you gotta believe -Tiva - NCIS
1 Capítulo único
Notas iniciais
A fanfic começa logo após Tony entrar no elevador para ir embora, ou seja, do exato momento em que o show terminou.
Quando as portas do elevador se fecharam, Tony soltou as lágrimas que estavam embaçando sua visão. Dizer adeus para o Bishop, e especialmente para Mcgee, fora mais difícil do que ele imaginava. Mas conservava a certeza de que se veriam novamente. Afinal não eram apenas colegas de trabalho, tinham se tornado amigos. Na verdade, pensando em retrospecto, Tim tinha se tornado o melhor amigo de Tony há alguns anos.
Ao se encaminhar para carro Tony deu uma última olhada para o prédio onde passou grande parte da sua vida profissional e recordou com orgulho dos momentos vívidos naquele lugar e se pegou tendo saudades das paredes cor de laranja e da luminosidade que a claraboia proporcionava. Sabia que teria saudades do trabalho de campo, mas ainda assim gostou do rumo que sua vida estava tomando.
Durante o caminho de volta lembrou-se da Abby, sua companheira desde que começou a trabalhar no NCIS. Tinha certeza que a veria muitas vezes, além de grandes amigos e confidentes, Abby se dava bem com crianças e desde que soube da existência da Tali sempre estava lá para mimá-la como uma boa tia faz.
Os pensamentos saudosos se esvaíram assim que ele abriu a porta de seu apartamento e viu Tali brincando com seu pai. Sempre que olhava para Tali sabia que tinha feito a melhor escolha. Assim que viu Tony, a pequena abriu um sorriso. Um sorriso que era muito familiar para ele, pois era o mesmo sorriso de Ziva. Alias, o rosto todo da criança lembrava o da sua ninja. Exceto os olhos, que eram de Tony. Não queria deixar o fluxo de pensamentos seguir, pois sabia que acabaria chorando, e não queria preocupar o pai, sem contar que precisava ser forte por Tali. Dinozzo sênior interrompeu o pensamento do filho:
— Que bom que voltou rápido! Preciso ir ao mercado para reabastecer nossa despensa. Essa pequena tem comido bastante e o que tem na geladeira não durará no jantar. Você ficará bem?
— Claro, se precisar de mais dinheiro pegue na minha carteira.
— Faça minha neta descansar, ela brincou bastante e deve estar cansada. Assim, quando ela acordar já estarei aqui e o almoço estará pronto.
—Ok, pai. Não se preocupe, farei ela dormir.
Com isso ele saiu. Vovô Dinozzo estava tão empolgado com a neta que agora vivia praticamente no apartamento de Tony, e estava sempre ajudando fosse com a comida, fraldas ou limpeza. Fato pelo qual Tony estava muito agradecido. Não só á ele, mas a Palmer e Breena também, que sempre que podiam estavam lá para dar uma força e passar dicas para os Dinozzo.
Tony pegou Tali e começou a ninar. A menina não parecia estar a fim de dormir, e então Tony começou a contar uma historia:
— Ok, Tali, vou contar uma historia, mas já aviso que não é um conto de fadas nem sobre princesas. Tudo começou na França quando uma ninja precisou proteger uma pessoa. Ela tinha seu fiel escudeiro ao seu lado. E após colocarem a pessoa em segurança foram comer. Não foram a um restaurante porque não era o feitio deles, comeram crepes perto da torre Eiffel e sentaram num banco para admirar a torre e a cidade luz. Conversaram bastante sobre o trabalho, seus amigos e sobre a vida. Até que o escudeiro falou:
— Não leva a mal o que vou dizer, mas você esta diferente.
— Não levo a mal. Sinto-me diferente. Acho que Paris tem esse efeito em mim. Disse a ninja olhando para a torre, que esta toda iluminada.
— Algum motivo em particular para isso?
— acho que não, mas ainda assim é como se em Paris tudo pudesse acontecer, como se não existissem regras...
—entendo o que quer dizer... Nos sentimos mais livres quando estamos ‘fora de casa’, como se pudéssemos fazer tudo que quiséssemos.
—Os olhos deles se encontraram e sorriram um para o outro. Estavam falando sobre o mesmo assunto. E pela primeira vez a ninja não desviava dos olhos do escudeiro. Por isso ele se sentiu encorajado para dar o próximo passo, um movimento que ele considerava arriscado, mas não podia perder a oportunidade, e então beijou a ninja que retribuiu. E assim termina a história porque você é muito pequena para ouvir o resto. E por hora basta. Disse Tony, olhando para a filha adormecida em seus braços.
