Comentários em “The Queen's Path”: “Capítulo XLVII - 05 de Março de 1873”

Rafaella Nunes
Destacado pelo autor

Ahhhhhhh, finalmente sem mais capítulos, é um misto de orgulho com um sentimento de desespero, pois queria mais, é óbvio.

Nem sei por onde começar. Bom, acho que uma boa analise vai de personagem a personagem e acho, ou melhor, tenho a certeza absoluta de que TQP merece isso, já que lendo algumas vezes esqueço da vida, esqueço que é uma obra escrita e as coisas só fluem enquanto leio até sem perceber direito que estou fazendo isso.

Começando com nosso jardineiro que eu sempre amei, você sabe bem disso e que depois de mostrar o caso até me causou certa inveja da antiga rainha de Odarin, ele sempre me surpreende, não sei se saberia lidar com uma criatura tão complexa como ele. Imaginei o que deve ter sentido todos esses anos sem poder sequer se aproximar da filha como pai, como aquele alguém que a protegeria e daria suporte, mesmo que fizesse isso por vezes, sem deixar clara essa relação, era sempre limitado e com os cuidados excessivos da governanta. Vendo tudo, já imaginava que ela ou Allen fosse filha(o) dele, ou os dois, pelo que imaginei, mas agora tudo faz mais sentido para mim, que mesmo tendo em mente a grande probabilidade disso acontecer, tive a graça de ser surpreendida pela forma como tratou o assunto, o momento em que o trouxe a forma como Sarah está lidando com isso.

Sobre o mini Allen, falando no demônio maior, vamos falar sobre o demônio menor, o que faz sentido, já que é o mais novo da família Avellar, bom, esse eu já odiava há alguns capítulos antes da descoberta, lembro ate de ter comentado no grupo, mas deixemos isso pra eu destilar enquanto descrevo o que senti lendo. Iniciando com um belo de um parabéns, você arrasou, ou, nesse caso, talvez eu deva dizer que você permitiu o Edgar arrasar, hahahahaha, imagine essa risada bem maquiavélica mesmo, no sentido popular do termo. Voltando para o foco da vez, esse moleque minado e fdp com apenas um fator antecessor, pelo menos não dá pra dizer sem precedentes na história da estória, bom, eu realmente achei que ele era uma pessoa horrível, mas não achei que chegaria a fazer como isso, agora entendo melhor do que a Ceci estava falando, ele também me surpreendeu, apesar de, é claro, pelas suas dicas eu ter entendido antes da revelação oficial, o que nao torna tudo mais previsível, pelo contrário, jamais esperaria que a desconfiança fosse causar algo daquele tipo na nossa rainha mais maravilhosa. Indo para a melhor parte: o castigo. Ahhhhhh, como é bom visualizar sua descrição dele quase sendo atirado pela janela... como eu queria que meus pensamentos se profetizasse e ele caísse, mas foi muito melhor, adoto gente assim sofrendo na vida, ver o orgulho dele estilhaçado foi muito melhor de sentir do que qualquer morte poderia proporcionar.

Sobra a Delia, nossa ruiva número um no coração, talvez nem tanto agora, mas que tem me dado uns tapas na cara em vista do que eu esperava dela que você nem faz ideia. Eu comentei contigo que apesar de gostar dela eu sentia que ela não tinha que ficar com ninguém, porque ela não estava preparada pra isso, bom ainda acho que ela tem um grande caminho a percorrer para isso, mas que os primeiros passos estão dados o crescimento dela foi imenso, realmente, nao só falando internamente, sobre a questão psicológica da personagem, nas também em relação a historia em si, ela cresceu como personagem, se mostrando mais, sendo mais explorada nesse sentido de mais exposta aos leitores e eu amei essa crescente, que, inclusive, foi feita de maneira gradual e muito bem feita, se forma que não pensei que estava na hora dela ter que enfrentar o passado dela até que estivesse perto realmente de acontecer. Comecei a gostar mais dela, pois agora consigo ver ela de uma forma mais compreensiva, apesar de não concordar com a forma com que ela costuma agir, fugindo, até porque eu mesma tendo a isso na realidade, essa fuga, esse medo, toda essa incerteza e insegurança me lembram muito de mim, talvez por isso eu goste mais dela em um sentido do que antes, mas ao mesmo tempo tendo a ver essa personagem de forma mais crítica em suas ações.

