Comentários em “Como Água E Óleo”: “Razão e Impulsividade”

Bastet
Destacado pelo autor

Primeiro, antes de começar, eu gostaria de me desculpar pela demora em escrever esse review, que eu estou devendo a um tempão, visto que esse foi o meu desafio para a coletânia. Os comentários já estavam meio-prontos... mas decidi te deixar esperando para postar no dia do seu aniversário. Não é lá o melhor presente, mas imaginei que te deixaria contente ^^’.

No começo eu fiquei muito surpresa com o tema da fic. Quando de início você me perguntou se eu me importava em haver doses de feminismo na one, eu imaginei que suas inclinações estariam visadas a uma história nos dias atuais, ou até mesmo voltada para um universo alternativo de escola ( visto que muitas fanarts mostram as nyotalias Prússia e Áustria usando roupa de colegial). Não vou mentir que quando me deparei com uma fanfic passada no início Idade Moderna eu levei um susto, porque não foi exatamente o período histórico em que as mulheres tiveram maiores liberdades, sejam profissionais, amorosas, sexuais e etc.

Entretanto quando eu terminei de lê-la pela primeira (segunda, terceira, vigésima) vez, fez muito mais sentido que ela se passasse nesse período histórico do que na atualidade! Ainda mais porque as duas protagonistas tem muito mais qualidades parecidas com as das protagonistas de livros como Orgulho e Preconceito e O Morro dos Ventos Uivantes do que as protagonistas dos livros mais difundidos atualmente. Eu sou do tipo que acredita que as protagonistas dos livros mais antigos eram muito mais decididas e corajosas do que das obras atuais, e sua fanfic consegue mostrar isso perfeitamente! Elas não se deixam abalar tão fácil pelas regras das sociedades que estão inseridas, e correm atrás do que realmente querem, não do lindo mocinho num cavalo branco.

Rebeka Edelstein, por exemplo. Apesar de menos espalhafatosa com seus modos do que a Julchen, ela certamente não possuía um dos gênios mais calmos. Já nas primeiras linhas, se vê que ela tomou o salão de música para si, para o bem ou para o mal e você também cita que por vezes ela invadia a cozinha para preparar pequenos subornos para a princesa, o que de certa forma não deveria agradar as cozinheiras, visto que eram seus domínios, rs. Logo nos flashbacks introdutórios, se vê que ela já possuía uma vida pronta pela frente, nos moldes da que sua mãe levava: casamento, cuidar da casa e dos filhos, sem quaisquer outras expectativas de conhecimento de mundo ou de tarefas que gostaria de realizar. Além do desejo insaciável de se tornar culta, ela também possuía pais que realmente a amavam e se importavam com seus pedidos. Acredito que se o comportamento dos mesmos fosse outro, ela provavelmente estaria casada com o filho do ferreiro, sem choro nem vela. E coletando trabalhos aqui e favores ali, ela conseguiu se tornar uma dama tão ou mais nobre do que aquelas que já o eram por nome ou sangue, já que Rebeka, durante toda a história, deixou claro que era isso o que ela queria, e não descansaria enquanto não se tornasse o que gostaria de ser, não o imposto pela sociedade em que vivia.

Justamente o contrário de Julchen, que sempre pode ter tudo aquilo que Rebecca sempre quis nas palmas das mãos, sem qualquer esforço, mas que optou por simplesmente criar seu próprio caminho. Ela se horroriza com a possibilidade de se tornar apenas uma princesa ou rainha fraca, que depende totalmente das decisões do marido e que precisa ser constantemente vigiada, cuidada ou protegida. A relação dela com o pai também a proporcionou a liberdade de poder crescer como qualquer molequinho nobre, porém, por amor, o pai percebe que uma governante (ou uma dama) que se preze jamais poderia continuar agindo como um cavaleiro ou um rapazote, e por esses motivos, começa a limitar suas ações, tentar comprá-la com presentes apropriados e a contratar todas as damas de companhia. Você apresentou duas relações familiares distintas pela condição financeira, mas iguais em relação ao sentimento pelas filhas, coisa muito agradável de se ler, visto que em grande parte das histórias a família ( mas principalmente os pais) são sempre relegados a segundo plano ou tragicamente mortos.

