Uma das coisas que Regulus sempre achou bonito nos dois, era como as peles se contrastavam. Amava quando observava as mãos entrelaçadas, quando deslizava seus dedos pela barriga dela, quando ela deixava a mão espalmada em seu peito. Uma combinação que ele amava admirar.

Sua fome por Dorcas era infinita. Não se cansava do sabor dos lábios dela, do gosto que ela tinha, de como ela se encaixava tão bem em seu colo como naquele momento. Não enjoava da forma como ela se movia sobre si, os deixando imersos naquela realidade, longe de toda guerra.

Os gemidos que ela soltava, a forma que ela chamava seu nome, enquanto lançava a cabeça para trás e o arranhava no tórax, era a visão mais linda que tinha. No momento que fosse morrer, ele queria se lembrar principalmente desses momentos. A entrega que ambos tinham um com o outro.

ㅡ Você é uma delícia ㅡ arfou, sentindo-a rebolar com ainda mais gosto, enquanto seus dedos apertavam-na pela cintura fina.

Com um movimento rápido, a colocou deitada no sofá, afundando-se ainda mais dentro dela. O ritmo que impôs era quase desesperado, sentia-a tão molhada para ele, tão entregue.

ㅡ Te amo, Dorcas ㅡ murmurou em seu ouvido em meio a gemidos, era uma explosão de sentimentos e sensações. Precisava contar aquilo, confidenciar o amor tão intenso que sentia. Era a primeira vez que admitia em voz alta e gostou de como era melódico dizer aquilo.

ㅡ Eu sempre te amei, Reg ㅡ respondeu, sentido o ábismo do orgamos se aproximar, a cada investida dele.

ㅡ Teríamos sido bons juntos ㅡ confessou o que passava a tempos em sua cabeça. Mesmo que aquilo que tinham era proibido e findado ao fim, ele vinha pensando, imaginando um futuro inexistente ao lado dela. Namorado, se casando, poderiam ter algumas crianças e viajaram o mundo quando eles estivessem em Hogwarts. Nunca conseguiu imaginar-se velho, mas seria adorável envelhecer ao lado dela.

Ao amanhecer, Regulus Black deixaria um bilhete dizendo “Viva, Dorcas! Te amo para sempre” e optaria por aparatar sem uma despedida. Ponderaria se era o correto, mas saberia que não conseguiria estar ali para vê-la acordar em seus braços e logo depois morrer.

Ao amanhecer, Dorcas Meadowes leria o bilhete e choraria por Regulus, talvez seria a única a chorar por ele.

Ao entardecer, Regulus caminharia para a morte, ciente que seus atos heroicos eram apenas pelo amor sentido por uma mulher e pelo irmão. O único ato de coragem de sua infame vida seria a mais dolorosa.

Ao entardecer, Dorcas ainda estaria ainda na cama e cogitaria contar a Dumbledore e a Sirius, mas não teria coragem de trair a confiança de Regulus.

Ao anoitecer, Regulus estaria afogando-se e agradeceria aos céus por ter cenas bonitas para se lembrar enquanto estivesse agonizando.

Ao anoitecer, Dorcas atenderia a porta e estaria diante do bruxo mais cruel existente. Imediatamente, ela entenderia que eles haviam sido descobertos e que ela tinha informações preciosas demais naquele momento.

Após aquele dia, em que eles dançaram na sala da casa de Dorcas, a última e única valsa, ignorando o mundo externo, todos chorariam a morte de Dorcas Meadowes, uma das poucas a ser morta por Voldemort em pessoa.

Após aquele dia, em que Regulus finalmente disse que amava Dorcas, ninguém choraria sua morte, pois a única pessoa que o faria, também estaria morta.


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