À flor da pele
53 E quem pode andar?
Notas iniciais
Diana
Sinto-me relaxar, feliz e cansada de repente. Mas Theo não pretende dormir ainda. Ele deita ao meu lado, sorrindo. Alisa meu rosto, meus seios, minha barriga... Ele contempla-me de uma forma que toda mulher deveria ser vista algum dia. Há uma certa adoração ali, e isso aquece meu peito de muitas formas.
Acho que nunca me senti tão... Especial.
Seus lábios se aproximam, seu olhar tão profundo nunca deixa o meu. Quando ele está perto da mim, a sua boca quase encostando na minha, descubro que é necessário mais que estar muito feliz para destruir velhos padrões.
Me lembro de onde sua boca esteve e viro o rosto, o fazendo tocar minha bochecha com seus lábios.
Eu não acho que possa lidar com isso. Há certos limites e no momento esse é o meu. Poxa vida, eu faço xixi ali por baixo! E ele fez questão de... Beijar cada cantinho!
Ainda sinto meu corpo pulsar pelo efeito. Foi maravilhoso! Mas, nojento...
– Ei... — Ele beija minha bochecha e segura meu queixo com cuidado, tentando alcançar minha boca.
Levo minha mão para tampar os lábios, para evitar que ele prossiga. Será que ele não pode apenas continuar? Deixar o beijo pra lá...? Nem é tão importante! Certo?
– Não posso... — Sussurro.
Ele me olha incrédulo. Agora sim estraguei as coisas!
– Ah, Diana...!
Theo se levanta, ainda está de cueca. Ele puxa o dossel, o deixando aberto e sai da cama.
Me sento, tremendamente angustiada. Ele me deixou aqui e foi embora!
Oh, meu deus!
Fico quieta, esperando que ele volte, mas nada dele, então escuto barulho de água corrente vinda do banheiro. Ele foi tomar banho? Desistiu?
O som fica mais forte, como se a porta tivesse sido aberta, talvez ele me chame! Mas o som se torna abafado de novo. Coloco as pernas para fora da cama. Não faço ideia do que fazer. Eu devo ir atrás? Será que ele ainda vai querer me beijar?
Algo toca minhas pernas e grito pelo susto.
Theodor aparece em minha frente, encurvado, mãos firmes em meus joelhos. Ele sorri para mim e isso diminui momentaneamente o efeito do susto e afasta a rejeição. Só o sorriso dele já me faz sentir melhor.
Então ele solta meus joelhos e segura meu rosto, tascando-me um beijo. Não o impeço, porque não quero que se afaste de novo, mas fico muito feliz ao sentir o gosto de pasta de dente em sua boca. Mesmo que tenha, levemente, algo a mais ali.
Ele não me deita dessa vez. Leva minhas mãos para seu pescoço, sugerindo que me segure nele. Depois se ajoelha entre minhas pernas e as puxa para prender sua cintura. Eu faço como ele quer, e percebo que está sem cueca quando meus pés tocam suas nádegas. Isso me causa um breve momento de tensão, que vai embora quando se levanta comigo agarrada nele.
Uma mão vai para minha bunda, para me firmar. A outra fica em minhas costas. Seus lábios nunca deixam os meus, mas eu sinto que estamos andando. E a cabeça de seu órgão reprodutor masculino me cutuca, mas não entra.
Forço os braços e pernas mais firmemente nele quando sinto uma superfície fria embaixo da minha bunda. Ele me apoiou no armário do frigobar.
Separamos nossos lábios, ofegantes. Não consigo ver seus olhos, ele está contra a luz. Mas tenho certeza que ele pode me ver com clareza.
Sua mão baixa para minhas coxas e logo ele encontra o centro delas de novo. Seu dedo acariciando-me de leve e então ele afasta sua cintura um pouco da minha para colá-la em seguida. Literalmente, entrando em mim tão rápido e forte que dou um grito e afundo minhas unhas em sua pele.
Nada de dor. Mas caramba! Deslizou facilmente, porque eu já estava mais que molhada, mas eu consegui sentir quando minhas partes se alargaram para recebê-lo. E a sensação... Apesar do susto, é incrível! Enviou malditas ondas por todo meu corpo. Quase peço para ele sair e fazer de novo.
Consigo ouvir Theo agora. Ele bombeia com força, segura minha cintura para que eu não vá para longe, e sai... E entra... Com força... E sua voz... Um gemido rouco que vai ganhando volume.
Sua mão continua entre nós, acariciando-me. Mas pareço tão sensível... Chega a ser incômodo o contato, então puxo sua mão, sem poder falar nada. Meus gemidos se misturam aos dele.
Theo é insistente, ele volta à mão entre nós, acaricia meu clitóris e dessa vez eu sinto dor. Uma forte e diferente.
– Isso machuca... — Eu tento dizer.
– Vai... Passar...– Sua voz causa coisas em mim, tipo, masoquismo! Só pode, porque permito que ele continue.
Seguro em seus ombros com força. Deixando ele empurrar em mim e me cutucar com movimentos severos de seus dedos.
Sua boca encontra a minha e o beijo é tão bom! É como se precisamos um do outro para sobreviver. Um beijo de língua nunca pareceu mais certo e gostoso antes dele.
Todas essas sensações vão se acumulando. Começo a me contorcer, sentindo-me prestes a explodir de novo. A dor já não está presente, só... Prazer.