Após colocar Tali no berço, Tony também foi deitar e descansar. Mas começou a pensar em como sua vida deu uma volta de 180º em uma semana. Imaginou como a vida da Ziva deve ter mudado após descobrir a gravidez... ela se aproximou de Orli Elbaz, uma mulher a qual ela não gostava. Mas como Gibbs disse uma vez, “o Mossad é como a máfia, uma grande família feliz”. Mas deve ser pelo fato de ter que enfrentar tudo sozinha... afinal não tinha família para ajuda-la. Mas ainda assim, tinha algo sobre a forma com que Orli falou sobre a rotina da criança que o deixou intrigado. Ou a diretora do Mossad usava todo seu tempo livre para estar com Ziva e Tali ou... uma hipótese louca surgiu na cabeça de Tony, mas ele logo a descartou.
Retornou seus pensamentos para Ziva David, e no por que ela não teria avisado Tony sobre tudo. Será que ela não o conhecia? Achava que ele não assumiria a responsabilidade? Será que ela o achava tão infantil assim? Mas algo dentro dele disse que não era isso... Ele a conhecia e ela o conhecia. Eles se comunicavam só com o olhar. Não, não foi por isso.
E então se lembrou do que Abby falou: “ela te amava, ela me disse”. Não que ele precisasse de uma confirmação, porque ele sabia que ela o amava. Era da mesma forma que ele a amava. E então entendeu o porquê ela nada disse: Ela não queria infligir a mesma dor que Jeanne Benoitt inflingiu ao pedir para Tony escolher entre ela e a equipe. Sabia o quanto significava o trabalho de campo para ele e não queria ter que fazê-lo escolher entre a família de NCIS e ela e um bebê. Ziva viu o quanto ele sofreu com a escolha. Ademais, ela se atormentava por ter feito Tony arriscar a sua carreira para proteger ela de Michael Rivkin. E sofria ainda mais ao lembrar que Tony arriscou a vida quando foi atrás de vingança contra Saleem na África.
— Ela gostaria que minha escolha fosse independente de qualquer situação.
E a saudade dela apertou ainda mais. Levantou-se e foi verificar Tali. Ela estava dormindo profundamente agarrada com seu bichinho de pelúcia Keilev e com a coberta que ainda tinha o cheiro de Ziva. Observou que Keilev não cheirava a queimado. Mas então se lembrou que ela estava num quarto que não foi atingido pela explosão.
Pensou na sorte que Tali teve, afinal uma explosão daquela magnitude levou toda a casa abaixo conforme visto no noticiário. No meio desse pensamento agradeceu mentalmente Ziva por sempre ter uma mala pronta caso precisasse fugir. Hábito adquirido no Mossad e NCIS.
Quase que imediatamente Tony foi olhar a mala de Tali. Não estava queimada (aliás, nenhuma das coisas que foram entregues à ele estavam com o cheiro característico de uma explosão), mas estava surrada. Parecia aquelas bolsas usadas pelas mães no dia a dia. “Podem ser coisas recém compradas por Orli”. Pensou. Mas então porque a bolsa continha o nome de Tali marcado?
Achou estranho. Afinal, com a experiência que ele tinha com explosões sabia que haveria algum vestígio do fogo naquelas coisas, mas não havia nada. E pôs-se a organizar os pensamentos:
— Talvez Tali estivesse na escola... Não, Orli disse que ela foi sobrevivente da explosão... Mas a explosão destruiu tudo no primeiro choque. E por que Ziva colocaria uma foto deles na mala de emergência da criança? Caso morresse para ela saber quem era a mãe e o pai? Como Orli sabia tanto sobre as coisas de Tali? Exatamente todas as recomendações. Tudo bem ela e Ziva serem amigas, mas ela saberia tudo isso sobre uma criança com quem não tinha relação? Se Ziva e Orli estavam tão próximas, a diretora teria avisado Ziva sobre o perigo de Trent Kort...afinal o Mossad sabe de tudo... a não ser que...
