Notas iniciais
*-* e aqui está o cap 3; espero que gostem. Usei a pag 13 do cap 57 para me dar inspiração para esse cap
Não se esqueçam de comentar

Juvia não tinha muita coisa a reclamar depois de um ano como classe-S. Assim que o mestre a promoveu, ela resolveu deixar para lá o fato de ter conseguido de forma injusta. Afinal, de certo modo, ela só seria classe-S por causa de um plano que o mestre parecia esconder. Se esse plano fosse pelo bem de sua guilda, ela continuaria do mesmo jeito que estava sem reclamar.

As missões, é claro, estavam bem mais difíceis depois que Juvia virou classe-S. Seus colegas de time estavam sempre querendo ir nessas missões e ela nunca tinha tempo para tentar falar com mestre Jose. Talvez esse seja um dos planos do mestre. Juvia se perguntou qual era o motivo de tudo aquilo.

Já estava com 16 anos. Ela estava se sentindo cada vez mais forte. Mas também cada vez mais temida e solitária. Agora as pessoas a chamavam de “supermulher-chuva”. Isso poderia ser algo bom, o mestre dizia isso, mas Juvia sempre se sentiu mal. Ela preferia ter amigos a ser temida.

Só havia uma coisa que Juvia queria mais que amigos. Um príncipe. Um homem bonito de preferencia com um belo sorriso e que fizesse Juvia sorrir todo dia. Além de ter um poder parecido com o dela, assim os 30 filhos que Juvia queria ter poderiam se tornar excelentes magos no futuro.

Isso era tudo que ela queria de mais importante, então por que era o mais difícil de conseguir? Mesmo que andasse com seus colegas de time, nenhum deles era perfeito para ela. Nenhum deles poderia chegar aos pés daquele príncipe de seus sonhos. Que Juvia, apesar de tudo, ainda queria que existisse. Apesar de ela saber que ele não existia. E nem nunca iria.

Mas Juvia decidiu que não iria ficar deprimida por algo assim. Ela apenas deveria lutar. Quase sempre o Element Four tinha uma missão para fazer. Porém, naquele dia em questão, eles decidiram tirar uma folga. Juvia então decidiu que deveria aproveitar e ir a uma missão sozinha.

A missão que ela pegou era para derrotar uma dark guilda. Uma guilda de mercenários. Chamada “The Diamond Gigant”. Ela só deveria derrotar a guilda e voltar para casa no final do dia com o dinheiro só para ela. Não parecia difícil, não para uma classe-S, pelo menos. E mesmo que tenha virado uma classe-S de forma desonesta, ela sabia que teria conseguido de forma honesta também. Então não deveria ser difícil.

Quando Juvia havia chegado à cidade, ela andava confusa pelas ruas. Ela não sabia por onde começar a procurar. Nunca fizera uma missão sozinha antes. A chuva estava forte dessa vez por causa do estresse dela. Juvia usava seu guarda-chuva rosa e cantava “Shin, shin, to” enquanto andava. Procurando algo que a fizesse perceber uma pista para a tal dark guilda.

Quando ela viu um homem de capa roxa na rua. Ele tinha cabelos arrumados e olhos azuis. Ele era bonito e Juvia notou um bando de mulheres em volta dele, gritando coisas como: “Salamandra-sama!”. Juvia nunca entendia o motivo de “Sama”. Que ridículo. O tal “salamandra” sorria e entregava flores às garotas ao redor dele. Mesmo na chuva, ele ainda sorria. E Juvia se interessou ainda mais por isso.

— Com licença. – ela disse para o salamandra. – Juvia é a mulher-chuva.

Ela sentiu todas as outras mulheres em volta fecharem a cara para ela. Juvia não entendia o porquê. Só estava falando com o tal mago. Nada mais.

— Olá, Juvia. – disse o tal salamandra sorrindo. – Sou o Salamandra. – e então ele sorriu um sorriso Colgate.

— Juvia procura por uma guilda. – disse ela. – Salamandra-san poderia dizer á Juvia se existe algo por essa cidade?

-... Eu ouvi falar de uma dark guilda por aqui sim. Mas não sei se é a que você está procurando.

-Juvia procura pela “The Diamond Gigant”.

— É essa mesma. Quer que eu te leve até lá?

