Ônix

12 Capítulo XI – The Goodbye


Notas iniciais
Hey meus Wolfies ♥

Capítulo XI – The Goodbye

Um longo e tenso silêncio se estabeleceu entre nós, não sabia o que dizer ou mesmo o que pensar, eram tantas informações em tão pouco tempo, quase como se tudo o que precisava descobrir em dezoito anos de vida fossem jogados em mim de uma única vez.

Bem, na realidade era exatamente isso que estava acontecendo e eu não fazia a mínima ideia de como lidar com tudo aquilo de uma só vez, mas eu precisava, eu tinha de reagir de alguma forma, mesmo que um furação houvesse acabado de passar por minha existência e tivesse destruído toda e qualquer certeza que já tivesse tido.

Eu precisava de coragem. Abaixei o olhar para a pedra que segurava instintivamente, eu precisava de força, a lua nunca havia parecido tão negra quando finalmente desviei o olhar.

—Eu sei que é muito a se processar – Tatia estendeu sua mão e pegou a minha, me forçando a soltar a pedra, parecia tentar me confortar, mas apenas me deixou ainda mais nervosa – mas precisamos agir rápido.

—E fazer o que? – a fitei desesperada por uma resposta convincente que não se baseasse em um talvez ou um se – ir até o hibrido que todos vivem me dizendo que eu devo evitar? Que Tyler forjou a própria morte para afastar de mim?

Tatia se afastou, soltando minha mão, o que instantaneamente me fez sentir mais calma, estar perto dela me trazia uma mistura insana de sentimentos que não faziam o mínimo sentido, mas o que fazia sentido nesses dias?

Maldições? Vampiros? Lobisomens?

Minha vida deixou de fazer sentido no instante em que ela apareceu e talvez esse fosse o motivo para estar sempre tão alerta e irritada próxima dela, no fundo eu a culpava por tudo aquilo, mesmo que não fosse exatamente sua culpa e ela apenas estivesse cuidando de mim.

Era tão errado me sentir assim quando tudo o que Tatia estava fazendo e já havia feito era apenas para me manter segura, mas ainda assim havia uma parte de mim que ainda questionava sua presença, seus motivos.

Era impossível de evitar.

—Liah eu gostaria de poder te dar uma resposta – Tatia baixou o olhar sem coragem de continuar a sustentar o meu, aquilo quebrou a pequena ponte de confiança que tentava desesperadamente estabelecer entre nós – mas eu passei anos atrás de uma e tudo me leva de volta aos Mikaelson.

—Se ser um lobisomem não a salva da maldição, talvez torna-la vampira seria uma opção? – Nanda devaneou em voz alta, atraindo nossa atenção, a fitei indignada, como ela poderia sugerir aquilo? Como poderia considerar que seria uma solução me transformar em um monstro – não me olhe assim, estou tentando pensar em um jeito de salvar sua vida.

Eu a responderia com algo nada amigável, na verdade seria completamente o oposto de qualquer coisa boa que já havia dito a ela. Mas Tatia me impediu, cortando minha resposta antes mesmo que pudesse abrir minha boca.

—Não é tão simples querida — percebi que Tatia se esforçou muito para soar calma, ela parecia indignada com a sugestão de que não tivesse pensado naquilo ainda, ela tinha um temperamento pior que o meu em alguns momentos – transformar a Liah a mataria, lobos não podem ser vampiros.

Se lobos não podem se tornar vampiros como poderia existir um hibrido?

—Mas Klaus é um hibrido – soltei a informação sabendo o quão estúpido soaria, mas era uma verdade inegável que ele era parte lobisomem e parte vampiro e permanecia vivo a séculos.

—Ele se transformou graças a um feitiço – Tatia explicou se levantando de seu lugar e andando de um lado a outro – Rebeka escondeu o grimório que o contém a vários séculos, ninguém sabe como recriar o feitiço ou mesmo se alguma bruxa seria capaz de conduzi-lo.

