Agora que já estou acompanhando a história há certo tempo, me sinto no dever de falar do que penso dos personagens e esse capítulo, bem escrito e bem pensado como foi, me serviu de exemplo perfeito. Sinto, de muitas formas, que esse foi o capítulo em que você mesmo explorou mais a personalidade de ambos.
Alego, na primeira carta desse capítulo, me pareceu um arquétipo do jovem solitário moderno: num trabalho de que não gosta, refugiando-se em pequenas interações sociais que tolera e sempre vendo o copo meio vazio. Na resposta a Natasha que se seguiu, porém, vi alguém que parece não perceber que é responsável por seus próprios problemas: o modo como ele afasta Natasha dizendo que ela não sabe como é a tristeza dele, mas ao mesmo tempo a puxa para perto falando da vontade que tem de se matar. Alego acabou me parecendo um personagem complexo, mas uma pessoa mesquinha e triste. Espero que ele encontre em Natasha um motivo para melhorar, mas algo me diz que isso não vai acontecer.
A própria Natasha, por outro lado, cresce em mim diariamente. Não sei se Jane Austen é uma referência literária para você, mas o jeito dela falar me levou de volta à Abadia de Northanger; aquele jeito leve, vagamente humoroso, mas carregado de uma tristeza forte demais para ignorar mas fraca demais para se fazer sentir. É belíssimo, assim como o modo de Natasha ver a vida. Ela é expansiva, apesar de isolada por escolha, e tem sempre boas palavras mesmo que não esteja se sentindo assim. Gosto muito dela como personagem, e ainda mais como pessoa. Queria ter uma amiga assim.
No mais, a história vai bem. Queria te parabenizar pela sensação de ler teus textos. É tão confortável, tão gostosinho.
O que mais gostei: "(...) destinava apenas palavras vazias e secas, na esperança de cessar por vez as conversas."
Agora que já estou acompanhando a história há certo tempo, me sinto no dever de falar do que penso dos personagens e esse capítulo, bem escrito e bem pensado como foi, me serviu de exemplo perfeito. Sinto, de muitas formas, que esse foi o capítulo em que você mesmo explorou mais a personalidade de ambos.
Alego, na primeira carta desse capítulo, me pareceu um arquétipo do jovem solitário moderno: num trabalho de que não gosta, refugiando-se em pequenas interações sociais que tolera e sempre vendo o copo meio vazio. Na resposta a Natasha que se seguiu, porém, vi alguém que parece não perceber que é responsável por seus próprios problemas: o modo como ele afasta Natasha dizendo que ela não sabe como é a tristeza dele, mas ao mesmo tempo a puxa para perto falando da vontade que tem de se matar. Alego acabou me parecendo um personagem complexo, mas uma pessoa mesquinha e triste. Espero que ele encontre em Natasha um motivo para melhorar, mas algo me diz que isso não vai acontecer.
A própria Natasha, por outro lado, cresce em mim diariamente. Não sei se Jane Austen é uma referência literária para você, mas o jeito dela falar me levou de volta à Abadia de Northanger; aquele jeito leve, vagamente humoroso, mas carregado de uma tristeza forte demais para ignorar mas fraca demais para se fazer sentir. É belíssimo, assim como o modo de Natasha ver a vida. Ela é expansiva, apesar de isolada por escolha, e tem sempre boas palavras mesmo que não esteja se sentindo assim. Gosto muito dela como personagem, e ainda mais como pessoa. Queria ter uma amiga assim.
No mais, a história vai bem. Queria te parabenizar pela sensação de ler teus textos. É tão confortável, tão gostosinho.
O que mais gostei: "(...) destinava apenas palavras vazias e secas, na esperança de cessar por vez as conversas."