Notas iniciais
Oe :D
Então, voltei aqui u-u demorei, eu sei e tals, porém eu sou eu. Cês entenderam nada né? Pois deixa quieto G.G
Deem boas-vindas à Scarlet!

Scarlet desceu as escadas da escola, praticamente correndo, deixando os gritos, gemidos e arrastados no segundo e terceiro andar. O bastão de beiseboll em sua mão tremia enlouquecidamente. Seu cabelo castanho longo grudava na testa pálida, o suor escorrendo pelo rosto gélido. Os olhos azuis percorriam o térreo, na procura dos mortos que estavam em busca de vivos. Desceu o último degrau. O andar estava vazio, somente ela estava ali. Correu para a porta de entrada da escola, o coração batendo fortemente em seu peito, fazendo o mesmo doer um pouco.

Ela não sabia o que tinha acabado de acontecer. Ou o que ainda estava acontecendo. Scar, conhecida assim por amigos, estava na sala de aula quando aquilo começou.

Flashback on.

Sua professora de filosofia estava dando mais uma de suas aulas chatas, e Scarlet ficou observando Atlanta pela janela que havia à sua direita, presa na parede. O céu azul límpido coberto de nuvens fazia ela sair do mundo fisolofico de Srta. Parks, que contava tudo com tudo muito entusiasmo, o coque loiro caíndo de vez em quando.

De repente, um empurrão foi ouvido na porta. Scarlet levou um susto, assim como toda a sala. Srta. Parks, com seus jovens vinte e dois anos foi até a porta sorrindo para os alunos, cantarolando algumas besteirinhas. Abriu a porta, e de primeiro não prestou atenção em quem estava ali.

Seu grande erro.

O alguém que deu o empurrão na porta, pulou em cima da professora, os movimentos moles, porém fortes. Os garotos da sala riram com aquilo, porém Scarlet viu algo errado ali, principalmente quando a professora gritou de dor. O homem havia dado uma mordida forte em seu ombro, tão forte a ponto de fazer com que sangue escorresse por seu cabelo e encharcasse a blusa cinza da professora. Scarlet pegou o bastão de beiseboll do aluno jogador ao seu lado, correu em direção da professora e bateu nas costas do homem com força. Ele se virou para ela, revelando-se um rosto meio acizentado, os olhos azuis e vermelhos. Suas roupas ainda estavam em bons estados, porém, sangue escorria de seu pulso direito, em marca de uma mordida.

O cara se arrastou para perto de Scar. Parecia que uma das pernas do cara não estava funcionando. Ele gemeu. Scarlet, com medo do que ele poderia fazer com ela, bateu o bastão na cabeça dele. Para o susto de todos, a cabeça do mesmo saíu, e o corpo caíu morto no chão.

– Eu sabia! — alguém murmurou no final da sala — O apocalipse vai começar.

Flashback off.

E assim se fez. O idiota do apocalipse começou, afinal. Todos estavam mortos agora, com exceção de Scarlet. Mas agora, seria muito mais difícil se manter viva, quando viu que aquelas coisas comiam gente, e ainda por cima, devoravam-os vivos.

Scar era gente, e viva. E apartir daquele momento, uma desconhescida para todos. Ela correu para fora da escola, abrindo a porta de entrada e vendo a rua deserta, com apenas algumas batidas de carros, papeis e jornais voando pra lá e pra cá. Aquilo parecia mais um cenário daqueles filmes de terror, que falam sobre como o mundo pode acabar.

Isso! Scarlet pensou É isso que está acontecendo. O fim do mundo, só pode.

Ela andou devagar pela rua vazia, sem direção, primeiramente. Passou por um carro vermelho capotado, olhando para lá dentro. Ninguém. Andou por mais alguns, sem nenhum aparecimento não-desejado pelo caminho, somente asfalto, asfalto, asfalto, e asfalto. Mais dois carros capotados, um em cima do outro. De novo, não tinha ninguém lá dentro. Passou por uma loja de armas escancarada, com a porta aberta e entrou. Não havia sequer uma pessoa lá dentro, apenas um machado vermelho, uma 38, uma espingarda, um punhal, algumas facas e um soco americano. Ela pegou tudo, enclusive um cinto para colocar as armas. Apenas deixou a espingarda ali, junto com o bastão. Talvez alguém precisasse deles depois, afinal.

Andou para fora novamente, encontrando o nada de novo. Segurava o machado negro e vermelho na mão, o pulso doendo de tanta força que ela fazia por segurá-lo, esperando que alguma coisa voasse em sua direção, mas isso não aconteceu.

Continuou andando sem direção.

Ela ficou pensando o tempo todo no que estava acontecendo. Isso só pra deixar sua mente mais confusa, e aquilo a pertubava. Muito. Não saber onde estava seus pais era ruim.

Virou uma rua. Deserta, mais uma vez. O peito começou a estufar de raiva. Ela não gostava do silêncio, não gostava de ter que estar sozinha ali, não gostava da brisa suja que batia em seu rosto. O céu tinha ficado de uma cor alaranjada, apesar de ainda ser de dia. Não gostava de suas roupas, não gostava de ter que carregar armas por todo seu corpo, e não gostava de estar no centro de Atlanta — ou pelo menos perto.

Faltava apenas um quarteirão para chegar até o centro da cidade, e ela pretendia encontrar seus pais lá. Eles moravam lá. Trabalhavam lá. Tinham vários amigos, e até um achorro lá. Teriam que estar lá.

Mas quando virou uma rua, Scarlet teve quase certeza que não chegaria em sua casa... Pelo menos com vida. Centenas de pessoas iguais ao cara que tentou matar a Srta. Parks, digo, milhares, estavam enfileirados pelo asfalto. Eles não atacaram de primeira, porém Scarlet correu na direção contrária deles. E eles correram atrás dela, uma legião de mortos-vivos correndo atrás de uma única garota.

Ela passava por entre entulhos, carros capotados, pessoas mortas, papeis de jornais e até por armas, na qual pegava sempre que podia. Scarlet atirava para trás de vez em quando.

Ela virou para um beco vazio e escuro. Tinha até saída, para sua sorte. Nenhum morto do outro lado. Nenhum obstáculo pelo caminho. Mas, quando menos percebeu, seu corpo foi puxado para um lado, para dentro de um prédio, e o alguém que a pegou fechou a porta. Ele soltou Scarlet, enquanto os zumbis passavam pelo beco atrás da garota.

– Obrigada — ela sussurrou, com a cabeça baixa.

– Qual o seu nome, garota?

– S-scarlet.

– Scarlet, o.k — o homem, que Scar ainda nem tinha visto o rosto, disse

– Preciso que fique aqui, e que não saia. Está com boas armas, e espero que saiba se protejer. Eu vou atrás do meu irmão, ele está lá em cima, chegarei logo. Já estou indo.

O homem ia subindo as escadas ali perto, porém Scarlet o chamou.

– Qual o seu nome? — ela murmurou, preparando o machado.

– Meu nome é Daryl. Daryl Dixon, o que vai vir aqui é o Merle. — ele preparou a crosbow — Estou indo agora.

Notas finais
Então, quem gostou? Ah, sei lá né ~risos~ tô com preguiça de fazer aqueles (KKKKK) '-'
ok, isso aqui não pode sair grande né, tenho que fazer uma pesquisa mais importante que a minha vida.
Então xente, deixem reviews :3 só pra lembrar, esses capítulos são somente pra apresentar os personagens, tá? :@
Próximo capítulo, o personagem de Sweet Blue :D
comentem u-u
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.