Continuando: não sei se foi sua intenção, Mayumi-sama, mas eu percebi que apenas alguns parágrafos mais tarde, o nome “Julchen” é citado. Inicialmente ela é referida apenas como “senhorita Beilschmidt”, quase como se o seu sobrenome – ao contrário do de Rebeka – a impedisse de ter qualquer identidade ou gosto próprio. Até o momento quando é mostrado que a princesa desafiava as ordens do seu pai, ela é “ a princesa”, a próxima governante, não alguém com sonhos, desejos ou expectativas.

Por fim, os destinos das duas se cruzam, obviamente uma já antagonizando a outra, por representar exatamente o oposto do que acreditam que seja correto ou que representa diversão. Deve ter sido muito difícil para Rebeka ver alguém que teve a chance de ter de mão beijada tudo o que lutou para conquistar, assim como Julchen com certeza julgou a dama de companhia por rejeitar a liberdade para fazer o que quer que seja por dedicar seu tempo a passatempos por ela considerados inúteis e enfadonhos. Esse fato, somado as suas personalidades já serem conflitantes, o que com certeza já era o suficiente para atritos.

Julchen e Rebeka só começam a realmente interagir quando um episódio ocorre, em que a aparente máscara de frieza da Becky ( lá vou eu com os apelidos, xD) cai. E é exatamente nesse minuto que eu me apaixono pela história! A fragilidade, a sensibilidade exacerbada e mesmo o fato de ter admitido sua fraqueza ( leia-se falta de noção de localização) e o choro propriamente dito não são coisas que o Roderich provavelmente faria; mas que uma moça, uma garota, uma mulher com uma personalidade um pouco similar a dele poderia fazer! Você realmente atendeu o meu pedido de não mudar apenas o sexo dos personagens, mas de deixá-los mais conectados a sua feminilidade! Simplesmente BRILHANTE!

Nesse momento o mundo da Jul cai, porque “Ela sentia-se diante de uma completa estranha e não tinha quaisquer referências que orientassem como ela deveria se portar com aquela agitada desconhecida! (...)Rebeka não era um ser vazio e desinteressante, como ela presumira. Rebeka havia chorado e se assustado por ter se perdido. Rebeka ficou corada. Rebeka teve uma explosão de raiva, criticou o castelo e, se os seus sentidos e compreensão de colocações sarcásticas não estivessem abalados pelo choque, pelo que a princesa entendera, ela a ofendera também!”. E realmente, é no dia-a-dia e na convivência que a gente realmente conhece as pessoas! A partir desse instante, Rebeka deixa de ser uma árvore velha “grandiosa e oca”, para se tornar alguém de carne e osso, chegando ao ponto de tornar-se “ A pessoa mais interessante que Julchen Beilschmidt já conhecera!”

Dá-se início a um jogo de gato e rato, repleto de provocações, mas que culmina numa amizade sincera, e que prova que até mesmo pessoas de diferentes gostos e modos de vida podem se dar bem.Até porque, no caso, as diferenças entre as duas as tornavam cada vez mais parecidas: “Rebeka Eldestein e Julchen Beilschmidt eram igualmente orgulhosas e persistentes. Elas tinham seus objetivos egoístas e recusavam-se terminantemente a permitir que as impedissem de alcançá-los. Ambas guardavam sonhos e personalidades que não seriam próprios ou esperados em sua classe ou gênero.” A partir do instante que as duas passam a admirar a força e a coragem que a outra demonstrou ao desafiar todas as regras impostas para serem felizes, elas passam a desenvolver sentimentos mais fortes uma pela outra ao ponto de Julchen se sujeitar a aprender a ser uma nobre um pouco mais “prendada”. Elas nunca pararam de brigar, mas como se diz: “ Gostamos das pessoas por suas qualidades, mas as amamos por seus defeitos”.

