmo, então queria entender aquela criatura. Taiga o encarou, mostrou os dentes como se fosse mordê-lo mas obedeceu por que seria bom contar para alguém.

~

“ Só isso ? Pensou Valkyon. Seria fácil convencê-la de muitas coisas assim; Mesmo sendo humana, seria como se fosse Eldaryana em pouco tempo.

Ezarel voltou com a comida, colocando na frente da humana. Taiga juntou as mãos em agradecimento, comendo tranquilamente com os talheres.

— É bem civilizada, ninguém na cidade sabe usar talheres. – Ezarel comentou, a observando.

— Ela é um problema bem maior. – Valkyon fez uma pausa. — Ela teve amnésia. Por isso está tão calma e comendo normalmente. – Valkyon afirmou, aquela criatura não deveria nem ser adulta , por ser tão pequena.

Fogo. Destruição. A elfa nativa de Eldarya encarou tudo aquilo, sem entender direito de onde ou como veio.

Aproximou as orelhas negras pontudas de sua boneca de pano medonha, rindo sarcasticamente. — Oh, Okiku. Não pode ter sido eu. Se eu soubesse incendiar as coisas, teria feito muito antes. – A maluca estava conversando com uma boneca de pano. Resolveu testar sua tese, indo fazer força com as mãos perto do fogo para ver se apagava. O som das árvores queimando era na verdade bonito, mas logo melhorou ainda mais quando o fogo desapareceu e os pequenos animais e insetos voltaram para perto da árvore. Vanelope sorriu, eles eram seus únicos amigos e a boneca de pano era a única pessoa que possuía para conversar. “ Ela não fala realmente “, Vanelope imaginava que os animais devessem pensar. Mas era mentira, ouvia a voz de Okiku em alto e bom tom sempre.

As corujas e os pássaros cantavam de tempos em tempos no céu, indicando que era quase pôr-do-sol e deveria voltar para casa.

— Posso sair da floresta hoje? – Vanelope perguntou á boneca de pano como perguntava todos os dias á vinte anos em que estava se escondendo naquela casinha na árvore de madeira. Subiu, se deitando no feno do canto onde dormia. — Posso ? Hm, está brincando, certo ? Não achei que fosse me deixar sair algum dia, mas confio em você. – Riu maniacamente, como se fosse uma bruxa má de contos de fadas. Vivia sozinha na floresta á anos daquela maneira, e hoje ... Poderia sair por que a boneca permitiu.

Vivia na floresta desde que ....

~

—Mamãe, ele fala ! Fala sim! - Vanelope riu, abraçada ao pescoço da mãe. Devia ter quatro ou cinco anos, havia ganho da mãe uma boneca de pano feito por ela mesma. Podia sentir o amor da mãe em cada uma das costuras quando a segurava no colo, por isso era tão especial.

—É só uma boneca, Vane. Além disso, olhe para ela ; Eu tenho certeza que é uma garota, pare de chama-la no masculino. - Vanelope riu, fazendo cócegas na mãe. Sempre insistia que a boneca Okiku era de fato, macho.

” Vamos brincar no quintal. “ Vane tinha certeza ter ouvido da boneca, então largou a mãe para ir brincar no quintal da casa. A adulta deu um beijo na testa da criança antes que fosse.

A ilha onde moravam em Eldarya era bonita e pacífica. Avistou os amigos kappas brincando perto da água, mas fora interrompida antes de descer até a praia atrás deles.

” Vamos brincar de esconde-esconde na floresta, alguma hora sua mãe terá que procurar você, então estaremos brincando ! “ Okiku disse, a criança sorriu e o apertou no abraço. Sempre o obedecia, já estava na floresta se escondendo a dez anos como a boneca queria.

— O que foi esse barulho ? Parece fogo ... A-a aldeia está pegando fog-o, Okiku? – Já faziam horas, estava escuro na floresta e Vanelope estava com medo. Choramingou, apertando a boneca.

“ Claro que não, são apenas fogos de artifício. Olhe para o céu.” Okiku afagou o rosto da menina, embora as próprias mãos de Vanelope segurassem as da boneca para que limpasse suas lágrimas de medo. As explosões coloridas no céu de fato eram bonitas; Okiku disse que eram estrelas amantes finalmente se aproximando no céu para se abraçarem. Dormiu tranquila na floresta aquela noite, por que não estava sozinha.

Ouviu pessoas pela madrugada, elas possuíam bastões grossos que soltavam aquelas estrelas que se abraçavam em luzes também. O cheiro parecia de queimado, mas Okiku jurava que não era perigoso.

Disse que deveria brincar de esconde-esconde com eles também, por que seria divertido. Ambos se esconderam nas árvores, onde agora já haviam inúmeras casinhas suspensas nos galhos onde Vanelope vivia com 24 anos. Nunca sozinha, sempre com Okiku.

— O QG da guarda de Eel ? Claro Okiku, se você diz ... – A elfa bateu no portão, e demorou bastante para ser atendida por que todos estavam lá dentro inspecionando aquela humana estranha.