Desculpa, não vasculhar o perfil e deixar de procurar mais conteúdo seria um erro da minha parte xD Eu já destaquei diretamente que escreve muito bem? Se não, agora está registrado. Tu escreve muito bem!
Para mim os poemas são complicados de entender, talvez porque quando estudava sempre tinha uma resposta certa pra buscar e eu não devo lidar bem com isso. Então raramente leio poemas, mas os que você traz me chamaram a atenção.
Esse em especial me fez lembrar muito de uma música do Sleeping at Last que se chama Touch. Tem mais do que uma questão sentimentalista nesse capítulo, pelo que parece, mas acabei presa nessa questão tanto quanto a música me deixou presa no mesmo ponto.
Sentir falta da chuva, há quanto tempo anda sozinho, sentir frio é melhor do que não sentir nada, questionamento de quando se perdeu os sentimentos ou se ainda está para perdê-los... Tudo isso me faz pensar que seria muito menos doloroso viver sem sentimentos, e a falta disso seria tão frustrante quanto ter de lidar com as emoções negativas. A música também menciona a falta dos sentimentos, como se a pessoa tivesse perdido toda sua sensibilidade, e no geral concordo muito com o que a música pode transmitir. Sentimentos dolorosos são ruins, claro, mas é parte do sentir que estranhamente pode fazer falta.
Acho que por isso esse poema me prendeu tanto. "Tenho estado aflito", "sentir frio é melhor, do que não sentir nada", "minha alma em desespero". Uma vez eu disse pra alguém que é estranho o que sentimento e emoção fazem com a percepção. Pensar que não sente nada, que não tem sentimento nenhum, pode ser porque se esteja sentindo tudo no 100%. Ou quem sabe essa ideia de não estar sentindo nada seja apenas uma tentativa de se livrar de um sentimento específico, mas não se pode evitar sentimento bom ou ruim. Eles podem vir de forma desproporcional e é preciso lidar.
Esse estado de não sentir nada e querer sentir algo, qualquer coisa que seja, é angustiante.
Claro que ficou aqui foi o que penso com base no que cada palavra do poema se relaciona comigo de forma pessoal, então deve ser o comentário mais aleatório que eu tenha escrito(ノ´∀`)foi pura divagação mesmo.
Fico contente em te ver novamente por aqui ^^'. E, bem, eu entendo essas coisas com os poemas; muitas vezes se pediam interpretações ou "o que o autor quis dizer com esse texto". Mas a verdade é que tenho uma percepção diferente, de que a interpretação do leitor sempre será única e subjetiva, e isso é muito bom, pois abre novas vertentes a um texto, criando ramificações que divergem às vezes da ideia de sua construção. Por isso, adoro ler diferentes perspectivas sobre meus singelos poemas e textos.
Entendo, entretanto, a sua interpretação como bem certeira no quesito inicial da escrita: um sentimentalismo em paralelo com uma identificação pessoal. Essa ideia sobre não ter sentimentos também é bem intrigante, afinal, uma vida sem sentimentos seria algo sem emoção, isso tanto pro bem quanto pro mal. Creio numa perspectiva de que é necessário para nós termos conquistas e frustrações, isso faz parte do nosso entendimento enquanto humanos, e teria sentido atribuir um papel importante mesmo para sentimentos desagradáveis que temos, pois esses podem ensinar ou, mesmo, nos mostrar o equilíbrio da existência.
O grande paralelo reside nisso, de alguma forma. E achei interessante sua teoria sobre sentimento/emoção referentes à percepção. De fato, faz muito sentido de uma maneira genuinamente curiosa: afinal, do momento em que achamos não sentir nada, talvez estejamos sentindo tudo tão intensamente que não somos capazes de perceber a dimensão do que são sentimentos e sentidos. É algo que certamente vale a pena se escrever, sem dúvidas kkkk'
Enfim, fico muito agradecido por mais esse comentário e principalmente pela sua visão e interpretação sobre esse singelo poema. Nesse espaço, acredito não haver respostas certas ou erradas, e sua visão e divagação não foi aleatória e sim bastante singela e convergente ao tema descrito; aliás, o fato de conseguir conciliar esse poema de forma pessoal demonstra exatamente isso, pois a partir de palavras são possíveis experiências sensoriais e sentimentais únicas e subjetivas e creio que, como um humilde escritor, isso seja o que mais me agrada em um "feedback" de um leitor. Mais uma vez, muito obrigado pelo comentário e pelos elogios à minha escrita. Acho que é tudo, até~
Olá, novamente!