—Então nem todas as bruxas podem fazer esse tipo de feitiço? – Nanda soou confusa, a fitei curiosa, depois de toda a loucura que havia ouvido era isso que a confundia? – pensei que elas fossem superpoderosas e todas essas coisas que vemos nos filmes.

—Nem tudo o que Hollywood produz é certo, na verdade quase nada está certo – Tatia revirou os olhos como se tudo fosse uma verdadeira estupidez – existem círculos e covens de bruxas, diversos tipos de feitiçaria e várias coisas que seriam impossíveis de se explicar. Apenas, nem todas são poderosas o suficiente.

—Okay, então não da para simplesmente falar com essa Rebeka e pedir o feitiço? – Nanda questionou inocentemente, sem entender ainda que nada nesse mundo sobrenatural parecia ser minimamente fácil, especialmente se tratando de mim.

Por um momento ignorei a conversa das duas, focando em algo que havia chamado minha atenção, aquele nome, Rebeka, era de alguma forma familiar, quase como se eu o reconhecesse de algum lugar, algo, no fundo da minha mente, parecia gritar que eu sabia mais.

Apenas não sabia dizer exatamente o que ou mesmo como.

—Rebeka é um dos originais – Tatia estava explicando para a Nanda que ouvia atentamente, ela sempre adorou qualquer tipo de história – ela é irmã do Klaus e pedir algo a ela nunca é fácil.

Algo naquela frase me tirou de foco novamente, se ela era irmã do Klaus e por algum motivo eu pensava que seu nome familiar, fazia sentido, de certa forma, que em algum momento de minha vida eu havia ouvido seus nomes e eles se fixaram em minha mente.

Ou era alguma outra coisa. E essa possibilidade me atormentava de uma forma estranha, não fazia sentido me focar em pensamentos como esse quando minha vida, mais do que provavelmente, corria o risco de dar uma pausa dentro de quatro meses.

—Então qual seu plano? – minha melhor amiga questionou verdadeiramente curiosa.

—Para anular a maldição é preciso alterar o estado da Liah – Tatia soou confiante, mas de alguma forma pressentia que não iria gostar nada de onde ela chegaria com aquele raciocínio – ou seja, torna-la algo que não é. Como já possui genes de lobo não adiantaria ativar a maldição, mas transforma-la em vampiro sim.

O que me confundiu mais do que seu plano se basear em me transformar em um monstro, era que ela havia acabado de dizer o mesmo que Nanda havia sugerido a pouco tempo e ela descartou no mesmo instante.

—Mas você acabou de dizer que isso me mataria – questionei verdadeiramente preocupada, eu sabia que não ia gostar da resposta, mas precisava ouvi-la.

—Não se for usado o mesmo feitiço do Klaus – Nanda completou o raciocínio que minha tia havia iniciado, ela sempre havia sido mais inteligente que eu.

Pelo menos quando se tratava de resolver os meus problemas.

—Exatamente – Tatia sorriu animada – por isso precisamos ir embora logo, estou em contato com alguém que pode nos ajudar a conseguir pegar o feitiço que Rebeka escondeu e...

Sua voz foi desaparecendo em minha mente enquanto sem perceber desviava o olhar pela janela, o barulho de um carro havia atraído minha atenção, considerando que minha rua era extremamente vazia todo o tempo, não devia haver ninguém ali, menos ainda estacionando em frente a minha casa.

—O que foi L? — Nanda soou levemente assustada, provavelmente achando que havia algo no jardim, considerando que eu fitava a janela sem reação.

As histórias do dia haviam mexido com seu psicológico tanto quanto com o meu, nos forçando a ver tudo como algum tipo de ameaça.

—Erick — seu nome escapou por meus lábios enquanto o assistia descer do carro e caminhar até a varanda da casa.

Ele sempre escolhia os piores momentos possíveis para aparecer sem avisar. Respirei fundo criando coragem para enfrenta-lo, ao me virar de volta para elas, Tatia havia desaparecido e Nanda fitava o celular.