Eram muitas as questões que passavam pela cabeça de Tony. O mesmo pensamento que fora descartado anteriormente retornou a mente de Tony. Isso o agradou, mas teve que afastá-lo porque doía demais voltar à realidade. Mas precisava falar em voz alta:
—Ziva esta viva. Ela não morreu. Orli avisa Ziva sobre o perigo que corre devido a Trent Kort. Ela e a diretora do Mossad bolam um plano para colocar Tali a salvo. Ziva muda de nome, sai do país e vai atrás de Kort para mata-lo. O Mossad monitora as movimentações e divulga que Ziva morreu para que Trent acredite que atingiu seu objetivo. Confiando que o seu bem mais precioso fique segura com o pai e pretendendo encontra-la assim que possível.
Mas porque Orli não me avisou sobre tudo isso? Claro, porque Ziva sabe que sendo filha do ex diretor do Mossad sempre será alvo do inimigos do seu pai, então prefere que pensem que ela esta morta. Inclusive as pessoas do alto escalão das agencias americanas, o que inclui o diretor Vance.
Mas ela poderia confiar no Gibbs... Orli poderia explicar tudo a ele durante um telefonema... pensou Tony. Isso trouxe ele de volta a realidade. Ziva estava morta e ele tinha que aceitar isso.
Tony levantou da cama quando escutou a fechadura da porta sendo aberta para ajudar o pai com as compras.
— E Tali, esta bem? Ela dormiu?
— Não se preocupe pai, ela esta dormindo e esta bem.
— Voce é não esta com uma cara muito boa... tem conseguido dormir?
— Tirando as horas que Tali acorda, sim.
— Tony, que tal eu dar uma volta com Tali depois do almoço para que você descanse direito? Volto para o jantar. O que acha?
—obrigado pai. Por tudo. Acho que você se adaptou aos fatos melhor do que eu.
—não precisa agradecer. Somos uma família. E eu sempre quis ser avô. Especialmente de uma menina.
O almoço transcorreu normalmente. Então foram arrumar Tali para seu passeio. Ela era toda Ziva, inclusive na determinação... quando escolhia uma roupa tinha que ser aquela. E então saíram para o passeio. E Tony foi descansar. Deitou na cama e tentou dormir. Mas precisava de uma informação, então ligou para a Orli Elbaz.
—estava esperando sua ligação, agente Dinozzo.
— não sou mais agente. E se estava querendo falar comigo porque não falou?
—falei tudo o que eu precisava na sede do NCIS.
—mas não falou tudo o que queria. O que aconteceu? Como foi? Porque as coisas de Tali não possuem rastros da explosão?
— calma Dinozzo. Vou lhe explicar tudo. Quando o NCIS nos informou sobre Kort eu fiz questão de alertar Ziva. Estávamos muito próximas. Então bolamos um plano no qual ela fingiria desconhecer a situação para que Trent Kort fosse atrás dela e ai nós o pegaríamos. Para isso ela precisava deixar Tali em segurança, então ela me entregou a criança algumas horas antes da explosão e foi atrás de Kort. No entanto, não obtivemos êxito em encontra-la e a ultima localização que temos dela é naquela casa. É tudo o que sei.
—vocês colocaram Ziva em risco de propósito?? Como assim não conseguiram avisá-la?
— Dinozzo, foi escolha dela. Ela não queria que a filha vivesse escondida e preferiu terminar logo com as coisas. Mas nem tudo saiu como esperávamos. Sinto muito. Eu também perdi uma amiga.
— a ossada era dela mesmo? Vocês confirmaram?
—tudo foi incinerado, se havia um corpo não tivemos como identifica-lo.
— então ela ainda pode estar viva?
— duvido muito Tony. Se assim fosse, ela já teria entrado em contato conosco. Ou com você, que está com a filha dela. Sinto muito por sua perda. Mas saiba que ela te amava.
—obrigado... hum... sinto muito também.
Após esse telefonema, Tony chorou, chorou muito. Aquela dor que ele estava evitando há dias o pegou de surpresa e foi devastadora. Sentiu como se o mundo perdesse as cores e parecia que o ar não alcançava seus pulmões... estava desesperado... não conseguia viver num mundo onde Ziva não existia. E o pior, teria que matar aquela intuição que teve de que Ziva estaria viva. Mas não conseguia. Para ele sua ninja era invencível. Ele a viu passar por muitas dificuldades e lutar para sobreviver... não era possível que ela terminasse sua vida daquela forma tão injusta.
Chorou até dormir. Só acordou com o som da campainha. Achou que fosse seu pai, embora ele nunca esquecesse as chaves. A campainha estava tocando incessantemente. E isso fez com que ele se apressasse em abrir a porta. Quando abriu a porta pensou que estava sonhando. Era ela. Ziva.