Sobre a ruiva numero dois de nossos corações, ou melhor, aparentemente a única ruiva de verdade, eu acho, ou ela também não é ruiva raiz? Enfim, posso dizer que não apagou a mágoa e as dores que ela causou, mas a raiva diminuiu, consegui ver nela humanidade, diferente do Allen maior e do menor, eu consegui reconhecer nela os sentimentos de uma pessoa, não apenas um ser ganancioso que pisa e machuca pessoas por diversão ou para chegar onde quer. Em suma, ainda não terminou meu sentimento ruim diante daquilo que ela fez, mas agora vejo ela como humana e nao como o monstro que via.

Da Evangeline eu posso dizer que tenho orgulho, pois apesar de tudo, ela cresceu bastante desde o inicio da história, mesmo que a contragosto. Ela pedindo desculpas, aceitando que errou tentando acertar foi algo lindo pra mim, me senti muito feliz de ela ter agido dessa maneira.

Sobre o Phillip, eu não gostava dele e estava procurando um motivo para odiar ele, bom, eu achei esse motivo, mas depois de compreender melhor o personagem, eu ignorei totalmente esse detalhe, já que ele já faz parte do meu coração. Apesar de diferente da Delia, como ela mesma diz, eu me sinto muitas vezes representada por ele. Essa coisa de se proteger o tempo todo, de estar sempre pronto pra aquilo que vier de fora, além da mania desde criança por livros, apesar dele ter escolhido melhor o gosto para livros para uma situação acadêmica que eu.

Agora devo ir ao elemento mais novo na história, que tem aquele humor fúnebre e uma visão exótica sobre a vida num geral. O querido Lord Banville. Mano, ele é demais, personagens assim marcam muito, mesmo aparecendo há tão pouco tempo e tão pouco por hora. Espero poder ver mais dele logo, porque eu simplesmente amei esse cara. Hahahaha.

Vamos entao aos mais difíceis de serem analisados em um comentário como esse, que eu assumo estar levemente longo, mas isso é culpa dos assuntos acumulados, esse apanhado de informações sobre o que senti lendo o que pensei eu tinha que externalizar, porque são frutos do ótimo trabalho que está fazendo.

Voltando a análise, Edgar cada vez mais mostrando ser muito mais do que um personagem qualquer, com características rasas. Ele é tão complexo por si só que fico me pensando se ele existe, mas ao mesmo tempo é tão maravilhoso que não pode ser real, ele não é perfeito, mas se existisse, pra mim seria o cara perfeito, com toda a certeza. Essa devoção dele, essa maneira como leva as coisas, principalmente depois do acidente e do breve encontro com a antiga rainha, que fez dele muito mais forte do que antes, muito mais aberto e compreensivo. Eu amei, tinha começado a ficar com raiva dele pela forma como estava agindo, mas desse jeito, como está, nao tem como nao amar e muito ele.

A Sarah é só orgulho também, essas mudanças, esse amadurecimento, a forma como ela está lidando não só com os problemas que surgem, mas também as pessoas, a forma dela de falar, expor aquilo que pensa também esta diferente e isso é incrível. Bom, sobre o acontecimento no baile, fico feliz que nao tenha matado nosso lindo Edgar e fiquei completamente sem saber o que pensar depois daquilo, mas as revelações que ela aguentou, a recuperação o agora estão simplesmente fantásticos de um jeito único. A crise que ela teve antes de ler o diário foi muito vívida, tal cono a da Beatrice, de quem sinto imensa falta também, mas o foco é a Sarah, vou me lembrar disso pra não chorar. A crise me trouxe muito do estado depressivo pelo qual já passei e me fez ficar com medo pelo que poderia seguir isso.

Muito obrigada por estar postando pra gente, nos permitindo ler esse trabalho maravilhoso e muito bem pensado. Obrigada mesmo!

Bjs mil!!!!!!!!

Diamond
Diamond Autor

Olá, tudo bom?

Menina do céu, mil perdões pela demora!! Eu bem que avisei que minha rotina estava louca nesse mês de Outubro, mas ainda assim, me dá uma dorzinha no coração negligenciar meus leitores assim, de verdade. Perdoa meus vacilos, não desiste de mim :x Mas o que importa é que cá estamos nós para colocar esse negócio em dia, certo? Depois de um longo e tenebroso inverno (olha eu cheia das referências), vamos aos comentários!Jacques pode até ser o servente mais velho do castelo, mas sempre vai ser o meu neném adorado e que merece um amor incondicional por ser uma alma tão maravilhosa. Realmente, é um personagem bastante complexo e que por ser um tanto taciturno, demoramos mais que o normal para conhecermos melhor sua essência. E justo ele que sempre foi uma pessoa tão afetuosa e ao mesmo tempo carente, ser obrigado a acompanhar o crescimento da filha de longe, sem poder mimá-la e abraçá-la, tal como fazia com a antiga rainha, foi um motivo de grande frustração. Mas tudo tinha um proposito maior e todo o sacrifício foi para que a Sarah pudesse aproveitar de coisas que ele jamais poderia oferecê-la. Um poço de altruísmo, não é mesmo?

