the search for snake
2 O maldito pirata
Mike gemeu de dor ao acordar, demorou alguns segundos para ele notar a situação e se levantar.
–Ei! Onde estão Emily e Helena? – Ele olhava em volta nervosamente.
–Também não sei. – Drake fixou os olhos nele. – E esse é o problema.
– Se alguém nos atacar agora...
– Relaxa, isso é meio impossível. – Drake o interrompeu. — Aquele laboratório certamente estava vazio, nem uma alma viva.
– A não ser pela nossa amiguinha explosiva, certo?
– É, tinha ela. – Ele analisa o local.
– E agora?
– Procuramos as garotas, isso não é obvio?
– Ah claro, senhor sabichão.
Antes de se botarem em caminhada, um homem usando um manto com capuz os atacou com uma lamina. Drake pensou rápido e segurou as mãos dele. Nesse momento o homem acertou um chute nas costelas de Drake, mas era tarde demais, Mike já o socara no estômago. O homem foi ao chão. Sem nem tempo de reação, outros dois homens de manto surgiram, um deles o segurou pelos dois braços, e claramente era muito mais forte do que ele. O outro posicionou a lamina na garganta de Mike.
– Não reaja garoto. – disse ele a Drake. – Ou a cabeça do cegueta vai rolar. Drake cerrou os punhos, mas aquele que tinha caído antes pôs a lamina no pescoço dele.
– Sua cabeça pode rolar também, se quiser. – Ele riu.
Eles não tiveram escolha a não ser se render. Caminharam por um longo caminho no subterrâneo, cercados pelos homens, até que finalmente chegaram a um salão. no centro havia um trono, e nele, estava sentado um homem vestido de pirata. Ele tinha um sorriso malicioso, malvado. Ao seu lado esquerdo, uma garota de longos cabelos vermelhos e usava óculos estava distraída com seu livro, tão distraída que nem percebeu que eles haviam entrando ali. Do lado direito, uma garota bruta, com dreads no cabelo. Ela era tão bruta que demorou para Drake e Mike notarem que era uma garota. O sorriso dela era tão malicioso e maldoso quanto o do “pirata”, e os olhos dela fuzilavam diretamente em Drake.
– Oh... Achamos os nossos garotos explosivos. – Disse o pirata com uma voz grave. – Vocês deram um belo show lá em cima. — Ele deu uma gargalhada.
– Quem é você? – perguntou Drake desconfiado.
– eu sou Westeros Damian. – Ele se levantou e curvou-se. – O pirata da nova era, ao seu dispor, mas podem me chamar de West. – Levantou o olhar com o sorriso maldoso. – E os senhores seriam?
– Eu sou Drake, aluno do Shibusen.
– Mike, idem. — West gargalhou e se deixou desabar no trono.
– Então vocês são os artesãos daquelas doces armas? Se não me engano Helena e Emily, certo?
– Como é? – Mike estremeceu. – Vocês... vocês as acharam?
– Onde estão? – Drake se sentia inquieto.
– Não se preocupem docinhos, logo estarão com elas. – disse a mulher de dreads.
– O que isso quer dizer – Drake avançou em fúria. A garota dreads o agarrou pelo pescoço e o atirou ao chão. Quando Drake tentou se levantar ela o chutou no estomago. Mike gritou seu nome, mas a lamina em seu pescoço se aproximou um poço mais.
– Já chega, Jess. – disse West.
– Ok chefia. – ela cuspiu no rosto de Drake.
– Levem eles para as celas. – Ordenou West aos guardas. Os guardas os carregaram até uma cela, onde os atiraram para dentro. Os olhos de Drake e Mike se arregalaram ao ver a cela do outro lado do canto da sala. Nela estavam Helena e Emily.
– Senhor Drake! – Ela parecia aliviada. – Que bom que está bem, e o senhor Mike também.
– Meu deus, estávamos tão preocupadas. – Disse Emily
– Também estávamos preocupados com vocês, quando acordamos e não as vimos, deus... eu me desesperei. – Mike ainda estava pasmo. – E agora, o que vamos fazer?
– Não sei, e duvido que as garotas saibam. – Drake respondeu. As duas fizeram que não com a cabeça.