Sua pele clara havia atingido um tom pálido e seus lábios tremiam, enquanto permanecia imóvel fitando a tela do celular, seus olhos arregalados me assustaram.

—O que aconteceu? — fui até ela, sem pensar duas vezes, preocupada, ignorando o som da porta se abrindo — Nanda diga alguma coisa.

Seus olhos se desviaram em minha direção, confusos, as lagrimas os deixando brilhantes, de preocupada passei a completamente aterrorizada por sua falta de reação.

Naquele momento tudo havia desparecido de minha mente, era como se a conversa que se passava ali a minutos atrás não tivesse acontecido, tudo o que me importava naquele instante era descobrir o que a havia assustado tanto a ponto de deixar a garota mais falante que conheço sem palavras.

Desviei o olhar ouvindo os passos se aproximando, Erick estava parado no arco da porta, seus olhos cinzentos quase negros denunciavam que algo realmente ruim havia acontecido, meu coração pareceu falhar uma batida pressentindo a má noticia a caminho.

—O que aconteceu? — perguntei mais uma vez, desesperada por uma resposta.

—O treinador Robert — suas palavras soaram tremulas, sua voz tão baixa que precisei de muita atenção para entende-lo — ele se matou.

—O que? — o ar escapou de mim de uma única vez, desnorteada com aquilo apenas sentei no chão ao lado do sofá, sem ter a capacidade de me mover.

Mais uma morte.

—Ele subiu no telhado da escola e pulou — Erick se sentou no sofá, me fitando de uma forma tão vazia que me fez perder o chão no qual estava sentava, o ar e todas as certezas e duvidas em minha mente.

Me levantei instintivamente, deixando minha confusão de lado e indo até ele, assim eu passei meus braços ao seu redor, ele desmoronou, me apertando contra si e chorando em silêncio, uma dor tão profunda e aguda que minha garganta se fechou, compartilhando uma pontada de sua dor.

Robert era mais do que um simples treinador para os jogadores, era quase como um pai, sempre cuidando deles como se fossem a própria família, “os filhos que eu escolhi” ele costumava dizer. E Erick, ele sempre havia sido seu favorito.

Depois de alguns minutos ele simplesmente respirou fundo e me afastou, seus olhos avermelhados sendo o único indicio de que havia chorado, o fitei confusa, sem saber exatamente o que dizer naquele momento.

—Eu preciso ir — Erick apenas se levantou e andou em direção a saída, como se nada tivesse acontecido.

Ele simplesmente saiu, sem nenhuma explicação, nenhuma palavra, nada, restando apenas aquele silêncio incomodo e a sensação de que eu não podia joga-lo no meu mundo, não depois disso, não se fosse significar ainda mais dor e sofrimento a ele.

—Tatia — soltei seu nome percebendo que ela descia as escadas, seus olhos castanhos me fitaram esperando a pergunta que ela sabia que eu faria — o que são todas essas mortes?

—É algo relacionado a sua maldição — minha tia voltou a se sentar no sofá ignorando completamente a aparição do Erick — algo como avisos de que seu tempo está terminando.

—Como assim?

—Uma maldição normalmente requer muito mais do que um feitiço comum — Tatia explicou calmamente, sua voz atingindo um tom suave, quase tranquilizador — sacrifícios são muito usados, no caso da sua, foram quatro mortes de inocentes.

Eu não conseguia falar, minha voz simplesmente desapareceu dentro de mim. O choque de suas palavras me paralisou por alguns instantes em que não conseguia realmente compreender seu significado.

Quatro pessoas inocentes haviam sido mortas por minha causa, e agora mais dois foram adicionados a lista. E ainda restavam duas mortes até que a maldição se concretizasse novamente.

Cai sentada no sofá, sem parecer forte o suficiente para me manter em pé, mesmo respirar parecia uma tarefa quase impossível.

