sob meus dedos gelados, seu coração bate

3 Rosas vermelhas e cheiro de morte


Notas iniciais
Mais um pouco de drama que eu trago para as vidas de vocês (ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧ agradecimentos à filhadosubmundo pelo favorito e pelo comentário ♥ Espero que tenham uma boa leitura.

Mais uma vez, os pesadelos eram reais. Não deveriam, não deveriam ser; por que, então, a terra se abria sob seus pés e a cabeça de Jason girava?

Sangue. Havia tanto sangue. Tantos sonhos despedaçados, tantas vidas tomadas, tantas esperanças roubadas. E tanto, tanto sangue — vermelho escuro, quase negro, tingindo a terra como manchas macabras de podridão.

Não podia ser real. Não era real. Ele sabia disso — sabia, porque Gaia fora derrotada, colocada para dormir. Os deuses haviam lhes assegurado que a possibilidade de ela acordar novamente era pequena — pequena o suficiente para ser considerada desprezível.

Não está respirando, ela não está respirando.

Jason só queria que aquilo tudo acabasse logo.

Piper deitava em uma cama de rosas que tinham cheiro de morte.

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— Você acha que o Jason está bem?

— Sinceramente? Eu não acho que ele tenha estado bem em momento algum depois do fim da Guerra.

—… Você acha que ele vai ficar bem em algum momento?

—… Eu não sei, Leo. Eu realmente não sei.

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Jason esconde-se nas florestas, e respira. Respira o ar que tem aroma de folhas em decomposição, de chuva e musgos, de morangos doces. Respira profundamente, até que seus pulmões estejam doendo e seu peito ardendo.

Então, ele se permite cair de joelhos.

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— Jason?

— Sim, Piper?

— Eu só… Eu só queria que você soubesse. Se isso não acabar bem…

— Não fale assim. Vai dar tudo certo. Você vai ver.

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Por que Piper tinha aquele sorriso hesitante no rosto? Aquele sorriso… Piedoso. Como se soubesse coisas das quais Jason não tinha conhecimento. Como se soubesse o que estava prestes a acontecer.

Como se tentasse alertá-lo — porque Piper tomava conta dele mesmo quando Jason não podia tomar conta de ninguém.

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— Eu te amo, Jason Grace. Te amo do fundo do meu coração.

— Eu também te amo, Piper.

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Por que ele a deixara ir? Dividir nunca era uma boa ideia. Nunca. Eram mais fortes juntos, sempre foram; porque eram um time, e é assim que um time funciona. Mas Piper — ah, Piper —, sempre tão confiante, tão crédula, tão disposta a amar… Piper se dispusera a estar distante; porque acreditava que seria melhor assim — porque acreditava que ajudaria.

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— Quem está… Jason?

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Percy não deveria ter olhos preocupados. Não havia motivo para se preocupar. Jason estava bem, ele estava. Ou talvez não realmente, mas ele só precisava de tempo — mais tempo —, porque era muita coisa pra assimilar.

Um ano não era o bastante para fazê-lo esquecer. Mil anos não seriam o bastante para fazê-lo esquecer — o horror, o pânico, o medo, a dor. A constante pressão de ser quem era, de ter que fazer o que fazia. Não era justo que seus amigos tivessem que morrer. Não era justo que tivessem que lutar por terem nascido como eram. Não era justo, e ele não sabia quem culpar por isso — os deuses, a vida, o Destino?

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— Vá embora, Percy. Eu quero ficar sozinho.

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Semideuses enlouquecem, não enlouquecem? Jason já sentia sua sanidade começando a escapar.