– Theo! — Grito seu nome quando me sinto explodir pela segunda vez na noite. E as sensações são intensas demais... Preciso me agarrar a ele para me manter. E Theo diz meu nome, ele me chama, grita por mim também...
Theodor
Seu corpo agitado, suas coxas esfregando uma na outra e sua voz rouca. Eu não poderei esquecer disso tão cedo. Eu quase gozei só de escutá-la.
Como pode ninguém tê-la tocado antes? Isso chega a ser um pecado. Diana tem um corpo abençoado. Feito para fazer amor. Eu não posso expressar o quão grato sou por poder introduzi-la a esse prazer carnal. Me sinto foda! O que é até meio ridículo...
Espero até que ela se acalme para voltar a olhar para seu rosto.
Não nos mexemos nem um centímetro desde que paramos de nos mover. Ainda estou dentro dela e preciso me segurar no armário para as pernas não cederem.
Passar a noite em claro com o maluco do Patrick choramingando, porque esse maldito acordou meia hora depois que o Tom saiu, não foi nada fácil!
Não dormi nada e quando ele finalmente sossegou e pude voltar para Diana, passei o restante do tempo a olhando dormir. Eu posso dizer com muita certeza que sou um stalker formado agora.
– Você está bem? — Pergunto quando ela solta as pernas do meu redor.
Ela concorda, vermelha. Mais pelo esforço que pela vergonha, dessa vez.
– Acho que não consigo andar...
Gargalho com o comentário.
– Minha nossa, como eu sou bom!
– Theo! — Ela esconde o rosto em meu ombro. — Não é por isso! É essa maldita posição que você escolheu!
– Duvido, você só não quer assumir... — Me retiro dela lentamente e ela arfa quando estou fora.
– Sem comentários, Theodor. Impossível falar com você quando deixa seu ego à solta!
Encosto minha testa na sua. E respiro fundo, me deixando aproveitar cada segundo ao seu lado. Então escuto o som de água corrente e me lembro que deixei a banheira ligada.
– Não saia daqui. — Beijo sua bochecha.
Me afasto e vou para o banheiro.
Eu a conheço o bastante para saber que dormir suada, com porra escorrendo, e nesse calor infernal não vai ajudá-la a ficar tranquila. É capaz de ter um ataque de pânico e acabar estragando a noite. Então, eu estou cuidando dela. Cuidando porque quero que ela aproveite nossos momentos e também, porque, simplesmente, adoro mimá-la.
A água está quase caindo quando entro no banheiro. Desligo a torneira, me inclino e abro a tampa do ralo, deixando um bom tanto de água sair, pego um frasco com cristais azuis. Sais de banho. Eu acho... Misturo um pouco, até que uma espuma começa a se formar. Então me levanto e me viro para sair, mas a encontro ali. Encostada no batente da porta, me olhando. E está com a minha camiseta de antes. Parece minha dessa forma.
Será que ela se considera?
– Não está tão mal das pernas. — Ela morde o lábio e desvia seus olhos dos meus para olhar meu corpo.
– Será que estava preparando o banho para mim? — Me pergunta, ainda olhando para baixo da minha cintura.
– Na verdade é para mim, mas eu acho que posso compartilhar. — Correspondo o sorriso que ela me dá.
A alcanço em poucos passos e seguro as bordas da camiseta, a puxando. Ela ergue os braços para que eu possa tirá-la.
Seguro sua mão e a guio para a banheira, entro primeiro e ela depois. Me sento e ela se acomoda entre minhas pernas, deixando a cabeça encostar em meu ombro.
Ela relaxa, e seu corpo afunda alguns centímetros.
Passo as mãos pelos seus braços, fazendo mais uma massagem que qualquer outra coisa.
Nunca dormi a noite toda com uma mulher antes de Diana. Ou tomei, literalmente, um banho com uma. Ou desejei a sua companhia mais que seu corpo. E certamente nunca conversei sobre negócios com uma mais nova que eu. Ou desejei dividir tudo...
Passo os braços em volta dela e a aperto forte, segurando-a com firmeza ao meu corpo, desejando que possamos ficar assim para sempre.
– Você está cansada?
– Hum...
– Você parece bem cansada, será que correu uma maratona?
Ela ri bem baixinho, é agradável. Mas não me responde. Acho que a falta de resposta serve como uma.
Nós ficamos na banheira por bastante tempo. A água nunca esfria, esta é a vantagem, ou desvantagem, de estar em lugar quente. Meu senso de tempo não funciona muito bem. Pode ter passado minutos, ou horas. O caso é que só me atrevo a sair quando ela adormece em meus braços.
Sou obrigado a acordá-la e até seu momento totalmente grogue é bonitinho. Eu a deixo em pé na banheira e vou ao quarto atrás de toalhas. Quando volto para ela, seus olhos cansados e os bocejos dados um atrás do outro não deixam dúvida para onde preciso mandá-la. Direto para cama! Eu não estou muito diferente. Preciso de um dia inteiro dormindo para ficar novo em folha.
Deposito um beijo em seus lábios, antes de passar a toalha em sua volta e a pegar no colo. Ela nem reclama, segura em mim e descansa a cabeça em meu peito. Então a coloco na cama e retiro sua toalha, secando o que dá sem que ela se mova.
Quando me junto a ela, poças de água ficaram para trás. Dia está encolhida na ponta da cama, em um sono profundo. Apago os abajures e me junto a ela, a puxando para junto de mim. Ela tem um cheiro gostoso e a pele suave. Aliso sua barriga, até o sono me deixar confuso demais para aproveitar alguma coisa.
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