Sonhadora.

Aventureira literária.

Condenada à liberdade, não só a da vida, mas a de pensamento.

O tipo de pessoa que gosta de navegar em espaços para os quais ninguém está totalmente habilitado. Pois leitura não é o tipo de estrada que tem destino, mas eterna exploração. Não é ambiente previsível, não tem hora para vir ou voltar. Tem sempre o propósito de nos invadir e transformar. Quem eu sou? Não sei. Já me vi como tudo e também como nada. No momento acredito estar em ambas as duas coisas, mas há quem diga que cada um descobre quem é não por um conjunto de definições, mas de paixões e ações que encontramos no curso de nossos dias

Sei apenas que sou o tipo de pessoa na qual papel e tinta estão no sangue, meio mulher, sempre menina. Talvez eu também esteja aqui para me descobrir, e me entregar cada vez mais um pouquinho nos textos que escrevo, essa arte da qual sou serva por opção. Desse ofício, meio dádiva, meio maldição, que me faz sentir-me viva de verdade. E claro, para propor novos devaneios e viagens a outros sonhadores incuráveis, à outros argonautas digitais, à outros exploradores de mundos de papel e pixels.

Adianto-lhes, minhas criações serão em grande parte simples. Serão às vezes cuidadosamente simples, mas eternamente repletas de dedicação apaixonada. No mais, não tenho muito a dizer sobre mim, em algum momento, cada um de vocês dirá. Entre elogios, críticas, dicas e detalhes, e através daquilo que eu for capaz de despertar ou provocar em vocês.

Somos feitos de sonhos. E essas são as lentes capazes de personalizar o mundo em que escolhermos viver, capazes de colocar ao nosso redor o reflexo daquilo que somos de verdade, além do que as palavras possam exprimir. É isso que vos trago, meus sonhos. Espero que gostem. Espero que não gostem. Espero que riam, que chorem, que concordem, que critiquem. Ou seja, que se aventurem.

E por fim, apenas um último pedido. Por mais que as história tenham um gosto incomparável ao de qualquer realidade, lá fora existe um mundo precisando de sonhos também. Rogo para que a literatura seja sempre uma fonte de inspiração para aprimorarmos o espaço onde vivemos. Jamais uma fuga para fecharmos os olhos da mente e esquecermos tudo que não nos agrada ou não nos parece certo.

Aventurar-se significa também ter coragem de agir, não só de imaginar. De dizer, não só de escrever. Isso é o que faz grandes homens, não o fato de não terem medos ou receios, mas de jamais se deixar dominar por eles e deixar que eles impeçam-nos de viver aquilo em que acreditamos.

Finalmente, fiquem à vontade. A casa é de vocês.

Desejo-lhes bons sonhos.

Miss Heathcliff

  • ID: #295266
  • Títulos: Nenhum
  • Entrou em 26 de mar. de 2013, 15:49
Nenhum livro encontrado
Carregando...
Carregando...
Favoritos
Carregando...