Desculpa, não vasculhar o perfil e deixar de procurar mais conteúdo seria um erro da minha parte xD Eu já destaquei diretamente que escreve muito bem? Se não, agora está registrado. Tu escreve muito bem!
Para mim os poemas são complicados de entender, talvez porque quando estudava sempre tinha uma resposta certa pra buscar e eu não devo lidar bem com isso. Então raramente leio poemas, mas os que você traz me chamaram a atenção.
Esse em especial me fez lembrar muito de uma música do Sleeping at Last que se chama Touch. Tem mais do que uma questão sentimentalista nesse capítulo, pelo que parece, mas acabei presa nessa questão tanto quanto a música me deixou presa no mesmo ponto.
Sentir falta da chuva, há quanto tempo anda sozinho, sentir frio é melhor do que não sentir nada, questionamento de quando se perdeu os sentimentos ou se ainda está para perdê-los... Tudo isso me faz pensar que seria muito menos doloroso viver sem sentimentos, e a falta disso seria tão frustrante quanto ter de lidar com as emoções negativas. A música também menciona a falta dos sentimentos, como se a pessoa tivesse perdido toda sua sensibilidade, e no geral concordo muito com o que a música pode transmitir. Sentimentos dolorosos são ruins, claro, mas é parte do sentir que estranhamente pode fazer falta.
Acho que por isso esse poema me prendeu tanto. "Tenho estado aflito", "sentir frio é melhor, do que não sentir nada", "minha alma em desespero". Uma vez eu disse pra alguém que é estranho o que sentimento e emoção fazem com a percepção. Pensar que não sente nada, que não tem sentimento nenhum, pode ser porque se esteja sentindo tudo no 100%. Ou quem sabe essa ideia de não estar sentindo nada seja apenas uma tentativa de se livrar de um sentimento específico, mas não se pode evitar sentimento bom ou ruim. Eles podem vir de forma desproporcional e é preciso lidar.
Esse estado de não sentir nada e querer sentir algo, qualquer coisa que seja, é angustiante.
Claro que ficou aqui foi o que penso com base no que cada palavra do poema se relaciona comigo de forma pessoal, então deve ser o comentário mais aleatório que eu tenha escrito(ノ´∀`)foi pura divagação mesmo.
Até!
Heey,
Fico contente em te ver novamente por aqui ^^'. E, bem, eu entendo essas coisas com os poemas; muitas vezes se pediam interpretações ou "o que o autor quis dizer com esse texto". Mas a verdade é que tenho uma percepção diferente, de que a interpretação do leitor sempre será única e subjetiva, e isso é muito bom, pois abre novas vertentes a um texto, criando ramificações que divergem às vezes da ideia de sua construção. Por isso, adoro ler diferentes perspectivas sobre meus singelos poemas e textos.
Entendo, entretanto, a sua interpretação como bem certeira no quesito inicial da escrita: um sentimentalismo em paralelo com uma identificação pessoal. Essa ideia sobre não ter sentimentos também é bem intrigante, afinal, uma vida sem sentimentos seria algo sem emoção, isso tanto pro bem quanto pro mal. Creio numa perspectiva de que é necessário para nós termos conquistas e frustrações, isso faz parte do nosso entendimento enquanto humanos, e teria sentido atribuir um papel importante mesmo para sentimentos desagradáveis que temos, pois esses podem ensinar ou, mesmo, nos mostrar o equilíbrio da existência.
O grande paralelo reside nisso, de alguma forma. E achei interessante sua teoria sobre sentimento/emoção referentes à percepção. De fato, faz muito sentido de uma maneira genuinamente curiosa: afinal, do momento em que achamos não sentir nada, talvez estejamos sentindo tudo tão intensamente que não somos capazes de perceber a dimensão do que são sentimentos e sentidos. É algo que certamente vale a pena se escrever, sem dúvidas kkkk'
Enfim, fico muito agradecido por mais esse comentário e principalmente pela sua visão e interpretação sobre esse singelo poema. Nesse espaço, acredito não haver respostas certas ou erradas, e sua visão e divagação não foi aleatória e sim bastante singela e convergente ao tema descrito; aliás, o fato de conseguir conciliar esse poema de forma pessoal demonstra exatamente isso, pois a partir de palavras são possíveis experiências sensoriais e sentimentais únicas e subjetivas e creio que, como um humilde escritor, isso seja o que mais me agrada em um "feedback" de um leitor. Mais uma vez, muito obrigado pelo comentário e pelos elogios à minha escrita. Acho que é tudo, até~