Livros e fanfics

Recomendado por Duki

Duki
Sabe aquela história que te faz sorrir, chorar, sentir cada cheirinho ou gosto das coisas, e tudo mais? Essa é uma dessas histórias. Todas as palavras escritas e sentimentos passados para os personagens, podem ser sentidos pelo leitor. O enredo, a narração, o jeito como a autora interage com a gente, tudo isso e muito mais torna essa história tão maravilhosa e perfeita. Eu não estaria mentindo se dissesse que foi a melhor história que já li em meus quase dois anos de Nyah. A autora sabe como nos manter presos a história e principalmente como nos deixar com aquele gostinho de quero mais no final de cada capítulo, e por isso que recomendo a vocês. Leiam: O Mistério das Borboletas vai te fazer dar altas gargalhadas, chorar litros, sentir na pele a dor de cada personagem (não só as psicológicas) e se apaixonar por cada um, seja princesa exilada, ladrão, pescador, sereia, pirata, e até mesmo por uma pequena boneca que, mesmo sendo feita de pano, mostra que a coragem pode vir de qualquer um, até mesmo de um ser tão pequeno quanto uma boneca. O Mistério das Borboletas, podem ler. Prometo que não se arrependerão!
(1) AO INVÉS / (2) EM VEZ

(1) Significa “ao contrário de” -> Ex.: Ao invés do que previu a professora, ele passou de ano.
(2) Significa “no lugar de” -> Ex.: Em vez de jogar futebol, preferimos ver animes.

(1) DE / (2) DÊ

(1) "De" é preposição, une as palavras. -> Ex: Gosto de refrigerante de laranja.
(2) "Dê" é uma ordem (verbo no imperativo afirmativo) que vem do verbo "dar". -> Ex: Me dê um brinquedo, mãe!

Recomendado por Gigi V

Gigi V
Menta nos presenteia em Amor Fati com um relato (muito bem narrado em primeira pessoa, diga-se de passagem) da elite carioca. Sob a ótica da protagonista, temos um relato verossímil e intencionalmente cru das entranhas de uma sociedade que, construída sobre as bases da aparência, esconde as mais variadas podridões sob seus belos e caros tapetes sociais. A autora aborda com verdade e maestria temáticas tão complexas (e sempre atuais) como hipocrisia, racismo, drogas, luxúria... Enfim, distintivos do ser que tanto o corrompem quanto lhe conferem humanidade. Vemos aqui que o ser humano pode ser cruel, indiferente, cobiçoso ou amável, sem que tais atributos sejam determinados por sua condição social. A elite pode, sim, ser podre. Essa é a primeira lição que Cecília, a protagonista, tem a nos ensinar. Mas, em contrapartida, logo nos damos conta de que podem, sim, haver pérolas em meio à sujeira sob o tapete. Menta nos oferece um relato leve e puro da amizade, fazendo-nos crer que nem tudo pode ser corrompido: a amizade de Cecília e Daniel está aí para confirmar que, quando temos amigos verdadeiros, as fases difíceis da vida são mais facilmente superadas; a amizade, afinal, deixa tudo mais leve e suportável. E, por fim, eu não poderia deixar de citar nosso estranho professor... Ele surgiu de repente como uma promessa de que a vida de Cecília vai mudar. Nabokov já nos alertou que relações assim podem ser totalmente destrutivas, logo, resta-nos aguardar que esse estranho não mude a vida da nossa (já tão querida) protagonista para pior. Recomendo enfaticamente a leitura de Amor Fati, um belo e perturbador retrato da realidade da vida que, como não poderia ser diferente, faz jus ao talento e convicção autoral da grande autora que é nossa Menta.