Livros e fanfics
Recomendado por Rain
Rain
Bem, vamos começar do começo. Então, em primeiro lugar, quero recomendar esta história para quem gosta de romances divertidos e de gente que escreve sem assassinar o português. Para mim, qualquer história que tenha amor, humor e correção gramatical já me ganha de cara.
Mas então vêm os pets: o desdenhoso gato Ernesto e o bonhachão do cachorro Mozart. Eles assumem o volante de vez em quando (sim, isso mesmo! olha que delícia!), mostrando a história através de suas impressões peculiares. Aí, gente, fechou pra mim. Porque se tem duas coisas que eu gosto demais são bichos e POVs peculiares. Isso já é o suficiente para eu recomendar duas vezes, mas ainda tenho outra coisa a dizer.
No começo da história, a Juliana diz que aceitou um desafio com Chamem os Bombeiros: o de fazer desta uma história que evolui ao sabor do improviso, sem ter muitas coisas fechadas e pré-programadas. E quem escreve ou já escreveu sabe que fazer algo assim e conseguir se sair uma história realmente boa e costuradinha é só para os fortes. Então, o maior motivo desta recomendação é dizer que ela conseguiu, ou vem conseguindo (escrevo no dia seguinte à postagem do capítulo 20), manter o foco e a qualidade. E eu não tenho dúvidas de que vai ser assim até o fim, porque já ficou claro que ela manda bem demais.
Então, se você tinha alguma dúvida quanto a começar a leitura, faça uma fogueirinha com ela e chame logo os bombeiros.
(1) VULTOSO / (2) VULTUOSO
(1) É algo volumoso, de grande quantidade. -> Ex: as minhas despesas vultosas apavoravam-me.
(2) É algo inchado ou doentio. -> Ex: o clima vultuoso da casa enojava-me.
(1) SOMBRANCELHA / (2) SOBRANCELHA
(1) WAT? Isso non ecziste, sir.
(2) Essa é a forma certa de se referir ao conjunto de pelos que revestem a região acima da órbita do olho. -> Ex: Ele arqueou a sobrancelha.
Recomendado por Jeniffer
Jeniffer
"The Queen's Path" foi uma das grandes surpresas do ano. A atmosfera dos castelos e realeza tem um fascínio próprio, mas exigem a maestria de uma boa escrita para se sustentar. E maestria é o que não falta nessa história.
A habilidade da autora em criar um enredo interessante e bem trabalhado é notável. A história tem um bom ritmo, mantendo o leitor preso em cada capítulo, chegando ao final sempre ansiando pelo próximo.
Isso se deve - e muito - aos personagens incríveis desta história. Todos eles são muito bem desenvolvidos, com histórias próprias tão interessantes que renderiam um livro cada um. As interações e modo como todas essas linhas narrativas se unem é incrível.
A escrita da autora é muito boa e faz com que cada capítulo flua muito bem, o que faz mesmo os capítulos mais longos parecerem breves, nunca o suficiente para satisfazer completamente a curiosidade do leitor.
Mas, para mim, o grande trunfo da autora é sua sagacidade ao criar um quebra-cabeça que faz com que todo leitor se sinta ainda mais envolvido com a trama. Cada capítulo tem dicas, falas e pensamentos que parecem aleatórios, mas que instigam o leitor a desvendar a trama de cada personagem e como isso afeta o enredo ao seu redor.
A narrativa é de tirar o fôlego, de fazer chorar, gritar de raiva e depois chorar um pouco mais. É o tipo de história que faz com que o leitor se sinta parte da narrativa, que transmite cada cena e emoção com a medida certa para criar uma empatia sem tamanho. Logo, logo o leitor já estará se importando com os personagens, sofrendo com suas desaventuras, tentando desvendar se as intenções de cada um são ou não puras e, invariavelmente, criando inúmeras teorias sobre os capítulos que ainda estão por vir.
É uma leitura obrigatória para quem aprecia histórias bem desenvolvidas, mas, principalmente, para quem gosta de viver as histórias e - mesmo que só por alguns minutos - ser transportado para dentro das palavras e para bem longe do mundo real.
Recomendo a todos ♥