Comentários em “Uma Grandeza Absoluta”: “Mulher=Problema”

Viz Q

Desde o momento em que essas duas entraram eu comecei a rir como uma doente. Elas falam cada coisa e de um jeito tão espontâneo... não tem como não rir.

A situação do pobre do Matheus está deprimente. Apenas. E com amigas tão doces e amorosas, como a Jéssica e a Mariana parecem ser, imagino que ele deve estar bem feliz com o consolo que está recebendo... completamente feliz. Exalando felicidade.

"três fodendo matérias juntos" por que eu ri disso? UHSUAHSUAH.

Ah, esse capítulo foi muito engraçado, apenas.

Quando você fala de exatas, eu lembro da minha professora de física, que tem discalculia, mas é a melhor professora do mundo, sabe? Acho que só fica atrás do professor de História da oitava série; que abandonou a gente na metade do ano - com um professor apático que não me lembro o nome - só para ir para a Espanha. E, mesmo assim, continua sendo o melhor professor do mundo... Vai entender.

A senhorita faz engenharia mecânica, não é? Tava aqui te stalkeando e reparei nisso... acho legal xD. Já pensei em fazer engenharia mecânica. Pensei seriamente nisso por dois minutos. Ai depois eu pensei em fazer biologia marinha. Super parecidos, repare.

Falei, falei, falei e, no final, falei nada.

Enfim, me desculpe por esse review odioso e nojento. Se fosse ontem, ele estaria melhor. Mas como, infelizmente, essa vida insiste em complicar a minha existência, a minha criatividade fugiu de casa no meio da madrugada.

Levou consigo uma marmita de pão com ovo e salada de cenoura, dois pares de meias furados, um tênis de corrida, e mais ou menos uns vinte reais numa mochila surrada e deixou para trás apenas um bilhete.

"Cansei dessa vida de cigana. Vou para onde o meu valor é reconhecido e para onde eu sei que receberei amor. O seu esforço já não me é suficiente."

Foi assim que ela se despediu.

E eu me despeço por aqui, minha cara, mas saiba que um dia meus reviews serão os melhores que a senhorita receberá. Um dia. Guarde essa minha promessa. Escreva-a com ketchup por cima das folhas de alface antes de fechar o seu sanduíche de queijo.

Agora eu vou em busca da minha triste e fujona criatividade.

Adeus.



O que mais gostei:

Jéssica e Mariana, LOL.

Kalhens
Kalhens Autor

Olá, Viz~

Como todo o resto da fics, elas são baseadas em pessoas reais. Não na Jéssica e na Mariana que eu conheço mas, cara.... Digamos apenas que hoje uma delas me deixou vermelha de vergonha e ainda continuou me deixando mas e mais vermelha apenas para se divertir.

E ainda fez questão de contar pra ''sociedade'' que eu leio ''pornogay'' (yaoi)mas enfim~

Enquanto eu escrevia esse capítulo, o Matheus estava dormindo na biblioteca, essa que é a verdade. Já que todo mundo abandonou ele, ele ficou lá se consolando com o Thomas (livro de cálculo).

Não sei porque você riu xD

''Ou, o que é discalculia?''

''O quê? É uma doença? Um termo científico? Latim? Você tá com a p**** do computador, por que não olhou no Google??''

''Vou olhar...''

''Por que você está me perguntando isso? Por que eu deveria saber isso? Quem disse isso pra você?''

Desse jeito.

Mas enfim, agora que eu procurei no Google, uma professora de Física assim deve ser... Foda. Se bem que eu acho que se parece comigo... Pelo menos pelo que eu li dos sintomas *morre*

Sim, eu faço engenharia mecânica ♥ Apesar da pouca fé que as pessoas botam nisso. E, cara, seja feliz~ Antes eu queria ser escritora (repare). Quem me fez desistir foi minha mãe, querendo me fazer acreditar que eu podia ser ''escritora e qualquer outra coisa ao mesmo tempo''. Quis ser psicóloga, minha mãe disse que isso era tirar dinheiro de quem não tem com quem conversar em casa. E quando sugeri direito, ela disse que ia me por pra fora de casa.

...Bem, pelo menos eu ainda tenho o Nyah!.

Seus reviews nunca são odiosos, quiçá nojentos ♥

Eles são vagalumes~~

E... Olha, a sua criatividade pode até ter debandado, mas a poesia que ela deixou quando partiu é algo a ser aproveitado o.O

Seus reviews sempre estão entre os melhores que eu recebo (como se eu recebesse muitos, pfft).

E vou te falar. Só não fiz isso ai que você disse porque nunca tem Ketchup na minha casa.

Sério.

Enfim, enfim, espero que você e sua criatividade já tenham tido um feliz reencontro, ou uma emocionante captura. Ou, pelo menos, estejam partilhando de uma emocionante caçada~~

De todo modo, muito obrigada pelo review~

Até um dia ai,

Kah.

Freya

Primeiro de tudo, o objetivo da escrita deste review é fazer alguma notificação chegar no seu email pessoal para que você logue na sua conta e veja minha mensagem privada - que está há apenas dez dias da exclusão no momento que escrevo isso, enrolei pra caramba.
Segundo de tudo e entrando efetivamente no review, você escreve bem pra caralho. Senti orgulho de ler depois de tantos anos uma autora que escreveu comigo na adolescência, que experimentou comigo o desenvolvimento da escrita e achei fantástico. Você ainda escreve hoje em dia? Se sim, deve estar melhor do que estava nessa história, que já está muito boa.

