Comentários em “Outono no Rio”: “Capítulo IV”

JN Silva
Destacado pelo autor

Agora que você adicionou mais informações à Ordem de Santa Maria de Cléofas, ela me faz lembrar muito a Ordem de São Camilo de Lellis. O carisma principal dessa ordem também é o cuidado com os doentes e até o hábito de enfermagem da Joana lembra muito o hábito camiliano, com a cruz vermelha no peito kkk a única diferença é que o hábito dos Camilianos é cinza, e não branco :D

Tem um detalhezinho na história que eu gostaria humildemente de corrigir. Está no trecho: "De qualquer modo, Joana não era a única candidata à ordenação envolvida em algo que desagradaria às superioras". A palavra ordenação diz respeito ao sacramento Ordem, isto é, ao ministério sacerdotal em seus mais diversos graus: diaconal, presbiteral, episcopal. Portanto, a Joana não poderia ser ordenada, pois ela não pode ser sacerdote kkk No caso dela, que é uma religiosa, poderia substituir-se por: "candidata à profissão de votos perpétuos", pois no caso dela, como ainda é noviça, os votos ainda são temporários.

No mais, vamos ver como se desenrola o enlace de James e Joana (ou seria Jeanne? já que é francesa kkk). Gosto da forma como a Joana se expressa de forma honesta e tranquila. Isso expressa a força da personagem de uma forma que não muda sua feminilidade e delicadeza. Alguns perfis de personalidade forte feminina acabam por deixar a personagem mais irritante do que forte kkkk, mas, felizmente, não é o caso da Joana.

OBS: Percebo que você tem bastante conhecimento a cerca do catolicismo. Até ia perguntar se você é kkk

Grande abraço!

Goldfield
Goldfield Autor

Olá. Obrigado novamente por seguir lendo e comentando :)

Que legal a semelhança com a Ordem de São Camilo. Não me baseei em nenhuma Ordem específica, mas procurei usar elementos de várias. Bom que curtiu e viu esse ponto de aproximação.

Obrigado quanto à correção sobre o termo "ordenação". Confesso que pesquisei antes, e vi alguns textos se referindo assim ao processo de tornar-se freira, mas vou corrigir na versão final do livro, quando virar eBook. Valeu :)

Pensei em usar "Jeanne" à personagem, mas preferi a pronúncia brasileira para aproximá-la mais dos leitores, hehe. Bom que gostou do jeito dela. Acho-a uma personagem bem bacana de se escrever.

Sobre a observação, fui católico por 20 anos. Mas sou ateu há 12, hehehe.

Obrigado pelos apontamentos sempre gentis e bacanas.

Abraços.