Comentários em “Diário de alguém”: “Dia 2”

Alice Harvey
Destacado pelo autor

Esses pensamentos podem ser melancólicos, mas todos, falo com convicta certeza, já pensaram em coisas que a sociedade ficaria escandalizada e perplexa, mas a verdade, é que somos todos hipócritas.

O que esse personagem tem, na minha análise pessoal, é depressão. Uma pessoa que tem saúde, família, amigos, Deus, e mesmo assim se sente tão triste e vazio por dentro... Só pode ter depressão. Pode ser interessante analisar a perspectiva de alguém assim.

Mas voltando para a parte da hipocrisia, é algo que pessoalmente procuro me abrir. Pessoalmente acredito que a melhor forma de ajudar alguém é não se escandalizar e tentar entender os sentimentos da outra pessoa.

Por exemplo, eu desde muito pequena tenho um pressentimento, que mais parece uma voz quase inaudível, de que não irei passar dos 50 anos... Nunca me tornarei uma idosa. E na verdade, eu estou bem com isso. Se isso vai realmente acontecer ou não, apenas saberei quando chegar a hora. Não fico me martilizando por causa disso. Mas naturalmente me pergunto como isso vai acontecer. Ora, se uma pessoa morre na faixa dos 40/50 anos, algo anormal aconteceu. Será por doença? Acidente? Assassinato? Eu me pergunto isso, mas apenas por uma curiosidade infantil. Mas o que acotnece quando divido isso com alguém?

"Que Horror!"

"É o demonio que te diz essas coisas!"

"Esses pensamentos não são coisas de alguem de Deus"

"Pare de pensar nessas coisas"

Quer dizer então que a arte de filosofar é algo ruim? Reprimir os pensamentos dessa natureza é realmente mais saudável? Deixar de dizer coisas dessa natureza não vai fazer com que esses pensamentos saiam da cabeça de alguém. Por isso, pra mim esse/essa protagonista é simplesmente uma pessoa normal. Apenas está pensando nesse tipo de coisa todos os dias (pelo que parece), e tanta frequencia assim, pode ser indicio de depressão.

AngelSPN
AngelSPN Autor

Alice minha adorada amiga, seus comentário sempre me fazem refletir. Como você também escreve já deve ter passado por essa sensação de "nossa ela captou a essência da história"

Não temos como fazer com que a sociedade entenda o que sentimos, o que pensamos, ou deixamos de pensar. Nem mesmo nós as vezes acreditamos em nossos próprios argumentos. Duvidamos de nós mesmos quando todos estão dizendo ao contrário. Mas e se estivermos certos? E se a maioria está errada? Porque nos permitimos acreditar nelas, sabendo que estamos certos? Por medo da reação da maioria das pessoas? Por sermos diferentes? Não somos diferentes, apenas temos pontos de vistas que não se cruzam. No entanto o medo nos faz ficar cegos e desacreditarmos naquilo que tanto pensamos ser certo. Nossa, estamos filosofando amiga...kkkk.. Senti saudades disso. Beijão e até mais.