Para finalizar a parte mais linear do review, gostaria de acrescentar POR QUE, POR QUE VOCÊ FAZ ISSO COMIGO? Obviamente, Julchen e Rebeka jamais poderiam ficar juntas, e devido aos princípios da época, jamais ficaram. Apesar de relutarem em verem uma a outra ao lado de outros homens/ citando a possibilidade de casamento, o mais provável é que Julchen, cedo ou tarde o fez pelo bem do reino. Existe uma parte minha que acredita que Rebeka permaneceu para sempre solteira como dama de companhia, mas acho que com a Jul casada e toda a moral da época, não adiantou muito para a história de amor entre elas. POR QUE VOCÊ FAZ ISSO COM O MEU CORAÇÃO DE SHIPPER? POR QUÊ?

Ps.1: Amei a parte que as duas descreveram o corpo uma da outra e suas qualidades, principalmente a confusão das duas em relação ao que sentiam. Foi muito fofinho :3.

Ps.2: Provavelmente o busto da Juolchen era um grande incômodo para andar a cavalo ou praticar arco e flecha. Eis a razão das Amazonas cortarem um dos seios para facilitar. O.o

Ps.3: ” Como alguém vivencia a primavera, uma composição ou um pôr-do-sol, a princesa as vivenciaria sem definir o que elas exprimiam e encontraria grande deleite nelas, mesmo sendo inapta a descrevê-las.” – e têm gente que ainda acha que relações estilo 50 tons são melhores do que se apaixonar gradualmente. Eca.

Ps.4:” Era recíproco! Recíproco! O anseio da Beilschmidt quanto à sua relação com Rebeka era recíproco!” – momento que todos esperavam em Obaka-san. OK, sem pressão, foi só um comentário, HUAHUAHAUAHSD.

Ps.5: ADOREI. ADOREI. ADOREI. AMEI. SE EU PUDESSE ME CASAVA COM O TEXTO! E lendo os outros comentários, fico feliz em ver que algumas pessoas deram uma chance ao shoujo-ai. Poxa galera, vocês leem Yaoi pesadão! NADA MAIS CHOCA VOCÊS.


O que mais gostei: Que tal desde a primeira linha até a última palavra? Ah, e o fato de que você atendeu meu pedido de tornar as personagens não apenas o Roddie e o Gil em corpo feminino, mas mulheres de verdade, com problemas e anseios típ
O que acho que pode melhorar: A minha rapidez em escrever reviews. >.
Jojo

AAAAAH que linda!! Que perfeita, tão detalhada! Narração maravilhosa, conclusão excelente! Deu uma volta geral e depois parou no mesmo lugar, explicou tudinho! Eu gostei, senti tudo junto com a Julchen e a "Becky" (rsrs). Emocionante, como o esperado de uma escritora como você ^^

... Ahn... acho que é só isso mesmo. Poderia comentar sobre as pasagens da história e etc, mas já demonstrei toda a minha adoração à sua escrita! Continue escrevendo asism maravilhosamente, e poste, que eu lerei sempre! Até a próxima o/

kaori-senpai

Mayumi-san! Que shoujo-ai mais lindo! *------* Aliás, desculpe a demora para escrever... Vi sua mensagem quase agora e percebi que não estava acompanhando essa coletânia --' Erro meu.

De qualquer forma, adorei a relação que elas tinham. Desde o começo eu vi que não oficialmente a relação delas não passaria de uma amizade próxima, justamente pelo fato de tudo acontecer no século 18. E, ao meu ver, essa declaração sub entendida que a Rebeka fez no final foi perfeita!

Com relação ao passado delas, você me surpreendeu colocando a Julchen sendo a princesa. E apesar de surpresa, gostei muito. A Rebeka tem mesmo cara de quem ignoraria tudo e iria aprender tudo o que quisesse. E a Julchen... Bom, o que dizer? XD Ela é a versão feminina do Gilbo! Não há como ser mais incrível do que ela!

A parte que elas ficaram no quarto foi tão tensa... Porque elas falavam inocentemente e ficavam vermelhas ai não entendiam o porquê... Foi fofo e deu pena da ingenuidade da época XD Sim, tenho certeza que se isso estivesse acontecendo com elas mesmas nos dias de hoje... Pobre Rebeka u-u

Eu me identifiquei tanto com a Julchen! Brincar na lama é mais legal! E poxa... Só não reclamo por o pai dela não fazê-la rainha porque se não fosse pelas aulas de etiqueta, elas não teriam se conhecido. E a história da vida dela me fez pensar se ela nunca tinha se apaixonado...

