Comentários em “Jovens Afortunados”: “II”

A
Arrogante
Destacado pelo autor

Esse capítulo foi difícil de parar de ler (e minha atenção é terrível de se concentrar em alguma coisa por muito tempo). A fluidez da prosa é impecável, uma sequência lógica e consciente de raciocínios e descrições que dá prazer de ler.

Sinto que o grande atrativo dessa história está no seu talento de revelar coisas ao leitor sem ferir a imersão – fazer com que Alego e Natasha conversem de forma simples de acompanhar, mas sem perder a realidade de uma troca comum de cartas. A apresentação do Jonathan foi um ótimo exemplo disso; ele chegou aos poucos, e aprendemos sobre ele só o que a Natasha não sabia, mas graças às nuances da tua prosa eu me senti sendo introduzido a um personagem sem nenhuma pergunta importante ficar sem respostas. Genial.

Adoro algumas das pérolas que você solta. Tantas frases bonitas, de se guardar no coração... Existe uma poesia tão forte nessas cartas. Tão bonita.

Dos dois, acho que me identificou mais com Natasha. Ela tem uma atitude de "não reclame, aja" que muito me agrada, e alguns comentários que ela faz sobre solidão e ser mal interpretada pelas colegas no exterior tocou algumas notas em meu peito. Alego continua a me fascinar com seu modo pessimista e macambúzio de ver a vida, os arroubos de sentimentalismo. Ele é complicado, mas o adoro como personagem.

Se posso fazer uma crítica, a diagramação vem sendo a única coisa a atrapalhar a leitura. Sei que está tentando emular o estilo de uma carta, mas o modo como os parágrafos ficam todos unidos entre si dificulta para os olhos.

No mais, excelente texto.



O que mais gostei: "(...) No momento em que descubro quem eu sou, eu já me tornei outra pessoa."
O que acho que pode melhorar: Diagramação
T
T.Santos Autor

Fico muito feliz em saber que essa obra vale a pena ser lida, e mais ainda em saber que a poesia que coloquei nela faz sentido e agrada outra pessoa. Obrigado pelo apoio!! E espero que a história continue te agradando até o final :)