Sem o preciosismo besta (que eu admito que busco constantemente na minha escrita) de usar vocabulário rebuscado, de se exaltar pelo estilo, a narrativa da história é perfeitamente o que se espera se contada por um jovem de faculdade, que é exatamente o caso - esteja eu falando do Matheus ou da Thaís, e essa ambiguidade é intencional - e isso também é uma boa escrita, mesmo que não renda um prêmio Jabuti ou semelhante.

Essa sensação do relato ser contado por um jovem de faculdade, tal como é a proposta, foi tão humana, deu tanto a impressão de alguém estar falando diretamente comigo, que foi o que fez essa história me tocar. Eu estou na faculdade nesse momento (apesar de eu não ser mais tão jovem) e eu consigo ver perfeitamente como as conversas do Matheus com a Mariana e com a Jessica são exatamente o que eu vejo acontecer ao meu redor, quando estou lá, na sala enquanto esperamos o professor chegar, ou nos corredores. E também é algo que sinto falta, é algo que eu busquei, busquei, percebi que não ia conseguir, e desisti. Não tenho amigos na faculdade, não consigo conversar. Vejo as pessoas conversando e me pergunto como eles conseguem. Então as situações que o Matheus reclama, como ser arrastado pela Jéssica ou receber esporro da Mariana no almoço, por mais que sejam desagradáveis pras pessoas normais, são algo que eu gostaria de ter só pra que eu não me sentisse mais tão invisível.

Foi isso que me fez gostar tanto dessa história. Foi a essência dela, e não a trama. Sério, li a história toda com uma grande indiferença a como a relação do Matheus e do Lucas vai se desenvolver, a trama não me prendeu, a essência sim, o valor da história como uma experiência humana de juventude universitária me soou muito mais interessante do que o possível romance homoafeitvo. Talvez esse não seja o elogio que você estivesse esperando, mas é um elogio, sério, é um grande elogio e eu quero ler mais de você se você ainda escreve.
Mas, embora secundária pra mim, tenho vontade de falar duas coisas pequenas sobre a trama. Primeira, eu paguei um pau pro modo como você conseguiu esclarecer o passado. O que aconteceu com Matheus e Lucas no passado, quando namoraram, não precisou de um flashback, não precisou narrar em detalhes e o diálogo que traz a informação necessária ao leitor veio de forma muito natural, sem forçação. Você conhece o conceito de "diálogo expositivo"? É uma técnica de cinema, vista com maus olhos pela crítica, o diretor que precisa usar um diálogo expositivo não fez o melhor trabalho possível. No seu caso realmente foi um diálogo, mas como isso é uma narrativa escrita e não um filme, tudo bem ser, e você está de parabéns porque seu diálogo foi menos expositivo do que seria na mão de um escritor menos talentoso.

Adorei o modo como a física, os conceitos, as equações, estão presentes em segundo plano na história. Isso me faz lembrar a minha própria escrita e a do meu escritor favorito, Hermann Hesse. Eu amo música clássica mais do que tudo na vida, e meu amor pela música foi, em determinado período da minha vida, minha motivação pra escrever, época em que escrevia especificamente sobre música (2011 a 2012, você leu alguma história minha dessa época? Não lembro, salvei meus reviews quando saí do Nyah, mas os perdi em algum momento), hoje já não escrevo mais histórias assim (um dia talvez volte a escrever, não é má ideia), mas a música está sempre em segundo plano na história, os personagens tocam, mesmo que não seja o foco da história, é sempre assim simplesmente porque eu amo música. O mesmo acontece com Hesse, a música é muito presente nas histórias dele. Inclusive a jornada do Matheus e seus debatimentos com as fórmulas e os instrumentos do laboratório me lembram o protagonista do Jogo das Contas de Vidro, cujo nome não lembro agora e não fui buscar no GoogIe porque estou escrevendo esse review de coração. Bom, no meu caso e de Hesse, é amor pela música, no seu caso, segundo as notas da história, é ódio pelo cálculo. Será mesmo? Desconfio levemente que seja amor também, que você deve gostar do que estuda(ou), mas o amor está disfarçado de raiva, penoso que deve ser o processo de aprendizado.

Enfim, não tenho muita esperança de ver o fim dessa história, se um dia você prosseguir com a escrita, lerei com muito apreço, mas do jeito que terminou atualmente (e muito provavelmente definitivamente) foi simplesmente ridículo. Que atitude mais infantil das duas irem lá na casa do cara cobrar ele que o amigo delas está apaixonado. Sério, nem adolescente faz isso, o que essas duas têm na cabeça? Me pareceu a atitude mais sem noção do mundo, acho que tinham jeitos muito melhores de reunir os dois, até as coincidências do Lucas perder a chave e esquecer o celular no carro foram melhores. Mas isso é só um pequeno detalhe. Eu gostei da Larissa mesmo com a minúscula participação dela na história até então, gosto de mulheres com personalidade forte, e adoraria ver como ela iria interagir com o Matheus. Competindo pelo Lucas, rivalizando com ele? Adoraria ver. Provavelmente não verei, mas gostei do que já vi.

25 minutos escrevendo esse review e enfim disse o que tinha a dizer. Obrigado por essa história, dona Kalhens. Obrigado de verdade.


O que mais gostei: Humanidade. Relações humanas