O Gilbert era aquele personagem que ninguém dava muita atenção para ele e que, bem ao final da trama, revelou ser um dos vilões ocultos, atuando em conjunto com o embuste maior. Essa surra que o Edgar deu nele foi realmente mais do que merecida. Acredita que essa cena foi uma das primeiras que escrevi na história? KKKKK Eu tenho esse hábito de escrever cenas totalmente fora de ordem. Claro que antes de encaixar ela nesse Capítulo dei uma melhorada, mas era algo que vinha ansiando postar a muito tempo. E mesmo tendo colocado ele no seu devido lugar, nosso Duque ainda consegue fazer tudo sem perder o ar de elegância. Um divo é um divo, não é mesmo?

Epa, olha esse suspense, quero saber sim o que você achava dela que eu nem faço ideia, viu? Pode ir soltando o verbo no grupo ou no privado, estou ansiosa para saber. Acho que você já deve ter reparado como adoro trabalhar os personagens lentamente, seu progresso pessoal, bem como os fatos que os fazem amadurecer. Delia demorou a revelar mais de si mesma, pois estava sempre se escondendo na frente de uma personalidade criada para fugir da sua vida pretérita. Eu também não concordo com esse modo de "resolver" os problemas, porque no final das contas, acaba que não resolve nada, é como se ela estivesse apenas se negando a enfrentá-los. Mas por outro lado, havemos de ter um pouco de compreensão, pois ela teve a sua família ameaçada e precisou abdicar de muita coisa em ordem de proteger aqueles a quem ela amava.

Eu confesso que nesses últimos capítulos acabei me apegando um pouco a essa nova versão da Charlotte. Todas as pessoas (sejam elas reais ou fictícias) possuem aspectos bons e ruins. Ocorre que, dada a sua proximidade com o Allen, só havia espaço para externar o seu lado ambicioso e sem escrúpulos. Era uma pessoa que aflorava o seu lado menos virtuoso. Depois de sua morte foi que pudemos ver algumas de suas virtudes vindo à tona, como o ar protetor e cuidadoso que ela tem relação a sua própria família. Ainda que ela e a Sarah continuem longe de uma relação amigável, a ruivinha fez de tudo para levar a verdade até ela, pois sabia que era a única forma de proteger o Edgar das conspirações que estavam surgindo sobre ele. Se pensarmos em tudo que as duas já viveram, deixar essa inimizade de lado em prol do próprio irmão foi algo muito altruístico da parte dela. Eu me senti como uma mãe orgulhosa, que vê os filhos se redimirem de seus pecados (ao menos, parte deles). Não espero que as pessoas passem a amá-la, mas se puderem vê-la menos como um monstro e mais como um ser humano, que acerta e erra como qualquer outro, então já ficarei com a sensação de dever cumprido.

Eu adoro a Evangeline e mesmo diante de todos os seus excessos, não podemos negar que ela é a personagem mais fiel da trama. Toda a dedicação que um dia fora dedicada à Katherine logo foi transferida para a Sarah depois da morte da rainha e não se abalou ao longo dos anos apesar das ameaças constantes de Allen sobre ela. Mesmo quem não gosta muito da personagem precisa reconhecer o seu valor dentro da trama.

Ai que emoção ver você falando que agora o Phillip faz parte do seu coração ♥ Sério, me doía um bocado ver você buscando motivos para odiar ele, porque foi alguém que criei meio que no improviso e me afeiçoei totalmente. Apesar da vida economicamente confortável, foi alguém que sofreu muito com o desprezo da família e acabou se tornando essa coisinha introvertida e carrancuda que, no final das contas, só quer mostrar seu valor e se fazer útil. De verdade gente, como não amar?