Gostei muito mesmo. Não foi nada a primeira vista e está totalmente de acordo com a época, e ainda não está chato *u* God, como você consegue?

Espero ler mais trabalhos seus em breve o/

~Kissus~

Bell the Kitsune

Enquanto lia meus olhinho ficavam brilhando e uma voz na minha cabeça gritava " Alerta overdose de fofura" Adorei adorei adorei adorei!!! Como disse a pouco ainda bem que desisti de estudar e vim para o Nyah! É a primeira vez que leio um shoujo-ai com as versões femininas do Gilbert e do Roderick e só posso dizer que adorei!! E não diga que ficou longo de mais, de mais nunca é um problema!! Mayimi-sama poderia escrever 50 paginas repetindo um mesmo paragrafo que as 50 paginas seriam lidas o.O

a preincipio eu de fato pesensi, ah não ela está agindo como uma protagonista de shoujo apaixonada,mas depois eu me toquei "Lerda, sec 18 você esperava o que?". E a fuga do cliche tutor/aluno foi a melhor parte :)

M A R S

admito, não é do meu feitio ou gosto demorar mais de algumas horas para acabar de ler um capítulo de uma fic -especialmente quando a autora é você mayumi-chan- mas, dessa vez, eu demorei 1 dia e meio no cap......... não me orgulho muito disso mas ainda assim, eu acabei! e estou aqui comentando -yay!- a one estava muito boa como sempre, eu pessoalmente não gosto muito de shoujo-ai ou yuri no geral, mas desta em especial eu gostei, seja, talvez, pela falta de exagero e sutileza no amor dela ou talvez pelo excesso de pudor...... não sei bem, mas algo me pareceu meio atractivo nessa fic e talvez, ouso dizer, apelativo.... de qualquer maneira, eu adorei como sempre!

beijinhoss

mah!
PS: quando sai o próximo cap de Obaka-san???? desculpe a pressão é só curiosidade~

lassdamsel INATIVO

Okay.

Eu acabei de ler um shoujo-ai.

Sério, nunca pensei que faria isso na minha vida inteira uú Então espero que perceba a imensa exceção que abri aqui! (Realmente não tenho nada contra mulheres homossexuais, porém prefiro muito mais yaoi do que yuri, y'know)

Mas, mesmo sendo uma coisa completamente diferente do que estou habituada a ler, uma experiência deveras intrigante, eu gostei da fic! Como sempre, sua forma de escrever me agrada muito, mas devo dizer que eu até estranhei um pouco os nomes delas, pois não uso esses (Uso Sophia/Sophie Edelstein e Marie Gilbert Beilschmidt), e de vez em quando me pegava pensando 'Quem é Julchen mesmo?', mas lá pro meio da fic eu me acostumei.

Gostei do tema 'aluna e tutora' e também adorei a fuga da 'realidade do Nyah', que o assunto 'seduza seu aluno/professor' é frequente, porém as vezes é bem trabalhado. E consigo imaginar (completamente!) a Nyo!Prússia fazendo essas coisas malucas, porque o próprio Prússia não é nem um pouco santo. E a forma como foi colocada 'Julchen cresceu rodeada de homens' me lembrou o episódio em que o Gil descobre que a Liz é uma mulher e ela pensa 'ah é... Ele cresceu rodeado de homens'...

E confesso que ri com o complexo físico da Rebeka e as respostas da Julchen 'Meu busto me atrapalha no arco e flecha!'...

A fic saiu muito fluffy (como você mesma diz, é um tema à qual você é voltada), e gostei mesmo, porque acho que se fosse um yuri ao invés de shonen-ai, não teria me agradado tanto...

Linda one! Quero mais!


O que mais gostei: O complexo da Rebeka com o próprio corpo
Asami Phantomhive
Kkkkk essa fic foi tão fofa e tsundere! Ju, isso se chama amor! Cara esse "eu gostaria de ficar para sempre ao seu lado" foi tao declaração de amor, foi perfeito! Adorei, kissus