Devo admitir que a segunda metade desse capítulo, a carta endereçada ao Jonathan, se estendeu por mais do que meus gostos acharam necessário. Sinto que o Jonathan é um personagem inexistente no sentido de que não tive o suficiente dele para conhecê-lo, e por isso toda a comiseração pela morte dele me pareceu exacerbada e, até certo ponto, vazia. Entendo o que ela significa para os personagens principais, mas não encontrei como leitor os motivos para me unir ao Alego no luto – especialmente porque ele parecia mais concentrado em falar de si mesmo que do amigo morto. Não senti que aprendi muito sobre o Jonathan.
A carta da viúva, por outro lado, foi lindíssima. Carregada de força, fraseada elegantemente, pingando de melancolia. Foi uma ótima forma de caracterizar a tristeza avassaladora da perda, o que ela significou para a Lizavieta (que belíssimo nome) e o sofrimento tanto da morte em si quanto a comunicação cortada entre Alego e Jonathan. Fica aqui o voto de ver mais um pouco disso nas cartas da Natasha, de quem já sinto falta.
O que mais gostei: "No fim, não somos nada mais que testemunhas dos belos feitos dos que já se foram."
O que acho que pode melhorar: Jonathan
Devo admitir que a segunda metade desse capítulo, a carta endereçada ao Jonathan, se estendeu por mais do que meus gostos acharam necessário. Sinto que o Jonathan é um personagem inexistente no sentido de que não tive o suficiente dele para conhecê-lo, e por isso toda a comiseração pela morte dele me pareceu exacerbada e, até certo ponto, vazia. Entendo o que ela significa para os personagens principais, mas não encontrei como leitor os motivos para me unir ao Alego no luto – especialmente porque ele parecia mais concentrado em falar de si mesmo que do amigo morto. Não senti que aprendi muito sobre o Jonathan.
A carta da viúva, por outro lado, foi lindíssima. Carregada de força, fraseada elegantemente, pingando de melancolia. Foi uma ótima forma de caracterizar a tristeza avassaladora da perda, o que ela significou para a Lizavieta (que belíssimo nome) e o sofrimento tanto da morte em si quanto a comunicação cortada entre Alego e Jonathan. Fica aqui o voto de ver mais um pouco disso nas cartas da Natasha, de quem já sinto falta.
O que mais gostei: "No fim, não somos nada mais que testemunhas dos belos feitos dos que já se foram."
O que acho que pode melhorar: Jonathan