Comentários em “Lembranças de Porto Venere”: “Capítulo 23”

MaeveDeep

Bom dia, meu amor!

Fiquei tão feliz de descobrir que hoje eu poderia ler um capítulo novinho de Porto Venere que é até um perigo que esse review seja uma bagunça desordenada... li as primeiras linhas e meu coraçãozinho já despencou um pouco.

Eu já devo ter te dito isso um milhão de vezes (um pouco para mais, um pouco para menos) mas sou realmente apaixonada pela dimensão gigantesca que você dá aos seus personagens, em especial à Mia. É extremamente difícil criar uma pessoa inteiramente nova e, ainda assim, cada gesto e cada traço dela é tão intrinsecamente bem construído que eu fico sem palavras - pensando em honra e em dever cumprido, é essa mulher tão forte que nada atrás da sombra do seu chapéu, por não querer ver partir uma de suas melhores versões.

E então Diana a salvando, ah deuses, como eu ri - tão típico de Diana esbravejar com Mia sobre sua dramaticidade, tão típico de Mia se irritar com ela, agarrada a seu pente como se preferisse a morte a desfazer-se de mais um pedacinho de si.

"Generosidade demais para com os arroubos dramáticos de Antonieta", disse a Diana, e bem poderia ter perfurado Mia com várias agulhas fininhas, tamanho o fio de suas palavras.

A discussão das duas me arrepiou inteira, e é certo que as últimas palavras de Diana - "não me pareceu certo deixar uma mulher desorientada sozinha" - evocam algo muito antigo entre elas.

"Quão orgulhosa fora? Ao imaginar que sua dor importaria ao mar." Esta é minha nova citação preferida de Porto Venere, e você tem meu coração inteiro nas mãos. Como Antonieta, no último capítulo eu tinha certeza de que ela fazia a coisa mais certa do mundo; agora, a dúvida nos corrói juntas, e não deixa de ser maravilhoso vê-la, como personagem, errando e acertando para continuar sendo essa mulher tão maravilhosa.

Barbossa como o ponto cego de uma tempestade me acalmou inteira, e o casaco estendido, tão atípico a um homem tão orgulhoso e vaidoso, foi uma das maiores provas de lealdade do mundo.

(The Powerful Captains Club)

"- E essa é a parte mais difícil, não é? - respondeu em meio a uma risada turva, mas sem se esquecer de qual casaco usava. Não sentia mais frio." I love 1 (one) couple!!!

E Diana e Mia fazendo as pazes, ah, que coisa mais linda! Eu amo tanto a amizade das mulheres do Stella, e tenho um carinho todo especial por Diana e pelo respeito que corre entre ela e Mia.

"E estamos caindo direto para os seus braços."

E é assim que você me encerra esse capítulo, Dona Ana Carolina? Como te perdoo por um cliffhanger se, logo no próximo, você só me arma uma tempestade ainda pior para cima dos nossos filhos?

Muito obrigada por ser essa escritora tão maravilhosa. Amando, amando, amando ♥ ♥ ♥

Muitos beijinhos ♥

Ana Barbieri
Ana Barbieri Autor

Vai fazer aniversário de um mês esse review! Que lindo! kkkkkkkkkkkk desculpa, cecília; você sabe que eu te amo, mesmo não respondendo seus reviews num prazo aceitável!

Sou eu uma pessoa de crueldade ímpar por ficar satisfeitíssima com o fato do seu coração ter despencado junto às primeiras linhas deste capítulo? Sou, com muito orgulho, pois era justamente este impacto que estava buscando. Afinal, é um momento forte para a personagem, para a personalidade que eu vinha tentando construir - e parece que fui bem sucedida - portanto, é de bom tom que seu coração esteja dizimado e que entenda a complexidade de informações que passavam pela mente dela. O dever em manter seus familiares vivos, mas ao mesmo tempo se permitir ser egoísta o bastante para pensar nela, e nos pedaços aos quais teve que abrir mão e os quais não gostaria de abrir mão e agora viu-se forçada.

Sempre achei, desde o primeiro draft, que fazer a Diana acompanhar a Mia em tempo do filme seria desvantagem para com a Sofia. Afinal, neste caso, estamos aprofundando mais a relação das duas em detrimento da pessoa que aparentemente tem mais influência sobre a Antonieta. Contudo, não consigo visualizar a outra opção acontecendo. Em questão de batalhas, ficou claro também em momentos anteriores quem a Mia mantém ao seu lado quando o batidão se intensifica mesmo. Não porque ela tema mais a perda da Sofia do que a da Diana, mas porque as duas são mais parecidas. E como você mesma disse, a Di não vê problemas em diminuir a Mia, chamando-lhe a atenção, na frente de quem quer que seja. Entre outro superior e subordinado, isso seria um problema, mas entre ambas já se tornou comum; Mia sendo a pessoa que passa dos limites para conseguir informação e Diana reconhecendo que isso é apenas o jeito dela de mostrar que se importa, até o ponto que vira uma chatice e ela perde a paciência.

Amei o The powerful captains club, vou usar. não direi onde. Fico contente que o estender do casaco não tenha caído num clichê de filme romântico do john hughes, mas sim uma prova de lealdade, de camaradagem entre os dois. Vale lembrar que friends to enemies to lovers não tira o fato de que, no fundo, eles são friends... pelo menos ninguém está fazendo votos ainda kkkk.

Desculpe pelo cliffhanger e depois outro kkkkkkk, juro que não foi intencional. dessa vez.

Obrigada pelo amor de sempre, querida

xoxo

Ana