À procura da Verdade
4 Capitulo 4
Eu e Rose saímos pro gigante pátio do quartel, eles tem uma praça com um chafariz de escultura neoclássica. Nessa escultura havia um anjo meio que protegendo uma anja, como se fosse um ato de amor ou sei lá. No caminho até a praça eu perguntei pra Rose:
—Por que você quis entrar nisso?
—Nisso o quê?
—Nessa coisa de guarda e tals.
—Talvez porque eu não tenha nada melhor pra fazer ou talvez porque eu sempre curti essa coisa de direitos iguais.
—E como era até você chegar aqui?
—Muito ruim -isso foi vago e frio- E a sua vida?
—Patética -disse abaixando a cabeça com vergonha de admitir isso.
—Entendo...
—Já vi que você já arranjou alguém pra casar!
—Oi? -eu disse tentando procurar de onde vinha essa voz.
—Para de tentar me casar May -May?
—Não seja tão chata, você não sabe o quanto é bom servir um homem -então ela aparece atrás de mim me abraçando.
—Aonde diabos você tava garota? -eu disse com certo medo dela.
—Eu já estou aqui a um certo tempo, ou seja, eu já sei alguns truques -ela diz isso como se fosse algo legal.
—Tanto faz, por que você não dá o fora? -a Rose é muito direta!
—Mas eu nem tô atrapalhando nem nada -ela começa a se empoleirar em mim.
—Sim! Você tá incomodando! -que medo dela!
—Sua chata! -então ela vai embora com uma cara de criança mimada.
—Quem era ela?
—Mayumi Misaki, ou só May, a família dela veio do Japão pra viver aqui.
—Legal. Ela que é a sua colega de quarto?
—O que você acha? -ela disse com insatisfação no olhar.
—Atenção a todos os novatos do quartel, compareçam ao estádio e aos mais antigos, vão até o teatro! Rápido!
—Pra que? -eu perguntei.
—Pra dar um discurso chato de duas horas e de como eles estão gratos por você estar aqui, também passei por isso Track -ela começou a caminhar junto comigo- ,depois eles tentam ver se tem algum escolhido pra uma chave idiota que eles tem, mas até agora eles não conseguiram ninguém -interessante.
—Onde fica o estádio?
—Fica à direita da praça e o teatro fica à esquerda da praça. Até depois Track!
—Até!
Chegando lá eu vi Paul que me disse que ava preocupado, pois ele não conseguia me achar em lugar nenhum, eu pedi desculpas e fomos nos sentar nos inúmeros bancos que havia na quadra.
Sentando lá eu vi que não tinha pouca gente ali, eram quase sessenta pessoas mais ou menos.
—Bem, vamos dar inicio as boas vindas aos novos integrantes. -eu acho que ele é tipo o major ou sei lá, ela tá falando de um microfone muito alto- Queria agradecer... -eu não tenho saco pra isso!
...
—Track! Track! -era Paul.
—O que foi? -eu disse.
—Muito bem senhor Track, dormindo no meu discurso -oi?
—Como assim? Aquela coisa chata? Quem não dormiria? -acho que ele ficou puto comigo.
—Então acho que talvez você deva subir no palco e tentar ver se você é ou não o escolhido da chave.
—Talvez eu vá! -então me levantei do meu lugar.
—Só uma coisa garoto, se você não for o escolhido, terá que lavar as minhas roupas e trabalhar pra mim até o final do ano! Essa é uma regra pra todos os escolhidos! -ele disse se virando pra todo mundo.
—Feito, aceito a proposta! -se bem que ele ia me obrigar a ir pra lá de qualquer jeito!
Subo as escadas do pequeno palco da quadra, lá tem um pequeno altar onde tem uma chave de ouro com um pentagrama no centro da chave e a parte onde fica pra botar na fechadura têm uma forma bem antiga. Um guarda tira o vidro do mini altar para mim poder pegar a chave. Eu pego a chave, mas não vejo nada de demais, ela até que é legalzinha e tals, mas sei lá.
—LEMBRE-SE GAROTO, VOCÊ VAI TER QUE TRABALHAR PRA MIM! -o major disse lá do fundo.
