Comentários em “Meia Lua: One-shots”: “Cássio em "O monstro de Frankestein"”

Themis Magalhães

Olá =)

Devo dizer, essa parte sobre a atitude da Mônica foi um detalhe de ouro. Faz todo o sentido. Ela sempre foi forte e protetora, e em tantas situações difíceis ela manteve essa mesma postura. Foi realmente um detalhe de ouro que esse caso não tenha sido uma exceção.

Esse final me deixou com tanta saudade das outras cenas que li sobre os dois. Todos aqueles momentos de suporte e de uma amizade muito bem construída. Não sei ao certo como descrever a sensação, mas é realmente bom ver tudo do começo, sabendo o quão forte será a união dos dois. É engraçado como a vida faz com que pessoas, que antes julgávamos uma parte pouco importante na nossa trajetória, se tornem essenciais. Tenho de admitir: amo o relacionamento desses dois.

Estou impressionada. Você conseguiu construir o capítulo sob o tom do Cássio. É um dos motivos para eu julgar a escrita em primeira pessoa algo difícil, mais ainda quando experimenta fazer isso com mais de um personagem em uma mesma história. Parabéns, de verdade. O Cássio narrou esse capítulo e de maneira impecável. Cássio não é um monstro. É incrível como ele não consegue enxergar que fez o que fez justamente porque é humano. Está tão submerso por essa tristeza. Ainda que não estivesse carregado por arrependimentos como está, ainda seria humano. Excelente construção de personagem. Sempre vou reforçar isso em meus comentários.

Também não pude deixar de pensar em como a vida também não faz sentido mesmo na realidade "normal" em que vivemos. Não é verdade que precisamos evitar considerar a razão que nos leva a lutar pelo que lutamos? A trabalhar com o que trabalhamos? Não vamos todos morrer, no final? Alguns encontram consolo na religião, outros seguem a vida com a ideia de que têm de conviver com a morte e que ela é o fim de tudo. E apesar de não termos que matar nossos familiares e amigos, que perderam o controle dos próprios corpos, não dá para negar que é bem aterrorizador.

A one ficou excelente e isso não é surpresa alguma. Lê-la me deixou com saudade de Meia Lua. Fez com que eu sentisse falta da amizade desses dois e dos capítulos intensos que li.

Estou aguardando ansiosamente a próxima one e, mais ainda, a continuação de Meia Lua.

N

Oi, Themis!

Nem um vírus apocalíptico mutante pode com a teimosia da Mônica. Ela protegeu todo mundo que pôde, até o fim. Eu a admiro por isso. Juro que não sei porque não existem muitas fanfics focando mais na Mônica e menos naquele rolo eterno dela com o Cebola/ DC.

Cássio levou anos pra entrar numa trégua e aceitar que foi necessário fazer o que fez; além do problema óbvio que eram pessoas que ele amava, o outro problema é que ele é muito bom nisso. Mesmo depois, quando ganhou uma perna e um braço metálicos, ele ainda sobrevivia a hordas de gente insana querendo devorá-lo. Como não gostar da adrenalina, de algo que você aparente mente nasceu pra fazer? Como aceitar que você é excelente matando pessoas?

Vejo de outra forma, Themis: Justamente porque vamos todos morrer e não sabemos com certeza o que nos aguarda do outro lado, é que a vida vale a pena ser bem vivida. A ausência de certeza pode ser aterrorizante ou libertadora. Cássio precisava de um pouquinho de esperança num futuro diferente, e isso Mauro deu a ele. Aquela promessa o salvou de um monte de jeitos diferentes e possibilitou salvarem o mundo depois.

Mais uma vez, obrigada =). Espero vê-la na próxima história.