À procura de uma resposta
3 O quase encontro
Notas iniciais
No caminho fui pensando em como havia sido o dia, tão estranho e complicado...Fazia tempo que não fugia de minha rotina assim! Até que finalmente cheguei ao local combinado, e lá estava eu em frente ao relógio que batia 20:10. E nem sinal do Cristian, será que ele realmente tinha ido e cansado de me esperar? Ou estava atrasado também? Resolvi me acalmar e esperar mais um pouco, e mais um pouco, e mais um pouco, até que quando olhei novamente as horas já eram 21:00. E pensei alto:
–Acho que ele não vem!
Achei melhor então voltar para casa, mas logo que sai da praça senti algo estranho. Continuei caminhando e acabei percebendo, que havia um cara me seguindo. Sem saber o que fazer, pensei rápido e entrei em um mercadinho 24 horas que estava por perto. Assustada liguei para meu pai mas dizia que o celular estava fora de área, tentei ligar para um tio meu que morava ali por perto, mas novamente ninguém atendeu. Olhei para fora e o homem parecia esperar alguém olhando fixamente para mim que estava dentro do mercado. Não queria ter que chamar o Arthur, pois lembro-me de que ele havia me dito que estaria em um aniversário hoje a noite e eu não queria atrapalhar, mas sem saída e tentando manter-me calma liguei para ele que atendeu na segunda chamada. Dava para ouvir um som alto ao fundo e várias vozes falando juntas, não estava entendendo o que ele falava até que ele foi para um lugar mais calmo e tornou a falar comigo. Expliquei a ele o que havia acontecido e na mesma hora ele pediu para que eu esperasse lá dentro por ele que já estava a caminho, e desligou.
Após uns 15 minutos lá estava ele, entrou no mercado e foi logo ao meu encontro. Conversamos um pouco e mostrei para ele quem era o cara, nunca havíamos visto ele antes e não sabíamos o que ele poderia fazer. Olhamos novamente para fora e o homem ainda estava lá e parecia impaciente. Arthur teve uma ideia, enrolaríamos mais um pouco lá dentro e sairíamos abraçados como um casal conversando sobre alguma coisa, e o cara vendo que eu não estava sozinha, desistiria. E foi o que fizemos, duas quadras depois já não se via mais aquele cara, tinha desistido.
Agradeci a ele mais uma vez, não sabia o que teria acontecido se ele não tivesse ido me ajudar. Ele disse que sempre que eu precisasse poderia contar com ele e que não deixasse de jeito nenhum de avisá-lo se algo assim acontecesse novamente. Acabamos com aquele assunto e ele me perguntou então se estava com fome, já que meu “encontro” não tinha dado certo e deu a ideia de a gente ir ao Rood's, nossa lanchonete favorita. Pedimos o de sempre, batatas fritas e duas cocas. Ficamos lá até umas 22:00 conversando, e depois ele me levou em casa. Nos despedimos e confirmamos nosso plano que ocorreria na manhã seguinte.
Eu não estava com o menor sono naquela noite, e não conseguia dormir de jeito nenhum, então decidi ligar minhas músicas no aleatório e peguei um livro para ler. Já era passado da meia-noite quando consegui pegar no sono e descansar um pouco.
Na manhã seguinte, como combinado levantei-me (dessa vez na hora certa) tomei um café e um banho para acordar bem, e fui esperar o Arthur na pracinha onde havíamos combinado. Chegando lá avistei-o sentado no balanço amarelo (o mesmo de sempre), parecia que já estava me esperando a algum tempo. E fui logo a seu encontro.
–Bom dia Sofi! E aí, preparada? -Disse ele se levantando do balanço onde estava.
–Bom dia! Mais preparada e curiosa impossível… -Respondi empolgada.
–Vamos logo então! -Ele me disse sorrindo.
Fomos indo sem pressa ao endereço que havia atrás do bilhete que tinha recebido. Que acabou dando exatamente em uma casa aparentemente antiga e abandonada. Não sabíamos o que estava por vir, afinal podia ser só uma brincadeira com a gente (ou não). Decidimos entrar logo e acabar com aquilo de uma vez, e ao passarmos o portão, bem na frente da porta onde tinha um tapete escrito “Bem-vindos” havia um outro envelope, mas dessa vez era vermelho. Peguei-o e abri para ver se continha mais algum passo, e o bilhete dizia o seguinte:
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Sabia que você viria, é muito curiosa para não dar bola a um mistério desses. Se estiver disposta a continuar a desvendá-lo é só abrir a porta com a chave que está pendurada no vaso de flor aqui ao lado. Boa sorte!
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Eu estava assustada, parece que esta pessoa me conhecia, mas eu não sabia quem era e nem o que queria comigo. Fizemos exatamente como mandava o bilhete e ao entrarmos naquela casa a porta fechou e nos deixou trancados lá dentro.
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