Livros e fanfics

Recomendado por ParkBruh

ParkBruh
Existem vários tipos de histórias; desde aquelas em que lhe causam risos e uma felicidade incessante até aquelas lhes fazem questionar sobre os anseios e regras do mundo. Alguns preferem comedias, querendo rir, divertir-se. Outros procuram respostas para suas próprias dúvidas e medos nas que abordam um tema delicado. A Cor da Chuva é um meio termo dessas duas. Alguns capítulos arrancam sorrisos, suspiros ou mesmo gritinhos. Outros despertam um instinto protetor, onde o leitor procura querer colocar os personagens numa bolha de proteção contra a crueldade da realidade e deixa-lo ali para nunca mais ser afetado por problemas. Em certos pontos também se sente raiva; quer dar um sacode de maneira que tal personagem abra bem os olhos para ver que o invisível é na verdade bem visível e que um esticar de mão pode ajudar a resolver um problema. Sinceramente A Cor da Chuva é uma história digna de tantas recomendações. Mostra os obstáculos da vida, que nem tudo é impossível, mas que nem tudo é possível. Como eu disse: um meio termo faz o perfeito encaixe. Mas é exatamente por isso que deixo, com um intenso prazer, uma recomendação. Atrasada, mas deixada. A autora minha amada sempai Mililika merece esta e muito mais.
"MAS, MAS, MAS..."

Enriqueça o seu vocabulário e utilize outros conectores como: contudo, todavia, embora, senão, apesar disso, ainda assim, porém, entretanto, no entanto, mesmo assim...

(1) DISCRIÇÃO / (2) DESCRIÇÃO

(1) É a qualidade de ser discreto. -> Ex: a sua discrição era digna de comparação a um ninja.
(2) É o ato de descrever algo. -> Ex: talvez você devesse melhorar a sua descrição do ambiente.

Recomendado por Gigi V

Gigi V
Menta nos presenteia em Amor Fati com um relato (muito bem narrado em primeira pessoa, diga-se de passagem) da elite carioca. Sob a ótica da protagonista, temos um relato verossímil e intencionalmente cru das entranhas de uma sociedade que, construída sobre as bases da aparência, esconde as mais variadas podridões sob seus belos e caros tapetes sociais. A autora aborda com verdade e maestria temáticas tão complexas (e sempre atuais) como hipocrisia, racismo, drogas, luxúria... Enfim, distintivos do ser que tanto o corrompem quanto lhe conferem humanidade. Vemos aqui que o ser humano pode ser cruel, indiferente, cobiçoso ou amável, sem que tais atributos sejam determinados por sua condição social. A elite pode, sim, ser podre. Essa é a primeira lição que Cecília, a protagonista, tem a nos ensinar. Mas, em contrapartida, logo nos damos conta de que podem, sim, haver pérolas em meio à sujeira sob o tapete. Menta nos oferece um relato leve e puro da amizade, fazendo-nos crer que nem tudo pode ser corrompido: a amizade de Cecília e Daniel está aí para confirmar que, quando temos amigos verdadeiros, as fases difíceis da vida são mais facilmente superadas; a amizade, afinal, deixa tudo mais leve e suportável. E, por fim, eu não poderia deixar de citar nosso estranho professor... Ele surgiu de repente como uma promessa de que a vida de Cecília vai mudar. Nabokov já nos alertou que relações assim podem ser totalmente destrutivas, logo, resta-nos aguardar que esse estranho não mude a vida da nossa (já tão querida) protagonista para pior. Recomendo enfaticamente a leitura de Amor Fati, um belo e perturbador retrato da realidade da vida que, como não poderia ser diferente, faz jus ao talento e convicção autoral da grande autora que é nossa Menta.