A introspecção aparece como tábua de salvação... quando tudo é caos, é bom ter um outro mundo em construção, em calmaria, dentro de si.
Quando o externo sufoca, o interno é ar fresco... não é um problema criar sua própria paz. É um problema fugir. Mas quem nunca fugiu ao tentar se encontrar?
O eu lírico jamais seria um problema, não com as circunstâncias apontadas em nota.
Toda fragilidade é revestida e nem sempre a melhor das intenções é o que traz bom resultado. Contudo, continua sendo uma tentativa válida.
Opaco, cinzento, um pouco distante... o indivíduo em introspecção parece um pouco frio, um tanto intocável, um tanto... máquina (?) para quem acompanha apenas com os olhos; mas sei não ser.
É, pelo contrário, muito vívido. E tudo que vibra, é trabalhoso, difícil de dar rumo e controlar (controlar as próprias emoções, no caso). Talvez essa seja a razão dele desejar tão ardentemente que haja um mestre, alguém que ensine o caminho a se trilhar... e também de aparentar ser tão isento de sentimentos.
É duro ser dono de si, desenvolver a autonomia completa. Ser responsável pelos próprios desejos; o protagonista, vamos assim dizer, da própria história.
Às vezes viver parece distante demais, não acha? É, literalmente, como testemunhar algo extranatural, já que é possível se enxergar como que sobrevoando a própria forma corpórea, vendo as próprias ações como se não as tivesse feito. Não saberia dizer como voltar a "terra firme".
Ao fim, estar sozinho é o caminho mais fácil e, ainda assim, não é confortável.
"O mundo que se destrói ao meu redor, talvez seja o que menos dói". Acredito que essa frase seja a síntese do quão desesperador é não estar bem consigo... todo problema se tornal banal, todas as questões se tornam brutais. Eu penso se a solidão também não é grito ou silêncio, talvez ambos...
Achei o texto repleto de profundidade, dando espaço para muita reflexão! Está maravilhosamente bem escrito, como sempre. Você mandou muito bem como esse jogo de palavras do "rui, ruim, rói, destrói e dói". Uma técnica bem empregada. Parabéns e até!
A introspecção aparece como tábua de salvação... quando tudo é caos, é bom ter um outro mundo em construção, em calmaria, dentro de si.
Quando o externo sufoca, o interno é ar fresco... não é um problema criar sua própria paz. É um problema fugir. Mas quem nunca fugiu ao tentar se encontrar?
O eu lírico jamais seria um problema, não com as circunstâncias apontadas em nota.
Toda fragilidade é revestida e nem sempre a melhor das intenções é o que traz bom resultado. Contudo, continua sendo uma tentativa válida.
Opaco, cinzento, um pouco distante... o indivíduo em introspecção parece um pouco frio, um tanto intocável, um tanto... máquina (?) para quem acompanha apenas com os olhos; mas sei não ser.
É, pelo contrário, muito vívido. E tudo que vibra, é trabalhoso, difícil de dar rumo e controlar (controlar as próprias emoções, no caso). Talvez essa seja a razão dele desejar tão ardentemente que haja um mestre, alguém que ensine o caminho a se trilhar... e também de aparentar ser tão isento de sentimentos.
É duro ser dono de si, desenvolver a autonomia completa. Ser responsável pelos próprios desejos; o protagonista, vamos assim dizer, da própria história.
Às vezes viver parece distante demais, não acha? É, literalmente, como testemunhar algo extranatural, já que é possível se enxergar como que sobrevoando a própria forma corpórea, vendo as próprias ações como se não as tivesse feito. Não saberia dizer como voltar a "terra firme".
Ao fim, estar sozinho é o caminho mais fácil e, ainda assim, não é confortável.
"O mundo que se destrói ao meu redor, talvez seja o que menos dói". Acredito que essa frase seja a síntese do quão desesperador é não estar bem consigo... todo problema se tornal banal, todas as questões se tornam brutais. Eu penso se a solidão também não é grito ou silêncio, talvez ambos...
Achei o texto repleto de profundidade, dando espaço para muita reflexão! Está maravilhosamente bem escrito, como sempre. Você mandou muito bem como esse jogo de palavras do "rui, ruim, rói, destrói e dói". Uma técnica bem empregada. Parabéns e até!