Outro personagem totalmente não planejado e que roubou meu coração. O Lorde Banville surgiu numa tarde quente e antes que eu me desse conta, sua personalidade pitoresca tomou forma e invadiu a trama para ficar, ainda que em seus momentos finais. Fico muito feliz que você tenha amado, pode esperar um pouquinho mais dele sim. É realmente uma pena que ele não tenha surgido na minha mente antes. Imagina trabalhar aos pouquinhos a personalidade irreverente dele? Nossa, me arrepia só de pensar, haha~

Edgar é, sem sombra de dúvidas, o personagem mais profundo e complexo que já criei em toda a minha vida. Até mesmo mais do que a Sarah, que é efetivamente a protagonista da história. Querer bater nos personagens faz parte da rotina de amá-los incondicionalmente. Como você bem pontuou, ele não é perfeito, mas se existisse é como se fosse, porque é uma pessoa tão cativante que é difícil não querer colocar ele num potinho para protegê-lo de todo o mal do mundo.

Recorda-se da Sarah do primeiro capítulo? Foi um longo caminho até aqui e analisar o amadurecimento dela de lá para cá me enche de orgulho, de verdade. É uma pessoa que tenta, que se excede, que erra, que chora e que tem força de espírito para reconhecer os erros e tentar mais uma vez. E esse paralelo entre ela e a Beatrice foi proposital. Crises são inerentes a vida, mas a forma como nos portamos diante delas revela muito sobre nós. As duas personagens são extremamente corajosas ao meu ver, ainda que esse sentimento tenha pendido para o lado trágico no caso da Beatrice, que usou o restante de suas forças para pôr fim ao próprio sofrimento. Já a Sarah reuniu suas doses de coragem para tentar mudar o mundo à sua própria maneira.

Enfim, eu só tenho a agradecer pelo apoio incondicional, por todos os elogios e por estar sempre presente, comentando e dando suporte a essa obra que mudou a minha vida. De coração, obrigada por tudo ♥ Mais uma vez, me desculpe pela demora. Nos vemos em breve :*

Aarvyk

Ola, minha cara.

Por meio desse humilde comentário, gostaria de lhe pedir desculpas pela minha demora em voltar a ler sua história tão magnifíca. Em breve te mando um "oi" no whatss também.

Nunca pretendi te abandonar, e nem nunca vou. Só tive que dar uma pausa para organizar a vida e resolver problemas.

Sua escrita continua ótima. Sentia falta de ler. Espero conseguir prosseguir a leitura em breve. Por ora, fico feliz em rever o Edgar e Sarah.

Robert é tbm um cara muito legal ♥

O comentário é curto, mas o significado é vasto! ♥

Beijos, lindona

Diamond
Diamond Autor

Olá, tudo bom?

Princesa, não tem razão nenhuma para se desculpar, sei exatamente como é ficar com a rotina fora de controle, sem conseguir conciliar os hobbies com as obrigações. Em tempos de tormenta, algumas coisas são deixadas de lado e isso é algo que entendo perfeitamente. Mas, de todo modo, fico imensamente feliz que esteja de volta, saiba que os portões de Odarin sempre estarão abertos para você hahaha~

É muito bom ver nosso casal voltando a se entender, em meio a tantas desventuras, não é mesmo? Menina do céu, tem tanta coisa para você ver nos Capítulos que estão por vir que eu já estou toda ansiosa aqui para saber suas reações! Mas não se preocupe em correr, venha no seu tempo, digerindo bem todos os acontecimentos recentes.

Robert é meu mais recente xodó, aqueles personagens que surgem para ser bem secundários, mas que acabam tomando conta do seu coração. Algo semelhante com o que aconteceu com o Phillip, que foi criado inicialmente sem maiores pretensões e depois assumiu uma importância estupenda ao longo do enredo. Sabe o que quero dizer com isso, né? Temos algumas surpresinhas envolvendo o Lorde Banville nesses últimos capítulos. Mas nada de spoilers, vou deixar você descobrir por conta própria.

Espero que esteja tudo bem com você. Muito obrigada por não desistir de mim nem de The Queen's Path, para não falar desse comentário fofo, que iluminou meu dia que não estava essas coisas todas ♥ Espero vê-la por aqui novamente em breve, mil beijos :*

Ly Alves

Não Délia, é claro que Marco entenderia ele é pobre, não idiota. Pai amado que menina limitada, é um dos personagens mais limitados dessa obra até o Eliot consegue ser menos limitado, peguei ranço dessa garota.

Não acredito que tá acabando e sinto que fiz bem em da uma pausa tão longa na leitura. Acho que se não tivesse o feito não suportaria a morte da Beatrice. E tantas outras reviravoltas.

Dom de deixar meus nervos a flor da pele. Quero um spinoff com o Robert.