—Olha garoto -agora é uma tenente, com lindos olhos azuis, que tá falando comigo- ,você vai ter que fazer um pedido pra chave, se der certo, a chave vai brilhar e te disser o código mentalmente -muito massa!
Então tá! O meu pedido é... É muito difícil! Então eu encosto a chave na minha mente e... A minha vida toda passa bem na frente dos meus olhos, tudo o que sofri, todas as acusações, todas as "brincadeiras", todo aquele sofrimento! Tudo!
O meu desejo... É ser o mais forte entre todos, é poder alcançar tudo o que quero com os meus poderes, é poder viver bem! Vamos! Realize o meu desejo!
Volto a mim e a chave brilha intensamente, então o brilho destrói todas as lâmpadas do local e somente ela fica brilhando. Asas de platina surgem na chave.
—O código é... Chave que contém o segredo da vida, almeje a minha vitória, abra-te!
Ninguém acreditou no que aconteceu. Todos estavam pasmos. Era como se tudo fosse uma farsa ou sei lá. Dou uma revisada na memória pra não esquecer o código, tomo coragem e digo:
—Chave que contém o segredo da vida, almeje a minha vitória, abra-te!
Então a chave começa a crescer e seu pentagrama desaparece, agora a chave parece um báculo. Sinto algo estranho em mim, como se não tivesse controle do que faço:
—Major, eu te desafio pra uma batalha, pois eu não posso aceitar a sua incompetência, nem a sua falta de interesse neste recinto! Vamos, lute! Ou o senhor não tem coragem de me enfrentar!?
—SEU MOLEQUE ATREVIDO! VOU TE ENSINAR O SEU LUGAR!
Então a tenente levanta a mão e todos que estavam na plateia vão para os cantos do estádio, ficando assim um circulo. Eu pulo do palco e vou em direção ao major, ainda segurando o báculo-chave.
—Sabe garoto, seu olhos estão diferentes, talvez seja esse seu medo de maricas que você tem!
—...
—Perdeu a coragem viadinho!?
—... -MORRA!
Então ele pega um facão do seu cinto e vem pra cima de mim, então eu aponto o báculo-chave pra ele e um pequeno arpão sai de uma abertura na ponta do báculo. O mini arpão se solta do báculo com um pequeno tornado em volta, o major usa o facão para desviar o arpão, então eu aponto a abertura do báculo pra baixo e um tornado forte saí da abertura e me impulsiona pro topo do estádio. Então eu paro em uma viga que sustenta o estádio.
—Acabou pra você major! -eu digo bem alto.
Eu pego o meu báculo e aponto pro major, então o báculo cria uma pequena luz no círculo onde ficava o pentagrama e começa a desenhar um pentagrama e então eu olho pro major com nojo e sinto um enorme poder me consumindo. A abertura da chave solta um furacão muito forte e com inúmeras linhas verdes em volta dele, o furacão estão concentrado em atingir o major e nada mais. O major faz a lâmina do facão brilhar e tenta cortar o furacão, mas foi tudo em vão. O furacão que eu criei atinge o major em cheio e corta a lâmina do facão dele ao meio. Com o forte vento, as roupas do major são cortadas junto com a sua pele, o major caí no chão e não consegue se levantar.
—O.K.! Acabou! O vencedor é Track! -todos me olham com surpresa nos olhos e eu ignoro.
Eu ainda não sei o porquê eu não consigo controlar o meu corpo, mas eu curti o fato de ter todo este poder só pra mim. O báculo-chave volta ao normal e eu também, mas sinto uma sonolência e acabo caindo da viga.
Quando acordo o Paul tá do lado da minha cama.
—Finalmente você acordou! Faz dois dias que você tá dormindo! -ele disse isso com uma cara de preocupado.
—E o que aconteceu?
—Você caiu da viga e por sorte a tenente conseguiu pegar você. Ela disse que você usou muito poder pra usar o báculo.
—Entendo...
—Cara, eu nem acredito você pode usar a chave! Isso vai sair em vários jornais com certeza! -droga!