—E é por isso que precisamos ir – Tatia falou um pouco mais alto, quase de forma desesperada – para acabar com isso tudo o quanto antes.

—Ir para onde? — Nanda de repente parecia mais interessada do que eu, limpando os olhos e voltando a se concentrar no assunto, tirar sua mente da tragédia recém acontecida mesmo que por alguns minutos apenas.

—New Orleans — ela falou com um pequeno sorriso se formando em seu rosto, como se falar sobre a cidade trouxesse boas lembranças — Elijah esta lá, ele pode nos ajudar.

—Elijah? Um dos irmãos Originais? – a surpresa evidente em meu tom de voz também devia estar estampada em meu rosto, aquilo não fazia sentido — não devíamos evita-los a todo custo?

—É um risco que teremos de correr — ela fechou os olhos por algum tempo, pensando no que dizer ou como dizer — precisamos da ajuda de alguém Liah, e Elijah é confiável, sempre foi.

—Preciso pensar Tatia, não posso responder algo assim agora.

—Claro querida.

Ela se levantou imediatamente e simplesmente foi embora, Nanda foi logo em seguida, dizendo algo sobre ter de encontrar o namorado, ele também devia estar destruído com a morte do treinador Robert, me deixando completamente sozinha com meus pensamentos.

Eu precisava ficar sozinha, precisava pensar em tudo o que eu havia ouvido hoje, toda a verdade que jamais havia sonhado ser parte de minha vida, mas naquele instante tudo o que mais desejava era não estar sozinha, era ter alguém para simplesmente me abraçar e dizer que tudo ficaria bem.

Mas não havia ninguém para fazer isso, até por que eu sabia que nada ficaria bem, de certa forma podia sentir isso como uma verdade absoluta e inegável e de certa forma não me aterrorizava, não exatamente.

O que me aterrorizava era saber que por minha causa duas pessoas inocentes haviam morrido, duas vidas simplesmente acabaram por estarem próximas a mim, quem mais teria de perder a vida para que eu entendesse que meu lugar não era mais aqui?

Que nunca havia sido.

Posso ter crescido aqui, passado a maior parte da minha vida, mas ainda assim, sempre havia sentido o vazio, um sentimento de que faltava alguma coisa, agora entendia a razão e era mais do que óbvio que não podia permitir que mais pessoas morressem, não se houvesse algo que pudesse fazer para impedir.

Se para acabar com toda essa loucura precisava ir embora, bem, então que seja, minha vida não era mais importante do que a de ninguém, se viesse a morrer por ir para New Orleans, pelo menos colocaria um fim a maldição, de um jeito ou de outro.

Por mais trágico que aquilo fosse, parecia ser a única resposta.

O jantar atingiu um nível novo de estranho, completamente silencioso, meus pais adotivos, mas ainda assim meus pais, pareciam ter medo de soltar uma única palavra, Tatia foi a única a se pronunciar, contando sobre o plano de me levar para Nova Orleans.

Posso imaginar o que passava por suas mentes, já haviam perdido o Tyler, mesmo que ele estivesse vivo, não podia voltar para casa enquanto eu estivesse aqui, mas ao mesmo tempo eles haviam me criado e agora assistiam enquanto eu decidia se ia ou não embora.

Por mais que desejassem o filho de volta, para tê-lo precisavam me perder, e via nos olhos deles que aquilo não era de nenhuma forma algo fácil a eles.

—E então Liah, já tomou sua decisão? – Tatia finalmente se manifestou depois de minutos em silencio, a curiosidade evidente em seus olhos – se precisar de mais tempo podemos conversar amanhã.

—Não preciso de mais tempo, eu vou para New Orleans – meus pais me fitaram em silencio, os olhos evidenciando toda a dor que tentavam esconder de mim, para tornar minha escolha mais fácil, mesmo que não tornasse — é a decisão mais lógica, é o certo a se fazer.