Se olharam por breves segundos, ele com os olhos inchados pelo choro e sono e incrédulos pela figura que estava diante dele. E ela com olhar de quem busca perdão. Esses segundos pareceram minutos até que se encontraram num abraço. Ele tentava se convencer de que não era um sonho. “você esta aqui mesmo?” “eu estou sonhando?”.
—Tony sou eu, estou aqui. Eu estou viva!!
— eu sabia! Minha ninja não pode morrer! Não daquele jeito!!
— eu quero muito te explicar tudo, mas antes onde esta Tali? Cadê minha filha? Como ela esta?
Tony olhou o relógio e percebeu que dormiu quase a tarde toda. Estava quase na hora do jantar.
— NOSSA filha esta ótima. Ela esta passeando com meu pai e daqui a pouco chegam.
Ziva respirou aliviada, mas ainda assim sentia que precisava ver a filha para se certificar do que Tony dissera. Antes que pudessem dizer qualquer coisa seu pai abriu a porta do apartamento. Tali, que segurava a mão de seu avô, se soltou e correu para os braços de Ziva, que agora sim, sentia-se completa e inteira novamente.
Dinozzo sênior estava espantado, mas esboçava um sorriso nos lábios e logo foi abraçar Ziva. Ele realmente se adapta rapidamente com mudança de situação, sem nem se preocupar em como ela se deu. Com todos abraçados, Tony envolveu todos em seus braços como pode e se sentiu completo como há muito ele não sentia. Eram uma família.
Após esse momento de união e alegria, senhor Dinozzo, agora vovô, estava procurando copos e champanhe para brindarem. Tali estava alegre sendo aninhada no colo da mãe e Tony olhava para aquela cena e pensou em como aquilo era tudo o que ele tinha sonhado para si de uns tempos para cá. Estava numa felicidade imensa, mas ainda assim apreensivo. Apreensivo de que tudo não passe de um sonho e que a qualquer momento poderia ser retirado dali. Todos trocaram poucas palavras até o fim do jantar.
Estavam alegres e qualquer momento de constrangimento era quebrado por brincadeiras de Tali e pelo Dinozzo sênior. Após o jantar Tali dormiu e seu avô a colocou no berço e foi se retirar, afinal sabia que Tony e Ziva tinham muito a conversar. Deu boa noite, e um beijo na testa de Ziva e foi para seu apartamento.
Após trancar a porta, Tony se sentou na beira do sofá, afastado de Ziva, que estava confortavelmente sentada com os joelhos dobrados como índio. Se olharam com intensidade... sabiam que havia muito a dizer, a se fazer mas por onde começar...
—Finalmente sós... Ziva falou.
—sim... você precisa de algo, quer ir dormir ou...
— acho que precisamos conversar.
— pensei que quisesse fazer isso pela manhã.
— você sabe que eu odeio adiar as coisas.
—sei... então vamos conversar.
— antes de tudo Tony, gostaria de pedir desculpas por não ter dito nada á você sobre minha gravidez. Eu queria e muito. Mas é que eu não queria que você abandonasse tudo por minha causa. Eu...
— eu teria largado tudo por você!
— eu sei. E é por isso mesmo que eu não falei. Eu acabaria estragando sua vida e você talvez escolhesse algo do qual se arrependesse depois. Eu não poderia causar isso a você.
— eu gostaria de ter estado ao seu lado durante todo o tempo.
— gostaria disso também... mas não podemos mudar o passado. E por isso peço que você me desculpe. Entendo se não conseguir me perdoar, mas pelo menos tente entender...
— eu cheguei a imaginar que você não me conhecesse... você chegou a duvidar que eu assumiria minha filha? Me acha tão irresponsável ou imaturo assim? Tony não queria brigar mas percebeu que estava um pouco irritado. Gostaria de explicações.
—eu sou a pessoa que mais conhece você no mundo. Eu nunca duvidei de você ou da sua competência ou maturidade. Pensei que assim estava deixando o caminho livre para você fazer sua escolha. Se quisesse ficar comigo que fosse por mim. Sem contar que eu não poderia te afastar do NCIS, não depois de tudo que eu o fiz passar.
—mas estamos falando de uma criança. Eu merecia o direito de saber que tinha um filho, merecia ver os dois anos dessa criança o nascimento...
