Notas iniciais
Oláááááááááááaáááááááááááááá amores da minha vida, tudo bem?
[desvia das pedradas e dos xingamentos]
Pois é, tudo estava planejado para a minha pessoa postar a fic dia 1º de janeiro, assim como combinado. O problema é que a minha HORRÍVEL, MONSTRUOSA, DESTRUIDORA DE CORAÇÕES E DE FANFICS ALEIAS conhecida como INTERNET resolveu desaparecer do mapa! Isso ai, eu estava/estou sem internet até o dia de hoje.
Se vocês estão lendo esse capítulo hoje, podem ter acontecido três coisa:
-Ou eu deixei a preguiça de lado e caminhei até o inferno (que é onde fica a lan house mais próxima);
-Ou a minha lambisgoia conhecida como melhor amiga voltou de viagem e decidiu postar na casa dela.
-Ou talvez a minha internet tenho voltado e eu esteja com preguiça de apagar tudo.
É, vida difícil a minha.
Bom, o prólogo não ficou do jeito que eu queria, mas como eu sei que eu estou bastante atrasada, vai ficar desse jeito mesmo!
Espero que me perdoem. Juro que vou recompensa-los.
Milhões de beijos.

Ponto de Vista Anne McBride

23 de novembro de 2012, Huntington Beach – CA, 19h.

Naquele dia o céu havia amanhecido escuro e totalmente nublado. Não um nublado comum, mas sim um nublado que faz você querer se atirar da ponte mais próxima. Definitivamente estava tudo muito depressivo hoje. Eu geralmente adorava esse clima, mas hoje estava tão... Estranho. Acho que era porque aquela brisa calorosa que eu tanto gostava não estava presente. Ou porque eu não havia acordado com os raios de sol batendo na minha janela as 6:30 da manhã. Mas talvez não fosse nada disso. Era como se faltasse algo. Algo que eu não fazia a menor ideia do que era.

Não sei se isso se aplicava somente a mim ou ao resto das outras pessoas que caminhavam pelas ruas movimentadas de Huntington Beach. Mas sinceramente eu não estava me importando; tenho certeza que isso tudo é coisa da minha cabeça.

Peguei os meus fones de ouvidos que estavam conectados ao me telefone, dentro da minha mochila. Tudo o que eu precisava agora era de uma boa música para me fazer relaxar.

Já eram 19 horas e a minha frente à estrada estava lotada de carros e motos. Por mais que tivesse gente que dissesse que Huntington Beach era calma, eu discordava totalmente. A minha vontade era de arrastar as pessoas que falavam isso pelos cabelos e mostrar como era o horário do pic.

Fazia apenas 5 minutos que eu estava aqui esperando o ônibus chegar para finalmente ir para casa.

Um sentimento novo e incomodo surgiu dentro do meu peito e subiu até a minha garganta. Aquilo era enervante. Era como se eu quisesse gritar. E pra completar a minha onda de má sorte, esse sentimento novo e desconhecido se juntou a uma ansiedade intensa. De repente eu soube que precisava estar em casa. Não me pergunte o porquê, mas lá no fundo algo me dizia que tinha alguma coisa errada.

Calculei quando tempo eu demoraria para chegar até em casa se fosse a pé, mas os resultados não eram muito agradáveis. Seriam 1 hora caminhando da parada até a minha casa. Fora que, além do temporal que estava se formando, estava escuro pra caramba e a probabilidade de eu ser assaltada era enorme.

Dei um passo para frente, mas antes que eu começasse a andar mais um pouco, o ônibus deu sinal de luz para parar.

Agradeci a Deus mentalmente e peguei meu bilhete único que estava dentro do bolso de trás do meu jeans.

Não tinha tanta gente na parada de ônibus, apenas eu e mais três. Fui a segunda a subir no ônibus que não estava muito cheio para o horário. Corri para o fundo assim que passei pela catraca.

Sentei-me no ultimo banco e coloquei a minha mochila por cima das minhas pernas logo em seguida. Verifiquei o visor do meu telefone para ver se tinha alguma chamada perdida ou algum sms de Riley ou da minha mãe.

Nada.

Suspirei descontente e apoiei a minha cabeça na janela, prestando atenção em casa pessoa que subiria logo mais no ônibus.

Fechei os olhos e logo o ônibus começou a sacudir. Se não fosse pelo falatório e pelo barulho das buzinas lá fora juro que eu tinha dormido.

Sabe quando você entra naquele estagio entra a consciência e a inconsciência? Em que você começa a ter pequenos delírios de sonhos? Estava tudo certo para eu ter o meu breve cochilo diário depois de uma tarde inteira trancada naquela maldita escola. Por que eu tinha ficar em exame em história? Mas enfim, voltando ao meu sono. Tudo ocorria muito bem até eu dar um pulo do banco.

Alguém cutucava o meu braço esquerdo. Suspirei ainda de olhos fechados e decidi ver quem era o desgraçado que havia me despertado.

O cabelo loiro, muito bem aparado, contornava o rosto angelical do rapaz que devia ter a minha idade. Os olhos verdes eram penetrantes e me analisavam com uma certa curiosidade.

Ergui uma sobrancelha e ele logo tornou a falar.

–Err... desculpa interromper o seu sono, mas eu não lhe conheço de algum lugar?

Bufei.