Tatia sorriu e apertou levemente meu ombro antes de se levantar da cadeira, podia ver que sua mente estava longe, pensando em todas as coisas que precisava fazer e como as faria.

De certa forma éramos mais parecidas do que apenas na aparência.

—Arrume suas coisas, saímos amanhã pela manhã — Tatia afastou em direção ao arco, parecendo verdadeiramente animada — tenho de providenciar tudo para a viajem ainda hoje, nada de ir a escola, afinal de contas é a última semana de aulas, você está praticamente formada.

—Vou arrumar as malas – apenas concordei para que ela pudesse ir embora logo. Tatia apenas assentiu e desapareceu sem nenhuma nova palavra.

Subi as escadas sem coragem de fitar meus pais, não conseguia encara-los agora, seria doloroso de mais saber que agora eu era a razão deles sofrerem, por mais que soubesse que provavelmente ficariam melhor sem mim.

Arrumei minhas malas com tudo o que imaginava precisar, sem muito critério, afinal não fazia ideia de como seria o clima ou mesmo a situação em que viveríamos, sentei na cama criando coragem de ligar para a Nanda.

Quando finalmente o fiz e contei que havia decidido ir para New Orleans, sua reação foi exatamente a que eu esperava, ou seja, ela quase surtou e começou a gritar comigo pelo telefone, dizendo que eu não podia fazer isso, que não podia abandonar ela.

Depois de alguns minutos falando tudo o que queria ela desistiu e com a voz chorosa disse que ia sentir muito minha falta, me ameaçando de morte caso não voltasse logo, o que chegava a ser cômico considerando que eu realmente poderia morrer, mas não graças a ela.

Pensei em ligar para o Erick, mas o que eu iria dizer a ele? Mentir mais uma vez? Inventar mais uma história para justificar todas as coisas que não podia contar para ele? O que justificaria uma mudança repentina para outra cidade, em outro país?

Mas eu tinha de me despedir dele, não sabia quando ia voltar, ou mesmo se iria voltar algum dia, precisava no mínimo dizer adeus, depois de tudo o que passamos juntos, não podia simplesmente ir sem dizer nada, e um telefonema não era o suficiente.

⚜️

Erick parou ao meu lado, na mesa mais afastada de todas, onde as conversas chegavam como meros murmúrios, seus olhos cinzentos me fitavam de uma forma vazia e confusa, o que me fez sentir vontade de correr dali.

—Obrigada por vir – minha voz soou baixa, mas Erick estava perto o suficiente para ouvir.

—Decidiu me contar a verdade? – ele se sentou a minha frente, sem desviar os olhos de mim, mas não conseguia sustentar seu olhar, apenas de senti-lo já tornava tudo mais difícil.

—Não, eu vim me despedir.

—O que?

—Vou embora da cidade por um tempo — ele me fitava completamente perdido, sem palavras, seus olhos cinzentos estampando toda a confusão que sentia, pisquei fortemente para conter as lágrimas que queimavam meus olhos — meus pais acham que depois de tudo o que anda acontecendo eu posso estar em perigo, vão me mandar para a casa da minha tia Tatia.

—Onde?

—New Orleans.

—É muito longe — ele pegou minha mão, com um olhar de perdido, quase suplicando – você não pode ir, não pode simplesmente me deixar.

—Eu tenho que ir.

—Quando?

—Logo pela manhã — soltei minha mão da dele e me levantei, sem dar espaço para mais palavras ou gestos que dificultassem ainda mais aquele momento — eu tenho que ir agora, adeus Erick.

Dei as costas para ele e fui embora, não ouvi sua resposta, nem sei se Erick se deu o trabalho de dizer algo, mas eu tinha de fazer isso, precisava ir embora antes que mais pessoas começassem a morrer.

A próxima podia vir a ser alguém que amo e isso, eu não seria capaz de suportar ser o motivo da morte dele, da Nanda ou da minha família.

Notas finais
Qualquer erro, desculpem, queria postar e talvez a revisão não tenha sido das melhores...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.