—Tony... não sei mais o que posso dizer... fiz o que eu achei melhor para mim, minha filha e para você naquela situação. Isso gerou algumas consequências pelas quais eu peço perdão. Mas se precisasse faria da mesma forma. Entenda, foi o que eu achei que fosse melhor.
Tony respirou fundo e ficou em silêncio por uns minutos... pensando se ainda estava irritado e se desculparia Ziva por ter escondido dele sua filha. Enquanto não se decidia se perdoaria Ziva ou não, Tony tinha outras questões a fazer:
— como você escapou? Porque não entrou em contato comigo? Ou com Gibbs?? Você não confia mais em nós??
O olhar de Ziva demonstrou a confusão, pois ela ainda esperava a resposta sobre o perdão. Mas conhecendo Tony sabia que ele precisaria de um tempo para ele se decidir. Então, começou a responder todas as outras questões que ele desejava saber.
—acredito que grande parte da historia você saiba. Orli deve ter te contado. Assim que ela descobriu o perigo que eu corria bolamos um plano para que Tali estivesse em segurança e o Mossad capturasse Trent Kort. Ela precisava dele para barganhar o FBI com um assunto dela. Então me coloquei como isca. E voltei para casa. Assim que notei os detonadores, deixei meu celular e fui para casa de Shmeil.
—Shmeil, the man of steel...
Ziva sorriu. Aquele era o Tony brincalhão que ela amava.
— Ele me aconselhou a não avisar ninguém que eu havia sobrevivido. Ele disse que por ser filha do ex-diretor do Mossad e uma ex-agente eu correria muito risco a minha vida inteira. E o pior colocaria em risco Tali. Como Orli sabia sobre a paternidade de Tali sabia que ela iria te contatar. Sendo assim, ele conseguiu, através de seus contatos, um novo passaporte e uma passagem para os EUA. Gostaria de ter avisado Gibbs, Orli...
—mas não pode deixar que Tali corresse qualquer risco. Eu entendo. Tenho desenvolvido esse sentimento também... É como se eu já a amasse.
Ziva gostou de ouvir Tony dizer que amava sua filha. Mas ela já tinha percebido pelo modo com que falava dela, como a olhava e como brincava. Para quem tinha medo de crianças, Tony tem se saído muito bem, pensou consigo mesma.
Passados uns minutos Tony quis saber:
— então não vai avisar Gibbs e o resto do time?
—Por enquanto não. Vamos deixar a poeira abaixar...e depois avisamos.
—Abby não ficará feliz.
Deram risadas. E ficaram em silêncio novamente.
— E agora, quais são seus planos? Perguntou Dinozzo.
—Não sei. E os seus planos?
—eu pretendia ir à Israel e depois para França.
—França?
—França.
Sorriram.
Tony estava na sentado na beira do sofá praticamente imóvel desde que começaram a conversar. Vendo que o perdão dele esta difícil, Ziva se aproximou, entrelaçou suas mãos nas dele e o olhou no fundo dos olhos e disse:
—Tony, eu te amo. Tenho amado você todo esse tempo e preciso que você me perdoe. Ficava difícil não chorar, especialmente quando aquele belo par de olhos verdes a fitavam seriamente. Mas ela precisava dizer àquelas palavras que estavam entaladas na garganta dela há anos. Ainda que ela não fosse ouvir de volta.
—Eu faria tudo para te fazer feliz, me desculpe por ter te magoado mais uma vez.
Ele nunca tinha visto Ziva desta forma. Não que ela estivesse desesperada, mas lágrimas não paravam de cair dos seus olhos. Ele não aguentava vê-la desse jeito e a abraçou. Naquele momento sou que toda a irritação pela omissão fora embora. O que ele estava pensando, agora que tinha sua ninja de volta não era momento para orgulho. Precisa ficar com ela e Tali de qualquer modo que fosse, pois sabia que só assim conseguiria ser plenamente feliz.
—Ziva, você sabe que eu te amo, eu amo a nossa filha. É claro que entendo o que você fez, posso não concordar, mas entendo.
Estavam abraçados e chorando ao mesmo tempo, mas estavam felizes. Tony então passou seu braço pela cintura de Ziva para enlaçá-la melhor e sua outra mão foi para a nuca de Ziva. Ela por sua vez, sabia o que viria a seguir e também enlaçou Tony com um dos braços e com a outra mão segurou no pescoço de Tony. Beijaram-se. De forma calma, leve, tranquila. Porque afinal agora estavam juntos.
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