E eu hei de escrever infinitas histórias até meus dedos caírem e as juntas doerem; até a pele amolecer, enrugar e apodrecer; até que o último esforço de pegar a caneta se mostre além de minha capacidade mortal. E o esforço efêmero da escrita há de me manter viva como a mais barata das bebidas que acalenta e consola o maior dos dependentes, como o cheiro da nicotina que conforta o fumante, como a mais antiga e mais simples das terapias – o mais cruel e mais dependente dos vícios.

E, se um dia eu não puder mais, não conseguir mais externar todas as vidas que vivem dentro de mim, então me perderei dentro de mim mesma: meu corpo jazerá na terra, em órbita, mas minha mente vagará para sempre, sobrevivendo de outras histórias que não a sua.

Bones

  • ID: #15682
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  • Entrou em 24 de mai. de 2009 20:18
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