Comentários em “Encadeado”: “Inocência”

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Bárbara Vitória

Criança é um serzinho notável mesmo hein.

daddysaidno
daddysaidno Autor

Num é? Sempre me surpreendem. Não queria ter filhos até ter que cuidar do meu sobrinho, agora conheci a magia de uma criança e sou louca por elas ♥

SBFernanda

[SBLAN - PROJETO CRITIQUE-ME]

Olá! Sou a Fernanda, a beta responsável por fazer a sua crítica. Antes de qualquer coisa, gostaria apenas de pontuar que as observações que farei serão apenas sugestões, cabendo a você decidir o que fazer, concordando ou não.
Para começar, devo dizer que eu adorei a sua ambientalização. Esse é um período da nossa história bem intenso e que gera grandes questionamentos e discussões, por ser, também, a parte mais triste da nossa história. Quando vi qual seria a época em que se passaria, tive interesse imediato!

Outra coisa é que conseguiu passar bem sobre esse período e preparar o leitor para o que viria na história com a capa e a sinopse. Você, já na sinopse, mostra qual sua pretensão com a trama.

Ainda falando da sinopse, logo no início temos o período: "Não importa quantas correntes amarrem alguém quando uma criança, que não entende a função de um cadeado, vê uma pessoa em vez de uma posse." Como a primeira frase "Não importa quantas correntes amarrem alguém" é uma frase independente (ela teria sentido completo mesmo fora do período), e em seguida temos a conjunção "quando", iniciando uma nova oração, é recomendado que se use vírgula após a frase com sentido completo, ou seja, antes da conjunção.

Antes de falar sobre o ponto específico que pediu para a crítica, gostaria de destacar alguns desvios das regras gramaticais, tudo bem? São bem poucas e como estão presentes em todos os capítulos, vou fazer de uma maneira geral, tudo bem?

Algumas vezes, ao longo da história, a fala é apresentada fora do "padrão" do português. Mas o que isso significa, Fê? Significa que quando usamos e isso significa, Fê? Significa que quando usamos o travessão para expressar a fala, segundo as normas, devemos colocá-lo em outra linha.
Ex: (...) o rosto suado e furioso culpando-o com o olhar.
— Onde você tava, Jacó? (...)

Isso não é constante, então, para não restar dúvidas para o leitor que esta foi uma fala e não um destacado no meio da narração, é recomendado que use na forma padrão, sabe?

Outra coisa é a pontuação de diálogos. Vou resumir de uma forma mais básica sobre isso, tudo bem?

*Quando a frase não termina na fala e continua na narração através de um verbo dicendi (verbo que descreve a ação de falar), o ponto não aparece e a narração é feita com inicial minúscula.
EX: — Não gosto de cães — disse o Ricardo.

*Quando a frase da fala termina e é seguida de uma outra frase que se refere a uma ação completamente diferente, temos lá o ponto, para mostrar que as ideias são diferentes e a narração é feita com inicial maiúscula.
EX: — Não gosto de gatos. — O Ricardo afastou-se do animal.

Essas duas coisas são bem simples, pois não comprometem a leitura (apenas o caso da fala podendo confundir alguns leitores de início), mas que tornam o seu texto mais completo estética e gramaticalmente.

Dito essas coisas sobre a parte gramatical (espero que tenham ficado claras), passamos para a literária. Uma das suas preocupações foi sobre as personagens estarem ou não rasas. Quanto a isso, devo dizer que pode ficar tranquila.

Já no primeiro capítulo vemos como Jacó será: um menino diferente do que costumamos esperar dos filhos de donos de engenhos da época, uma criança que gostava de viver solto e que se dava bem e assim tratava os escravos do pai.

Essa personalidade inicial se reflete ao longo da história, quando a amizade dele e de Sebastião se firma, mostrando que em momento algum ele deixou de ver o outro como semelhante. A personalidade de Jacó, seus valores e crenças são bem desenvolvidos e mostrados aos leitores.

Sebastião, por outro lado, é um pouco mais fechado. Eu imagino que isso faça parte da personalidade dele também, assim como a sua "condição" de escravo, pois na época eles eram tratados para serem trabalhadores e não falar. Mesmo assim, mesmo ele sendo um pouco mais silencioso do que esperaria quando está sozinho com Jacó, ele também traz seus sentimentos expressos em algumas ações, ou mesmo quando descreve seus olhares e preocupações. Obviamente esses sentimentos ficam mais claros nas ações dele ao final da história.

Foi bem fácil imaginar o desenrolar da história e das personagens. Em momento algum os vi como rasos e, ao final, fiquei querendo mais, querendo ver o reencontro. Acho que terminou, também, a história muito bem, da mesma forma como a iniciou.

Espero ter conseguido lhe passar os pontos que queria e que tenha gostado da crítica. Qualquer dúvida, não hesite em me procurar, estarei aqui em um piscar de olhos! ♥

Agradeço por sua confiança no projeto para realizar a crítica à sua história. Antes de me despedir, gostaria de pedir para que desse o Feedback sobre a crítica e o projeto (https://goo.gl/forms/WqAvUhiKjTu8E2rx1). É muito importante para que nós possamos sempre estar melhorando para atendê-los. ♥

Mais uma vez, obrigada pela confiança e por participar!

Abraços,

SBFernanda