when the rain washes you clean

1 gotas de sol / frio de verão.


Notas iniciais
Oi, tudo bom? Porque eu não tô. Eu ainda não acredito que consegui escrever isso, tipo, AAAAAAAA. Enfim. Presente de aniversário super-hiper-ultra-mega atrasado para a minha irmã, que provavelmente merece algo melhor, mas... er. Bom, clauleth foi a primeira coisa que pensei em escrever pra tu, mas fiquei em dúvida sobre tentar justamente porque, como você já sabe, ainda não joguei VW e não vi o suporte deles. Mas, né, o Claude é hot então decidi arriscar. /corre Boa leitura!

q u a n d o a c h u v a t e l a v a r

É em momentos como aquele que Byleth sente como se estivesse emaranhada num rolo de lã — onde os fios, banhados em um vermelho cruel, a seguram para que não possa escapar de seu destino; de suas decisões; de seu futuro.

Não é como se não esperasse se deparar com aquele tipo de situação mais de uma vez, entretanto; havia escolhido a guerra em prol de um futuro onde o sol pudesse nascer para todos de forma igual, afinal. E até que pudesse ver o sonho de Edelgard se realizar, manchar suas mãos com o sangue daqueles que se opusessem a os ideais dela é inevitável.

Fora que Byleth já estava acostumada com a morte muito antes de ter decidido se juntar ao Império, muito antes até de se tornar professora no monastério Garreg Mach — pois trabalhar como mercenária, assim como crescer sem uma mãe, foram ocorrências essenciais para a formação de sua habilidade de suprimir emoções; o que a fez parecer insensível para as outras pessoas com o passar dos anos, mas que para ela em si, sempre tornou as coisas mais fáceis de lidar.

Nem antes nem agora, Byleth nunca se sentiu no direito de olhar para trás. Não quando as vítimas de sua espadas não a perdoariam mesmo que o fizesse.

Por isso, nem mesmo naquele instante, em que algo dentro de si se aperta ao avistar Claude à distância no campo de batalha, Byleth não se pode dar ao luxo de demonstrar nada. É preciso manter a calma e a cabeça fria.

Ainda assim, de alguma forma, é difícil encará-lo quando havia derrubado muitos dos seus a poucos minutos atrás. Quando havia derrotado seus colegas e suas vestes estavam sujas com o sangue deles. Quando não tem desculpas — e nem poderia ousar em tê-las — para lhe dar.

“Sem ressentimentos, Professora”. Claude sorri, agora mais próximo, com o arco prontamente em mãos. O mesmo sorriso que havia lhe mostrado na primeira vez que se conheceram — o que não chega aos olhos.

Byleth ergue a espada da criação numa fração de segundos. Caso o resultado daquela batalha fosse positivo para sua causa, aquele seria mais um passo em direção a um mundo em que todos poderiam viver sem o peso da hierarquia de nascer com ou sem crests.

Não guardaria ressentimentos de nada, é claro; mas, talvez, se lhe fosse possível, gostaria de poder estender a mão para que seu inimigo — seu antigo aluno, seu mais do que isso, Claude — não se tornasse parte de seus arrependimentos.

E como a água da chuva que leva embora, de forma temporária, a adrenalina da guerra e a dor, ao se dar conta de que aquele rapaz pode ser salvo, Byleth agarra aquela realidade e a segura para que não escorra por entre seus dedos — para que ela não se revele uma miragem criada por sua mente esperançosa.

E, assim, observando, com uma inesperada sensação de alívio presa na garganta, que aquilo é real, Byleth olha para Claude pela última vez.

Para nunca mais o ver — esfriando, assim, o seu sol.

Notas finais
Obrigada por ler!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!