Conversaram por um tempo sobre o que deveriam fazer. Todos pareciam abatidos e cansados, caíram no sono facilmente apesar de tudo. O barulho da porta os acordou com um susto. Ao levantarem o olhar, viram a garota ruiva que estava ao lado de West, ela trazia quatro pratos de comida, colocou dois pratos em frente da cela dos garotos.
–Aqui, coma. – ela disse com uma voz suave. Os dois jovens a fitaram um tanto atônitos. Ela encheu uma colher de comida e pôs na boca, mastigou e engoliu. – Viu? Não está envenenada. – Se levantou e pôs os pratos perto da cela das garotas. – Querem que eu prove também?
–Não, não precisa. – disse Helena, pegando os dois pratos e os levando para que Emily pudesse comer também.
– Vão precisar se alimentar pra durar aqui. – Disse olhando para os garotos.
– E o que acontece aqui? – Perguntou Drake. Ela saiu, sentou-se, abriu o livro e começou a ler, ignorando a pergunta dele.
Por fim todos comeram, ao terminarem a ruiva recolheu os pratos e se retirou sem dizer uma palavra sequer. Após se passar praticamente um dia, dois guardas entraram e abriram as celas, pegaram Drake e Helena e os levaram por um longo corredor. Os dois não entendiam para onde estavam indo até que chegaram a uma enorme porta de madeira. Os guardas a abriram e empurraram os dois para dentro. Eles estavam em um arena, havia uma plateia nas arquibancadas e eles gritaram coisas indevidas à Helena. Ao olhar em volta, Drake avistou West sentado em uma cadeira a cima da arquibancada. Ele sorriu, e Drake estremeceu.
– Senhoras e senhores. – Começou West. – Esses jovens são o orgulhoso Drake e a doce Helena. — Helena sentiu um frio na barriga, o estomago de Drake se revirava.
– O que significa isso West?! – gritou Drake em fúria.
– Eles são arma e artesão. – Continuou West, o ignorando. – Aqueles que desafiarão minha querida Miss. — A porta do outro lado da arena se abriu, de lá saiu uma garota loira, vestida de farrapos, cheia de arranhões e machucados, segurando uma faca, que caminhava até o centro.
– Senhor Drake. – A voz de Helena falhou.
– Que comece o combate! – Gritou West, e a multidão gritou em empolgação.
– O que? – Protestou Drake. A garota se atirou na direção deles, Helena logo virara uma foice e já estava nas mãos de Drake.
Ela tentou acertá-lo com a faca, mas ele esquivou por pouco. A faca pegou de leve em sua bochecha abrindo um leve corte. Drake saltou para trás.
–Eu não quero brigar com você. – Argumentou Drake.
Mas a garota já preparara outra investida. Dessa vez, Drake usou o cabo da foice para acertá-la na canela. Ela gritou de dor e foi ao chão, e ele pôs a lamina sobre o pescoço dela logo em seguida.
– Chega disso garota, não quero te machucar.
Ela parecia estar a ponto de chorar. Sua faca tomou uma forma humana, um garoto idêntico a ela, com provavelmente oito anos de idade, cabeceou Drake com toda a força que o pequeno corpo dele poderia conseguir. Infelizmente era pouco. Drake só recuou um pouco, agarrou-lhe pelos cabelos e o acertou uma joelhada no rosto da criança.
– Pode me ouvir agora? – Disse ele à garota. Agora ela estava realmente chorando, Drake não entendeu o por quê.
– A arma não pode mais ser usada. – A voz de West ecoou por toda a arena. – Miss está fora de combate. – Ele sorriu. – Veredicto, execução.- Um frio percorreu o corpo de Drake, Helena chamou seu nome, mas era como se ele estivesse em outro lugar.
– Eu não farei nada a essa garota! — Disse Drake com desprezo na voz, olhando direto para West.
– Nunca disse que o executor seria você. – West sorriu sombriamente. Antes que Drake pudesse fazer qualquer coisa, dois dos guardas encapuzados já aviam os atacado com suas laminas. E no chão estava o corpo dos dois com quem eles lutaram antes, porem agora, o corpo se separava da cabeça.
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