" Não sei prender, não sei te agradar. Não sei dos seus sonhos e mal sei da sua vida, chego a nem te conhecer o suficiente como pessoa. Não sei oque existe atrás dos teus olhos. Não sei oque pensa de mim, e nem oque quero que pense. Não sei se quero que me ame, ou que me odeie. Não sei se gosto frio ou quente, ou se me contento com o morno. Não sei se te quero perto ou longe, fora ou dentro. Não sei se vivo, ou apenas sobrevivo. Não sei te amar, e nem me expressar.

Sei do dia que é longo. Sei da cabeça que vaga por horas e horas, sem rumo ou direção, sem nem mesmo carta de recomendação. Sei da madruga aonde me junto ao computador de colo e escrevo minhas teorias sem pé nem cabeça. Sei das tardes que com as quais convivo sozinha, é, sou só. Sei da minha cabeça, que é a morada da mente que por ironia, mais mente e prega peças entre seus vão conturbados e repletos de memórias das tolas brincadeiras da infância e decorrer da vida. Sei do dia e sei da noite. Sei que o cigarro mata os meus pulmões e me mantem estável. Sei que o copo a mais, faz diferença, mais como bom ser humano, minto como a mente e com a mente, pra que eles acreditem.

Tudo aquilo que sei, e oque nada sei, é oque esteve junto a mim nas esquinas em que passei nos sonhos dos quais me orgulhei, e vi cair se tornando meras ilusões, ou talvez já tenham nascido assim.

Sou o indefinido, o por acaso, o erro de fábrica, a luz que não acendeu no fim do túnel pra quem vagava, mas ensinou que a escuridão é consoladora e não expõe como a luz, as imperfeições. Escuridão que aceita como mãe cada um dos como eu, pecadores." GB

  • ID: #116366
  • Títulos: Nenhum
  • Entrou em 3 de dez. de 2011 18:26
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