Comentários em “Agreste”: “Capítulo 22 - Amoxicilina”

M
Mambo Hokage L F Anglo Angola
Destacado pelo autor

Continuas a fazer um belo uso das palavras - chave. Excelente!

Não sei se já vos contei ou se ficou a saber pelos outros, mas estou indo morar na Dinamarca. Antes disso, estou passando as festividades de fim de ano em Portugal, aonde ajudo meu tio a expandir seu comércio como já fazíamos em Luanda

Devidamente voltando à falar da história. Realmente, tem sido tempos muito difíceis para Cremilda. Não bastou a separação forçada de sua amiga e confidente, agora ela enfrenta a dura realidade da perda de seu irmão caçula, pois a família não tinha acesso a medicamentos. Um amigo mostrou-me , por falar nisso, a recente propaganda do programa Farmácia Popular do governo brasileiro e achei interessante. Certamente se houvesse esse programa aí no seu universo ficcional, talvez a família de Cremilda não tivesse ficado desassistida.

Mas sem dúvida que isto foi um baque para ela. Quase soa, em seu texto, como se Cremilda estivesse desistindo de viver com essa sucessão de choques de realidade, ou como se faltasse pouco para que ela de fato desista. Seja qual for o caso, o outro irmão de Cremilda é quem parece que não conseguirá aguentar essa dor, haja visto que seu texto dá a entender que ele passará por uma espécie de revolta emocional, seja ela interna , seja ela externa. Qualquer que seja dos casos, certamente que será outra crise ou ruptura que a família dela enfrentará.

Don R
Don R Autor

Vai pra Dinamarca? Fenomenal! Sucesso nas suas empreitadas.

Ótima análise, é bem por essa visão mesmo, nos próximos capítulos tento elucidar essa ruptura, apesar de se em poucos capítulos e bem curto.

Sobre as farmácias populares, eu me recordo pouco do seu funcionamento, tinha uma na minha cidade, é um programa ótimo em sua idealização, quando funciona. Porém, quando falamos de Brasil, a execução peca um pouco, do que me recordo, era constante a falta de medicamentos na farmácia. Entretanto, não deixa de ser mais uma iniciativa positiva da nossa república, do único governo que pensa e faz o mínimo pelo povo, rs.

Obrigado!

Phoenix M Marques W MWU 27

Foi realmente um capítulo triste. Mais uma abordagem de como Cremilda teve muitas provações e reagiu a elas quase sempre de forma ruim ou tristonha. Ainda mais em se tratando da perda de um irmão mais novo, logo após ter que se despedir de Amélia que mudou-se. Isso vem lançando Cremilda num estado de apatia e extrema melancolia, "o sentimento de indiferença", e é preocupante.

A família de nascença dela parece-se que também não conseguia lidar bem com esses sucessivos acontecimentos intensamente emocionais e diversos problemas que lhes surgiam.

Ao que se parece eles nao tinham como custear as despesas para o tratamento de saúde do irmão.

E o enterro no fim das contas teve que ser uma coisa muito simples.

Agora voltamos nossas preocupações para Cremilda e como está o estado emocional dela em meio a tudo isso. Ja sabemos que, por exemplo, a situação atual doméstica dela não é das melhores, dado pelo marido dela e o filho mais velho que é cquase uma cópia literal do s pai.

Queria que me explicasse a frase final "o primogenito se rebelou", se estava falando do filho de Cremilda no presente, ou de um irmão dela



O que mais gostei: Foi uma boa escolha de música.
Don R
Don R Autor

Mais uma bela análise.

Sinto muito por ter feito confusão no final do capítulo. É do irmão mais velho da Cremilda, apesar de ter se prolongado por demasia, ainda estamos em um flashback da história da Cremilda. Mas já volto para o tempo real dos acontecimentos.

Verei se consigo deixar mais claro que é o irmão da Cremilda.

Obrigado!

thaisbene

Kkkjkk eu acho muito engraçado esse negócio de encaixar as palavras pq entra umas coisas muito aleatórias. Mas ficou muito bom!! Oh família sofredora..