—E só você ficou aqui?
—Não, a Rose veio, ela até passou a primeira noite aqui. Acho que ela tá a fim de você!
—Nem vem! A gente é só amigo!
—Sei! -deixa quieto!
Eu então suspiro de alivio e de cansaço também.
—É mesmo!
—O que?
—Você ainda não fez a prova pra poder entrar.
—Como assim?
—Tem uma prova pra saber em qual grupo você deve ficar! -eu pensei que ter derrotado um major já fosse suficiente!- Os grupos são divididos em Ranks, o grupo S e o grupo SS só são classes especiais, ou seja, são Ranks que só se alcançam com o tempo, eu tô no Rank B, por um ponto eu quase entrei no Rank C -você é tão na média assim?- Você tem que fazer!
—E como eu faço isso?
—Bem você tem que travar uma luta com algum veterano, mas esse ano foi feito um sorteio por máquina e tal.
—E quem eu peguei?
—Um garoto loiro chamado Justin, mas ele não tava lá no dia, pois ele se recusou a sair do quarto dele.
Peraí! Um garoto loiro, anti-social e que se recusou a ficar no teatro pra seleção... Tenho medo de que ele seja quem eu tô pensando.
—Na descrição dizia que ele usa as espadas que profanaram as terras do sol nascente. -você tá lendo isso num papelzinho!- ele conseguiu essas espadas, pois ele foi um dos melhores até agora, mas por um ponto, ele ficou no Rank B, assim como a Rose, por dois pontos ela também ficou no Rank B, por pouco eles não são Rank A. -sou só eu ou só eu acho que ninguém liga pra essas porcarias de Ranks!?
—Tudo bem, eu vou ter que fazer de qualquer jeito mesmo! -eu disse revirando os olhos.
—O.K.! Vou falar com a enfermeira e perguntar quando você pode sair.
Então Paul saí do quarto e então eu olho a janela, e vejo um monte de casas ao fundo, isso me traz uma nostalgia. Acho que se eu vou enfrentar esse garoto ai, eu tenho que me preparar, mas com o que?
—Oi! -que susto!
—Eu tava filosofando aqui!
—Desculpe! -era um cara de jaleco com uma mascara de esqui e óculos vermelhos especiais, tipo aqueles de espiões, ele também tá usando um chapéu glichê de detetive- não queria te incomodar, eu só queria dizer que o Paul ficou no meu grupo e espero que você também fique, eu sou seu professor, eu devo te guiar durante as missões, minha única habilidade é de fazer estrategias com grande agilidade e facilidade e pegar quase todo tipo de arma do meu jaleco! -ele disse isso como se fosse algo normal- Eu vim até aqui pra te dar essa espada antiga, ela sera a sua arma, na verdade essa espada tava mofando no sotam do quartel e como ninguém dava ela pra ninguém eu decidi que você deveria usar -a voz dele era mandada por um aparelho estranho- , e eu também devo de admitir que eu tô louco pra ver uma briga de espadas! -eu acho que ele tentou rir...- Bem, não é porquê você tem um báculo que você deveria usar como arma, a tenente disse que essa sua chave -ele aponta pra uma mesinha do lado da minha cama, onde estava a chave- ,é muito perigosa, pois ela usa muito da sua energia vital, então ela pediu pra mim te dar alguma outra arma, eu já gravei a sua senha de inscrição nela, assim ninguém vai roubar ela de você! Boa sorte! -então ele se manda.
Ele deixou a espada apoiada na mesinha, a espada tinha uma ave desenhada na lâmina, eu curti bastante a espada, mas será que eu vou conseguir passar no teste, pois vai ser meio chato eu ficar num grupo em que eu não conheço ninguém. O jeito é esperar pra ver, eu acho. Quando tento me virar eu vejo um cartão dizendo: " do seu futuro professor Scott". Acho que esse é o nome desse cara que me deu a espada... Ele é meio bizarro, mas é gente boa. Agora eu vou deitar um pouco, nem me aguento mais. Então eu fecho os olhos novamente, fecho os meus olhos para aquela vista nostálgica, para aquelas casas, para tudo.
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