Juvia se perguntou como aquele homem conhecia o caminho até lá. Mas antes de ela aceitar, ela viu o anel que ele usava. A magia “charm”. Uma magia para enfeitiçar jovens garotas a se apaixonarem. De repente, após a descoberta, o tal homem não parecia tão bonito para ela.

-Não. Juvia agradece. Ela vai sozinha mesmo.

Antes que o tal “salamandra” dissesse qualquer coisa, a mulher-chuva já estava saindo de perto, indo pelo caminho oposto. Ela apenas resolveu que acharia sozinha o caminho.

Juvia não sabia mesmo o que estava fazendo. Ela procurava por toda a cidade, mas não achava de jeito nenhum o caminho para a tal guilda. Talvez ela devesse ter aceitado o convite do Salamandra. Teria sido mais fácil e simples e ela poderia chegar à guilda. Mesmo se fosse apenas uma roubada qualquer.

Quando ela estava andando pela rua normalmente, ela sentiu alguém tocar em seu ombro. Ela parou de andar e olhou para trás. Era o Salamandra de novo.

— Olá. – ele disse. – Então, vai aceitar meu convite?

Juvia ficou desconfiada, mas aceitou. Não havia outro caminho mesmo a não ser aceitar a ajuda dele.

— Juvia acha que tudo bem. – ela disse. – O seu nome é realmente Salamandra?

— É assim que me chamam. – ele disse.

— Então por que tem uma marca da guilda do Titan Nose? Juvia pensou que o Salamandra fosse de outro guilda, a Fairy tale.

O Salamandra estreitou os olhos. Sua marca ficava no pescoço e ele não tinha percebido que falava com uma maga.

— Tudo bem. – ele disse. – Não me chamo Salamandra. Sou Bora. Da Titan Nose.

— Juvia nunca ouviu falar de seu nome.

— Não somos muito famosos. – respondeu ele. – Mas ainda quer que eu te mostre o caminho ou não?

— Juvia aceita. – ela disse. – Mas vá na frente.

Bora passou na frente de Juvia e começou a andar, Juvia o seguindo.

— Como bora-san sabe o caminho? – pergunta Juvia.

— Porque já fiz um trabalho contra esses caras antes... Mas não foi nada de mais.

Juvia se perguntou como um cara desses deve ter arrumado uma missão contra uma dark guilda. Ela podia imaginar ele sendo preso e levado para a guilda deles como refém.

O resto da caminhada não teve mais conversas. Tanto Juvia quanto Bora ficaram em silêncio. De fato, aquele homem não poderia ser nem de longe o príncipe de Juvia. A mulher-chuva saberia quando o visse pela primeira vez, que seria seu príncipe. É claro, se ele existisse. Mas como Juvia queria que ele existisse...

Duas horas depois de caminhada, eles chegaram a uma passagem escondida dentro de uma floresta. Essa passagem com certeza deveria levar á tal guilda.

— Juvia agradece. – diz ela antes de mandar o cara embora. Agora ela não precisava mais dele.

— Disponha. – ele disse. – Vai querer que eu vá com você?

— Juvia não quer.

— Então... Quer sair comigo qualquer dia desses?

Juvia se surpreendeu. Ela nunca havia sido chamada para sair antes.

— Hã?! – ela perguntou sem entender. Bora não era o príncipe de Juvia. Apenas um cara por aí. Por que ele a chamara para sair?

Bora olhou para o céu.

— Bem, teria que ser em um dia mais bonito, não? Hoje está completamente sem sol há horas.

— Isso é por causa de Juvia. – respondeu ela ainda pensando no assunto. – Juvia é a mulher-chuva. A chuva segue Juvia aonde for que ela vá.

Bora olhou para ela de um jeito, que Juvia jamais seria capaz de esquecer.

— Então esqueça o convite. – disse ele. – Se a chuva te segue para o todo lugar como eu poderia acampar ou ter um piquenique no parque com você? Sinto muito, mas teremos que terminar.

— Mas... – Juvia tentou dizer alguma coisa, mas ele já estava indo embora. Ela não conseguia acreditar. Mesmo sabendo que iria dizer não para ele, ela estava triste por ter sido rejeitada. Todos os homens eram assim... Poderia ser o primeiro encontro de Juvia... Mas agora não iria acontecer, por que não haveria um único homem naquele planeta que poderia entendê-la. Ela seria sempre a mulher-chuva. E jamais poderia ser feliz de verdade.

Notas finais
*-* então gostaram? comentem, por favor