Qual é, esse era a técnica mais usada para começar uma conversa com alguma pessoa que você não conhece, certo?

–Tenho certeza que não – digo dando o meu melhor sorriso irônico – agora interrompa o meu sono novamente que eu interrompo a sua respiração!

O garoto arregalou os olhos e ficou me encarando. Dei de ombros e comecei a me concentrar na minha própria respiração.

Não fechei os olhos dessa vez, afinal, não queria pegar no sono. A chuva lá fora começou a cair e eu me amaldiçoei por não ter pegado ao menos um casaco ou um guarda-chuva quando sai de casa.

Ouvi o garoto puxar o ar e logo o soltar, então olhei para ele.

–Dia difícil? – perguntei amigavelmente, o que o pegou de surpresa.

–É. Você parece estar um pouco sem paciência – ele riu pelo nariz.

–Eu e a paciência não estamos na mesma fase.

Ele sorri amarelo.

Olho pela janela e percebo que essa já é onde eu desço. Pego a minha mochila e passo uma alça pelo ombro enquanto levanto.

–Já vai? – ele pergunta.

Não idiota, só levantei por bonito.

–Aham – digo enquanto coloco apenas um fone no ouvido – foi um prazer ter te conhecido.

–O prazer foi todo meu – ele sorri mostrando a carreira de dentes retilíneos.

Assim que desci do ônibus, afundei as minhas mãos nos bolsos do meu casaco e segui meu rumo. Era questão de 5 minutos para eu chegar em casa.

A chuva havia acalmado, mas alguns pingos ainda insistiam de cair, consequentemente me molhando.

Troquei uma musica do Oasis por uma do Bom Jovi e comecei a andar pelas ruas calmas.

24 de novembro de 2012, 3:40m – Casa da família McBride

Levei mais um pedaço de chocolate até a boca enquanto trocava mais uma vez de canal. A única – e melhor – coisa que podíamos assistir de madrugada era as reprises da programação do dia todo – e isso para mim era maravilhoso.

Não podia desejar mais nada naquele momento. Eu estava estirada no sofá, comendo gordices enquanto assistia o top 30 do mês, na MTV.

Foi quando eu recebi a noticia da maneira mais assustadora possível.

Ainda chovia lá fora – e muito, diga-se de passagem. Os trovões me assustaram quando rasgaram o céu pela primeira vez, me fazendo pular do sofá. Foi quando a programação de clipes foi interrompida de repente, assim, na metade do clipe.

Estava tudo escuro na minha casa. A única luz era a que vinha da televisão ligada.

A imagem dele apareceu no canto da tela, ao lado de uma moça de longos cabelos loiros que era repórter local de Huntington Beach. Em baixo da sua foto estava a seguinte frase: “Baterista da banda americana perde a vida em um trágico acidente na estrada principal de Huntington Beach.”.

Um aperto muito forte afetou o meu peito e logo subiu pela minha garganta, não saindo mais de lá.

Ela falava depressa, mas mesmo que ela falasse devagar, eu não entenderia nada. Já tinha perdido a linha da razão.

Ele era o meu ídolo. Havia sido ele que eu havia escolhido para idolatrar e colar posters com a sua foto por todo o meu quarto. Era ele que me aninava – mesmo sem saber – com as suas batidas na bateria. Era com ele que eu sonhava na maioria das noites. Foi por ele que eu fiquei na fila do show durante 12 horas.

Era. Foi.

Não, isso não passava de uma brincadeira. Onde estavam os humoristas? Isso já estava passando dos limites.

Tentei me levantar, mas a essa altura do campeonato era impossível. Minhas pernas – assim como o resto do meu corpo – tremiam involuntariamente.

Era brincadeira, só podia ser.

Corri até a tv e mudei de canal. Eles transmitiam a mesma noticia, exatamente a mesma. Troquei de canal mais uma vez e a mesma coisa aconteceu. Tentei prestar atenção nas palavras que saiam da boca da repórter que estavam no lugar do acidente.

Tudo indica que o baterista estava bêbado e perdeu o controle do carro. Volto assim que tiver mais informações, Clare.

Dessa vez foi a vez da apresentadora do plantão falar.

–Ok Rachel, ficamos aguardando. Realmente é uma perda lamentável para o mundo do rock. Vamos relembrar agora alguns mom...

Desliguei a televisão com a mão tremula.

Um vazio no meu peito tomou conta de tudo ao meu redor. Talvez fosse infantil aos olhos de algumas pessoas. Mas eu ainda tenho esperanças que você, sim, você mesmo que está lendo, eu espero do fundo do meu coração que você me entenda. Ou pelo menos tente.

Um ídolo. Ele nem conhecia você; nem sabia da sua existência.

Essa seria a reação da minha mãe amanhã quando me visse num estado deplorável. Não a culpo. Depois que ela começou a namorar com o meu padrasto, o Billy, ela havia ficado um pouco fria. Não sei se isso foi por causa da morte do meu pai ou da simples convivência com Billy, mas ela não era mais a mesma.

Deixei um soluço escapar e logo senti o meu rosto umedecer.

Deitei novamente no sofá, dessa vez abraçando todo o meu corpo com os braços e fiquei ali sozinha no escuro até adormecer.


Notas finais
Não se esqueçam de dizer o que acharam, tá?
Até a próxima!