só entre Nós Dois
3 Capítulo 3 - Nosso melhor momento
Notas iniciais
- Juntos! não sei porque essa palavra não sai da minha mente. Foi o que pensei quando ela sentou a mesa. Tanto pra dizer e tão pouca coragem. Talvez eu estivesse me comportando como um colegial com sua primeira “futura” namorada, Ren sorriu.
- o que você estava ouvindo? Disse Ren percebendo que ela estava segurando um mp3.
- nada demais, algo pra me fazer pensar no personagem.
- sério? Posso ouvir?
- nem sequer lembro o que estava ouvindo acho que música não é meu forte.
- vamos ver... Ren sorriu colocando um dos fones a musica começou a tocar suavemente. . . ela pegou o outro fone para lembrar o que estava ouvindo.
- estavam mais perto do que o de costume
- a música estava quase no refrão, e o clima da sala havia mudado totalmente,
“What hurts the most, was being so close
And having so much to say
And watching you walk away
And never knowing, what could have been
And not seeing that loving you
Is what I was trying to do”
Eles se olharam era muito perto, era inevitável, corações explodindo, sentimentos recíprocos, totalmente encobertos.
Ela soltou o fone
- a comida vai queimar! Ela se levantou rapidamente
Ele a segurou pelo braço num movimento rápido, não podia mais se segurar, ele precisava falar, ele precisava tocá-la, aquilo era uma tortura para ambos.
Ela se virou e ele se levantou quase que simultaneamente, falar naquele momento era totalmente desnecessário, ela a puxou para si e segurou o seu rosto,
Kyoko ficou pálida! Por mais que quisesse se mover não conseguiu mover um músculo seu corpo não lhe obedecia criou vontade própria e a vontade dele era se perder naqueles braços.
Ren percebeu que o sangue lhe sumira mais seu corpo se movia sozinho também perdera totalmente o controle de suas atitudes, seus lábios o convidavam e aquela distancia não poderia resistir, nem queria,Ele se aproximou lentamente com se pedisse para que ela o impedisse mais Kyoko não poderia fazer tal coisa.
- Ren . . . ela sussurrou como se fossem as últimas palavras de sua existência, aquela palavra o tocou profundamente, ele nunca a ouviu pronunciar seu primeiro nome sem o Tsuruga antes foi o convite que ele esperava . . . ele a beijou.
Aquele beijo era como uma manhã ensolarada, dissipando a escuridão das dúvidas de Ren, e trazendo para ele seu calor. Seus lábios finalmente tocaram os dela, primeiro gentilmente, bem de leve para incendiar o desejo na boca dela, e lentamente ele começou a intensificar o beijo, seguro rosto dela com as duas mãos, afastou o rosto um pouco de forma que as bocas estivessem quase se tocando, tomou um pouco de ar, roçou sensualmente seus lábios nos dela como se procurasse a melhor posição para tomá-la, e tornou a beijá-la dessa vez mais profundamente . . .
Kyoko estava com a mente totalmente em branco, não lhe ocorria nada, nunca tinha experimentado algo como aquilo, sua mão direita sobre o peito de Ren inicialmente serviria para afastá-lo mas seu corpo como um todo desejava aquele homem, e a mão sobre o peito dele só atiçava mais a vontade que ela tinha de tocá-lo.
Ele se afastou um pouco infelizmente precisava respirar, não podia segurar mais seus sentimentos. . . - Kyoko. . . eu amo você!
Aquelas palavras trouxeram Kyoko a realidade o que ela estava fazendo? Se perdendo daquele jeito nos braços do Rei das noites? A mulher que prometeu nunca mais se apaixonar? A idiota que deu 110% de si para alguém como Fuwa Sho. Num esforço sobre humano ela se afastou dele.
- O que estamos fazendo? Ela se perguntou em voz alta passando as mãos sobre o rosto.
-Kyoko, me desculpe. . . eu . . eu .. Ren estava assustado com aquela reação.
- Tsuruga-san, eu vou embora. Ela disse isso dando as costas mas ele a segurou
- Por favor Kyoko vamos conversar .. deixe-me explicar. . .
Ela puxou o braço que escapou das mãos dele, — Desde quando você me chama de Kyoko? Ele empalideceu, ela se dirigiu a porta ele fez menção de impedi-la, ela falou sem nem se virar para ele.
- Por favor, não me acompanhe.
Ele ficou estático com aquelas palavras frias.
Ela saiu batendo a porta, ele escorregou lentamente pela parede em que ele tinha acabado de se encostar. Não podia acreditar no que estava acontecendo, em apenas dois minutos toda confiança que tinha adquirido escapava entre os dedos como quem segurava água, não era possível aquilo não podia estar acontecendo, tudo que ele mais temia acabava de ocorrer diante dos seus olhos perplexos, e a única coisa que escapou dos seus lábios fora um sussurro desconsolado foi:
- O que foi que fiz?!
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